Especial Potterhead: 10 curiosidades sobre a saga

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Sei que estou um pouco atrasada, mas para quem não sabe no dia 31 de julho se comemora o aniversário  da escritora J.K. Rowling, e de um dos bruxos mais amados pelas pessoas: Harry Potter. Então, como eu sou uma grande fã da saga não poderia deixar essa data passar sem fazer uma espécie de homenagem pessoal, pois tanto a J.K Rowling quanto os livros de Harry Potter foram essenciais para eu me tornar a leitora voraz que sou hoje. Espero que vocês gostem das curiosidades, e se Harry Potter também mudou a sua vida conte como foi nos comentários.

1) J.K.Rowling escreveu o último capítulo de Harry Potter em 1990, sete anos antes de lançar o primeiro livro.

2) A criação de Harry Potter teve início durante uma viagem de trem. Na época, J.K. Rowling se lembrou das brincadeiras de infância com os vizinhos, que tinham o sobrenome "Potter".

3) Os editores do primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, sugeriram que Joanne Rowling utilizasse as suas iniciais no lugar de seu primeiro nome. O motivo? Acreditava-se que os meninos poderiam não querer ler um livro escrito por uma mulher.

4) O Professor Snape, um dos personagens mais profundos da série, foi inspirado no professor de química da época de escola de J.K. Rowling.

5) Os dementadores foram feitos para simbolizar a depressão de J.K.Rowling. Aos 20 anos, após a morte da mãe, a escritora precisou enfrentar uma forte depressão.

6) Dumbledore é homossexual e na juventude se apaixonou por Grindelwald, que se tornou um dos maiores vilões do mundo bruxo. Os dois se enfrentaram em um duelo épico em 1945, quando Dumbledore se consagrou vitorioso.

7) Em Londres, na estação de trem King’s Cross, foi montado um local em homenagem a plataforma 9 3/4 , com direito a um carrinho com malas e uma gaiola atravessando a parede.

8) Daniel Radcliffe quebrou mais de 80 varinhas durante as gravações. O ator gostava de usá-las como baquetas durante as gravações do filme.

9) Maggie Smith, que interpretou a Professora McGonagall, lutou contra um câncer de mama durante as gravações do último filme da saga. Ela não parou de atuar porque não queria desapontar os fãs.

10) Fred e George comemoram seu aniversário no dia da mentira, em 1º de abril.

Espero que vocês gostem das curiosidades, e se Harry Potter também mudou a sua vida conte como foi nos comentários!

Liberte-se

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li·ber·da·de (latim libertas, -atis) 
substantivo feminino 
1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem. 
2. Condição do homem ou da nação que goza de liberdade. 
3. Conjunto das .ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão. 
4. [Figurado] Ousadia. 
5. Franqueza. 
6. Licença. 
7. Desassombro. 
8. Demasiada familiaridade. "liberdade".

Eu podia jurar que te conhecia. Achava que sabia quais eram os seus medos, inseguranças, desejos e sonhos. Eu te considerava como a minha confidente, que podia contar com você para tudo que acontecesse, e acreditava que isso era um sentimento reciproco. Sempre que alguma coisa de errada acontecia eu te procurava para desabafar e sempre estive de braços abertos para te ajudar no que fosse preciso. 

Porém, o que eu não podia imaginar era que eu estava vivendo uma grande ilusão.

Não vou ficar escrevendo e prolongando sobre os problemas que aconteceram durante a nossa amizade, até por que eu não sei se uma atitude diferente poderia ter mudado o rumo das coisas. Minha mãe costuma a dizer que Deus escreve certo em linhas tortas, talvez isso era algo que iria acontecer em determinado momento. O jeito é aceitar, depois de muita relutância, que isso chegou ao fim.

Sim, nossa amizade chegou ao fim.

Nem adianta falar que eu to sendo dramática ou que eu estou exagerando. É melhor encarar a verdade, por mais que ela machuque muito, do que ficar vivendo uma ilusão e acreditando que as coisas iriam voltar a ser como antigamente. Nossa amizade tomou um rumo sem volta e concerto, o jeito é aceitar isso. Pense nisso como o processo de tirar um band-aid: no início doí bastante, mas depois a dor passa. 

Apesar de tudo que aconteceu eu não guardo nenhum rancor. Tenho em minhas memórias as boas recordações do tempo que passamos juntas, das risadas que demos, nas encrencas em que nos metemos e das ideias malucas que a gente tinha. Por mais que passamos por uma fase ruim nesse último ano, não acho que compensa apagar todas as boas memórias e bons momentos que passamos juntas. Seria hipocrisia minha ignorar que um dia você já foi muito importante na minha vida.

É com a consciência tranquila que eu to colocando um fim nessa relação. Vai ser melhor pra todo mundo. Espero que você seja feliz e todas essas coisas boas que as pessoas desejam umas para as outras. Enquanto a mim, pode ficar tranquila que eu vou ficar bem. Ou melhor, eu já estou bem. Fiz novas amizades, me reaproximei de velhos amigos e sinto que estou vivendo uma das melhores fases da  minha vida.

Um pedido de desculpas

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Você se lembra das promessas que fazíamos? Dos nossos sonhos? Eu me lembro com perfeição de cada um deles (culpa da minha maldita memória, que me faz lembrar até mesmo dos pequenos detalhes). Toda vez que me pego pensando nas nossas conversas parece que tudo aconteceu ontem, e não há uns cinco anos atrás. Era na época em que éramos felizes e não nos dávamos conta disso.

Você sabe quando tudo isso começou a ruir? Você tentou fazer algo para evitar ou só resolveu agir no último segundo? Você teria feito algo diferente se pudesse voltar ao passado? São tantos "e se" que carregamos nessa história, são tantas possibilidades que poderiam ter acontecido. Sei que não é saudável ficar pensando nesse tipo de coisa, de como poderia ter sido nossa vida se tivéssemos tomado alguma atitude diferente. Eu me sinto impotente diante essa situação, pois não posso mudar o passado e muito menos sei como vai ser o futuro.

Me responda com sinceridade: eu signifiquei algo para você? Pode falar a verdade, prometo que não vou ficar triste. Já estou tão magoada que acho que nada é capaz de aumentar a tristeza que eu estou sentido, então pode falar a verdade. Eu vou ser forte. Dessa vez não vou ficar chorando pelos cantos da casa, tomando cuidado para ninguém me observar, por alguém que não merece. Quando eu mais precisei você virou as costas para mim, e o seu silêncio foi me destruindo aos poucos. 

Já não adianta apontar os culpados do que aconteceu ainda mais nessa altura do campeonato, não é como se fosse fazer alguma diferença. Isso apenas iria aumentar a mágoa que sentimos, não é a minha intenção tornar as coisas mais difíceis do que já estão sendo. Apenas quero pedir desculpas por não ter sido tão presente na sua vida como eu deveria, por não ter ficado do seu lado nos momentos de dor e de alegria, por não ter procurado saber como você estava, por ter me afastado completamente. Você merecia mais. 

