Leia Mulheres (YouTube)

Aqui no Escritora Whovian, eu sempre faço questão de comemorar datas importantes, eu sempre faço um post relacionando o assunto do blog (literatura, séries e cinema) com esses dias comemorativos. Eu já escrevi sobre o Dia Internacional da Mulher, Dia das Mães, Natal, Ano Novo, etc. Dessa forma, eu não poderia deixar de fazer uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

E como forma de homenagear essa data muito importante, eu resolvi fazer uma lista de livros escritos por mulheres. Sei que no vídeo eu abordei uma minoria, afinal de contas seria impossível falar sobre todas as autoras que eu conheço. Então, eu reuni leituras recentes e que me inspiraram bastante e que me fizeram refletir.

Além disso, gostaria de deixar o meu obrigada para todas as mulheres ao meu redor que me inspiram diariamente. Muito obrigada para todas as autoras incríveis que existem ao redor do mundo. Muito obrigada: Tori Telfer, Julia Quinn, Elizabeth Hoyt, Lisa Kleypas, Caroline Kepnes, Camila Fremder, Agatha Christie, J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Suzanne Collins, E.L. James, L.J. Smith, Anne Frank, Lauren Kate, Kristin Cast, P.C. Cast, Cassandra Clare, Christina Lauren, Meg Cabot, Libba Bray, Nacy Jo Sales, Jamie McGuire, Keri Smith, Karen Essex, R.J. Palacio, Kiera Cass, Veronica Roth, Sthepanie Perkins, Kami Garcia, Margaret Stohi, Karyn Bosnak, C.C. Hunter, Becca Fitzpatrick, Odette Beane, Carina Rissi, Rachel Gibson, J.A. Redmerski, Maya Banks, Sarah Blakley-Cartwright, Alyson Noël, Shannon Hale, Lu Piras, Rainbow Rowell, Bella Andre, Liane Moriarty, A.C. Meyer, Cecelia Ahern, Amanda Grace, Gayle Forman, Jean Sasson, Nora Roberts, Isabela Freitas, Jennifer E. Smith, Cecily von Ziegesar, Jane Austen, Jout Jout, Jojo Moyes, Caitlin Doughty, Rosalie Ham, J. R. Ward, Jenny Lawson, Joyce Pascowitch, Clarice Freire, Laura Lee Guhrke, Ana Rapha Nunes, Sara Pennypacker, Sophie Kinsella, Serena Valentino, Mary E. Pearson, Clarissa Corrêa, Liliane Prata, Bianca Briones, Leila Rego, Jennifer Brown, Rupi Kaur,  Cynthia Hand, Ashley Poston, Diana Gabaldon, Jenna Evans Welch, Cara Delevingne, Rowan Coleman, Kéfera Buchmann, Elizabeth Rudnick, Sarah J. Maas, Ceridwen Dovey, Maria Ribeiro, Margaret Atwood, Marjane Satrapi, Karen M. McManus, Becky Albertalli, Beth Reekles, Tess Gerritsen, Jenny Han, Jessi Kirby, Beth Evans, Emma Chastain, Annie Darling, Noelle Stevenson, Madeleine L’Engle e Clare Vanderpool.     

Resenha: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Título: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
Autor(a): J.K Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 400
Classificação: 3/5

Sou potterhead de carteirinha, dessa forma eu gosto de consumir todos os produtos relacionados a saga de livros da J.K Rowling. São objetos colecionáveis, roupas, livros que expandem o universo de Harry Potter, etc. Acho que nunca irei me cansar dessa história, desses personagens e do mundo complexo (e profundo) criado pela autora. Então, não consegui resistir à leitura do roteiro original do filme "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald".

"No final de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o poderoso bruxo das trevas Gerardo Grindelwald foi capturado em Nova York com a ajuda de Newt Scamander. Mas Grindelwald, cumprindo sua ameaça, foge da prisão e passa a reunir seguidores, cuja maioria não suspeita de suas verdadeiras intenções: criar bruxos puro-sangue para governar todos os seres não mágicos.
Tentando frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore arregimenta Newt, ex-aluno de Hogwarts, que concorda em ajudar mais uma vez, sem saber dos perigos que tem pela frente. Linhas são traçadas e o amor e a lealdade são testados, até entre os amigos e familiares mais fiéis e confiáveis, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.
Este segundo roteiro original de J.K. Rowling, ilustrado com a arte impressionante de MinaLima, complementa os acontecimentos anteriores que ajudaram a dar forma ao mundo bruxo, com alguns pontos de ligação surpreendentes com as histórias de Harry Potter que deliciarão os fãs dos livros e dos filmes".

