Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares

Título: O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares
Autor(a): Ransom Riggs
Editora: LeYa
Número de páginas: 336
Classificação: 4/5

O meu contato com esse livro veio antes do lançamento do filme aos cinemas, quando me deparei com "O Orfanato da Srta. Peregrine e as Crianças Peculiares" nas livrarias o que me chamou atenção foram as imagens que ilustravam o livro. Achei algumas um pouco estranhas, outras meio chocantes, mas um fato era certo: elas aguçaram a minha curiosidade, não conseguia parar de pensar qual era a ligação entre essas figuras e a história contada do livro. Mas somente após ver ao filme que eu decidi ler o livro, me arrependo um pouco por ter demorado tanto já que foi uma leitura bem gostosa.
"Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em "O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” RICK RIORDAN, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos. “Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” JOHN GREEN, autor de A culpa é das estrelas. “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...” TIM BURTON"
Jacob (Jake) Portman pode ser considerado como um adolescente normal que leva uma vida bastante comum junto de seus pais no interior da Flórida. Ele não tem muitos amigos na sua escola, e trabalha na rede de farmácia  de sua família apesar de todos seus esforços para ser demitido uma vez que detesta o seu serviço. E seu pai é um estudioso amador de aves que tenta publicar um livro sobre esse assunto, mas vive fracassando com essa tarefa.

Um dia durante o seu trabalho ele é surpreendido por uma ligação inesperada de seu avô paterno: Abraham "Abe" Portman. Devido à velhice ele vem sofrendo de demência, alucinações e acredita ser capaz de ver monstros. Preocupado, Jake revolve ir ver como ele está, garantir que tudo estava bem e que nada passava de uma alucinação. Contudo, ao chegar lá ele se depara com uma situação bastante preocupante. A casa de seu avô parece ter sido invadida e Jake o encontra no bosque à beira da morte. 

O falecimento de seu avô foi um grande choque para Jacob. Primeiro, foram circunstâncias bastante suspeitas e mesmo com a polícia alegando que foram cachorros de rua que o atacaram essa explicação não o convence. Segundo, ele tinha uma forte ligação com seu avô. Ele cresceu escutando as histórias de Abe sobre a época em que ele passou em uma ilha no país de Gales — Cairnholm — durante a Segunda Guerra Mundial. Eram histórias sobre crianças peculiares que viviam em um orfanato junto dele e de monstros que as caçavam, era um lugar encantado.
"Quando eu era pequeno, as histórias fantásticas do vovô Portman significavam que era possível viver uma vida mágica. E, mesmo depois que parei de acreditar nele, ainda havia algo mágico sobre meu avô: ter superado todos os horrores que ele superou, ter visto o pior da humanidade e ter a vida desfigurada por causa disso, e sair de toda essa situação como a pessoa honrada e boa e corajosa que eu sabia que ele tinha sido — isso era mágico."
Como forma de tentar superar isso, Jake viaja junto de seu pai para Cairnholm, imaginando que se conhecer o local onde seu avô viveu iria conseguir se ajudar. Mas, ao chegar à ilha ele se depara com destroços do orfanato — ele fora atingindo por uma bomba durante a Segunda Guerra Mundial — e fica claro que aquela viagem fora um grande erro, afinal de contas fazia muitos anos e era improvável que as crianças que tinham convivido com Abe ainda estivessem vivas.

Fica claro que toda a viagem foi um grande erro. O orfanato já não existe mais e as pessoas de lá morreram, é como se todo o sentido daquilo tivesse acabado, ele não tinha mais nada para fazer na ilha. Contudo, o que Jacob não imaginava era que tanto o orfanato quanto as crianças ainda existiam através de uma fenda no tempo, onde todos os dias são iguais aos outros. Inicialmente ele tem um grande choque e demora para processar e acreditar  em todas as informações que são lhe contadas, e é assim que a aventura de sua vida começa.
“Eu costumava sonhar em fugir da minha vida comum, mas minha vida nunca havia sido comum. Simplesmente não conseguira notar como ela era extraordinária.”
A escrita de Ransom Riggs é de fácil interpretação o que facilita a leitura, mas durante os primeiros capítulos do livro senti falta de um pouco de ação, achei que em algumas partes a leitura foi um pouco arrastada. A leitura se tornou mais dinâmica no momento em que Jacob chega à ilha, ele começa a desvendar os segredos do orfanato e dos peculiares, e com isso muitas aventuras vão acontecendo.