20 Lições de Vida que Aprendi com F.R.I.E.N.D.S

"Seis jovens são unidos por laços familiares, românticos e, principalmente, de amizade, enquanto tentam vingar em Nova York. Rachel é a garota mimada que deixa o noivo no altar para viver com a amiga dos tempos de escola Monica, sistemática e apaixonada pela culinária. Monica é irmã de Ross, um paleontólogo que é abandonado pela esposa, que descobriu ser lésbica. Do outro lado do corredor do apartamento de Monica e Rachel, moram Joey, um ator frustrado, e Chandler, de profissão misteriosa. A turma é completa pela exótica Phoebe."
1) Todos nós temos a nossa alma gêmea, ou melhor, nossa lagosta.

2) Camisinha funciona apenas 97%, então cuidado com os 3% de falha.

3) Os amigos são a família que escolhemos.

4) Não se envergonhe de seu passado, ria dele.

5) Cuidado ao fazer um bronzeamento artificial.
Ross: Você é minha lagosta
6) Dar um tempo não é a mesma coisa do que terminar, então não use isso como argumento.

7) Não traia.

8) O amor verdadeiro sempre triunfa no final.

9) O dinheiro não compra felicidade.

10) Se for seduzir alguém certifique-se de que não está com uma faca em mãos, pois isso pode resultar em um grave acidente. Sedução + facas = não é uma boa combinação.

11) Não se divide comida.

12) Durante uma cerimônia de casamento SEMPRE diga o nome certo.

13) Rir sempre melhora tudo.

14) É possível tomar um galão de leite em 10 segundos.
15) Cuidado ao vigiar seus vizinhos, pois nunca se sabe se vai encontrar eles pelados ou não.

16) Não fique bêbado com seu ex em Las Vegas e, muito menos, se case com a pessoa.

17) Inventar nomes falsos é divertido.

18) Se uma pessoa sabe tocar piano ela é capaz de tocar até mesmo um invisível.

19) Não ligue para que os outros pensem de você, apenas seja feliz e aproveite a vida.

20) Sempre que estiver na bad por conta de um relacionamento que não deu certo escute Lionel Richie, ele pode ajudar a colar um coração partido.

20 Lições de vida que aprendi com How I Met Your Mother

"Em 2030, o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor) conta a história sobre como conheceu a mãe dos seus filhos. Ele volta no tempo para 2005, relembrando suas aventuras amorosas em Nova York e a busca pela mulher dos seus sonhos. Ao longo do anos, Ted aproveita para falar a jornada dos seus amigos: o advogado Marshall Eriksen (Jason Segel), a professora Lily Aldrin (Alyson Hannigan), a jornalista Robin Scherbatsky (Cobie Smulders) e o mulherengo convicto Barney Stinson (Neil Patrick Harris)."
1) Nada de bom acontece depois das 2 da manhã.

2) Nunca faça uma tatuagem quando você está bêbado, emotivo ou as duas alternativas ao mesmo tempo.

3) Acredite no destino. O que tiver de ser, será. Então, não de desespere achando que nunca vai encontrar o amor da sua vida, pois em algum momento ele vai aparecer.

4) Nunca fale "eu te amo" no primeiro encontro, isso pode afugentar as pessoas.

5) Faça cada dia da sua vida ser legen ... espere... dário. O futuro é uma verdadeira caixinha de surpresas, então como não sabemos como vai ser o dia de amanhã vamos aproveitar ao máximo cada dia de nossas vidas.
Faça todas as noites legendárias
6) Não tenha vergonha do seu passado — isso inclui se você já foi uma pop star canadense dos anos 90 —, afinal de contas ele faz parte de sua história de vida e seus amigos vão continuar te amando.

7) Sempre se arrisque e aceite novos desafios.

8) Quando você encontrar o seu "Lebenslangerschicksalsschatz" (o tesouro do destino ao longo da vida) você vai saber. É algo que acontece instantemente. É um sentimento que domina o seu corpo por inteiro. Se você nunca se sentir assim é sinal de que ainda não encontrou o seu "Lebenslangerschicksalsschatz"

9) Às vezes, um segundo pode demorar uma eternidade.

10) Sinceridade é tudo. E para isso podemos contar com nossos amigos, afinal de contas eles são as pessoas que estão ao nosso lado e que vivem nos aconselhando, além de abrir nossos olhos para algumas verdades que não queremos encarar.
11) Relacionamento a distância são complicados

12) The Naked Man funciona em 2 a cada 3 tentativas.

13) Não tenha medo de cometer erros e de se machucar.

14) Planejar o futuro é importante, mas não se pode esquecer de vivê-lo.

15) Timing is a bitch. Não basta apenas ter uma química com uma pessoa, o timing para tudo acontecer é importante. Mas, como todos sabemos, ele é um desgraçado.
Robin: Se você tem química, você só precisa de uma outra coisa.
Ted: E o que é isso?
Robin: Tempo. Mas o tempo é um desgraçado.
16) Aproveitar a jornada é mais importante do que a chegada.

17) Toda vez que você estiver triste se lembre do quão incrível você é, assim você irá se sentir melhor novamente!

18) Em alguns momentos é necessário dizer adeus. Ao longo da vida nós crescemos e sempre estamos em constante mudança, e com isso algo que nos fazia bem no passado pode não algo benéfico no futuro. Então, é preciso desapegar de algumas coisas. Let it go.

19) Toda pessoa merece uma segunda chance.

20) O futuro pode ser bem aterrorizante, mas sempre siga em frente. Não se apegue ao passado por ele ser conhecido, reconfortante e familiar.

Robin: Ted, o futuro é assustador. Mas você não pode simplesmente correr de volta para o passado porque é familiar. Sim, é tentador ...
Barney: Mas é um erro.

Noite Estrelada

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O frio gélido fazia seu corpo tremer levemente, havia saído de casa e não se lembrado de pegar seu casaco. Apenas tinha pegado o seu velho violão antes de sair, a música era algo que o acalmava, era a sua terapia particular. Toda vez que dedilhava as cordas do instrumento, tocava alguma música ou se arriscava compondo algo era uma forma que encontrava para fugir da realidade e de seus problemas. Nesses momentos a sensação que tinha era de ser transportado para outro mundo, como se fosse uma espécie de realidade alternativa. A música era a sua válvula de escape; podia ficar tão compenetrado tocando ou escutando que nada mais parecia existir no mundo.

E ele almejava poder sentir essas todas essas sensações; se tratava de uma verdadeira necessidade. Precisava arrumar um modo de esquecê-la, nem mesmo que fosse por alguns minutos. Precisava de um remédio para aliviar toda dor, angústia e tristeza que estava sentindo. Maldição! Como o amor conseguia ser um sentimento tão bom, mas que deixava as pessoas tão machucadas? Uma verdadeira ambiguidade. Mesmo tendo passado tão pouco junto dela isso não diminua em nada a sua dor, pois tudo que passara ao lado dela fora tão real e intenso que tinha medo de não viver outro amor desses novamente.

Como qualquer pessoa ele também sonhava em viver um amor verdadeiro, um amor que o consumisse e o levasse a loucura. Mas, o que aconteceria se não encontrasse esse grande amor com o qual tanto sonhava? Ou se ela fosse o seu grande amor que não deu certo? E se ele estivesse destinado a viver sozinho? A possibilidade daquela última pergunta o assustava.