O livro "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald" apresenta o roteiro do filme original dirigido por David Yates (diretor responsável por dirigir outros filmes da saga como, por exemplo Harry Potter e a Ordem da Fênix e Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 e 2). E por se tratar de um roteiro de filme, a leitura foi mais rápida e fluída; em menos de um dia eu consegui terminar o livro. Além disso, foi possível ver algumas cenas que foram excluídas depois da edição final (não foi nada que mudaria os acontecimentos do filme).
A obra contém diversas técnicas do audiovisual, principalmente as que envolve a produção de um filme. Como tenho contato com algumas delas através da minha faculdade, não tive muitos problemas em entender as expressões e termos fixos. Mas, para quem não tem muito conhecimento sobre o assunto, a editora Rocco colocou um glossário explicando o significado de cada um desses termos (ele pode ser encontrado no final do livro).

E eu não poderia deixar de falar sobre a beleza do livro e o cuidado que a Rocco teve com a diagramação/design do livro. É simplesmente belo! A capa tem desenhos de alto revelo, com detalhes dourados, e dentro do livro, as páginas têm ilustrações que fazem referência com alguma parte da história. Por se tratar de um enredo conhecido, o livro não tem muitas novidades (para quem assistiu Animais Fantásticos: Os Crimes de Gindelwald, o livro não apresenta nenhuma surpresa ou diferença gritante em relação ao filme). Mas, para quem é fã da saga, do mundo bruxo criado por J.K Rowling, a leitura desse livro é imperdível!

Resenha: Lady Killers: Assassinas em Série

Título: Lady Killers: Assassinas em Série
Autor(a): Tori Telfer
Editora: DarkSide
Número de páginas: 384
Classificação: 5/5

Para quem não me acompanha no blog, ou não me conhece, eu tenho uma grande fascinação em conhecer e estudar sobre crimes famosos que marcaram a história. Um exemplo disso, é que eu vivo assistindo os programas exibidos pelo Investigação Discovery. Sei que isso pode parecer um pouco mórbido, mas sinto uma grande fascinação ao entrar dentro da mente dos assassinos em séries e outros criminosos; gosto de aprender sobre o modus operandi de cara um e suas motivações. Então, quando eu ouvi falar sobre "Lady Killers: Assassinas em Série", novo lançamento da DarkSide, eu senti que precisava ler esse livro. "Lady Killers: Assassinas em Série" se tornou uma leitura obrigatória para mim.

"As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora. 
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? 
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. 
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas. 
As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais".

Em seu livro, Tori Telfer começa discutindo sobre o termo "assassino em série". Sempre que escutamos essa palavra, pensamos, automaticamente, em um homem. Essa expressão evoca em nossa mente a figura de uma pessoa terrível, na maioria das vezes, um homem sociopata, que tem um distúrbio de caráter. É muito raro associar o termo "assassino em série" às mulheres, é como se elas fossem incapazes de matar, de cometer um crime. Porém, as mulheres são tão capazes de matar quanto os homens e,"Lady Killers: Assassinas em Séries" vai trazer à tona esta discussão. 

Parece impossível pensar que as mulheres são capazes de planejar e executar crimes à sangue frio, e não sentir nenhum tipo de culpa ou remorso por seus atos.  Esse tipo de coisa parece algo saído de um livro ou filme de ficção. Contudo, para acabar com esse esteriótipo criado, de que apenas os homens são capaz de cometer tamanha crueldade, a autora conta sobre a vida de 14 assassinas em séries notáveis que viveram entre os anos 1200 e 2000, afinal de contas a perves idade existe desde os primórdios dos tempo e não distingue gênero.
"Veneno: para sempre, a arma das mulheres. Infiltra-se facilmente no lar. É sutil, silencioso, limpo. Veneno não deixa sangue assoalho nem buracos nas paredes. Despejar um pouco de líquido incolor na sopa ou no vinho é a coisa mais simples do mundo. E quem, historicamente, fica em casa, cozinha a sopa e serve o vinho? Mulheres, é claro."

Erzsébet Báthorny, a Condessa Sanguinária; Nannie Doss, a vovó sorriso; Lizzie Halliday, a pior mulher da terra;  Elizabeth Ridgeway, diabo na forma de uma santa; Raya e Sakina, víboras; Mary Ann Cotton, a mulher maldita; Darya Saltykova, a atormentadora; Anna Marie Hahn, iceberg Anna; Oum-El-Hassen, o rouxinol;  Tillie Klimek, a suma sacerdotista;  Alice Kyteler, a feiticeira de Kilkenny;  Kate Bender, a bela degoladora; Susana Fazekas, as criadoras de anjos de Nagyrév; e Marie Madeleine Marguerite D'Aubray, a rainha dos envenenadores. Essas são as respectivas assassinas (e seus apelidos, como elas são conhecidas popularmente), que Telfer discute em seu livro.

