Imagem do Pinterest
Chega o final de ano e junto dele vem esse sentimento nostálgico, ficamos pensando nas coisas que fizemos ao longo dele. Nesse momento eu percebo que não descobri a cura para alguma doença grave. Não recebi nenhum Nobel ou um Oscar. Não criei nenhum aplicativo muito útil que ajuda a vida das pessoas. E nem descobri um planeta novo.

Nesse ano posso não ter feito coisas extraordinárias na minha vida, mas pode apostar que cada dia foi extraordinário e único para mim. Eu entrei na faculdade e conheci pessoas incríveis que de algum modo vão mudar minha vida para sempre, querendo ou não a convivência com outras pessoas acaba te influenciando de alguma forma. Comecei um relacionamento, algo que não conseguia imaginar a alguns anos atrás. Me afastei de alguns amigos importantes, eram amizades que eu acreditava que iria durar para sempre. Me aproximei de velhos amigos. Fiz novas amizades que eu pretendo levar para sempre junto de mim. Me tornei alguém mais engajada politicamente e feminista. E me tornei mais confiante, superei alguns obstáculos e agora vejo com clareza que eu sou capaz de qualquer coisa, é como se o céu fosse o limite. Até mesmo consegui um estágio que tanto queria!

Sei que muitas tragédias aconteceram nesse ano de 2016, e que muitas pessoas estão contando as horas para esse ano acabar, mas apesar de todas as coisas negativas que aconteceram também consigo enxergar alguns pontos positivos. Arrisco a dizer que está sendo um dos melhores anos da minha vida — sei que isso soa como um verdadeiro clichê, mas em alguns momentos nada é melhor do que um bom clichê.

E para esse ano incrível só tenho que agradecer as pessoas a minha volta. Esses meus amigos tornaram o meu ano mágico, pois me apoiaram quando eu precisava e quando tinha motivos para celebrar eles também estavam ao meu lado. Nós rimos, choramos e divertimos juntos.

Poderia passar horas citando os nomes de todos eles, mas acho que cada um tem consciência de que é importante na minha vida, e que mesmo afastados eles ainda tem o seu devido espaço no meu coração — meu coração é feito coração de mãe, sempre tem espaço para mais um. E percebo que por ter ao meu lado pessoas tão incríveis é muito melhor do que ganhar algum tipo de reconhecimento ou um prêmio renomado, essas duas coisas poderiam me render algum tipo de dinheiro ou fama, mas nada disso se compara do que estar rodeada de pessoas que transformam a minha vida dia após dia.


Imagem do Pinterest
O Natal é uma data que sempre rende histórias memoráveis, basta pegar um foto de uma ceia que logo vão surgir casos para contar e algumas lembranças para reviver.

Durante a minha infância, essa época do ano foi marcada por duas coisas: muito choro e correria. Eu sempre amei o Natal, porém odiava o Papai Noel com todas as minhas forças. Bastava ele chegar na casa da minha avó que eu saia correndo, me escondia e algum cômodo da casa e pra fazer com que eu tirasse foto junto dele era muito complicado. Muitas crianças sorriem e demonstram alegria quando estão junto do Papai Noel — exceto quando o queridíssimo Fora Michel Temer está por perto —, mas em todas as minhas fotos é possível notar uma cara de choro e uma expressão de desagrado. Isso persistiu até os meus sete anos de idade.

(Spoiler: nessa época descobri que o Papai Noel não existia).

Outra lembrança que eu tenho é de quando eu ganhei um guardanapo de presente. Sim, você leu certo. Aos 16 anos de idade eu ganhei um guardanapo. A minha família inteira estava reunida trocando os presentes e o clima de alegria parecia reinar pelo apartamento, os sorrisos que iam de ponta a ponta ao perceberem que tinham ganhado o presente que tanto estavam esperando.

Foi durante essa troca que eu peguei um pequeno embrulho vermelho decorado com alguns bonecos de neve, apertei para tentar descobrir o que era e a única conclusão que eu cheguei era que parecia ser um objeto muito macio, nem tinha ideia do que estava me aguardando.

Quando abri me deparei com um monte de guardanapos. Nem consegui disfarçar a minha cara de decepção, não consegui sorrir para fingir que estava contente com aquilo. Foi broxante. Fui conferir o embrulho para ver se não tinha pegado sem querer o presente de outra pessoa, mas no embrulho estava escrito: "BRUNA". Infelizmente aquele era o meu presente, não tinha sido nenhum tipo de engano. Aquele momento foi pior do que quando minha avó voltou pra China e deu iPod pra todo mundo da família, e para mim um monte de meia.

Mais tarde descobri que os guardanapos custavam 13,90 reais, se uma pessoa tem esse dinheiro pra gastar poderia muito bem ter me comprado uma barra de chocolate das lojas Americanas — lá vive rolando a promoção de 3 barras por 10 reais —, ou umas quatro trufas de 2 reais da Cacau Show. Eu amo chocolate e não ligo para o preço do presente, mas se tratando de um guardanapo fica difícil de defender.


Recentemente vi o filme "Rogue One" e não poderia deixar vocês sem uma crítica sem esse filme, não poderia deixar o ano acabar para escrever sobre. Era um filme que eu estava esperando ansiosamente e não sai decepcionada da sala de cinema!

"Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO."
Um ano após o lançamento de Despertar da Força, chegou aos cinemas "Rogue One — Uma História Star Wars". Assim conhecemos a jovem Jyn Erso (Felicity Jones), que ainda criança foi afastada de seu pai o cientista Galen Erso (Mads Mikkelsen), o responsável por construir a Estrela da Morte — uma estação espacial bélica criada pelo Império Galáctico que é capaz de causar a destruição total de planetas.

Já adulta, Jyn acaba sendo resgatada pelo piloto Cassian Andor (Diego de Luna), para ajudar a Aliança Imperial a encontrar Saw Gerrera (Forest Whitaker), que está com um piloto que se rebelou contra o exército de Darth Vader e que contem uma mensagem muito importante do Erso.
Inicialmente o único objetivo de Jyn é reencontrar com o seu pai, ela não liga para a rebelião ou para a guerra que existe. Mas, depois de enfrentar alguns obstáculos pelo caminho ela se junta à Aliança Rebelde para ajudar a combater a dominação imperial. E ela não está sozinha nessa missão, Jyn acaba contando com a ajuda do Capitão Andor, o robô K-2SOChirrut Imwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Jiang Wen). Juntos todos eles acabam  embarcando em uma missão, que apesar de parecer algo suicida, é a única esperança que eles possuem.

O filme é repleto de cenas de ação entre os rebeldes e o Império, com cenas bem dinâmicas fica impossível de o espectador acabar ficando entediado. Esse foi o primeiro spin-off em live action de Star Wars e é capaz de deixar o público completamente encantado e arrepiado — as cenas de ação e os efeitos especiais são incríveis. É um filme que consegue gerar um pouco daquela sensação de nostalgia ao assistirmos.
O público irá se divertir com alguns personagens, principalmente com os hilariantes diálogos entre o K-2SO e Andor. E já aviso que você vai se apegar a algum deles, é impossível não gostar. E os personagens são bem construídos e complexos. Temos uma protagonista amargurada pelo seu passado e que teve de lutar para viver como nômade, um homem que desde pequeno vem lutando na rebelião e isso deixou marcas nele, um piloto que está tentando se redimir dos erros cometidos no passado e um cego que tem uma fé inquestionável na Força.