Às vezes, se arrependia de ter dado uma abertura para que ela entrasse em sua vida, pois agora tudo estaria mais tranquilo e ele não estaria sofrendo. Porém, em determinados momentos gostava de se apegar as poucas memórias que tinham compartilhando juntos. Naquela época tudo parecia ser tão real e intenso que ainda não conseguia acreditar que estava acabado.

Não sabia que horas iria voltar para casa, tinha passado boa parte da tarde sentado em um banco que ficava em uma praça localizada a duas quadras de sua casa, e sua única companhia era o seu violão. Normalmente, não gostava de se sentir solitário, preferia ficar junto de seus amigos, mas reconhecia que em alguns momentos a solidão era necessária e ele estava precisando de seu momento sozinho. Precisava entender quem ele era e qual era o rumo que queria para sua vida, também precisava aprender a lidar com seus demônios internos.

A medida que ia escurecendo o frio parecia aumentar, mas o seu corpo já estava se acostumando de maneira que não era  mais um incomodo. Por viver na cidade grande não estava acostumado a ter uma visão de um céu estrelado igual ao que via quando viajava para o campo, de modo que quando avistou um pontinho pequeno brilhando lá no céu fez com que ele se animasse. Uma chama de esperança se ascendeu em seu coração, e já não estava se sentindo tão triste.

Enquanto possuísse a sua música não iria estar incompleto, afinal de contas tratava-se de uma de suas maiores paixões. Ela o completava, e enquanto tivesse um violão, sua voz, um pedaço de papel e caneta para compor suas músicas e cantar não iria precisar de mais nada em sua vida. Mais tarde até poderia encontrar alguma garota que o complementasse, e que também dividisse com ele uma de suas grandes paixões.

E enquanto essa garota não aparecesse em sua vida ele iria continuar vivendo normalmente, dia após dia, superando seus demônios e aprendendo a conviver com a ausência que sua ex-namorada fazia em sua vida. Finalmente tinha percebido — e aceitado — que não poderia esquecê-la por completo, apagá-la de sua vida como se nunca tivesse existido. Uma parte dele sempre iria se recordar dela e das boas lembranças que tinham do breve tempo em que permaneceram juntos, e essa parte iria diminuir até ser capaz de viver sem sofrer por ela. E algo em seu instinto dizia que ele iria amar novamente. Um amor épico, avassalador, intenso e capaz de virar sua vida de cabeça para baixo.

O problema de ser uma Robin Scherbatsky

Todo mundo tem uma pessoa que é a sua Robin. Alguém que você ama demais, mas não pode ficar junto. E que, qualquer pessoa que você conheça, qualquer coisa que você faça, nada vai ser como estar com a Robin.

Assim que Ted Mosby colocou os olhos em Robin Scherbatsky foi como se fosse um amor a primeira vista. Para começar ela era muito linda, sem contar que mostrou ser alguém bastante simpática e com um ótimo senso de humor. Ela aparenta ser a mulher ideal para ele: gosta de cachorros, odeia azeitonas — teoria baseada em Marshall e Lily. Ele odeia azeitonas e ela adora, e de alguma forma isso os torna em um casal incrível — e bebe whisky. Que mulher, ela é incrível.

Contudo, nem tudo na vida são flores e existe um pequeno problema: ela não quer um relacionamento sério a principio. Isso acaba com algumas das expectativas do Ted, que estava a procura de uma namorada, sua alma gêmea. Ele é obrigado a se contentar com a amizade dela, mas depois de um tempo acabam engatando em um namoro.

Eles são um ótimo casal, o único problema é que eles buscam por coisas bem diferentes na vida. Enquanto Ted sonha em se casar e ter muitos filhos, Robin tem planos de crescer no seu trabalho. Ela quer ser uma jornalista conhecida e viajar ao redor do mundo, um casamento e filhos não fazem parte de suas prioridades. Por mais que se amassem não teriam como ficar felizes em uma relação no futuro, se um dos dois tivesse que abrir a mão de seus sonhos iria acabar ficando infelizes em algum momento.
Você não pode me fazer parar de tentar te animar. 

Mais tarde ao longo da serie ela acaba se envolvendo com Barney Stinson. Inicialmente eles não admitem que estão juntos e tentam esconder isso dos amigos, mas é impossível negar o que eles sentem. A relação passa por momentos de altos e baixos, e chega em um momento em que eles decidem que é melhor continuarem apenas sendo amigos.

Apesar do término isso não significa o fim do amor entre eles. Durante algumas temporadas ambos tiveram algumas recaídas, e algo que os fãs consideram imperdoável foi o fato da Robin não ter cumprido o acordo com o Barney — depois de passarem uma noite juntos eles decidem que querem voltar e para isso precisam romper com seus respectivos relacionamentos. Barney termina com a Nora, mas Robin decide continuar junto do Kevin. Muitos a consideram como uma monstra por fazer isso, mas os que a julga já se colocaram no lugar dela? Ela tinha sofrido bastante quando rompeu com ele e o viu pegando muitas mulheres, como se não tivesse consideração pelos seus sentimentos e pela historia que tinham passado juntos. Justo quando conseguiu superar isso não demorou para que ela tivesse outra decepção amorosa com o seu colega de trabalho. Ela gostava do Kevin — no mínimo deveria gostar um pouco dele para continuar junto — e por isso escolheu ficar com ele, sem contar que era um relacionamento mais seguro e estável. Quantas pessoas teriam coragem de abrir mão de algo sólido em troca de uma relação que já tinha dado errado?  
Muitos fãs a acusam de ser uma pessoa egoísta e confusa — em relação ao Ted e o Barney. Mas eu a vejo com outro olhar: ela é uma mulher independente e sonha em ter uma carreira de sucesso, ela prefere ser a Tia Robin do que ter filhos. Ela é durona  — em parte isso se dá a sua infância, Robin foi criada como um garoto pelo pai que sonhava em ter um filho homem — e não expressa muito bem os seus sentimentos. E como qualquer pessoa ela acaba sendo um pouco confusa e indecisa, mas são esses traços que tornam a personagem tão humana. Todo mundo comete erros, tomam decisões e mais tardem podem se arrepender ou não.  

O maior problema de Robin Scherbatsky é ser uma mulher forte e independente. Em uma sociedade machista isso é um erro terrível.

Os momentos bons da sua vida não vão ser necessariamente ser sobre as coisas que faz, eles também vão ser sobre as coisas que acontecem com você.

A nostalgia do fim de ano

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Chega o final de ano e junto dele vem esse sentimento nostálgico, ficamos pensando nas coisas que fizemos ao longo dele. Nesse momento eu percebo que não descobri a cura para alguma doença grave. Não recebi nenhum Nobel ou um Oscar. Não criei nenhum aplicativo muito útil que ajuda a vida das pessoas. E nem descobri um planeta novo.

Nesse ano posso não ter feito coisas extraordinárias na minha vida, mas pode apostar que cada dia foi extraordinário e único para mim. Eu entrei na faculdade e conheci pessoas incríveis que de algum modo vão mudar minha vida para sempre, querendo ou não a convivência com outras pessoas acaba te influenciando de alguma forma. Comecei um relacionamento, algo que não conseguia imaginar a alguns anos atrás. Me afastei de alguns amigos importantes, eram amizades que eu acreditava que iria durar para sempre. Me aproximei de velhos amigos. Fiz novas amizades que eu pretendo levar para sempre junto de mim. Me tornei alguém mais engajada politicamente e feminista. E me tornei mais confiante, superei alguns obstáculos e agora vejo com clareza que eu sou capaz de qualquer coisa, é como se o céu fosse o limite. Até mesmo consegui um estágio que tanto queria!