A autora abordou sobre a vida de cada uma dessas mulheres, passando pela infância de cada uma (o contexto social em que viveram é importante, apesar de que não justifica nenhum desses crimes), juventude, seus crimes, o método que usavam para matar e seu julgamento. Além disso, a autora promove uma discussão a cerca da visão que as pessoas têm em relação as assassinas em série. Algumas dessas mulheres foram acusadas de bruxaria, de forma que suas vidas sexuais foram questionadas por muitas pessoas. E, atualmente, muitas dessas assassinas tem uma imagem sexualizada ou são consideradas fofinhas demais para serem assassinas.  

"Uma das primeiras assassinas em série da história foi o tipo d garota que realmente colocou os s duplo em assassina — uma mulher marcada, sexualizada,  e vampirizada desde os registros de seu julgamento em 1720".
"Lady Killers: Assassinas em Série" mostra que todas essas mulheres levavam uma vida comum, eram pessoas comuns: mães, esposas, avós, etc. Porém, nada disso as as impedia de torturar empregados, envenenar a comida do marido, de seus filhos ou de alguém que ameaçasse atrapalhar seus planos. O livro mostra que a maldade, a capacidade de cometer atrocidades, está presente no ser humano independente do gênero, da beleza, ou do status social. 

E assim como todos os livros da DarkSide, "Lady Killers: Assassinas em Série" é maravilhoso em todos os sentidos, tanto em seu conteúdo (a pesquisa realizada por Tori Telfer é impressionante, assim como os detalhes acrescentados, que complementam a leitura) quanto em seu visual, uma vez que o livro é maravilhoso e repleto de ilustrações. E se você gosta de thrillers, de casos de investigação, "Lady Killers: Assassinas em Série" é uma leitura obrigatória que todo mundo deveria conhecer. A autora aproveita para quebrar esteriótipos em relação as assassinas e algumas histórias são macabras.

Livros lidos em fevereiro

Imagem do Pinterest
No início deste ano, eu estabeleci uma meta de livros para ler ao longo do ano. Funcionou durante o mês de janeiro, e em fevereiro as coisas desandaram um pouco. Eu sou o tipo de pessoa que adora comprar livros, apesar de já ter vários na minha estante sem ler.  Sempre que posso (ou seja, toda semana), eu surjo com um livro novo,  e manter a minha meta de leituras fica complicado. 

Reconheço que não está sendo da maneira que eu imaginava, mas, em 2019, estou lendo mais do que li nesta mesma época em 2018. Então, resolvi compartilhar com vocês os livros lidos por mim em fevereiro de 2019. Além disso, no meu Twitter e no meu Instagram, eu também atualizo essa minha lista de livros lidos!

1) NOVE DESCONHECIDOS, LIANE MORIARTY
"São nove estranhos, dez dias e um sem-numero de surpresas. Cada qual por uma razão, eles compram um pacote de estadia no spa Tranquillum House, um balneário remoto ao norte de Sidney,na Austrália, a fim de se desintoxicar da própria vida - curar um luto, perder peso, lidar com a crise no casamento. Em comum, todos querem um pouco de paz, e o programa intitulado 'retiro exclusivo de dez dias para transformação total da mente e corpo' parece ideal."

2) A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT, JOËL DICKER
"Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha. 
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato. 
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada. 
Um extraordinário livro de suspense, uma história de amor e um thriller excepcional, A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert escapa a todas as tentativas de descrição. Nada do que você leu antes poderia prepará-lo para este livro."

3) UM MARIDO DE FAZ DE CONTA, JULIA QUINN
"Enquanto você dormia… 
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira... 
Eu disse a todos que era sua esposa 
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade. 
Quem dera fosse verdade… 
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby."

4) O CASO DA MANSÃO DEBOËN, EDGAR CANTERO
"Edgar Cantero narra o que aconteceu com um grupo de jovens detetives que, treze anos antes, desvendaram um mistério que envolvia uma casa mal-assombrada e um homem fantasiado de salamandra. 
Para Andy, a valentona que vive de bicos, tem problemas com a polícia e está tentando lidar com a sua sexualidade, o mistério nao foi solucionado. Por isso, ela reúne o grupo que foi dissolvido pelo tempo: Nate, um nerd obcecado por ocultismo que foge de um hospital psiquiátrico e tem visões com Peter, o colega detetive que virou astro de Hollywood e morreu de overdose; Kerri, uma bióloga alcoólatra que trabalha como garçonete; Tim, descendente do cão superdotado que fazia parte da trupe original. 
Em uma narrativa que ja foi definida como "Scooby-Doo encontra Buffy", essa comédia de horror, segundo romance de Cantero lançado nos Estados Unidos, entrou para a lista de mais vendidos do The New York Times. A posição é merecida, já que premia não so a habilidade do escritor de criar mistérios de horror cósmico, como também a sensibilidade para desvendar a relação entre jovens que nao encontraram no futuro o que esperavam. Juntos, os personagens precisam lidar com forças sobrenaturais ao mesmo tempo que enfrentam seus próprios fantasmas do passado. Na história, seres estranhos podem ate assustar, mas nao conseguem ofuscar a força de uma verdadeira amizade."