Um recurso que eu gostei no livro foram as fotografias, acho que isso ajudou muito na hora de imaginar como eram os peculiares. Trouxe um ar de veracidade a história. Foi algo bem enriquecedor, além de ser um fator que desperta muita atenção e curiosidade.
  • Share

Resenha: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

 Título: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada
Autor(a): J.K. Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 352
Classificação: 3/5

Quando era criança, um dos livros que me influenciou a ter o gosto pela leitura foi a saga de Harry Potter, de forma que tenho um grande amor por essa história e sou uma potterhead (esse termo é usado pelos fãs de Harry Potter). Ao descobrir que a J.K. Rowling estava produzindo uma peça de teatro mostrando a nova geração fiquei bastante animada, escutei algumas críticas negativas a respeito da peça e mesmo assim resolvi comprar o livo. Foi algo diferente de tudo o que eu já tinha lido, mas ao contrário de algumas pessoas eu acabei gostando. Foi um diferente bom.
"Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
Ansiosamente aguardado por milhões de fãs, o oitavo livro da saga de maior sucesso de todos os tempos chega às livrarias de todo o Brasil no dia 31 de outubro, em edições brochura e capa dura. Harry Potter e a criança amaldiçoada é a edição impressa do roteiro de ensaio da peça escrita por J.K. Rowling em parceria com Jack Thorne e John Tiffany, que está em cartaz em Londres e se passa 19 anos após os acontecimentos narrados em Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Ponto forte: A oitava história, dezenove anos depois. Franquia de maior sucesso do mercado editorial mundial. Prateleira: Para novos e antigos fãs de Harry Potter e leitores de fantasia em geral."
A história do livro começa 19 anos depois da grande Batalha de Hogwarts, desde esse tempo a cicatriz do Harry Potter nunca mais doeu. Em tese tudo estava bem, ele não precisou enfrentar outra ameaça perigosa como a de Voldemort, mas o seu trabalho no Ministério da Magia é bastante complicado, e como se isso não fosse o bastante ele ainda tem de lidar com a dificuldade de tentar ser um bom pai para os seus filhos: James Sirius, Albus Severus e Lily Luna.

Por ser o filho do meio Albus é o que se sente menos parecido com seus pais, ainda mais após ser selecionado para entrar na Slytherin durante a seleção das casas. Como se não bastasse as piadinhas que aguentava de seu irmão em casa também teve de lidar com o comentário de outros alunos em Hogwarts, sem contar no afastamento de sua prima Rose Weasley. Diferentemente de seu pai ele não tem muitos amigos na escola de magia e bruxaria e muito menos se destaca em algumas matérias, o seu único e melhor amigo é Scorpius Malfoy,  e juntos eles se ajudam em várias questões da vida.
"Scorpius: Achou realmente que ela viria para nós? Os Potters não pertencem à Sonserina.
Albus: Este aqui sim.
Eu não escolhi, entenderam? Não escolhi ser filho dele."
As coisas não andam sendo nada fáceis para Albus na escola e em sua casa, o que gera atritos na relação com o seu pai. Harry não sabe como agir para poder ajudá-lo. A relação entre pai e filho vai se desgastando. E a cicatriz voltou a doer, de modo que Harry se torna super protetor com o seu filho temendo pelo bem dele, o que acaba gerando algumas discussões e desentendimentos.