Sei que muitas tragédias aconteceram nesse ano de 2016, e que muitas pessoas estão contando as horas para esse ano acabar, mas apesar de todas as coisas negativas que aconteceram também consigo enxergar alguns pontos positivos. Arrisco a dizer que está sendo um dos melhores anos da minha vida — sei que isso soa como um verdadeiro clichê, mas em alguns momentos nada é melhor do que um bom clichê.

E para esse ano incrível só tenho que agradecer as pessoas a minha volta. Esses meus amigos tornaram o meu ano mágico, pois me apoiaram quando eu precisava e quando tinha motivos para celebrar eles também estavam ao meu lado. Nós rimos, choramos e divertimos juntos.

Poderia passar horas citando os nomes de todos eles, mas acho que cada um tem consciência de que é importante na minha vida, e que mesmo afastados eles ainda tem o seu devido espaço no meu coração — meu coração é feito coração de mãe, sempre tem espaço para mais um. E percebo que por ter ao meu lado pessoas tão incríveis é muito melhor do que ganhar algum tipo de reconhecimento ou um prêmio renomado, essas duas coisas poderiam me render algum tipo de dinheiro ou fama, mas nada disso se compara do que estar rodeada de pessoas que transformam a minha vida dia após dia.

Uma Crônica Natalina

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O Natal é uma data que sempre rende histórias memoráveis, basta pegar um foto de uma ceia que logo vão surgir casos para contar e algumas lembranças para reviver.

Durante a minha infância, essa época do ano foi marcada por duas coisas: muito choro e correria. Eu sempre amei o Natal, porém odiava o Papai Noel com todas as minhas forças. Bastava ele chegar na casa da minha avó que eu saia correndo, me escondia e algum cômodo da casa e pra fazer com que eu tirasse foto junto dele era muito complicado. Muitas crianças sorriem e demonstram alegria quando estão junto do Papai Noel — exceto quando o queridíssimo Fora Michel Temer está por perto —, mas em todas as minhas fotos é possível notar uma cara de choro e uma expressão de desagrado. Isso persistiu até os meus sete anos de idade.

(Spoiler: nessa época descobri que o Papai Noel não existia).

Outra lembrança que eu tenho é de quando eu ganhei um guardanapo de presente. Sim, você leu certo. Aos 16 anos de idade eu ganhei um guardanapo. A minha família inteira estava reunida trocando os presentes e o clima de alegria parecia reinar pelo apartamento, os sorrisos que iam de ponta a ponta ao perceberem que tinham ganhado o presente que tanto estavam esperando.

Foi durante essa troca que eu peguei um pequeno embrulho vermelho decorado com alguns bonecos de neve, apertei para tentar descobrir o que era e a única conclusão que eu cheguei era que parecia ser um objeto muito macio, nem tinha ideia do que estava me aguardando.

Quando abri me deparei com um monte de guardanapos. Nem consegui disfarçar a minha cara de decepção, não consegui sorrir para fingir que estava contente com aquilo. Foi broxante. Fui conferir o embrulho para ver se não tinha pegado sem querer o presente de outra pessoa, mas no embrulho estava escrito: "BRUNA". Infelizmente aquele era o meu presente, não tinha sido nenhum tipo de engano. Aquele momento foi pior do que quando minha avó voltou pra China e deu iPod pra todo mundo da família, e para mim um monte de meia.

Mais tarde descobri que os guardanapos custavam 13,90 reais, se uma pessoa tem esse dinheiro pra gastar poderia muito bem ter me comprado uma barra de chocolate das lojas Americanas — lá vive rolando a promoção de 3 barras por 10 reais —, ou umas quatro trufas de 2 reais da Cacau Show. Eu amo chocolate e não ligo para o preço do presente, mas se tratando de um guardanapo fica difícil de defender.

2016 já vai tarde

Caro 2016,

Você já pode ir, já ficou tempo demais. Vai tirar umas férias, curtir uma praia e relaxar, porque ser você não está sendo nada fácil. Foi cada tiro, porrada e bomba que agora substituíram a expressão “cada dia é um 7x1” por “cada dia é um 2016”, e já te adianto que isso está longe de ser um elogio.

De forma sorrateiramente você levou o Alan Rickman, o David Bowie, o Domingos Montagner e até mesmo a democracia — primeiramente, Fora Temer. Não reconheço governo golpista. Foram tantas mortes que fica até difícil sair citando, mas uma coisa é certa, em cada um desses casos levou as pessoas a refletirem sobre a vida e sobre como ela é passageira, então fica a dica da gente passar a demonstrar mais para os amigos e conhecidos o que sentimos antes que seja muito tarde.

Acho que nem preciso entrar na questão dos relacionamentos, né? Você tá pior que amiga fura olho, cada dia tá sendo uma nova separação. As que mais chocaram as pessoas foram a separação do William Bonner e Fátima Bernades e Angelina Jolie e Brad Pitt, tudo bem que nunca vai chegar aos pés do término entre Chimbinha e Joelma, mas ainda sim tudo é muito sofrido. Se o meu namoro conseguir sobreviver até 2017 vou me considerar uma vencedora.

Na questão da política você também me decepcionou bastante. Para começar vamos falar do impeachment da Dilma Rousseff, tudo bem que ela não era perfeita, a grande questão é que foi um golpe. Vamos ter uma aulinha sobre política aqui: Dilma foi acusada de cometer pedaladas fiscais, que são atrasos no repasse do Tesouro a bancos públicos encarregados da operação financeira de alguns programas sociais, não é um crime de responsabilidade fiscal, tanto é que ela vai poder se reeleger nas próximas eleições — diferente do nosso queridíssimo presidente Fora Michel Temer, que é inelegível. Até o FHC cometeu pedaladas e nem por isso sofreu impeachment, como é que vocês me explicam isso? Também teve Crivella eleito como prefeito no Rio de Janeiro, e junto dele morreu a doce ilusão que eu tinha de que o Estado é laico. E o Trump venceu as eleições dos Estados Unidos.

Desse jeito fica até difícil de te defender 2016, é cada vacilo que você comete um atrás do outro. Vai se benzer, toma um banho com sal grosso, pois desse jeito não dá pra ficar não e o ruim é que sempre tem como piorar, pelo menos é isso que você vem me mostrando até agora — falta menos de um mês pro ano acabar e eu nem quero imaginar o que ainda pode acontecer.

Sinceramente espero que 2017 seja melhor e mais tranquilo, afinal de contas a população precisa de um tempo pra se recuperar de tudo o que você causou. Até parece que você foi escrito e produzido pela Shonda Rhimes, Quentin Tarantino e George R. R. Martin, que sentem algum tipo de prazer em matar os personagens preferidos das pessoas apenas para verem elas sofrendo. Sério 2016, não tá sendo nada fácil.

