Resenha: O Último Adeus

Título: O Último Adeus
Autor(a): Cynthia Hand
Editora: DarkSide Books
Número de páginas: 352
Classificação: 4/5

Há muito tempo eu sentia vontade de ler "O Último Adeus", desde a primeira vez que eu coloquei os meus olhos nesse livro na Leitura eu sempre tive curiosidade de conhecer um pouco mais dessa história. Eu enrolei um tempão para comprá-lo, mas toda a espera acabou valendo à pena! 

"O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz.
O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante.
O Último Adeus é sobre o que vem depois da morte, quando todo mundo parece estar seguindo adiante com sua própria vida, menos você. Lex busca uma forma de lidar com seus sentimentos e tem apenas nós, leitores, como amigos e confidentes."

No livro conhecemos um pouco da vida de Alexis Riggs, também conhecida como Lex. Ela está tendo de lidar com a perda de seu irmão mais novo, Ty, que se suicidou há algumas semanas. E para tentar lidar com essa perda o seu terapeuta recomenda que ela escreva um diário, contanto como que está se sentindo ou das boas lembranças que teve ao lado de seu irmão. Aquela ideia não agrada em nada a Lex, que não consegue ver como aquilo pode resolver o seu problema, sem contar que ela sempre se deu melhor com os números do que com as palavras.

Além do mais, a jovem também tem outras coisas para poder lidar. Logo em breve ela estará indo para uma boa faculdade, pelo menos é o que ela planeja, e também está tentando ajudar a sua mãe a conseguir lidar com a morte de seu irmão. Às vezes, é como se Lex carregasse o peso do mundo em seus ombros e ter se afastado de seus amigos não facilita em nada. 

"Todos morrem, e todos perdem alguém que amam."

Um dos grandes problemas é que, no fundo, Lex carrega um pouco de culpa pelo o que havia acontecido com o seu irmão. Ela havia prometido para ele que sempre estaria ao seu lado quando ele precisasse, porém ela não foi capaz de afastá-lo da escuridão.
Desculpa, mãe, mas eu estava muito vazio.
Ao longo da narrativa vamos acompanhar a maneira que Alexis lida com a dor e com a ausência de Ty em sua vida, como ela faz para conciliar sua vida acadêmica com os seus problemas pessoais. Também vemos ela se esforçando para conseguir ajudar a sua mãe, dando forças para ela conseguir tentar dar a volta por cima. É uma verdadeira história de superação.

"As pessoas que amamos nunca se vão totalmente."

O livro é narrado em primeira pessoa por Alexis Riggs, sendo divido entre os capítulos e algumas páginas do diário que ela está escrevendo. "O Último Adeus" foi um livro que acabou mexendo comigo, assim como a leitura de "Os 13 Porquês" me fez refletir.

Mais do que nunca é preciso discutir sobre a depressão, ainda mais com a chocante notícia sobre o suicídio de Chester Bennington, o vocalista do Linkin Park. A depressão é uma doença séria e que deve ser tratada com seriedade, não se trata de um drama ou "mimimi" como algumas pessoas gostam de falar. Mais do que nunca as pessoas precisam se conscientizar disso. Às vezes, as pessoas estão tão envoltas pela escuridão que nem sempre conseguimos ajudar, assim como Lex não conseguiu salvar o seu irmão. Se você precisar de algum tipo de ajuda não hesite em ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV): ligue 141. Por favor, não deixe de buscar ajuda.
  • Share

Primeiras Impressões de Friends From College

"Um grupo de amigos que dividiu o começo de suas vidas em Harvard se vê nos seus 40 anos com situações bem diferentes de sucesso profissional e pessoal, e suas relações interpessoais complicadas sempre levam a momentos nos quais a nostalgia supera o amor pela vida adulta."

A série foca na vida de um grupo de amigos que estudaram em Harvard: Sam (Annie Parisse), Lisa (Cobie Smulders), Ethan (Keegan-Michael Kay), Nick (Nat Faxon), Max (Fred Savage) e Marianne (Jae Suh Park). Depois de muitos anos separados a vida deles se entrelaça novamente quando Lisa e Ethan se mudam para Nova York, voltando a conviver com os velhos amigos. 

A série explora as complicações da vida adulta como problemas no casamento, mentiras, traições, problemas em relação ao emprego e até mesmo as relações complicadas de algumas amizades. 
Eu estava com grandes expectativas com "Friends From College", achei que tinha um grande potencial para ser uma boa série de comédia, mas acabei me decepcionando bastante. O piloto não me conquistou, mas eu resolvi dar uma segunda chance e continuei assistindo, pensei que poderia melhorar ou quem sabe eu poderia me surpreender, mas não foi isso que aconteceu. Tudo se passou de maneira bem arrastada.

Apesar de ser considerada como uma série de comédia — essa é o gênero de acordo com a própria Netflix e com o AdoroCinema — o que mais teve foi drama. Foram poucos os momentos em que eu ri e, no geral, as cenas que eram para ser engraçadas acabaram ficando bastante forçadas, assim como as vozes e caretas diferentes do Keegan-Michael Key. Nem mesmo grandes nomes da comédia como a Cobie Smulders e Fred Savage conseguiram salvar a série.
Eu achava que "Friends From College" iria focar na vida dos amigos juntos em Nova York, aquela dinâmica já conhecida em "Friends" ou em "How I Met Your Mother", mas a série deixou de lado a vida dos amigos e focou em núcleos mais específicos: o caso entre a Sam e o Ethan, e o drama para Ethan e Lisa tentarem engravidar. É como se os outros personagens não tivessem importância. Nesse sentido eu achei que os diretores poderiam ter explorado melhor outros personagens, como a Marianne (Jae Suh Park) que tem um grande potencial.