E a situação apenas piora quando Albus junto de Scorpius roubam um vira-tempo para voltarem ao passado e impedirem Cedrico Diggory de ser morto, e no fundo é uma tentativa de Albus agir de modo corajoso como o seu pai que precisou enfrentar.
"Albus: Você teve medo por mim?
Harry: Sim.
Albus: Pensei que Harry Potter não tivesse medo de nada.
Harry: É assim que eu o faço sentir?
Albus: Acho que Scorpius não contou, mas, quando voltamos, depois de não conseguir completar a primeira tarefa, de repente eu era da Grifinória, e nada era melhor entre nós por causa disso... então o fato de que sou da Sonserina... não é esse o motivo para nossos problemas. Não é só isso."
Por se tratar de uma peça de teatro a leitura é bastante rápida, em uma questão de duas horas já havia acabado o livro. Porém, admito sentir um pouco dos detalhes e das ações que tinham nos livros anteriores. Seria legar ver a descrição de alguns personagens ou dos ambientes, mas isso não é um erro do livro, são assim que funcionam os roteiros.
Elenco da peça Harry Potter and the Cursed Child.
De certo modo esse livro carrega em si um pouco de nostalgia mostrando personagens que os leitores tanto amam, como o Harry, Gina, Hermione, Rony, Draco, Minerva McGonagall e até mesmo o Snape... eles mudaram em comparação do que conhecíamos deles, agora estão mais maduros. Não considero esse livro como uma continuação dos anteriores, pois em parte a história me lembrou muito a uma fanfic com todo esse lance de voltar no tempo e do plot twist surpreendente, mas isso não significa que seja ruim.

Um dos maiores acertos desse filme foi o Scorpius Malfoy. O personagem é tão apaixonante que dá vontade de abraçar e não largar mais. Ele faz comentários engraçados, é uma pessoa simpática e eu me diverti muito com ele correndo atrás da Rose Weasley. Também gostei da relação entre ele e o Draco, que parece estar preocupado com o bem-estar de seu filho e apenas quer o ver feliz, mesmo que isso implique em ser amigo de um Potter.

Esse livro não pode ser comparado com os anteriores da saga de Harry Potter. Esse livro foi algo diferente, inovador e bom. Parece ser uma fanfic? Sim, mas isso não significa que seja de todo ruim como algumas pessoas apontaram. O livro tem lá os seus pontos positivos, e no fim acaba sendo uma leitura bastante agradável.
  • Share

Um filme que todos estavam esperando: Doutor Estranho

Me tornei fã dos filmes da Marvel há alguns anos atrás, de modo que "Doutor Estranho" era um filme que estava esperando ansiosamente, que estava na lista dos filmes que queria ver em 2016. E mesmo tendo estreado a pouco tempo vem recebendo boas críticas, o que aumentou a minha animação para o assistir. Sem contar que um dos meus atores favoritos (meu mozão Benedict Cumberbatch) estava no elenco do filme.
"Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo."
O filme começa mostrando a vida de Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), um renomado neurocirurgião que aparenta ter um futuro bastante promissor, mas toda sua vida muda radicalmente em um piscar de olhos graças a um terrível acidente de carro que Stephen acaba sofrendo. Ele passa muito tempo no hospital se recuperando e buscando uma cura para a tremedeira em sua mão, o que o impede de voltar a trabalhar.

Desesperado para encontrar uma solução para seu problema ele se submete a diversas cirurgias e gasta boa parte do seu dinheiro, mas nada tem o resultado esperado ou os médicos preferem não se arriscar uma vez que seu caso é considerado como perdido. Isso o deixa angustiado, afinal de contas o seu trabalho é a sua vida.
E em busca de uma cura, Stephen viaja para um lugar onde podem resolver a tremedeira de sua mão. Ele é apresentado para a Anciã (Tilda Swinton), que o explica sobre e energia que flui, e sobre poderes místicos. Inicialmente ele reage com arrogância, acredita que tudo não passa de um papo furado, de falsas promessas, já que acredita que na ciência é onde se encontram as respostas para todas as coisas e que tudo é explicada por ela.
"Stephen Strange... Quer um concelho? Esqueça tudo o que você acha que sabe."
No início a arrogância e o grande ego de Strange o atrapalham, mas depois que vai deixando essas duas de lado e expandindo sua mente, acreditando em coisas que antes não seria capaz de imaginar que existiam. Seus poderes vão se tornando mais fortes, ele se mostra bastante habilidoso na magia mística, e a sua sede pelo conhecimento não para de crescer. O que ele conhece não é o bastante, ele quer aprender mais como as coisas funcionam.
Inicialmente, o seu objetivo era encontrar uma cura para sua mão, mas graças ao seu grande poder e habilidade ele se vê em meio de um conflito que está colocando em risco a vida na Terra. Dessa forma, Stephen Strange acaba indo à luta, mesmo que originalmente aquele não fosse o seu plano.