A Culpa Não É Sua

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Ei você aí, levanta essa sua cabeça, enxugue essas lágrimas, coloque um sorriso no rosto e não se esqueça da atitude confiante. Você fez isso? Se sim, preste bastante atenção no segredo que vou te contar agora: a culpa não é sua, nunca foi.

Aqui vem um fato bastante engraçado sobre a vida: ela adora ferrar com a gente, cada dia ela prega uma nova peça. Isso é revoltante, eu sei, dá vontade de sair xingando todo mundo nos momentos de raiva, e em outras ocasiões a gente até chega a chorar quando tudo parece estar dando errado.

Nossas vidas são formadas por vários amores, alguns são eternos, como os amores que sentimos por nossos pais, outros familiares e alguns amigos muito importantes, já outros são breves, chegam a ser questão de meses ou até mesmo menos que isso, afinal de contas quem nunca desenvolveu uma rápida paixonite pelo crush do ônibus? Ele era tão lindo e parecia ser uma pessoa tão legal, pena que desceu um ponto antes de mim. Mas, a grande questão é que esses amores marcam a nossa vida de várias maneiras, alguns vão ser lembrados por anos e outros esquecidos em questões de meses.

Só por que um relacionamento não deu certo isso não significa que todos os seus futuros relacionamentos estão fadados a dar errado, pois cada pessoa é diferente da outra, assim como as experiências também são. Nada se repete da mesma maneira como o passado. Às vezes simplesmente não era para ser, vocês deveriam estar em fases diferentes da vida, buscando coisas diferentes. Não era o momento certo, quem saber não rola novamente em um futuro distante? Ou, talvez, ele não seja a pessoa certa para você.

Apenas não fique achando que isso é sua culpa, pois não é e muito menos ele é culpado por isso também. Ninguém tem culpa disso. Os términos fazem parte da vida e isso não vai mudar. Quando uma porta se fecha outra se abre, então não deixe que as experiências negativas lhe impeçam de viver e aproveitar o futuro, pois você ainda tem um longo caminho pela frente.

Você ainda vai se decepcionar e se alegrar com as pessoas, ficar triste e muito feliz, vai chorar muito e também vai dar ótimas gargalhadas. Garota, você ainda tem muito o que viver, vai passar por algumas épocas que vão se assemelhar com uma grande tempestade, mas depois sua vida vai seguir por um momento bastante florido.  

Não tenha medo de demonstrar

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Desligue o celular, deixe de lado as redes sociais por um tempinho, pare com os joguinhos. Fique offline, apenas viva a vida e aproveite um pouco sem precisar registrar por meios de fotos e o check-in do facebook. Capture as imagens por meio dos olhos e deixe guardado isso em suas memórias. Aproveite a experiência e os seus momentos, ria e se divirta junto dos seus amigos e familiares. Apenas viva!

Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está presente em todas as relações pessoais, basta sair que não vai demorar para encontrar um grupo de amigos que ao invés de estarem interagindo entre si ficam se comunicando por meio dos celulares. A tecnologia serve para aproximar as pessoas, mas ao mesmo tempo, também as afasta. Qual é a graça de sair para um encontro onde as pessoas só sabem ficar no celular? Qual é a graça de conversar com uma pessoa que não presta atenção no que você diz e fica só no celular? Qual é a graça de conversar durante horas pelo facebook ou WhatsApp, mas não conseguir conversar pessoalmente com essa pessoa? 

As pessoas precisam sair um pouco do celular e viver um pouco da vida real, deixar de lado essa vida virtual.

Outro mal que existe nas relações atuais são os famosos joguinhos: enrolar pra responder alguém, ignorar uma pessoa... Esse tipo de coisa não aproxima ninguém, apenas acaba fazendo com que se afaste. É um saco conversar com alguém que demorar pra responder, apenas pra fazer uma espécie de charme, não tenho paciência para esse tipo de coisa.

As pessoas precisam aprender a demonstrar mais o que sentem. Não ignore alguém que você goste ou é especial em sua vida. Não tenha medo de demonstrar o que você sente, se for preciso corre atrás da pessoa, manda textão falando o que você sente, abra seu coração, num papo reto, cara a cara. Mostre que se importa, ou se você pensar nela não tenha medo de dizer. Apenas demonstre.

Amiga estou aqui

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Ei amiga, tudo bem com você? Sei que faz um tempão que a gente não se fala, mas mesmo assim ainda me preocupo com você. Sabe como é, amizade de verdadeira não é algo que se encontra facilmente em qualquer lugar, e mesmo sabendo que o "desfecho" da nossa amizade não aconteceu da maneira que eu imaginava eu ainda me importo, afinal de contas é impossível apagar completamente da sua vida uma pessoa que esteve ao seu lado por bons anos (não sou muito boa em matemática, então vou dispensar as contas). São muitas memórias e lembranças que não podem ser apagadas, mas que são colocadas de lado em uma caixinha como se isso fosse diminuir a dor do afastamento, afinal de contas não tem como acabar com uma amizade importante sem ao menos sofrer um pouco.

Todo tipo de afastamento é triste. 

Não sei se você se sente como eu, se você tinha uma grande consideração pela minha amizade, mas independente de qual seja a sua resposta eu não vou parar de me importar e preocupar, é pra isso que servem os amigos, não é? Amigo é aquela pessoa que você pode contar para praticamente todos os tipos de coisa, é aquela pessoa que vai topar participar dos seus esquemas malucos de diversão, é aquela pessoa que vai ficar ao seu lado quando você estiver na pior e que vai fazer o possível para você se sentir melhor, é aquela pessoa que vai te chamar atenção quando necessário e que vai te incentivar a seguir seus sonhos por mais loucos que sejam. Resumindo: amigo é aquela pessoa que está ao seu lado nos piores e nos melhores momentos. Eu posso não estar ao seu lado e muito menos sou uma pessoa presente em sua vida, mas mesmo assim estou te observando bem de longe apenas para saber se está tudo bem. Pode me chamar de tola, mas você sabe muito bem que eu tenho meus motivos para essa preocupação.

Nesses últimos dias fiquei sabendo que você não tá passando por uma fase muito legal na sua vida, e eu me preocupo. Talvez não esteja ao meu alcance o poder de fazer muita coisa,  de fazer com que você melhore do dia para a noite. A única coisa que está ao meu alcance é escrever um texto — sinto que consigo me expressar de uma melhor forma através das palavras — para aliviar um pouco essa dor que você está sentindo. Ao mesmo tempo em que as palavras podem machucar mais que um soco, elas também podem ajudar a curar.

Então, espero que esse texto consiga chegar em suas mãos e que você se sinta um pouco melhor após o ler. E, sempre, que se sentir triste, que o mundo parece uma grande merda, lembre-se que você tem amigos que se importam e se preocupam com você, e eles te amam muito e vão estar ao seu lado para o que der e vier.

E o mais importante: lembre-se da sua força. Você é uma garota forte e eu sei que vai superar isso, e se precisar seus amigos vão estar do seu lado para te dar um apoio, como diziam os Beatles "oh I get by with a little help from my friends hm I get high with a little help from my friends hm gonna try with a little help from my friends".

Obrigada por ter sido uma grande amiga.