Alguns personagens ficaram tão apagados que eu não fui capaz de me lembrar do nome do personagem interpretado pelo Nat Faxon, eu precisei ir pesquisar no Google. O Nick foi um personagem totalmente descartável parar mim, foram poucas as cenas em que eu percebi que ele estava presente. Para mim não fez nenhuma diferença se ele estava junto dos amigos ou não. 

Pessoalmente eu não gostei da série, apenas maratonei tudo para poder escrever essa crítica aqui no blog e, no fundo, eu tinha esperanças de que melhorasse. "Friends From College" não é uma das melhores séries da Netflix, até Girlboss que foi cancelada era mais divertida, mas se você tiver curiosidade em saber um pouco mais tente assistir e tire suas próprias conclusões.
  • Share

Resenha: Minha Vida (Não Tão) Perfeita

Título: Minha Vida (Não Tão) Perfeita
Autor(a): Sophie Kinsella
Editora: Record
Número de páginas: 406
Classificação: 4/5

Conheci a Sophie Kinsella através da série de livros da Becky Bloom. Foi uma leitura deliciosa e eu dei boas risadas (você pode conferir a leitura aqui). Sendo assim, quando eu fiquei sabendo do lançamento do livro "Minha Vida (Não Tão) Perfeita" logo tratei de comprar. Estava ansiosa para me divertir novamente com as obras da Sophie Kinsella.

"Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa , seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter - a executiva que tem tudo a seus pés - possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?"

No livro vamos conhecer um pouco mais da história de Katie ou Cat, mas nunca Cathy. Ela é uma jovem de Sumerset que sempre foi apaixonada pela vida em Londres, então quando terminou a faculdade resolveu seguir o seu grande sonho de viver em Londres como uma autêntica londrina (sem nem mesmo deixar transparecer o seu sotaque do interior), apesar de isso desagradar ao seu pai, Mick, que não consegue enxergar as maravilhas de viver na cidade grande.

E em tese ela está levando a vida perfeita ou, pelo menos, é isso que o seu Instagram mostra já que Katie vive postando e compartilhando fotos que mostram a perfeição de sua vida atual. Porém, as fotos e posts de suas redes sociais não condizem com a realidade. Ela trabalha na Marketing Cooper Clemmow e precisa sair cedo de casa para chegar em ponto (é uma grande locomoção que ela precisa fazer), e ela ainda não recebeu o conhecimento da sua chefe Demeter, que é uma verdadeira megera (além de não se lembrar do nome da Katie, Demeter também tem a coragem de pedir para ela retocar a pintura do seu cabelo).

As coisas parecem melhorar na sua vida quando ela conhece Alex Astalis, junto os dois se divertiram muito enquanto testando alguns brinquedos de crianças (com o intuito de relaxar) o que incluí um drone. Katie está certa de que houve alguma atração durante o tempo em que passaram juntos; ela está certa de que viu faíscas entre eles. Porém, da mesma maneira que o relacionamento deles não deu certo (sequer chegou a começar), a sua carreira na Marketing Cooper Clemmow vai de água abaixo quando ela é demitida por Demeter.

"Ficamos em silêncio por um tempinho desconfortável, e eu me pergunto como vou conseguir ser natural daqui em diante. Não sei bem se é o jeito como ele olha para mim ou a forma como ele disse "emoção" — mas, sela lá qual for o motivo, estou sentindo meu coração meio acelerado agora".
Arrasada Katie não vê outra alternativa senão voltar para sua casa, em Somerset. Ela não consegue contar para seu pai e para sua madrasta, Biddy, que ela foi demitida. Katie decide inventar que está tendo um período sabático, é mais fácil lidar com essa mentira do que desapontá-los com o seu fracasso. E durante o tempo em que permanece no interior com o seu pai e a madrasta, Katie resolve ajudá-los a abrir um glamping na fazenda.

Desde os folhetos de divulgação, o site, o planejamento Katie ajuda de alguma maneira. Depois de tantos negócios fracassados que o seu pai já teve, ela quer que esse seja diferente, então junto de sua família acaba construindo um acampamento de luxo que se tornou um verdadeiro sucesso. O que Katie não conseguia imaginar que a fama do glamping seria capaz de atrair sua ex-chefe Demeter, além de Alex Astalis. É de se esperar que esses três juntos vão conseguir arrumar uma grande confusão durante um final de semana.

"— Você solicitou ioga, se não estou enganada — digo enquanto nos afastamos do grupo. — Infelizmente, não oferecemos aulas de ioga na fazenda Anters. Mas oferecemos uma prática druida antiga, o Vedari. Não é muito diferente do ioga, mas é um pouco mais desafiador".

Achei interessante que a autora tratou de alguns temas atuais, da pressão que os jovens têm para conseguir uma vida bem sucedida antes de chegar aos 30. Quantas pessoas que estão fazendo determinado curso pensando apenas no dinheiro e no possível sucesso profissional que pode vir a ter? E também tem a questão das redes sociais, que algumas pessoas acham essencial serem notadas e que gostam de aparentar que vivem uma vida perfeita. Tudo se baseia em uma vida de aparências.

E como de costume, Sophie Kinsella conseguiu tratar esses dois assuntos de uma forma bem humorada ao criar personagens tão divertidos. Foi praticamente impossível não me lembrar da série Becky Bloom (a questão do humor. Os personagens são bem diferentes). Então, se você está em busca de um livro para se divertir e dar boas risadas o livro "Minha Vida (Não Tão) Perfeita" é uma ótima opção, assim como outras obras da Sophie.
  • Share