Tinha colocado muitas expectativas no filme do "Doutor Estranho", e devo dizer que o filme as superou! Como sempre a atuação do Benedict Cumberbatch estava impecável, foi possível ver o modo arrogante que o personagem tinha no início do filme, e foi tocante o momento em que ele se mostrou debilitado tentando concertar suas mãos e o modo que acabou largando tudo para conseguir isso. Houve uma transformação do personagem em todo esse processo.

A química entre Christine Palmer (Rachel McAdams) e Stephen Strange estava boa, gostei da interação entre os dois personagens. E como o diretor, Scott Derrickson, falou sobre a personagem: “Ela salva duas vidas, contrasta moralmente o protagonista e experimenta a magia em primeira mão. Ah, e ela não é namorada de ninguém”, ela é uma mulher grandiosa, muito mais do que uma "namorada inútil" de um super-herói.

Outra coisa que eu adorei no filme foram os efeitos especiais que foram incríveis! Tem cenas que a realidade aparece como se estivesse dentro de um caleidoscópio, cheio de cores e movimentos. São cenas bem psicodélicas, e isso enriquece bastante ao filme.
  Ficha Técnica

  • Título: Doutor Estranho.
  • Gênero: Ação, Fantasia.
  • Direção: Scott Derrickson.
  • Duração: 1h55min.
  • Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, Scott Adkins, Amy Landecker, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt e Chris Hemsworth.

Curiosidades:

  • Benedict Cumberbatch fez um programa de voluntariado em um Centro Budista na Índia, onde lecionou inglês. Ele credita a esse trabalho boa parte de sua preparação para o papel.
  • Embora este seja o primeiro filme-solo do personagem, ele já havia sido citado em outras oportunidades no universo cinematográfico da Marvel, nos filmes: Thor (2011); Thor: O Mundo Sombrio; Capitão América 2: O Soldado Invernal.
  • Benedict Cumberbatch teve de largar o papel devido à conflito de agendas. Ele foi reincorporado ao elenco quando o longa foi adiado de julho/2016 para novembro do mesmo ano.
  • O diretor de fotografia Ben Davis revelou que a animação Fantasia (1940), da Disney, foi uma fonte de inspiração para o visual do longa.
  • O ator Benedict Cumberbatch revelou que o que mais o atraiu no personagem e no roteiro do longa foi o caráter espiritual da história.
  • Share

Hey Jude

Acredito que existem pessoas e até mesmo animais que foram enviados para mudar nossas vidas, influenciar em algo. Pode parecer bobagem para algumas pessoas, mas cada um com suas crenças e loucuras. Quando olho para trás, que vejo o tanto que eu mudei, que a minha vida mudou percebo que algumas pessoas desempenharam um papel importante. Foram pessoas que me influenciaram e que fizeram com que eu me tornasse mais confiante, acreditando mais em mim mesma. E, sinceramente, não sei onde estaria agora se não fosse por elas.

Venho nesse texto para falar de algo muito importante na minha vida e de quem nunca vou me esquecer. Foi com ela que eu aprendi o que era o amor incondicional. Foi com ela que eu experimentei pela primeira vez a dor da perda e como terrível que é, pois nada que você faz é capaz de trazê-la novamente. Foi com ela que eu aprendi o que era o companheirismo. Foi com ela que eu aprendi o verdadeiro significado da palavra e do sentimento saudade.