5) CONFISSÕES DO CREMATÓRIO, CAITLIN DOUGHTY
"Ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração. A exposição constante à morte mudou completamente sua forma de encarar a vida e a levou a escrever um livro diferente de tudo o que você já leu sobre o assunto. Confissões do Crematório reúne histórias reais do dia-a-dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos filosóficos, históricos e mitológicos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, ela desmistifica a morte para si e para seus leitores. 
O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira inteligente, honesta e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma bênção, é apenas uma forma profunda de terror”".

6) LADY KILLERS: ASSASSINAS EM SÉRIE, TORI TELFER
As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora. 
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? 
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. 
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas.

O constante enredo de O Tempo Não Para

De um modo geral, as novelas da sete da Rede Globo são mais propícias a tramas inventivas, marcadas pela experimentação e criatividade. Um exemplo disso, foi a telenovela Deus Salve o Rei (2018). Outra novela que se destacou por sua trama bastante criativa foi O Tempo Não Para, dirigida por Marcelo Travesso e Adriano Melo, e que chegou ao fim no dia 28 de janeiro de 2019.

A primeira parte da trama se passa em 1886, e é nesse momento que o público é apresentado pela família Sabino Machado, moradores da Freguesia do Ó e donos de diversas terras. O patriarca Dom Sabino (Edson Celulari) resolveu organizar uma viagem para toda sua família e empregados no Albatroz, um dos navios mais seguros da época. Além de poderem conhecer o estaleiro que Dom Sabino comprou na Inglaterra, a viagem também é a oportunidade de manter sua filha mais velha, Marocas (Juliana Paiva), longe das fofocas da cidade, após recusar-se a casar diante do altar.

Embora a viagem para a Inglaterra tivesse tudo para ser segura, um desvio na rota para uma breve visita à Patagônia, vai mudar o destino do Albatroz e de todos seus passageiros. O navio se choca com um iceberg, de forma que o caos e o medo tomam conta de todos à bordo, mas não há muito o que fazer. Em questão de poucas horas, o Albatroz naufraga.

Porém, devido à baixa temperatura da água, os membros da família Sabino Machado e seus empregados acabam sendo congelados. Ao todo, são treze pessoas: Dom Sabino, Dona Agustina (Rosi Campos), Marocas, as gêmeas Kiki (Nathália Gonçalves) e Nico (Raphaela Alvitos), Damásia (Aline Dias), Cairu (Cris Vianna), Cesária (Olívia Araújo), Menelau (David Junior), Cecílio (Maicon Rodrigues), Teófilo (Kiko Mascarenhas), Miss Celine (Maria Eduarda de Carvalho) e o jovem Bento (Bruno Montaleone).
Em 2018, 132 anos após o acidente, inicia-se a segunda fase da novela. Tudo começa quando Samuca (Nicolas Prattes), um empresário que está surfando na praia do Guarujá, São Paulo, avista um bloco de gelo enorme flutuando em um bloco de gelo gigante. Era o iceberg onde Marocas se encontrava. Ele fica fascinado por ela e decide ajudá-la, Samuca faz de tudo para tirá-la do bloco de gelo. Essa é uma tarefa difícil e um pouco perigosa, mas apesar de todas as dificuldades, Samuca consegue ajudar Marocas e acabam indo parar na Ilha Vermelha (região fictícia), onde recebem ajuda.

Enquanto isso, o bloco de gelo onde se encontrava o restante da família Sabino Machado e seus empregados, são recolhidos pelas autoridades e levados para a Criotec, um laboratório especializado em criogenia.

As principais pessoas responsáveis por ajudar os congelados (cada um foi acordando em seu respectivo tempos) a se adaptar nessa nova realidade, e a se unirem novamente, foram: Samuca, sua mãe, Carmen (Christiane Torloni), e Eliseu (Milton Gonçalves), um simpático catador de latinhas.
Durante boa parte da trama, O Tempo Não Para teve uma trajetória consistente. Os capítulos eram dinâmicos; com muito humor presente, com os congelados descobrindo as maravilhas do século XII, e tendo que se adaptar à essa nova realidade. Objetos como carro ou televisão, no início, causavam grande estranhamento para eles. Além disso, a novela sempre fazia críticas sociais persistentes.

O Tempo Não Para chegou ao fim no dia 28 de janeiro, e o último capítulo foi marcado com uma boa média por audiência (24 pontos somente na Grande São Paulo). Porém, algumas decisões tomadas pelos diretores não agradaram alguns internautas, que criticaram alguns dos desfechos apresentados. Dessa forma, O Tempo Não Para não teve o final grandioso que tanto merecia, mas isso não muda o fato de que a novela apresentou uma trama interessante do início ao fim.