Trata-se de um excelente filme, capaz de conquistar os fãs e as pessoas que agora estão começando a adentrar nesse universo de Star Wars. É um filme muito bem trabalhado e pensado, tanto é que o seu final é o início do filme "Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança", lançado em 1977. É um filme que resgata o antigo público e que ao mesmo tempo atraí uma nova geração.
Fica Técnica

  • Título: Rogue One — Uma História Star Wars.
  • Gênero: Aventura, Ficção científica, Ação.
  • Direção: Gareth Edwards.
  • Duração: 2h 14min.
  • Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker, Donnie Yen, Jiang Wen e Alan Tudyk. 

Curiosidades: 
  • Trata-se do primeiro spin-off em live action de Star Wars a ir para os cinemas dos Estados Unidos.
  • O nome de Jyn Erso, personagem da Felicity Jones, é uma referência a Jan Ors, um personagem no jogo de vídeo game Star Wars: Dark Forces (1995). Na primeira missão do jogo, Ors e Kyle Katarn recuperam os planos para a Estrela da Morte.
  • Primeiro filme de Star Wars a não apresentar Obi-Wan Kenobi de forma alguma. Em Star Wars: O Despertar da Força (2015), sua voz é ouvida brevemente.
  • Primeiro filme a ser feito sem o C-3PO, interpretado por Anthony Daniels. Anthony foi o único ator que fez a voz do simpático robô, inclusive em vídeo games e outras criações Star Wars.
  • Os primeiros 28 minutos do filme foram exibidos no Skywalker Ranch para alguns convidados especiais, em 3 de dezembro de 2016.


Título: Uma Breve História do Tempo
Autor(a): Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 335
Classificação: 3/5

Sou uma pessoa de humanas, e física sempre foi uma pedra no meu sapato durante o Ensino Médio, me esforçava para conseguir ficar na média, estudava apenas por uma questão de obrigação e às vezes perdia a paciência. Nunca poderia imaginar que um dia acabaria lendo algum livro do Stephen Hawking, mas depois de ganhar um sorteio do Nostalgia Cinza — blog da minha amiga Laura —, eu precisei rever alguns dos meus conceitos. E, no final de tudo, até que física pode ser muito mais interessante do que eu poderia imaginar.
"Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?
Com ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado, Hawking desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. Para o iniciado, Uma breve história do tempo é uma bela representação de conceitos complexos; para o leigo, é um vislumbre dos segredos mais profundos da criação."
Acredito que a maioria das pessoas possui alguma dúvida a respeito do mundo em que vivemos: "qual é a origem do universo?", "será que ele é infinito?", "desde quando o tempo existiu?"... essas e outras mais perguntas são respondidas e explicadas por Hawking no livro "Uma Breve História do Tempo", que foi publicado originalmente em 1988 e que ganhou uma nova versão em 1996, que além de incluir novos resultados teóricos e observacionais, também conta com um novo capítulo que fala sobre buracos de minhoca e viagens no tempo.

O livro é composto por 12 capítulos, e através deles conhecemos vários conceitos da física e da cosmologia. Os trabalhos de Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Hubble, Einstein e até do próprio Stephen são utilizados para explicar as observações sobre o universo, nesse momento até me recordei das aulas de física do Ensino Médio. Algo que antes que não me despertava o interesse e que eu achava complicado, passou a me parecer cada vez mais fascinante. Algumas coisas que eu não entendia direito passaram a fazer um grande sentido.
“A maioria das pessoas acharia um tanto ridícula a imagem do nosso universo como uma torre infinita de tartarugas, mas por que acreditamos saber mais do que isso? O que sabemos sobre o universo, e como sabemos? De onde ele veio e para onde está indo? O universo teve um começo? Se teve, o que aconteceu antes? Qual é a natureza do tempo? Um dia ele vai chegar ao fim? Podemos voltar no tempo?"

Não é um livro fácil de ler, têm muitos termos científicos — as notas do rodapé foram a minha verdadeira salvação —, e como tenho certa dificuldade em física precisei voltar em algumas partes para compreender toda a informação. A sensação que eu tive ao ler era de que finalmente estava conseguindo aprender e entender algo que eu achava ser extremamente difícil, nunca achei que poderia ter esse tipo de prazer e satisfação lendo algo que envolvesse física.

Paras as pessoas que se interessam por física, sinto que é uma obrigatoriedade conhecer esse livro. Já as pessoas que são de humanas como eu, também fica o convite para essa leitura que expandiu a minha mente e que me fez perceber que física pode ser bem legal. Já conhecia um pouco da vida dele graças ao livro "A Teoria de Tudo", e ter a chance de ler uma de suas obras foi um grande complemento, tanto é que até estou com um próximo livro em mente: "O Universo Numa Casca de Noz".


Vocês sabem que eu não faço TAGs com frequência aqui no blog, só quando vejo algo bem interessante. E dando uma olhada no Leio na Rede, blog da minha amiga Gaby Monteiro, vi uma TAG que me chamou bastante atenção: The Name Game Book Tag, que consiste em escolher um livro que comece com a mesma letra do seu nome.

Belgravia — Julian Fellowes
"Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos
Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square."
Conheci esse livro quando recebi um convite da Editora Intrínseca para uma proposta de parceria pontual, eles iriam me enviar o livro para que eu resenhasse. Foi uma experiência muito bacana, senti que com essa oportunidade eu cresci um pouco como blogueira. Também foi ótimo poder conhecer uma obra do Julian Fellowes, já tinha ouvido falar muito dele por conta da famosa série Downton Abbey (que foi baseada em seus livros). De uma forma geral, Belgravia acabou superando as minhas expectativas.

Retrato do Meu Coração — Patricia Cabot

"No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?"

Desde nova que acabei me tornando uma grande fã dos livros da Meg/Patricia Cabot, então sempre que vejo um à venda nem penso duas vezes antes de comprar. E como eu já vinha acompanhando a série Rawlings, não consegui resistir e comprei o segundo e último volume da série. O livro é um romance de época — simplesmente amo —, em que acompanhamos o florescer da história de amor entre Maggie Herbert e Jeremy.

O enredo da história é envolvente e o fato da narrativa ser intercalada por Maggie e Jeremy é bastante interessante, pois dessa maneira permite que o leitor veja dois pontos de vista diferentes sobre a mesma situação, é uma técnica que eu gosto muito. A leitura é bem fácil e acaba fluindo bem rápido, e esse é um livro que eu recomendo para os fãs de romance, ainda mais os de época.

Untamed — P.C. Cast e Kristin Cast

"No quarto volume da série House of Night, Zoey descobre como a vida se complica quando seus amigos estão furiosos com você. Basta perguntar a ela, pois se tornou uma especialista no assunto. Mas mesmo rejeitada, ela não os culpa, sabe que é apenas uma consequência de seus próprios atos.
Neste quarto livro da série House of Night, Aphrodite tem novas visões sangrentas, que incluem uma grande guerra entre vampiros e humanos, liderada por Neferet, e a morte de Zoey. As mudanças ocorrem tão rápido que parece que toda a lógica desapareceu do mundo. Lealdades são testadas, mentiras serão reveladas, e um antigo mal será despertado. Zoey sente que deveria mudar o curso das coisas, mas ninguém parece ouvi-la.
"

Esse livro marcou minha vida quando eu tinha 13 anos. Não se tratava de nenhum fenômeno mundial, mas durante um bom tempo eu fui uma grande fã da série The House of Night. E na minha opinião, a série começou a decair nesse livro. Já não bastava todas as cagadas que a Zoey tinha cometido no livro anterior — nem nego que peguei antipatia da personagem no final do terceiro volume —, nesse começa a rolar umas paradas bem viajadas. Foi a partir dese momento em que eu comecei a perder o meu interesse pela série. Acredito que as autoras não precisavam ter prolongado tanto a história, acabou ficando algo bem cansativo que afastou alguns leitores. Elas poderiam ter feito algo melhor com poucos livros, e sem tantas reviravoltas.