Meu porto seguro

Imagem do We Heart It
Alguns dias são tão cansativos e estressantes que, às vezes, a gente só quer desaparecer do mundo, nem que seja apenas um por um pequeno instante. Nesses dias dormir e acordar daqui um mês chega a ser uma opção encantadora — como se isso fosse resolver algum tipo de problema, e a música mais tocada do celular é "The Sound of Silence". Nesses dias a sensação é de que não temos paciência para praticamente nada.

Resumindo: não é um bom dia, não está sendo uma boa semana.

Quando isso acontece o melhor a se fazer é esperar e torcer para os problemas irem embora o mais rápido possível. Tentar focar em qualquer coisa que lhe faça esquecer-se dos problemas. Algumas pessoas usam da respiração para se manterem calmas, aquele método de respirar e inspirar. Respirar e inspirar. Respirar e inspirar. De fato, isso funciona, mas pessoalmente eu tenho — e prefiro — outro método bastante pessoal.

Meu método é você.

No início eu me assustei com o tamanho da influência que você tem sobre mim. Posso ser considerada como uma pessoa um pouco fechada, não estava acostumada a lidar com sentimentos tão poderosos assim, e muito menos a expor eles para os outros. Foi um momento assustador em que eu me senti exposta, mas aos poucos foi se tornando algo comum para mim e que convivo diariamente. Agora “eu te amo” se tornou muito comum no meu vocabulário, algo que há alguns meses atrás eu não teria a coragem de dizer em voz alta talvez, apenas, em um texto e olhe lá.

Eu adoro ver você sorrindo, sua risada é contagiosa, admiro o fato de como você consegue manter o seu bom humor até mesmo nos momentos mais difíceis, eu adoro quando você me abraça e me beija, eu gosto muito quando estou perto de você. A sua presença me acalma, me tranquiliza, me deixa feliz.

Quando não estou nos meus melhores dias você consegue me deixar animada fazendo alguma piada, ou falando algo fofo. Quando você me abraça ou beija é como se todo o mundo parasse ao meu redor, é como se todos os meus problemas desaparecessem com o meu passe de mágica. Tudo bem que às vezes nós dois temos nossas diferenças, mas isso não muda o fato de que você me faz bem. Você vem me fazendo bem há 10 meses.

Não sei se você se dá conta, mas você é uma pessoa completamente incrível e especial que consegue me alegrar nos dias mais difíceis.

Obrigada por tudo. Obrigada por estar ao meu lado.

Estranhos como eu

Imagem do We Heart It
Quando tinha 14 anos, prestes a me "formar" do Ensino Fundamental e começar o Ensino Médio, o pessoal da minha escola organizou um dia no sítio para os alunos se divertirem, fugirem um pouco da rotina escolar, e também para falar um pouco sobre essa transição que nós estávamos prestes a passar. Até ai tudo bem, foi uma dinâmica bem divertida e eu tenho boas recordações dos momentos que passei junto das minhas amigas. Mas também tenho uma lembrança um tanto desagradável, que marcou um pouco a minha vida.

Durante as dinâmicas que fizeram com o pessoal da minha turma, teve uma atividade em que cada um colou um papel nas costas, recebeu uma caneta e o objetivo era escrever a sua opinião sobre o coleguinha. A expectativa de ler o que as pessoas estavam escrevendo no meu papel era alta, queria saber o que algumas pessoas pensavam sobre mim e não tinha coragem de me dizer pessoalmente. Quando chegou a tão esperada hora de ler o que as pessoas tinham escrito eu estava bastante empolgada, me lembro de ter ficado feliz com que as minhas amigas escreveram sobre mim, mas teve um comentário que me marcou muito mais do que as palavras botinhas das minhas amigas: "Você é estranha".

Você é estranha.

Essa frase ficou naquela cabeça por um bom tempo, e assim eu comprovei que as palavras podem machucar muito mais que ações. Talvez, tivesse sido melhor levar um soco do que ter lido aquela frase. Um soco machuca na hora e depois de alguns minutos já passou, mas aquelas palavras ficaram na minha cabeça me torturando por um tempo.

Eu era estranha. Eu era diferente das minhas colegas e queria saber o motivo disso. Será que era por eu gostar de ler e preferir um bom livro ou filme a alguma festa? Será que era por eu não ser tão vaidosa como o resto delas? Será que era por eu nunca ter beijado um carinha? Será que era por eu gostar de música coreana? Será que era por eu ser tímida? Será que era por eu ver séries pouco conhecida pelos meus colegas? Será que era por ter peitos pequenos? Queria conseguir a resposta necessária para essa pergunta, quem sabe assim eu pudesse melhorar e me tornar uma pessoa normal.

Por alguns anos fiquei acreditando que eu era estranha, e por um tempo achei que era por isso que eu não tinha um namoradinho e não estava conseguindo fazer amizades na minha nova escola. Aceitei que era estranha, e por isso devia ficar sozinha e com apenas alguns amigos. Era mais fácil aceitar isso, machucava menos do que pensar que eu era estranha, que eu tinha algum tipo de problema.

Agora, aos 19 anos, cinco anos passados desse ocorrido, eu percebo o quão patética eu era na época por acreditar em uma coisa dessas, por acreditar que o problema estava em mim. Se eu sou estranha ou não isso não importa mais, pois eu estou feliz comigo mesma, com o meu corpo, com a minha personalidade. Não preciso mudar nada em mim para poder agradar ninguém. E agora, percebi que apesar do peito pequeno, do meu gosto musical eclético que não agrada a todos, da minha timidez, e da minha preferência de livros e filmes a uma festa, não são fatores que me impedem de ter amigos ou um namorado. Posso afirmar, com toda certeza, que as pessoas que estão ao meu lado são as melhores do mundo, eu não as trocaria por nada, pois elas me fizeram perceber o quanto eu sou especial.    

Moça, eu estou do seu lado.

Moça, eu estou do seu lado.
Moça, eu compartilho da sua dor.
Moça, eu compartilho da sua tristeza.
Moça, eu compartilho da sua indignação.
Moça, eu compartilho do seu medo.

Moça, eu não te conheço e só fui ouvir falar sobre você através do caso que se espalhou pelas redes sociais — e que situação triste, não é mesmo? Tão triste que mal consegui dormir ontem à noite pensando nisso, e até agora continuo pensando completamente indignada com o que aconteceu. Você teve o seu corpo violado, sua imagem compartilhada por alguns desumanos — não tem como chamar de humano alguém que faz esse tipo de coisa ou que apoia.

Tenho algumas palavras para definir o que fizeram com você:
Uma violação.
Uma injustiça.
Uma barbaridade.
Uma crueldade. 
Um ato desumano.

Mesmo nunca tendo passado por uma situação dessas eu compartilho da dor que você deve estar sentido agora, compartilho do medo que você deve ter sentido. O medo é o meu companheiro diário nessa sociedade machista em que vivemos. Tenho medo de andar sozinha na rua à noite. Tenho medo de pegar táxi sozinha durante a madrugada. Prefiro sair de casa sozinha usando calças ao invés de um short ou uma saia, tudo isso para evitar assedio na rua, mas de nada isso adianta.