É Jude, faz exatamente um ano que você partiu. Não foi fácil na época, e nem agora continua sendo fácil de lidar. Você partiu muito cedo, ainda tinha tanto para viver. Acho que esse é um fato que nunca vou conseguir aceitar, não importa o tempo que passe. Para mim, você foi embora cedo demais.

Às vezes ainda imagino que vou ver você correndo até nós lá na fazenda, me seguindo para todos os cantos e dos dias que você passava aqui no prédio, em Belo Horizonte. Você não imagina o quanto que eu queria que isso fosse verdade, poder te ver pelo menos durante uma última vez. Ainda choro com as lembranças que tenho de você ou quando vejo suas fotos.

Você é única e insubstituível, você será para sempre a minha Jude. E todos os dias agradeço por ter tido a chance de conviver com uma cachorrinha tão amável como você e que mudou minha vida em vários aspectos.
  • Share

Resenha: Alucinadamente Feliz — Um livro engraçado sobre coisas horríveis

Título: Alucinadamente Feliz — Um livro engraçado sobre coisas horríveis
Autor(a): Jenny Lawson
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 352
Classificação: 5/5

Um guaxinim sorridente e que brilha. Isso é algo que, definitivamente, chama a atenção das pessoas. Foi assim que "Alucinadamente Feliz — Um livro engraçado sobre coisas horríveis" despertou o meu interesse em meio aos vários livros que se encontra na Leitura. E como se isso não fosse o bastante, tive a oportunidade de ler a resenha que minha amiga Laura escreveu sobre ele em seu blog, o Nostalgia Cinza. As combinação desses fatores fizeram com que eu desenvolvesse um encanto por esse livro, de forma que me senti na obrigação de comprá-lo e me arrisco a dizer que foi um dos melhores livros que li nesse ano de 2016.
"Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria."
O livro contra a história de Jenny Lawson, uma jornalista americana, escritora e blogueira (para quem tiver interesse de conhecer esse é o blog dela: The Bloggess), e com uma boa dose de humor e exagero ela conta como é conviver com a depressão e outros transtornos mentais. É como o próprio título diz: um livro engraçado sobre coisas horríveis.
"De acordo com muitos psiquiatras que visitei nas últimas décadas, sou uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada e distúrbio de automutilação brando proveniente de um transtorno do controle de impulsos."
Logo no início o leitor se depara com um aviso, uma insistência. de que se pare de lê-lo agora mesmo, mas se você ainda persistir deve saber que está junto da Jenny, ou como ela diz, você tem em suas mãos a cabeça dela decepada. E é dessa forma divertida e com analogias nada convencionais que a autora começa a contar sobre sua vida, sobre como foi a aceitar que tinha a depressão e o seu modo de viver alucinadamente feliz.