Não Se Apega, Não — Isabela Freitas

"Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.
Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.
Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico."
O livro é uma mistura de realidade com um pouco de ficção, mas o que eu mais gostei durante toda a leitura é que a história da Isabela poderia ser minha, de você, da sua melhor amiga. É uma história que poderia ser de qualquer pessoa, pois você lê um trecho e pensa "Nossa, já aconteceu uma situação semelhante comigo" ou "Essa parte me lembrou totalmente da minha amiga". É uma história que mostra dilemas, situações e alguns problemas semelhantes a algumas coisas que nós passamos. Se trata de uma narrativa engraçada e bastante humanizada.

Alucinadamente Feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis — Jenny Lawson

"Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.
"

A narrativa do livro segue com histórias surpreendentes, que vão desde suas consultas a psiquiatras até as viagens que realiza, mas isso passando por seus distúrbios, o relacionamento com sua família e o seu gosto pela taxidermia. São histórias que fazem o autor chorar de tanto rir de tão engraçadas que são, outras tem um tom mais reflexivo e algumas aproximam o leitor sobre as dificuldades de lidar com a depressão e outros transtornos.

O que eu mais gostei do livro foi a forma divertida que Jenny usou para abordar para tratar de suas doenças. Livros que abordam esses assuntos não são nenhuma novidade. Mas, com a sua dose exagerada de humor, Jenny conseguiu fazer algo totalmente diferente do que já existia. É um livro incrível, uma leitura incrível, e acho que todas as pessoas deveriam tirar um tempinho de suas vidas para lê-lo.

Espero que vocês tenham gostado da TAG, e dessa vez não vou indicar ninguém para responder. Quem se interessar pode responder e divirta-se fazendo isso!


Imagem do Pinterest
Tem três meses que eu não venho fazendo uma palylist com as minhas músicas favoritas do momento, mas dessa vez tem uma novidade vindo por aí: agora vai ter playlist do Escritora Whovian lá no spotify, então se você gostar das sugestões das músicas basta seguir a playlist!

1) SEND MY LOVE (TO YOUR NEW LOVER) - ADELE
2) SOMETHING - THE BEATLES
3) QUEENIE EYE - PAUL McCARTNEY
4) OITAVO ANDAR - CLARICE FALCÃO
5) LET'S DANCE TO JOY DIVISION - THE WOMBATS
6) BACK TO YOU - TWIN FORKS
7) WONDERWALL - OASIS
8) FLOURESCENT ADOLESCENT - ARCTIC MONKEYS
9) LOVE RUNS OUT - ONEREPUBLIC
10) SUGAR (FEAT. FRANCESCO YATES) - ROBIN SCHULZ


Vocês gostaram dessa nova forma da playlist ou preferem o antigo modo? O que acharam da ideia do Escritora Whovian lá no spotify? Qualquer sugestão basta comentar no post ou mandar uma mensagem no facebook. E espero que vocês tenham gostado das músicas!


Já faz um tempo desde que eu comecei a assistir a Scandal, fiz uma verdadeira maratona e mal posso esperar para a estréia da sexta temporada. E como se trata de uma série muito boa resolvi listar cinco motivos para assisti-la, isso se você ainda não tiver caído nos encantos da Olivia Pope.

"Olivia Pope (Kerry Washington) passa seu tempo protegendo a reputação das personalidades estadunidenses da elite, evitando que nasçam grandes escândalos. A moça decide abrir uma empresa após deixar seu trabalho na Casa Branca, mas não consegue se desvencilhar totalmente de seu passado profissional. Sua equipe é formada por Harrison Wright (Columbus Short), Quinn Perkins (Katie Lowes), Stephen Finch (Henry Ian Cusick), Abby Whelan (Darby Stanchfield) e o hacker Huck Finn (Guillermo Diaz)."

1) SÉRIE DA SHONDÁNAS
Verdade seja dita: Shonda Rhimes pode ser uma mulher malvada que mata personagens queridos pelo povo (George, Danny, Lexie, Mark, Derek... a lista de mortes de Grey's Anatomy é grande, cada dia é um tiro) e faz o público sofrer bastante, mas todas suas séries são de grande qualidade. Ela é a criadora de "Grey's Anatomy" e "How To Get Away With Murder", que são duas séries incríveis. A gente pode até ficar louco da vida com as reviravoltas que essa mulher faz nas séries, mas amamos muito ela apesar de todas as tragédias e mortes. Essa série tem o selo de qualidade Shondánas.

2) OLIVIA FUKING POPE
Que mulherão da porra (desculpem pelo palavrão, mas achei necessário). Essa mulher é completamente foda, consegue resolver todo tipo de problema, rica, linda e bem sucedida. Ela é uma ótima protagonista, mostra muito bem a força e o poder de uma mulher. Olivia Pope é uma das minhas inspirações, quando crescer quero ser feito ela.
"O melhor emprego que terá. Mudará vidas, matará dragões, porque Olivia Pope é tão incrível quanto dizem."
3) WE ARE GLADIATORS IN SUITS
O elenco dessa série é completamente incrível. Kerry Washington deu a vida a Olivia Pope, uma mulher super poderosa — e ela não está sozinha nessa, Katie Lowes, Bellamy Young e Darby Stanchfield interpretam personagens bem fortes e marcantes. E também vem acompanhada de grandes nomes como Tony Goldwyn e Jeff Perry. Todos dessa série são verdadeiros gladiadores.
4) TRETA E MAIS TRETAS
Nem todas as pessoas gostam de política, consideram como um assunto meio chato. Contudo, Scandal consegue pegar esse trema e transformar el ago que atrai o público. Nenhum episódio é parecido com o outro, cada dia Olivia Pope e seus associados lidam com algum caso político e evitam que vire um escândalo. E é uma série cheia de teorias de conspirações..
"Somos especialistas em fazer os problemas de clientes, grandes ou pequenos, irem embora." 
5) QUEBRA PRECONCEITOS
Para começar a protagonista da série é uma mulher negra, e também temos um chefe de gabinete gay que é casado. Não é sempre que se vê isso nas séries, como sempre Shonda Rhimes faz questão de quebrar alguns preconceitos.

BÔNUS: OLITZ
Eu amo esse casal e irei protegê-lo. Para quem não assiste a série Olitz é o nome dado para o casal: Olivia Pope e Fitzgerald "Fitz" Grant III (isso não é spoiler, é algo que fia exposto nos primeiros episódios). Desde o início fica claro que existe muita química entre eles, e aos poucos eles foram me conquistando. São muitas emoções, e eles são um casal bem apaixonante. Não importa o que me digam, para mim eles são o melhor casal dessa série e espero que os dois continuem vivos até o final de Scandal — se tratando da Shondánas nunca se sabe o que pode acontecer, até hoje não consegui superar a morte do Derek.