Eu não deveria sentir medo. Deveria poder andar sozinha e com a roupa que eu quero na rua a qualquer horário do dia, mas vivo em uma sociedade machista. Uma sociedade onde 30 homens estupram uma garota de 17 anos e nenhum tenta impedir isso. Uma sociedade em que o novo Ministro da Educação recebeu Alexandre Frota, que confessou um estupro em TV aberta, em 2014. Uma sociedade que tem um projeto de lei correndo no Congresso, que proíbe o aborto vai ser proibido até mesmo nos casos onde ocorreram estupros. Uma sociedade em que a mídia tenta minimizar o que aconteceu ao dizer "suspeita de sofrer abuso coletivo".

Depois disso tudo, alguns ainda têm a coragem de dizer que o feminismo é desnecessário, que é tudo "mimimi".

Moça, eu estou do seu lado e de muitas outras mulheres que já sofreram o mesmo.

Sete meses

Imagem do We Heart It
A garota batia seus dedos levemente na mesa de madeira onde ficava o computador, enquanto ficava olhando fixamente para a tela apenas esperando para que ele a mandasse uma mensagem. Já estava ficando impaciente com aquela situação, depois de terem tido uma conversa agradável dias anteriores ainda não havia nenhum sinal dele. Aquilo era simplesmente angustiante, e para piorar a situação tinha recebido o conselho de suas amigas de que deveria esperar pelo garoto dar o primeiro passo.

Mas que grande bobagem.

Tinham se dado tão bem quando haviam se conhecido e agora tinha que esperar um tempo para iniciar uma simples conversa? Simplesmente aquilo não fazia nenhum sentido na cabeça da garota, afinal de contas não havia nenhum motivo de privar duas pessoas de conversarem, ainda mais se tratando de duas pessoas que tinham interesses em comum e que já haviam conversado cara a cara em uma situação anterior. Não fazia nenhum sentido esperar, sem contar que a jovem não queria esperar. Ela ansiava tanto por uma mensagem que encarava a tela do computador com certa fixação, como se a qualquer momento pudesse receber algo em um pequeno momento de distração e ela queria estar presente caso recebesse uma mensagem, queria responder o mais rápido o possível e conversar com quele garoto que tinha se mostrado ser tão interessante nas últimas vezes em que o vira.

Estava até disposta a deixar sua tremenda timidez de lado, pois sabia muito bem que não podia perder aquela oportunidade de o conhecer melhor e não queria que nada atrapalhasse. Algo em seu coração — por mais que soasse como um verdadeiro clichê — dizia que aquele rapaz não era como os outros que ela havia conhecido anteriormente, algo nele era diferente dos outros e ela queria ter a chance de descobrir se sua intuição realmente certa. Precisava tentar descobrir se ele realmente era legal e interessante como tinha aparentado ser em outras ocasiões, e por mais que odiasse admitir em voz alta, naquele momento, ela precisava desesperadamente daquela conversa.

Sua ansiedade era tanta que estava odiando a posição em que se encontrava, se ao menos tivesse coragem o suficiente para mandar um "oi", ou para ignorar as opiniões ao seu redor de pessoas que a mandavam esperar. Ela já estava cansada de toda aquela espera, e até mesmo um pouco do palpite dos outros apesar de que sabia que eles apenas falavam aquilo na tentativa de ajudar e que estavam pensando apenas no meu melhor.

Já estava quase no seu horário de dormir quando a jovem olhou novamente para a tela do seu computador com a esperança de ter recebido uma notificação no Facebook, mas como era de se esperar nada tinha acontecido como era de se esperar. Qualquer outra pessoa em seu lugar provavelmente teria desligado o computador, afinal de contas não valia a pena perder horas de sono a espera de algo acontecer. Contudo, a obstinação da menina era tão grande que ela resolveu enrolar um pouco antes de ir dormir. Apenas cinco minutos, aquele era o tempo que iria ficar no seu computador esperando por uma mensagem, afinal de contas cinco minutos pode ser um tempo suficiente para mudar uma vida inteira e quem sabe alguma mudança poderia acontecer na vida da garota.

O que estava prestes a acontecer poderia ser chamado de sorte por alguns, ajuda de forças mística por outros, ou simplesmente destino. A mensagem que tanto estava esperando finalmente havia chegado, foi um cumprimento como qualquer outro que já tinha recebido, mas a espera tinha valido a pena e por isso foi quase inevitável sorrir de felicidade. Naquele momento, tudo o que estava desejando se concretizou com uma mensagem no Facebook. E durante a conversa ingênua que tiveram a garota nem imaginava que em tão pouco tempo aquele rapaz iria se tornar muito importante para ela, alguém que viria a proporcionar momentos de alegria, risada e até mesmo um pouco de choro. Alguém com quem ela iria viver uma história única. Alguém que continuaria ao seu lado durante sete meses. 

Crônica da Cidade Maravilhosa

A medida que as ondas batiam na areia as pegadas iam se apagando, era como se ninguém tivesse passado por ali alguns minutos antes. O som do mar se misturava com a voz estridente dos vendedores ambulantes oferecendo seus produtos aos banhistas, e com a voz fina das crianças que se divertiam fazendo – ou pelo menos tentando – castelos de areia ou correndo das ondas do mar, como se alegrar fosse a coisa mais importante naquele momento.

E no famoso calçadão, pessoas de todas as idades resolvem tirar um minuto do seu tempo para se exercitar – seja correndo, caminhando, andando de bicicleta ou passeando com o animal de estimação – bem cedo, enquanto outras aproveitam o fim de semana para dormirem até mais tarde e recompor as energias gatas ao longo da semana – ninguém é de ferro, e quando se tem uma rotina puxada nada é melhor do que horas a mais de sono –, ainda mais com o templo nublado que faz com que a vontade de ficar na cama seja maior ainda. Mesmo com o mau tempo, ainda faz bastante calor o que torna a situação bastante ideal. Com um sol escaldante, talvez nem todas as pessoas do calçadão ou da praia teriam a disposição de estar ali.

No outro lado da rua, os prédios de mais variados tamanhos se encontram praticamente colocados uns aos outros, o que remete a um tempo passado, mesmo que não esteja mais tão evidente na estrutura de algumas construções. Enquanto alguns edifícios possuem um aspecto mais moderno, outros são mais antigos cuja a aparência tem lá o seu charme único e pessoal. Esse é o encontro do novo com o antigo, da mesma maneira que acontece em outros lugares da cidade, e quase sempre com um aspecto natural também presente – seja uma praia, um grande rochedo ou um aglomerado de árvores. E também há o encontro de várias classes sociais, e de pessoas diferentes.

O Rio é uma cidade que apresenta muitas diferenças, e essa que é a grande beleza da cidade. Claro que os pontos turísticos e algumas paisagens são belas ao ponto de tirar o folego, isso não tem como negar. Mas, a verdadeira beleza está presente nessa mistura de coisas, está presente nas coisas simples, está presente em um jantar no barzinho da esquina enquanto se observa o encontro do sol com o mar durante o crepúsculo, uma imagem tão bela que é digna de um cartão postal.

E é assim que se encerra mais um dia no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa.