Uma série maravilhosa: One Day At a Time

"Uma família americana com raízes próximas em Cuba, composta por uma mãe recém-divorciada e ex-militar que precisa criar sua filha adolescente e o filho mais jovem, com a ajuda de sua mãe, uma cubana conservadora, e seu amigo Schneider."

Cada vez mais a Netflix está investindo em um conteúdo original, e entre os diversos filmes e séries tem um em especial que chama a minha atenção: One Day At a Time, um sitcom que retrata o dia a dia de uma família cubana nos Estados Unidos. Essa série me conquistou completamente, de forma que preciso compartilhar com mais pessoas sobre essa série maravilhosa.

One Day At a Time retrata o dia a dia da família Alvarez composta pelos seguintes membros: Lydia (Rita Moreno), a matriarca da família; Penelope (Justina Machado), sua filha; e seus netos Elena (Isabella Gomez) e Alex (Marcel Ruiz). E assim como qualquer família, eles tem duas brigas e discussões, mas apesar de tudo continuam unidos como sempre. Além disso, os Alvarez contam com dois amigos muito próximos, como se fossem membros da família: Schneider (Todd Grinnell), um ex dependente químico e dono do prédio onde moram; e o Dr. Leslie Berkowitz (Stephen Tobolowsky), o chefe da Penelope e um homenzinho bem inseguro de suas ações.  
Em tese, a trama da série é bastante simples como é o caso de outras séries de comédia como, por exemplo, F.R.I.E.N.D.S. e That 70's Show. Então, o que torna One Day At a Time tão especial? O que faz o sitcom se destacar entre os demais? Em primeiro lugar, acho importante ressaltar que o humor não ofende ninguém. Assim como acontece em Brooklyn Nine-Nine, as piadas de One Day At a Time são engraçadas, não ofendem ninguém e ainda contém uma crítica social importante (ainda mais referente ao governo do Trump).

Além disso, é importante falar sobre a representatividade. Boa parte do elenco é composta por atores latinos, sem contar que na própria série, diversas vezes eles falam sobre sua cultura e demonstrar um grande orgulho de serem cubanos/latinos.  Isso faz parte da identidade deles, tanto é que Lydia mostra certa apreensão para tirar a cidadania americana. Outra representatividade bastante abordada em One Day At a Time é em relação a comunidade LGBTQ+.

Para mim, esses são os principais motivos que tornam One Day At a Time uma série maravilhosa, fácil de assistir (o enredo é simples e fácil de entender, e os episódios tem duração de, aproximadamente, 20 minutos). Então, se você ainda não assistiu One Day At Time não deixe a oportunidade passar, pois essa série é incrível!

Resenha: Você

Título: Você
Autor(a): Caroline Kepnes
Editora: Rocco
Número de páginas: 384
Classificação: 3/5

Não se pode negar que a série "You" se tornou um grande fenômeno, com várias pessoas comentando ao seu respeito. E em uma das críticas que eu li, lembro das pessoas estarem elogiando a adaptação, falando que era bem melhor do que o livro. Dessa forma, depois de assistir a série, eu resolvi ler o livro "Você", da Caroline Kepnes para tirar minhas próprias conclusões.

"Bestseller do The New York Times, o romance de estreia de Caroline Kepnes ganhou elogios de escritores do calibre de Stephen King e Sophie Hannah, além de resenhas estreladas, e deu origem a uma série de TV homônima que estreia neste primeiro semestre nos EUA. Não é para menos. Hipnótico, assustador, brilhante são alguns dos adjetivos usados para descrever este thriller sobre um amor obsessivo e suas perigosas consequências. A trama tem início quando Guinevere Beck, que deseja ser escritora, entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha. Bonita, inteligente e sexy, Beck ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe, que, a partir do nome impresso no cartão de crédito de sua cliente, passa a vasculhar sua vida na internet e a orquestrar uma série de eventos para garantir que ela caia em seus braços, fazendo com que tudo pareça obra do acaso. À medida que o romance entre os dois engrena, porém, o leitor descobre que Beck também guarda certos segredos e os desdobramentos desse relacionamento mutuamente obsessivo podem ser mortais."

A trama se inicia na livraria onde Joseph "Joe" Goldberg trabalha. Trata-se de mais um dia comum de trabalho, em que ele realiza suas vendas na loja e observa o gosto literário dos clientes que frequentam o local. Nada fora do comum. A atenção de Joe é despertada quando ele observa uma mulher, na faixa de seus 20 e poucos anos, andando pelo setor de ficção F-K. Não demora muito para ele fazer suposições sobre o gosto literário e sobre outros aspectos da vida dela, imaginando como é a personalidade e o modo de agir da mulher. Ela é sexy, aparenta ser inteligente e é a mulher ideal para o Joe (ela apenas não sabe desse detalhe, ainda). 