Espero que vocês tenham gostado dos motivos que eu dei para assistir Scandal. E falando sério agora, vale a pena dar uma chance para essa série, ela é tão boa quanto "How To Get Away With Murder" e merece um reconhecimento maior. Caso você tenha algum tipo de interesse, Scandal está disponível no Netflix!


Imagem do Pinterest
Já estamos no mês de dezembro e o ano está acabando, e pensando nisso resolvi trazer nessa listinha de cinco livros com temáticas natalinas. Eles podem ser uma ótima opção para presentear alguém que goste de ler neste Natal!

1)Título: Deixe a Neve Cair
Autor(a): John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Editora: Rocco
Número de páginas: 336
"Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem , mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor. Mas os autores bestsellers John Green , Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três hilários e encantadores contos de amor , interligados, com direto a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego."

2)Título: O Presente do Meu Grande Amor — Doze Histórias de Natal
Autor(a): Holly Black, Ally Carter, Matt De La Peña, Gayle Forman, Jenny Han, David Levithan, Kelly Link, Myra McEntire, Stephanie Perkins, Rainbow Rowell, Laini Taylor, Kiersten White
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 352
"Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve, presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite, vai se apaixonar pelo livro. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o Ano Novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro, afinal o Natal é época de esperança."

3)Título: Como o Grinch Roubou o Natal
Autor(a): Dr. Seuss
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 64
"Encarnado por Jim Carrey no cinema, o Grinch é um dos personagens mais conhecidos de Dr. Seuss. Nervoso e emburrado, esse monstrinho não quer deixar as festas de fim de ano acontecerem: "O Grinch odiava o Natal! A véspera e toda aquela função!Por favor, não pergunte por quê. Ninguém sabe a razão.Talvez porque ele tivesse um parafuso a menos.Talvez, quem sabe, seus sapatos fossem muito pequenos.Mas eu acho que o motivo mais corretoÉ que ele não tinha o coração do tamanho certo.Mas,Qualquer que fosse a razão,Os sapatos ou o coração,Ele ficava, na noite natalina, odiando a Quem-fusão,Olhando de sua caverna, com uma careta grinchenta e azeda,Lá embaixo, na aldeia, as janelas acesas.Pois ele sabia que cada Quem daquele povinhoEstava ocupado, pendurando enfeites de azevinho."


4)Título: Anjos à Mesa
Autor(a): Debbie Macomber
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 224
"Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal... Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal."

5)Título: O Presente
Autor(a): Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 320
"Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar.
Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha.
Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos...
Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego.
Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber...
Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações.
Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo."

Espero que vocês tenham gostado das minhas indicações, se conhecerem outros livros é só comentar aqui no post! E um feliz natal para todos os leitores aqui do blog, graças a vocês que o Escritora Whovian está crescendo e eu só tenho que agradecer a vocês por isso!


Título: Caviar É Uma Ova
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 182
Classificação: 5/5

Sou uma grande fã do Gregorio Duvivier (os leitores mais antigos do blog já estão carecas de saber), e quando descobri que ele iria lançar o seu mais novo livro "Caviar É Uma Ova", mal pude acreditar que era verdade. E para aumentar toda essa minha animação descobri que junto do lançamento do livro também teria um bate papo com o Gregorio, além de rolar uma sessão de foto e autógrafos. Fui uma das primeiras cinco pessoas que chegaram, e estava acompanhada dos meus dois amigos: Gabriel Herrera e Pedro Coelho. Acabou sendo um dia completamente incrível, poder conversar com um dos meus ídolos, a pessoa que me influenciou a fazer jornalismo justo no dia em que descobri que tinha passado no estágio que tanto queria. Isso só pode ter sido obra do destino.
"'Caviar é uma ova' reúne as melhores e mais interessantes crônicas publicadas por Gregorio Duvivier, um dos autores mais inventivos do Brasil na atualidade. Gregorio é ao mesmo tempo ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, e este livro é uma versão impressa da multiplicidade única do autor. Transitando entre ficções, memórias de infância, artigos de opinião, militância política e exercícios de estilo, o conjunto final acaba marcado pela agudeza crítica. Em pouco tempo, Gregorio se transformou numa das vozes mais ativas da esquerda brasileira, tornando-se referência por conta de sua combatividade generosa, em que a inteligência é a principal arma." 
O livro é uma coletânea de algumas de suas crônicas que abordam diferentes assuntos, que vão desde a política — dessa vez o teor político está mais presente e marcante do que em "Put Some Farofa" — até os estágios que você passa quando é assaltado. Nos textos Gregorio conta sobre sua família, a sua infância, sobre como é esquecido — faz questão de realçar que a culpa não é da maconha, ela apenas não ajuda — e sobre antigas paixões.

Até mesmo a polêmica crônica sobre a Clarice está presente no livro. Esse foi um texto que dividiu os leitores, alguns acharam que ele foi perseguidor e abusivo, outros avaliaram como um lindo texto de amor e para outros foi apenas uma questão de marketing para o seu novo filme que estava estreando. Sinceramente, não fico pensando qual foi o intuito dele ao escrever, pois em uma sociedade intolerante em que vivemos é bom ver alguém recordando de um grande amor que teve. O mundo precisa de mais amor, por favor. Sem contar que ele escreve super bem, isso não tem como negar.
"Qual é o papel do opressor na luta do oprimido? Não faço a menor ideia — mas a discussão me fascina. Suspeito que a palavra chave seja empatia. Sentir dor pela dor do outro é o que nos faz humanos — também é o que nos faz ser chamados de hipócritas, demagogos, esquerda-caviar. Humanidade é um crime imperdoável."
Gregorio é um cara que consegue pegar qualquer tema, por mais simples que seja, e consegue transformar em um ótimo texto, as suas palavras conseguem emocionar ao leitor (admito que sinto um pouco de inveja dele, gostaria de ter todo esse talento e criatividade). Até mesmo para abordar um assunto tão delicado como política — não são todas as pessoas que se interessam —, ele consegue fazer um bom trabalho e com uma grande dose de humor.
"Pense no lado bom: talvez o Brasil não seja um país intrinsecamente corrupto ou reacionário. Ou talvez seja. Isso a gente ainda não sabe. Pra isso seria preciso uma coisa inédita: democracia. Por enquanto, pra participar da festa, só com pulseirinha VIP de seis milhões de reais (mas relaxa que tem consumação)." 
Posso ser considerada um pouco suspeita para falar das obras do Gregorio, mas acredito que seus textos têm uma grande qualidade e uma das coisas que eu mais amo é o fato dele brincar com as palavras, isso é mais recorrente nos seus livros de poemas, mas até mesmo em algumas crônicas é possível perceber esse jogo que ele faz. Acho que o único ponto negativo do livro é ele ser tão pequeno, acabei lendo muito rápido e já estou com aquele gostinho de "quero mais". Gregorio, é bom você não demorar para lançar outro livro para que eu possa ler e resenhar. #GregorioReparaEmMimJáResenheiTodosOsSeusLivros

E aqui estão as minhas crônicas favoritas:
1) Desculpa, São Paulo
2) O que aprendi com quem
3) Serhumanidade
4) Estágios do assalto
5) Empatia é quase amor
6) Minha avó Ivna
7) Lembrar de esquecer
8) Haters gonna hate
9) Calvofobia
10) Querido pastor
11) Aforismos para sabedoria de vida
12) O sequestro das palavras
13) Não se mate ainda, não
14) O que é que ele tem
15) Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice


Sou uma grande fã da saga de Harry Potter, e quando eu fiquei sabendo que iriam lançar um novo filme — inspirado no livro "Animais Fantásticos e Onde Habitam", escrito por J.K. Rowling sob o pseudônimo de Newt Scamander — mal consegui acreditar que era verdade. Depois de 5 anos desde que "Harry Potter e as Reliquias da Morte: Parte 2" foi lançado, gostei de saber que o mundo bruxo e a magia estaria de volta para as telas do cinema.