Snape e o heroísmo

Hoje, os fãs de Harry Potter foram surpreendidos por uma triste notícia nessa manhã: o ator Alan Rickman, interprete do personagem Severus Snape, morreu aos 69 após uma luta contra o câncer. Como fã de seu trabalho pensei em fazer algo para homenageá-lo, e como uma das melhores coisas que eu sei fazer é escrever resolvi fazer esse texto para falar de um personagem bastante complexo — pelo menos na minha opinião — que é o Snape. Sei que isso é muito pouco levando em conta toda a carreira artística que Rickman construiu, mas o que importa é que essa é uma homenagem feita do coração de uma fã que está triste com essa notícia, e ainda chocada sem conseguir acreditar que realmente tudo isso está realmente acontecendo.
Uma questão que gera discussão entre os fãs de Harry Potter: o Snape é um herói ou não?

São muitas as opiniões que essa simples pergunta pode gerar. Enquanto algumas pessoas defendem que ele era um grande herói, uma pessoa extremamente corajosa; outras já o atacam dizendo que de corajoso ele não tinha nada e que muito menos é alguém digno de ser chamado de herói. Até mesmo a própria J.K Rowling se posicionou no twitter ao dizer "Snape is all grey. You can't make him a saint: he was vindictive & bullying. You can't make him a devil: he died to save the wizarding world", o que provocou uma grande discussão nessa rede social com fãs se posicionando a favor dessa afirmação, e outros atacando a autora. Mas nesse texto não vou defender ou falar que tal pessoa está errada, nesse texto vou aproveitar para expor a minhã opinião sobre esse personagem bastante complexo.  

Acho que o melhor modo de começar a falar sobre o Snape, mas acredito que a melhor maneira é começar a falar sobre o seu passado. Não se tem muita informação sobre a sua infância, mas sabemos que foi uma época conturbada em sua vida, e que Lily Evans foi sua primeira amiga de fato. E ao falar sobre Lily, logo temos de abordar sobre os anos dele em Hogwarts que foram marcados pelo bullying que sofria por parte dos Marauders, se tornando alvo de pegadinhas e azarações desse grupo de amigos. Contudo, também não se pode ignorar que essa foi o momento em que ele começou a se aproximar das companhias que o fizeram interessar pela Arte das Trevas e que defendiam ideias como o purismo, tanto é que logo após se formar na escola de magia e bruxaria ele entrou para o grupo dos Comensais da Morte.

Gosto de comparar essa situação com uma pessoa que por meio da influencia dos amigos acaba experimentando uma droga, e a partir dai tomando outras péssimas decisões. Foi isso que aconteceu com Snape, no caso as más companhias com quem ele andava podem ser comparadas as drogas, que associadas ao seu talento excepcional com a feitiçaria foram a junção que fizeram ele se juntar a Voldemort e seus seguidores, um grupo que estava crescendo e se tornando cada vez mais conhecido e temido por alguns bruxos.  

Vale ressaltar o fato que apesar de todo o seu sofrimento durante a infância e o bullying que sofreu durante os anos de escola, não justificam o fato dele se juntar a um grupo que fazia a apologia ao genocídio e ódio contra os nascidos trouxas, ainda mais ele sendo um mestiço, além de que o seu primeiro e único amor — Lily Evans — era uma nascida trouxa. Nesse quesito não tem como defender o Snape, ele errou e muito feio. Porém, acredito que ele percebeu esse erro que cometeu depois da morte de Lily. Era muita ingenuidade acreditar que ela poderia sair viva do encontro com Voldmort caso entregasse o seu filho para a morte, mas algo em mim diz que Snape acreditou em algum momento que ela poderia escapar com vida daquele ataque.

E foi esse amor que ele nutria pela a Lily, mesmo depois de sua morte faz com que ele virasse o agente duplo trabalhando para ambos os lados, se bem que acredito que depois de todos os acontecimentos acho que a lealdade que ele nutria por Dumbledore era maior. Foi por essa lealdade e amor, que Snape ajudou Harry ao longo dos sete anos mesmo que  não fosse  uma ajuda muita aparente, na verdade, muitas vezes parecia que ele o odiasse. Tudo acabou se revelando no sétimo livro/oitavo filme na parte em que foram reveladas as memorias do Snape, logo depois de sua morte.

Eu não o considero como uma pessoa corajosa, e sim o considero como alguém que errou muito feio no passado e que depois tentou remedir, mas acho que mesmo assim ele ainda carregava o fardo dessas ações em suas costas. No final de sua vida ele era um homem que carregava junto de si o amor que nutria por Lily, junto com a angústia e dores infindas. Também não o considero como o herói que salvou a pátria. Eu o vejo como um anti-herói, ele não era alguém 100% bom e heroico, e sim uma pessoa que tentou fazer o certo depois de ter tomado escolhas erradas para sua vida.

Ninguém Disse Que Era Fácil

Imagem do We Heart It
Notícias ruins simplesmente não tem hora ou momento certo para chegar, elas simplesmente entram sem pedir licença na sua vida  às vezes causam um estrago danado. Quando isso acontece a sensação que dá é de que alguma forma mitológica do Universo está conspirando para nada der certo em sua vida, um pouco exagerado esse tipo de pensamento, não? Talvez seja, mas é uma forma que algumas pessoas tentam encontrar algum tipo de justificativa ou de resposta para tudo que está acontecendo a sua volta. É muito mais fácil para qualquer pessoa (e eu estou incluída nesse grupo) culpar as forças mitológicas, ou algumas pessoas que não são responsáveis por seu sofrimento. A única coisa que importa é conseguir achar alguém para culpar, pois querendo ou não é uma tarefa difícil assumir o seu papel de culpa nessa história.

Se eu tivesse me esforçado mais, me preocupado mais, estudado mais, me empenhado mais, procurasse mais, amado mais... São tantas as coisas que poderíamos ter feito para concertar algumas coisas — e às nem todas as nossas ações são capazes de concertar algo, alguns problemas da vida são muito grandes de forma que não podemos interferir.

O primeiro efeito que temos logo após receber uma notícia ruim é a negação, uma velha conhecida de todo mundo. Aceitar a realidade muitas vezes é um trabalho difícil e nesses momentos falamos de tudo para convencer a nós mesmos que aquilo é um pesadelo muito ruim, e que logo vamos acordar e nossas vidas vão continuar sendo do jeito que eram. Tentamos convencer a nós mesmos de que tudo não passou de algum engano, de que avisaram a pessoa errada. Muitas possibilidades se passam por nossas cabeças uma vez de que aceitar a realidade é muito mais complicado, e a negação um caminho acaba sendo um jeito mais fácil de lidar com a situação por um momento. E depois desse tempo temos de ser forte ou aprender a sermos fortes para conseguir lidar com a verdade, como o ator Johnny Depp disse uma vez: "Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte".    

A vida está longe de ser fácil, um mar de rosas ou um verdadeiro paraíso como alguns livros acabam descrevendo. Diariamente pessoas recebem notícias ruins, desastres acontecem... São tantas coisas que listar tudo iria demorar muito tempo, e muitas dessas coisas são difíceis de lidar, mas precisamos ser forte. Devemos erguer a cabeça, olhar para o horizonte e seguir em frente. Acontecimentos trágicos nunca vão parar de acontecer, sendo assim precisamos aprender a lidar com eles.