Trata-se de Guinevere Beck, ou simplesmente Beck. Por mais que tivesse dinheiro suficiente para pagar os livros, ela opta por pagar no seu cartão de crédito. Para Joe, esse simples ato é como uma indireta, como se Beck quisesse que ele descobrisse o nome dela. Como Guinevere Beck é um nome muito incomum, não demora muito para que Joe ache o perfil dela nas redes sociais e as primeiras impressões não são as melhores. Por que ela não mencionou do encontro deles na livraria? Além disso, em sua biografia do Twitter está escrito #falocomestranhos. Nada disso é um bom sinal. Joe achou que tinha impressionado Beck, que ela estava interessada nele, mas, a verdade é que ele não passa de um estranho. 

"Você entra na livraria e sorri e mantém a mão  na porta para garantir que ela não bata. Sorri, constrangida por ser uma garota legal, suas unhas estão sem esmalte, seu suéter em gola V bege torna impossível saber se está usando sutiã, mas acho que não esteja".
Através das redes sociais, Joe consegue descobrir diversas informações sobre a vida de Beck, inclusive o endereço de sua casa. Dessa forma, ele passa a perseguir ela em diversos momentos. Ele fica observando-a pela janela do apartamento. Ele inventa que o gás está vazando apenas para entrar no apartamento dela. Ele a segue para todos os lugares. Ele fica lendo os e-mails e mensagens de texto que ela troca com as pessoas. Aos poucos, Joe vai traçando a rotina de Beck, decora os seus horários e apenas pensa no melhor momento para poderem se encontrar.

Em sua cabeça, tudo que ele faz para conquistar Beck é válido. Ele acredita que é o cara ideal para ela, da mesma forma que ela é a mulher de sua vida. Dessa forma, ele não apresenta nenhum remoço ao interferir nas amizades e relacionamentos de Beck. Tudo que ele está fazendo tem uma justificativa, tudo é em nome do amor. Como ele pode estar errado? Cada vez mais, Joe vai alimentando a sua obsessão ao ponto disso se tornar perigoso para Beck e para as pessoas que convivem com ela.

"Não foi culpa minha Candace ter me seguido até a beira d'água, e não foi culpa munha eu tê-la apanhado, tê-la segurado na água e tê-la visto passar para o grande além. Ela queria estar lá, ou não teria ido até a água comigo. Ela sabia que estava me matando, e sabia que eu não era do tipo que cai sem lutar".

Não posso negar que estava com grandes expectativas para a leitura de "Você", afinal de contas a série estava sendo muito elogiada e eu imaginava que o livro ia ser tão bom quanto. Mas, durante a leitura acabei me decepcionando um pouco. Nunca pensei que seria capaz de falar isso, mas a série consegue ser bem melhor do que o livro. Apesar da ideia da autora ter sido genial, sinto que funcionou melhor como um produto audiovisual. Em alguns momentos achei a leitura bem arrastada e repetitiva, sempre mostrando o Joe com os mesmos pensamentos. O livro é muito focado no Joe, enquanto a série amplia essa visão, o que torna tudo mais interessante. 

No geral, posso dizer que "Você" é um livro regular. A leitura não conseguiu atingir ou exceder as minhas expectativas, mas também não foi um fracasso total. Por mais que a ideia de Caroline Kepnes seja interessante, sinto que a trama do livro não foi muito bem desenvolvida. Apesar do ponto de vista da história ser do Joe, podiam ter explorado mais outros personagens, pois alguns monólogos dele podiam ser bem cansativos e repetitivos.  Então, se você pretende ler "Você", da Caroline Kepnes, apenas tenha em mente que a série é  bem melhor do que o livro.

Vale a pena assistir: Sex Education

"Otis (Asa Butterfield) é um adolescente socialmente inapto que vive com sua mãe, uma terapista sexual. Apesar de não ter perdido a virgindade ainda, ele é uma espécie de especialista em sexo. Junto com Maeve, uma colega de classe rebelde, ele resolve montar sua própria clínica de saúde sexual para ajudar outros estudantes da escola."

A trama acompanha a vida de Otis Thompson (Asa Butterfield), um garoto de 16 anos que é filho de uma terapeuta sexual (Gillian Anderson). Por conta do trabalho de sua mãe, desde jovem Otis sempre soube conversar sobre um assunto que deixa outras pessoas desconfortáveis: sexo. Contudo, apesar de saber muito sobre o assunto, ele não tem muitas experiências nessa área. Como o próprio Otis vive relembrando: ele é um virgem de 16 anos. 