"O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York levando com muito zelo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que seus colegas ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo."
Newton "Newt" Scamander (Eddie Redmayne) é um famoso magizoologista britânico que chega à Nova York, Estados Unidos. Junto de si ele leva apenas sua maleta, que é maior por dentro do que por fora — graças ao feitiço capacious extremis —, que ele usa para guardar alguns de seus bichos e o seu material de pesquisa. A única coisa que ele não tinha como imaginar era que seus animais iriam causar uma grande confusão na cidade, chegando a quase expor o mundo bruxo.

Toda confusão começa quando Newt acidentalmente troca a soa maleta com a de Jacob Kowalski (Dan Fogler), um no-maj —um trouxa — que tem o sonho de um dia abrir uma padaria para vender os doces caseiros de sua família. Newt vai embora levando uma mala com os doces, já Jacob leva para sua casa uma maleta cheia de animais fantásticos que podem ser um pouco perigosos e é com esse incidente que alguns deles escapam.

Além do incidente com o trouxa, Scamander também se mete em confusão com Porpentina "Tina" Goldstein (Katherine Waterston), uma bruxa estadunidense que é funcionária do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (MACUSA). Ela vive em um pequeno apartamento junto de sua irmã Queenie Goldstein (Alison Sudol), e as duas cuidam uma da outra desde a morte prematura de seus pais por varíola de dragão.

E para conseguir resgatar todos os animais que escaparam, além de tentar resolver algumas mortes suspeitas que estavam acontecendo na cidade Newt, Tina, Jacob e Queenie se unem em uma equipe  nada convencional para conseguirem solucionar todos esses problemas e evitar que o mundo bruxo fosse exposto para os trouxas.
Uma coisa que se deve ter em mente sobre o filme: não se trata de uma continuação da saga de Harry Potter, na verdade, se passa 70 anos antes. Então não adianta fazer comparações, se tratam de duas coisas completamente diferentes. O único ponto em comum é a magia, e um pouco do sentimento de nostalgia ao ver algumas informações que já conhecemos como o fato de Hogwarts ser a melhor escola de magia e bruxaria — palavras do Newt —, o Dumbledore defendendo muito um aluno na esperança de que ele não fosse expulso, ou o cachecol amarelo e preto que remetem as cores da Hufflepuff.

Eddie Redmayne — Redmine. Redmeu. Mozão. Sou muito fã desse cara — conseguiu balancear a timidez, a ingenuidade e a grande fascinação. É possível perceber um brilho nos olhos do personagem ao falar de seus animais, isso deixa claro que ele é apaixonado pelo que faz e tenta transmitir isso para os outros, mostrando que não são criaturas tão perigosas como parecer ser e que, na verdade, precisam ser protegidas a qualquer custo.
Mas um dos maiores destaque do filme se deu por Dan Fogler. Sem um pingo de dúvidas Jacob se tornou um personagem muito amado e querido pelo público, pois além de ser um personagem muito carismático também foi responsável por toda a comédia e humor do filme. Sinceramente espero vê-lo nos próximos filmes.

Esse filme é mais adulto se comparado com os da saga de Harry Potter, e os problemas são maiores. Apesar de não se tratar de uma continuação, foi um bom filme e acho que todo potterhead deveria assistir. É uma obrigação! E acho que "Animais Fantásticos e Onde Habitam" vai ser ótimo para essa nova geração conhecer sobre o mundo bruxo e se encantar com ele.

Ficha Técnica

  • Título: Animais Fantásticos e Onde Habitam.
  • Direção: David Yates.
  • Duração: 2h13min.
  • Gênero: Fantasia, Aventura. 
  • Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol, Colin Farrell, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight. 

Curiosiades:

  • J.K. revelou em entrevista que o filme não é nem uma prequel, tampouco uma sequência dos filmes Harry Potter. Na verdade os filmes são uma expansão do universo mágico criado em sua obra anterior.
  • Em novembro de 2015 foi revelado que a comunidade mágica americana não utiliza a palavra "trouxas" e sim "não-maj", diminutivo de "não-mágicos", para se referirem aos não-bruxos.
  • Matt Smith e Nicholas Hoult foram considerados para o papel de Newt, antes de Eddie Redmayne ser finalmente escalado.
  • Grindewald é interpretado por Johnny Depp neste filme, mas antes havia aparecido em flashbacks, sendo vivido por Jamie Campbell Bower. Os dois estrelaram juntos Sweeney Todd.


Caro 2016,

Você já pode ir, já ficou tempo demais. Vai tirar umas férias, curtir uma praia e relaxar, porque ser você não está sendo nada fácil. Foi cada tiro, porrada e bomba que agora substituíram a expressão “cada dia é um 7x1” por “cada dia é um 2016”, e já te adianto que isso está longe de ser um elogio.

De forma sorrateiramente você levou o Alan Rickman, o David Bowie, o Domingos Montagner e até mesmo a democracia — primeiramente, Fora Temer. Não reconheço governo golpista. Foram tantas mortes que fica até difícil sair citando, mas uma coisa é certa, em cada um desses casos levou as pessoas a refletirem sobre a vida e sobre como ela é passageira, então fica a dica da gente passar a demonstrar mais para os amigos e conhecidos o que sentimos antes que seja muito tarde.

Acho que nem preciso entrar na questão dos relacionamentos, né? Você tá pior que amiga fura olho, cada dia tá sendo uma nova separação. As que mais chocaram as pessoas foram a separação do William Bonner e Fátima Bernades e Angelina Jolie e Brad Pitt, tudo bem que nunca vai chegar aos pés do término entre Chimbinha e Joelma, mas ainda sim tudo é muito sofrido. Se o meu namoro conseguir sobreviver até 2017 vou me considerar uma vencedora.

Na questão da política você também me decepcionou bastante. Para começar vamos falar do impeachment da Dilma Rousseff, tudo bem que ela não era perfeita, a grande questão é que foi um golpe. Vamos ter uma aulinha sobre política aqui: Dilma foi acusada de cometer pedaladas fiscais, que são atrasos no repasse do Tesouro a bancos públicos encarregados da operação financeira de alguns programas sociais, não é um crime de responsabilidade fiscal, tanto é que ela vai poder se reeleger nas próximas eleições — diferente do nosso queridíssimo presidente Fora Michel Temer, que é inelegível. Até o FHC cometeu pedaladas e nem por isso sofreu impeachment, como é que vocês me explicam isso? Também teve Crivella eleito como prefeito no Rio de Janeiro, e junto dele morreu a doce ilusão que eu tinha de que o Estado é laico. E o Trump venceu as eleições dos Estados Unidos.