Através desse modo de vida, Jenny passou a dizer sim para qualquer tipo de ideia ridícula. Ela pulou em fontes em que ninguém deveria entrar, pegou a estrada sem planejar nada, perseguiu tornados, vestiu um lobo para ir à estréia local de Crepúsculo e até mesmo já convidou uma horda de cangurus para ir à sua casa sem seu marido saber. Era como se ela estivesse enlouquecendo, mas mesmo assim fazer todas essas loucuras foram uma das melhores coisas que poderia ter acontecido a ela. Afinal de contas, Jenny ainda precisa conviver diariamente com sua depressão, ansiedade e transtorno mental, e todas essas boas lembranças servem como um incentivo para que ela tenha forças para se levantar da cama toda vez que tem um dia ruim, pois sabe que vai poder voltar a viver de modo alucinadamente feliz.
"Seja feliz na frente das pessoas que detestam você. Assim, elas saberão que não a afetaram. Além do mais, vão ficar putas da vida."
O resto da narrativa do livro segue com histórias surpreendentes, que vão desde suas consultas a psiquiatras até as viagens que realiza, mas isso passando por seus distúrbios, o relacionamento com sua família e o seu gosto pela taxidermia. São histórias que fazem o autor chorar de tanto rir de tão engraçadas que são, outras tem um tom mais reflexivo e algumas aproximam o leitor sobre as dificuldades de lidar com a depressão e outros transtornos.
"Não consigo explicar nem a mim mesma por que eu sou assim. Só sei que fui feita desse jeito... e talvez um dia alguém consiga abrir esta cabecinha e descobrir o que é que há de errado lá dentro... e também o que há de certo."
É bem interessante observar o relacionamento de Jenny com seu marido Victor. As discussões que eles têm não são nada usuais se comparadas com a de outros casais, afinal de contas não é qualquer marido que tenta convencer a esposa de não colocar uma girafa empalhada dentro de casa, ou que se depara com a esposa tentando realizar um rodeio usando um gato e um guaxinim empalhado. Os dois acabam sendo um casal bem divertido.
"E, bem, talvez não... mas acho que é assim que o amor funciona. Às vezes significa limpar a sujeira que você não fez, ou dirigir até o aeroporto três vezes na mesma semana para pegar quem se ama, ou até ursos inesperados e possíveis girafas de surpresa. É provável que os últimos exemplos não sejam para a maioria das pessoas. Porém, no fim das contas, não somos como a maioria."
O que eu mais gostei do livro foi a forma divertida que Jenny usou para abordar para tratar de suas doenças. Livros que abordam esses assuntos não são nenhuma novidade. Mas, com a sua dose exagerada de humor, Jenny conseguiu fazer algo totalmente diferente do que já existia. É um livro incrível, uma leitura incrível, e acho que todas as pessoas deveriam tirar um tempinho de suas vidas para lê-lo.

E aqui estão os meus capítulos favoritos do livro:
1) Alucinadamente feliz. Perigosamente triste.
2) Tenho um distúrbio do sono que ou vai me matar ou vai matar outra pessoa.
3) Finja que é boa nisso.
4) Por que eu deveria fazer mais se já me saio tão bem não fazendo nada?
5) O que eu digo à minha psiquiatra versus o que eu quero dize.
6) OLHA ESSA GIRAFA.
7) O medo.
8) Apêndice: uma entrevista com a autora.
9) Coalas têm clamídia.
10) Você está melhor do que Glileu. Porque ele esta morto.
11) O grande questionário.
12) Poderia ser mais fácil, mas não seria melhor.
  • Share

Resenha: Salve-me

Título: Salve-Me
Autor(a): Rachel Gibson
Editora: Jardim dos Livros
Número de páginas: 272
Classificação: 3/5

Ano passado eu descobri uma autora incrível: a Rachel Gibson. Li o seu livro "Simplesmente Irresistível" e me encantei com o seu modo de escrever. Ela consegue criar romances envolventes, com um certo drama familiar e com aquele toque de chick-lit, e não se pode esquecer do típico cenário do Texas. Desde então sempre procuro conseguir comprar algum livro dela, cada um consegue ser melhor do que o outro, e hoje eu venho trazer para vocês aqui do blog mais uma resenha dos livros da Rachel. Espero que vocês gostem, e se mais alguém aqui for fã da autora não deixa de comentar aqui no blog, pois ela não é muito conhecida aqui no Brasil e eu gostaria de ter muito alguém com quem eu pudesse comentar sobre essas histórias incríveis.
"A salvação de Sadie Hollowell e Vince Haven depende de muitos fatores. Ele voltou traumatizado da guerra ao terrorismo no Afeganistão e ela, aos 33 anos, acha ridículo ser convidada para ser dama de honra do casamento de uma prima no interior do Texas, onde nasceu. Ambos estão perdidos, à procura das raízes e de uma identidade que a vida foi esfacelando, e são atormentados por uma atração sexual violenta que demora muito a se transformar em amor e compromisso.
O que se oferece aos leitores é uma história tensa, em que preconceitos e hesitações lutam contra o amor, sem saber qual dos lados terá o triunfo final. Vale a pena ler e torcer por ele."
Sadie Hollowell — ou simplesmente Sadie Jo — está de volta a sua cidade natal: Lovett, Texas. Ainda quando era jovem ela deixou sua cidade para trás com o objetivo de seguir o seu próprio caminho longe das fofocas, mexericos e de seus familiares. Sadie Jo nunca teve um bom relacionamento com o seu pai, tudo começou com a morte de sua mãe que ocasionou o afastamento entre pai e filha. Por algum tempo Sadie Jo até tentou se reaproximar de seu pai, mas nunca acabava sendo bem sucedida nessa tarefa já que não conseguia ser igual a sua mãe e muito menos demonstrava o interesse pelo rancho e os animais que seu pai tanto amava.