Porém, com o início de um novo semestre escolar, existe a possibilidade dessa situação mudar. Na escola, as descobertas sexuais estão dando o que falar. E ao perceber que Otis sabe muitas coisas sobre o assunto, Maeve (Emma Mackey) o convence a abrir uma clínica de terapia sexual e relacionamentos para os alunos da escola. O plano parece simples: Otis aconselha, tira dúvidas e explica como algumas coisas funcionam, e em troca ganha dinheiro por isso.
E para conseguir clientes, Otis, Maeve e Eric (Ncuti Gatwa) resolve ir à festa de uma das garotas populares da escola, pois esse é o ambiente perfeito para Otis colocar seu talento em ação, ou melhor, colocar seus conselhos em ação. Porém, festas do ensino médio podem perder o controle facilmente e é o que acontece. Os alunos não estão interessados nos conselhos de Otis, uma vez que tem coisa mais interessante acontecendo por lá. É por um acaso que Otis consegue ajudar um casal, que estava tendo uma dr.

De um dia para a noite as pessoas começam a se interessar pelos conselhos de Otis, começam a marcar horário com ele para poder discutir sobre sua vida sexual/amorosa. É  assim que a clínica surge. E ao mesmo tempo que o trabalho da clínica vai servir para aproximar Otis e Maeve, também coloca em risco a amizade de anos entre Otis e Eric.

Quando li a sinopse de "Sex Education", eu fiquei um pouco receosa com o que eu poderia encontrar, não vou negar. Por algum motivo, estava imaginando que essa seria mais uma série com adolescentes problemáticos que levam uma vida descontrolada, com uma bebida, drogas e sexo, algo bem parecido com "Skins". Mas, me surpreendi ao encontrar uma série de comédia  e que não trata o sexo como um tabu.
Em "Sex Educations" diversos temas são levantados: masturbação feminina, masturbação masculina, nudes vazados, gravidez na adolescência, a pressão para poder transar, a objetificação das mulheres, etc.  Alguns desses temas ainda são tratados como tabus pela sociedade, como é o caso da masturbação feminina, por exemplo. Trata-se da mulher conhecer o seu corpo, conhecer o que ela gosta. O que tem de errado com isso?

Com personagens bem desenvolvidos, um roteiro bem construído, uma bela fotografia e uma trilha sonora sensacional, "Sex Education" é uma série que está conquistando e surpreendendo as pessoas. Eu não imaginava que seria tão boa ou tão engraçada. E a melhor parte de tudo, é que eles não tratam o sexo como tabu. Tudo é discutido de maneira responsável e clara. 

Então, se você está procurando uma série divertida, envolvente e rápida de maratonar, "Sex Education" é a escolha perfeita! Enquanto isso, vou ficar esperando ansiosamente pela segunda temporada (se a Netflix teve a coragem de renovar "Friends From College" que é horrível, eles têm que renovar "Sex Education").

Vale a pena ver Tidelands? (YouTube)

"Uma ex-presidiária (Charlotte Best) retorna a Orphelin Bay, pequena vila de pescadores onde cresceu, e passa a investigar a morte misteriosa de um pescador e os estranhos habitantes metade humanos, metade sereias chamados 'Tidelanders'".

Sabe quando você descobre uma série envolvente?  Eu senti isso enquanto assistia "Tidelands", da Netflix. Nunca imaginei que poderia gostar tanto dessa série, de forma que quero compartilhar com as pessoas um pouco mais dessa minha empolgação. Dessa forma, no vídeo de hoje eu resolvi contar um pouco com as pessoas sobre as minhas primeira impressões sobre "Tidelands". Eu espero que vocês gostem do vídeo, e se apaixonem pela série da mesma forma que eu me apaixonei.

Uma série viciante: You

"Guinevere Beck (Elizabeth Lail) é uma aspirante a escritora, que vê sua vida mudar completamente ao entrar em uma livraria no East Village, onde conhece o charmoso gerente, Joe Goldberg (Penn Badgley). Assim que a conhece, Joe tem certeza de que ela é a garota dos seus sonhos, e fará de tudo para conquistá-la — usando a internet e as redes sociais para descobrir tudo sobre Beck. O que poderia ser visto como paixão se transforma em uma obsessão perigosa, uma vez que Joe não vai medir esforços para tirar de seu caminho tudo e todos que podem ameaçar seus objetivos."

Se tem uma série sendo muito comentada nesses últimos tempos é "You" (drama produzido pela Lifetime e disponibilizado na Netflix). Independentes dos comentários positivos ou negativos, é impossível negar o alvoroço que essa série vem causando. Dessa forma, resolvi reunir nesse post alguns motivos para você assistir "You":

1) ATUAÇÕES CONSISTENTES
Quando vi que Penn Badgley estava no elenco da série, no papel do personagem principal, temi que ficasse um pouco parecido com o seu papel em "Gossip Girl", interpretando o Dan Humprey. Apesar do amor em comum pela literatura  e o fato de não terem nascidos em famílias ricas, as semelhanças entre Joe Goldberg e Dan Humprey acabam por aí. A minha impressão, é de que o Penn se entregou a esse papel está simplesmente deslumbrante; é como se fosse outra pessoa. Além disso, o elenco da série conta com outros atores excelentes, que se destacam em seus papéis.