Desse jeito fica até difícil de te defender 2016, é cada vacilo que você comete um atrás do outro. Vai se benzer, toma um banho com sal grosso, pois desse jeito não dá pra ficar não e o ruim é que sempre tem como piorar, pelo menos é isso que você vem me mostrando até agora — falta menos de um mês pro ano acabar e eu nem quero imaginar o que ainda pode acontecer.

Sinceramente espero que 2017 seja melhor e mais tranquilo, afinal de contas a população precisa de um tempo pra se recuperar de tudo o que você causou. Até parece que você foi escrito e produzido pela Shonda Rhimes, Quentin Tarantino e George R. R. Martin, que sentem algum tipo de prazer em matar os personagens preferidos das pessoas apenas para verem elas sofrendo. Sério 2016, não tá sendo nada fácil.


Título: O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares
Autor(a): Ransom Riggs
Editora: LeYa
Número de páginas: 336
Classificação: 4/5

O meu contato com esse livro veio antes do lançamento do filme aos cinemas, quando me deparei com "O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares" nas livrarias o que me chamou atenção foram as imagens que ilustravam o livro. Achei algumas um pouco estranhas, outras meio chocantes, mas um fato era certo: elas aguçaram a minha curiosidade, não conseguia parar de pensar qual era a ligação entre essas figuras e a história contada do livro. Mas somente após ver ao filme que eu decidi ler o livro, me arrependo um pouco por ter demorado tanto já que foi uma leitura bem gostosa.
"Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em "O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” RICK RIORDAN, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos. “Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” JOHN GREEN, autor de A culpa é das estrelas. “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...” TIM BURTON"
Jacob (Jake) Portman pode ser considerado como um adolescente normal que leva uma vida bastante comum junto de seus pais no interior da Flórida. Ele não tem muitos amigos na sua escola, e trabalha na rede de farmácia  de sua família apesar de todos seus esforços para ser demitido uma vez que detesta o seu serviço. E seu pai é um estudioso amador de aves que tenta publicar um livro sobre esse assunto, mas vive fracassando com essa tarefa.

Um dia durante o seu trabalho ele é surpreendido por uma ligação inesperada de seu avô paterno: Abraham "Abe" Portman. Devido à velhice ele vem sofrendo de demência, alucinações e acredita ser capaz de ver monstros. Preocupado, Jake revolve ir ver como ele está, garantir que tudo estava bem e que nada passava de uma alucinação. Contudo, ao chegar lá ele se depara com uma situação bastante preocupante. A casa de seu avô parece ter sido invadida e Jake o encontra no bosque à beira da morte. 

O falecimento de seu avô foi um grande choque para Jacob. Primeiro, foram circunstâncias bastante suspeitas e mesmo com a polícia alegando que foram cachorros de rua que o atacaram essa explicação não o convence. Segundo, ele tinha uma forte ligação com seu avô. Ele cresceu escutando as histórias de Abe sobre a época em que ele passou em uma ilha no país de Gales — Cairnholm — durante a Segunda Guerra Mundial. Eram histórias sobre crianças peculiares que viviam em um orfanato junto dele e de monstros que as caçavam, era um lugar encantado.
"Quando eu era pequeno, as histórias fantásticas do vovô Portman significavam que era possível viver uma vida mágica. E, mesmo depois que parei de acreditar nele, ainda havia algo mágico sobre meu avô: ter superado todos os horrores que ele superou, ter visto o pior da humanidade e ter a vida desfigurada por causa disso, e sair de toda essa situação como a pessoa honrada e boa e corajosa que eu sabia que ele tinha sido — isso era mágico."
Como forma de tentar superar isso, Jake viaja junto de seu pai para Cairnholm, imaginando que se conhecer o local onde seu avô viveu iria conseguir se ajudar. Mas, ao chegar à ilha ele se depara com destroços do orfanato — ele fora atingindo por uma bomba durante a Segunda Guerra Mundial — e fica claro que aquela viagem fora um grande erro, afinal de contas fazia muitos anos e era improvável que as crianças que tinham convivido com Abe ainda estivessem vivas.

Fica claro que toda a viagem foi um grande erro. O orfanato já não existe mais e as pessoas de lá morreram, é como se todo o sentido daquilo tivesse acabado, ele não tinha mais nada para fazer na ilha. Contudo, o que Jacob não imaginava era que tanto o orfanato quanto as crianças ainda existiam através de uma fenda no tempo, onde todos os dias são iguais aos outros. Inicialmente ele tem um grande choque e demora para processar e acreditar  em todas as informações que são lhe contadas, e é assim que a aventura de sua vida começa.
“Eu costumava sonhar em fugir da minha vida comum, mas minha vida nunca havia sido comum. Simplesmente não conseguira notar como ela era extraordinária.”
A escrita de Ransom Riggs é de fácil interpretação o que facilita a leitura, mas durante os primeiros capítulos do livro senti falta de um pouco de ação, achei que em algumas partes a leitura foi um pouco arrastada. A leitura se tornou mais dinâmica no momento em que Jacob chega à ilha, ele começa a desvendar os segredos do orfanato e dos peculiares, e com isso muitas aventuras vão acontecendo.

Um recurso que eu gostei no livro foram as fotografias, acho que isso ajudou muito na hora de imaginar como eram os peculiares. Trouxe um ar de veracidade a história. Foi algo bem enriquecedor, além de ser um fator que desperta muita atenção e curiosidade.


 Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Autor(a): J.K. Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 352
Classificação: 3/5

Quando era criança, um dos livros que me influenciou a ter o gosto pela leitura foi a saga de Harry Potter, de forma que tenho um grande amor por essa história e sou uma potterhead (esse termo é usado pelos fãs de Harry Potter). Ao descobrir que a J.K. Rowling estava produzindo uma peça de teatro mostrando a nova geração fiquei bastante animada, escutei algumas críticas negativas a respeito da peça e mesmo assim resolvi comprar o livo. Foi algo diferente de tudo o que eu já tinha lido, mas ao contrário de algumas pessoas eu acabei gostando. Foi um diferente bom.
"Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial. Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral."
A história do livro começa 19 anos depois da grande Batalha de Hogwarts, desde esse tempo a cicatriz do Harry Potter nunca mais doeu. Em tese tudo estava bem, ele não precisou enfrentar outra ameaça perigosa como a de Voldemort, mas o seu trabalho no Ministério da Magia é bastante complicado, e como se isso não fosse o bastante ele ainda tem de lidar com a dificuldade de tentar ser um bom pai para os seus filhos: James Sirius, Albus Severus e Lily Luna.

Por ser o filho do meio Albus é o que se sente menos parecido com seus pais, ainda mais após ser selecionado para entrar na Slytherin durante a seleção das casas. Como se não bastasse as piadinhas que aguentava de seu irmão em casa também teve de lidar com o comentário de outros alunos em Hogwarts, sem contar no afastamento de sua prima Rose Weasley. Diferentemente de seu pai ele não tem muitos amigos na escola de magia e bruxaria e muito menos se destaca em algumas matérias, o seu único e melhor amigo é Scorpius Malfoy,  e juntos eles se ajudam em várias questões da vida.
"Scorpius: Achou realmente que ela viria para nós? Os Potters não pertencem à Sonserina.
Albus: Este aqui sim.
Eu não escolhi, entenderam? Não escolhi ser filho dele."
As coisas não andam sendo nada fáceis para Albus na escola e em sua casa, o que gera atritos na relação com o seu pai. Harry não sabe como agir para poder ajudá-lo. A relação entre pai e filho vai se desgastando. E a cicatriz voltou a doer, de modo que Harry se torna super protetor com o seu filho temendo pelo bem dele, o que acaba gerando algumas discussões e desentendimentos.