Ela não pretendia voltar tão cedo para Lovett já que estava com sua vida estabelecida, mas após receber o convite para ser madrinha do casamento de sua prima não há outra alternativa além de aceitar, mesmo tendo o receio de que o seu passado pode voltar a atormentá-la no exato momento em que colocar os pés em sua cidadezinha. Não estava pronta para reencontrar o pai, seus outros familiares e alguns habitantes. E como se não bastasse todos os receios que já estava tendo, Sadie Jo se depara com mais um quando encontra um homem parado na estrada que vai para Lovett, e mesmo parecendo uma ideia arriscada ela resolve ajudá-lo.
"A luz morna banhou o perfil do homem quando ele se moveu até ela. Era do tipo de cara que deixava Sadie desconfortável. Do tipo que veste couro e bebe cerveja amassando as latas vazias na testa."
O misterioso homem se trata de Vince Haven, um ex-Seal de 36 anos que lutou na Guerra do Afeganistão e que precisou se afastar depois de um ataque. Ele é atormentado por demônios de seu passado que está tentando seguir com sua vida normalmente após o exército, o que não está sendo uma tarefa muito fácil levando em conta que chegou a se meter em algumas brigas. E Vince está indo para Lovett para resolver um problema urgente com sua tia, apenas uma viagem rápida e passageira como a maioria das coisas de sua vida, principalmente, os seus relacionamentos já que tudo não passa do sexo.

Sadie Jo deu uma ajuda para Vince que estava com o carro engraçado, e como uma maneira de retribuir a ajuda Vince não pensou duas vezes salvando Sadie Jo durante o casamento, sendo a sua distração, uma espécie de paraíso em meio a toda confusão de familiares e conhecidos questionando sobre o seu trabalho, a sua vida amorosa e o motivo por ainda estar solteira e sem nenhum planos para se casar algum dia — um grande absurdo aos olhos das velhas senhoras de Lovett.    
"Agora estava mais esperta para amar tão cegamente. Já havia feito isso e não tinha interesse em homens emocionalmente indisponíveis. Homens como seu pai, que desligavam quando alguém chegava perto."
Era para que Vince fosse apenas um one night stand e nada mais, só que a grande atração que um sente pelo outro impede que eles se mantenham afastados o que pode ser um grande problema para duas pessoas que aparentemente não querem se comprometer a ninguém, pois querendo ou não uma hora alguém acaba se apegando. E como se isso não fosse o suficiente, Sadie Jo precisa lidar com os problemas relacionados ao seu pai e a complicada relação que eles possuem.  

O livro é narrado em terceira pessoa, possui uma linda capa seguindo o mesmo padrão das outras obras da autora, publicados pela geração editorial. "Salve-me" segue os outros padrões das histórias da Rachel Gibson, e para as pessoas que são fãs de romances ou que gostam do gênero chick-lit esse é um livro que vale a pena comprar! Ele faz parte da série "Lovett, Texas", mas é do tipo de série em que não importa a ordem que você leia os livros, pois eles não dependem um do outro.

Outros livros da série "Lovett, Texas":
1) Daisy Está na Cidade
2) Maluca por Você
3) Salve-me
4) Run To You
5) I Do!
  • Share