E a situação apenas piora quando Albus junto de Scorpius roubam um vira-tempo para voltarem ao passado e impedirem Cedrico Diggory de ser morto, e no fundo é uma tentativa de Albus agir de modo corajoso como o seu pai que precisou enfrentar.
"Albus: Você teve medo por mim?
Harry: Sim.
Albus: Pensei que Harry Potter não tivesse medo de nada.
Harry: É assim que eu o faço sentir?
Albus: Acho que Scorpius não contou, mas, quando voltamos, depois de não conseguir completar a primeira tarefa, de repente eu era da Grifinória, e nada era melhor entre nós por causa disso... então o fato de que sou da Sonserina... não é esse o motivo para nossos problemas. Não é só isso."
Por se tratar de uma peça de teatro a leitura é bastante rápida, em uma questão de duas horas já havia acabado o livro. Porém, admito sentir um pouco dos detalhes e das ações que tinham nos livros anteriores. Seria legar ver a descrição de alguns personagens ou dos ambientes, mas isso não é um erro do livro, são assim que funcionam os roteiros.
Elenco da peça Harry Potter and the Cursed Child.
De certo modo esse livro carrega em si um pouco de nostalgia mostrando personagens que os leitores tanto amam, como o Harry, Gina, Hermione, Rony, Draco, Minerva McGonagall e até mesmo o Snape... eles mudaram em comparação do que conhecíamos deles, agora estão mais maduros. Não considero esse livro como uma continuação dos anteriores, pois em parte a história me lembrou muito a uma fanfic com todo esse lance de voltar no tempo e do plot twist surpreendente, mas isso não significa que seja ruim.

Um dos maiores acertos desse filme foi o Scorpius Malfoy. O personagem é tão apaixonante que dá vontade de abraçar e não largar mais. Ele faz comentários engraçados, é uma pessoa simpática e eu me diverti muito com ele correndo atrás da Rose Weasley. Também gostei da relação entre ele e o Draco, que parece estar preocupado com o bem-estar de seu filho e apenas quer o ver feliz, mesmo que isso implique em ser amigo de um Potter.

Esse livro não pode ser comparado com os anteriores da saga de Harry Potter. Esse livro foi algo diferente, inovador e bom. Parece ser uma fanfic? Sim, mas isso não significa que seja de todo ruim como algumas pessoas apontaram. O livro tem lá os seus pontos positivos, e no fim acaba sendo uma leitura bastante agradável.


Me tornei fã dos filmes da Marvel há alguns anos atrás, de modo que "Doutor Estranho" era um filme que estava esperando ansiosamente, que estava na lista dos filmes que queria ver em 2016. E mesmo tendo estreado a pouco tempo vem recebendo boas críticas, o que aumentou a minha animação para o assistir. Sem contar que um dos meus atores favoritos (meu mozão Benedict Cumberbatch) estava no elenco do filme.

"Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo."
O filme começa mostrando a vida de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), um renomado neurocirurgião que aparenta ter um futuro bastante promissor, mas toda sua vida muda radicalmente em um piscar de olhos graças a um terrível acidente de carro que Stephen acaba sofrendo. Ele passa muito tempo no hospital se recuperando e buscando uma cura para a tremedeira em sua mão, o que o impede de voltar a trabalhar.

Desesperado para encontrar uma solução para seu problema ele se submete a diversas cirurgias e gasta boa parte do seu dinheiro, mas nada tem o resultado esperado ou os médicos preferem não se arriscar uma vez que seu caso é considerado como perdido. Isso o deixa angustiado, afinal de contas o seu trabalho é a sua vida.
E em busca de uma cura, Stephen viaja para um lugar onde podem resolver a tremedeira de sua mão. Ele é apresentado para a Anciã (Tilda Swinton), que o explica sobre e energia que flui, e sobre poderes místicos. Inicialmente ele reage com arrogância, acredita que tudo não passa de um papo furado, de falsas promessas, já que acredita que na ciência é onde se encontram as respostas para todas as coisas e que tudo é explicada por ela.
"Stephen Strange... Quer um concelho? Esqueça tudo o que você acha que sabe."
No início a arrogância e o grande ego de Strange o atrapalham, mas depois que vai deixando essas duas de lado e expandindo sua mente, acreditando em coisas que antes não seria capaz de imaginar que existiam. Seus poderes vão se tornando mais fortes, ele se mostra bastante habilidoso na magia mística, e a sua sede pelo conhecimento não para de crescer. O que ele conhece não é o bastante, ele quer aprender mais como as coisas funcionam.
Inicialmente, o seu objetivo era encontrar uma cura para sua mão, mas graças ao seu grande poder e habilidade ele se vê em meio de um conflito que está colocando em risco a vida na Terra. Dessa forma, Stephen Strange acaba indo à luta, mesmo que originalmente aquele não fosse o seu plano.

Tinha colocado muitas expectativas no filme do "Doutor Estranho", e devo dizer que o filme as superou! Como sempre a atuação do Benedict Cumberbatch estava impecável, foi possível ver o modo arrogante que o personagem tinha no início do filme, e foi tocante o momento em que ele se mostrou debilitado tentando concertar suas mãos e o modo que acabou largando tudo para conseguir isso. Houve uma transformação do personagem em todo esse processo.

A química entre Christine Palmer (Rachel McAdams) e Stephen Strange estava boa, gostei da interação entre os dois personagens. E como o diretor, Scott Derrickson, falou sobre a personagem: “Ela salva duas vidas, contrasta moralmente o protagonista e experimenta a magia em primeira mão. Ah, e ela não é namorada de ninguém”, ela é uma mulher grandiosa, muito mais do que uma "namorada inútil" de um super-herói.

Outra coisa que eu adorei no filme foram os efeitos especiais que foram incríveis! Tem cenas que a realidade aparece como se estivesse dentro de um caleidoscópio, cheio de cores e movimentos. São cenas bem psicodélicas, e isso enriquece bastante ao filme.
  Ficha Técnica

  • Título: Doutor Estranho.
  • Gênero: Ação, Fantasia.
  • Direção: Scott Derrickson.
  • Duração: 1h55min.
  • Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, Scott Adkins, Amy Landecker, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt e Chris Hemsworth.

Curiosidades:

  • Benedict Cumberbatch fez um programa de voluntariado em um Centro Budista na Índia, onde lecionou inglês. Ele credita a esse trabalho boa parte de sua preparação para o papel.
  • Embora este seja o primeiro filme-solo do personagem, ele já havia sido citado em outras oportunidades no universo cinematográfico da Marvel, nos filmes: Thor (2011); Thor: O Mundo Sombrio; Capitão América 2: O Soldado Invernal.
  • Benedict Cumberbatch teve de largar o papel devido à conflito de agendas. Ele foi reincorporado ao elenco quando o longa foi adiado de julho/2016 para novembro do mesmo ano.
  • O diretor de fotografia Ben Davis revelou que a animação Fantasia (1940), da Disney, foi uma fonte de inspiração para o visual do longa.
  • O ator Benedict Cumberbatch revelou que o que mais o atraiu no personagem e no roteiro do longa foi o caráter espiritual da história.


Acredito que existem pessoas e até mesmo animais que foram enviados para mudar nossas vidas, influenciar em algo. Pode parecer bobagem para algumas pessoas, mas cada um com suas crenças e loucuras. Quando olho para trás, que vejo o tanto que eu mudei, que a minha vida mudou percebo que algumas pessoas desempenharam um papel importante. Foram pessoas que me influenciaram e que fizeram com que eu me tornasse mais confiante, acreditando mais em mim mesma. E, sinceramente, não sei onde estaria agora se não fosse por elas.

Venho nesse texto para falar de algo muito importante na minha vida e de quem nunca vou me esquecer. Foi com ela que eu aprendi o que era o amor incondicional. Foi com ela que eu experimentei pela primeira vez a dor da perda e como terrível que é, pois nada que você faz é capaz de trazê-la novamente. Foi com ela que eu aprendi o que era o companheirismo. Foi com ela que eu aprendi o verdadeiro significado da palavra e do sentimento saudade.

É Jude, faz exatamente um ano que você partiu. Não foi fácil na época, e nem agora continua sendo fácil de lidar. Você partiu muito cedo, ainda tinha tanto para viver. Acho que esse é um fato que nunca vou conseguir aceitar, não importa o tempo que passe. Para mim, você foi embora cedo demais.

Às vezes ainda imagino que vou ver você correndo até nós lá na fazenda, me seguindo para todos os cantos e dos dias que você passava aqui no prédio, em Belo Horizonte. Você não imagina o quanto que eu queria que isso fosse verdade, poder te ver pelo menos durante uma última vez. Ainda choro com as lembranças que tenho de você ou quando vejo suas fotos.

Você é única e insubstituível, você será para sempre a minha Jude. E todos os dias agradeço por ter tido a chance de conviver com uma cachorrinha tão amável como você e que mudou minha vida em vários aspectos.


Título: Alucinadamente Feliz — Um livro engraçado sobre coisas horríveis
Autor(a): Jenny Lawson
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 352
Classificação: 5/5

Um guaxinim sorridente e que brilha. Isso é algo que, definitivamente, chama a atenção das pessoas. Foi assim que "Alucinadamente Feliz — Um livro engraçado sobre coisas horríveis" despertou o meu interesse em meio aos vários livros que se encontra na Leitura. E como se isso não fosse o bastante, tive a oportunidade de ler a resenha que minha amiga Laura escreveu sobre ele em seu blog, o Nostalgia Cinza. As combinação desses fatores fizeram com que eu desenvolvesse um encanto por esse livro, de forma que me senti na obrigação de comprá-lo e me arrisco a dizer que foi um dos melhores livros que li nesse ano de 2016.
"Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria."
O livro contra a história de Jenny Lawson, uma jornalista americana, escritora e blogueira (para quem tiver interesse de conhecer esse é o blog dela: The Bloggess), e com uma boa dose de humor e exagero ela conta como é conviver com a depressão e outros transtornos mentais. É como o próprio título diz: um livro engraçado sobre coisas horríveis.
"De acordo com muitos psiquiatras que visitei nas últimas décadas, sou uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada e distúrbio de automutilação brando proveniente de um transtorno do controle de impulsos."
Logo no início o leitor se depara com um aviso, uma insistência. de que se pare de lê-lo agora mesmo, mas se você ainda persistir deve saber que está junto da Jenny, ou como ela diz, você tem em suas mãos a cabeça dela decepada. E é dessa forma divertida e com analogias nada convencionais que a autora começa a contar sobre sua vida, sobre como foi a aceitar que tinha a depressão e o seu modo de viver alucinadamente feliz.

Através desse modo de vida, Jenny passou a dizer sim para qualquer tipo de ideia ridícula. Ela pulou em fontes em que ninguém deveria entrar, pegou a estrada sem planejar nada, perseguiu tornados, vestiu um lobo para ir à estréia local de Crepúsculo e até mesmo já convidou uma horda de cangurus para ir à sua casa sem seu marido saber. Era como se ela estivesse enlouquecendo, mas mesmo assim fazer todas essas loucuras foram uma das melhores coisas que poderia ter acontecido a ela. Afinal de contas, Jenny ainda precisa conviver diariamente com sua depressão, ansiedade e transtorno mental, e todas essas boas lembranças servem como um incentivo para que ela tenha forças para se levantar da cama toda vez que tem um dia ruim, pois sabe que vai poder voltar a viver de modo alucinadamente feliz.
"Seja feliz na frente das pessoas que detestam você. Assim, elas saberão que não a afetaram. Além do mais, vão ficar putas da vida."
O resto da narrativa do livro segue com histórias surpreendentes, que vão desde suas consultas a psiquiatras até as viagens que realiza, mas isso passando por seus distúrbios, o relacionamento com sua família e o seu gosto pela taxidermia. São histórias que fazem o autor chorar de tanto rir de tão engraçadas que são, outras tem um tom mais reflexivo e algumas aproximam o leitor sobre as dificuldades de lidar com a depressão e outros transtornos.
"Não consigo explicar nem a mim mesma por que eu sou assim. Só sei que fui feita desse jeito... e talvez um dia alguém consiga abrir esta cabecinha e descobrir o que é que há de errado lá dentro... e também o que há de certo."
É bem interessante observar o relacionamento de Jenny com seu marido Victor. As discussões que eles têm não são nada usuais se comparadas com a de outros casais, afinal de contas não é qualquer marido que tenta convencer a esposa de não colocar uma girafa empalhada dentro de casa, ou que se depara com a esposa tentando realizar um rodeio usando um gato e um guaxinim empalhado. Os dois acabam sendo um casal bem divertido.
"E, bem, talvez não... mas acho que é assim que o amor funciona. Às vezes significa limpar a sujeira que você não fez, ou dirigir até o aeroporto três vezes na mesma semana para pegar quem se ama, ou até ursos inesperados e possíveis girafas de surpresa. É provável que os últimos exemplos não sejam para a maioria das pessoas. Porém, no fim das contas, não somos como a maioria."
O que eu mais gostei do livro foi a forma divertida que Jenny usou para abordar para tratar de suas doenças. Livros que abordam esses assuntos não são nenhuma novidade. Mas, com a sua dose exagerada de humor, Jenny conseguiu fazer algo totalmente diferente do que já existia. É um livro incrível, uma leitura incrível, e acho que todas as pessoas deveriam tirar um tempinho de suas vidas para lê-lo.

E aqui estão os meus capítulos favoritos do livro:
1) Alucinadamente feliz. Perigosamente triste.
2) Tenho um distúrbio do sono que ou vai me matar ou vai matar outra pessoa.
3) Finja que é boa nisso.
4) Por que eu deveria fazer mais se já me saio tão bem não fazendo nada?
5) O que eu digo à minha psiquiatra versus o que eu quero dize.
6) OLHA ESSA GIRAFA.
7) O medo.
8) Apêndice: uma entrevista com a autora.
9) Coalas têm clamídia.
10) Você está melhor do que Glileu. Porque ele esta morto.
11) O grande questionário.
12) Poderia ser mais fácil, mas não seria melhor.