2) ENREDO DIFERENTE
Normalmente, estamos acostumados a ver a situação pelo ponto de vista da vítima. Mas, em "You", a história é contada sobre a perspectiva de um psicopata. Durante a trama, estamos em contato diário com os pensamentos do Joe, de como ele acha que está certo em tudo; que ele é o dono da razão.  Dessa forma, a imagem que temos dos outros personagens não é muito confiável, pois tudo se passa pela perspetiva da mente dele.
3) TRAMA ENVOLVENTE
Sabe aquela série que te deixa viciado? Que você não consegue parar de assistir? "You" é esse tipo de série; é completamente viciante. O público se envolve na história, fica curioso para ver o que vai acontecer em seguida.  Além disso, com um total de 8 episódios (com duração de uns 40 minutos), é muito fácil de maratonar "You". Eu terminei de assistir a série num final de semana.

4) MELHOR QUE O ORIGINAL
Eu sou o tipo de pessoa que sempre prefere o livro do que às adaptações, pois a obra literária sempre é rica em detalhes. Porém, sou obrigada a dizer que, neste caso, que a série é melhor do que o livro. Por mais que a ideia da autora tenha sido genial, tenho a impressão de que a trama funcionou melhor em uma produção audiovisual. O livro tem algumas passagens bem arrastadas e você não consegue ver a história como um todo.
5) FINAL INCRÍVEL
Todo mundo sabe como é desanimador quando uma série entrega um final decepcionante. Mas, felizmente esse não é o caso de "You". A primeira temporada da série teve um final sensacional, além de ter sido renovada. Agora, as pessoas estão criando diversas teorias a respeito do que pode acontecer na segunda temporada.

BÔNUS: ELENCO INCRÍVEL
E eu não poderia terminar esse post sem comentar do elenco brilhante da série, que reúne alguns rostos conhecidos. Como eu já disse, o Penn Badgley arrasou no papel do Joe, ele estava simplesmente incrível. Além disso, temos Shay Mitchell (a eterna Emily Fields de "Pretty Little Liars"), que entregou uma personagem que tem um ar de superioridade; uma típica atitude de queen b. E a Elizabeth Lail, que interpreta Beck, também se destacou.

E o mais interessante de tudo, é que os personagens são complexos. Eles não são 100% bons ou 100% maus, eles são cheios de imperfeições como qualquer pessoa comum. Contudo, é importante ressaltar que o Joe Goldberg é um macho escroto. Então, parem de romantizar o personagem, ok?

Resenha: A Morte da Sra. McGinty

Título: A Morte da Sra. McGinty
Autor(a): Agatha Christie
Editora: L&PM Editores
Número de páginas: 272
Classificação: 5/5

O meu primeiro contato com as obras da Agatha Christie foi durante o ensino fundamental, mas, naquela época, não cheguei a me interessar tanto por ela ou por seu trabalho. Depois de alguns anos, que eu comecei a pesquisar mais sobre a autora e, consequentemente, passei a desenvolver um interesse por suas obras. Agora, posso afirmar que a Rainha do Crime é uma das minhas autoras favoritas, e que seus livros sempre são surpreendentes. 

"O caso parecia simples: a sra. McGinty foi assassinada por seu inquilino, James Bentley, que lhe roubou trinta libras. Desempregado e sem dinheiro, Bentley teve o motivo e a oportunidade e por isso foi considerado culpado.
Mas quando o superintendente Spence pede a Poirot que investigue melhor o caso, o detetive belga imediatamente percebe que um grande erro foi cometido. Agora, Poirot terá que correr contra o relógio para resgatar um homem inocente da execução – e também para salvar a própria vida.
Agatha Christie combinou seu talento para criar histórias instigantes com um inesperado toque de humor, fazendo de A morte da sra. McGinty um de seus mistérios mais surpreendentes e divertidos."

Logo no início da trama nos deparamos com Hercule Poirot, o famoso detetive belga responsável por solucionar diversos crimes. Contudo, desde que se aposentou, a sua vida parece ter perdido a emoção de antigamente. Agora, Poirot faz questão de se dedicar às três refeições diárias, que são muito importante para ele.  Mas, tirando esse pequeno fator, a vida do detetive pode ser considerada bem entediante. A verdade é que Hercule sente falta de seu trabalho de detetive, do desafio intelectual envolvido em cada investigação. 

Essa situação de paz, calmaria e um pouco tediosa vai mudar após o jantar (a refeição mais importante do dia, segundo Poirot), quando o detetive recebe a visita de um ex-colega de profissão, o detetive Spence. Apesar do clima agradável, Spence não está lá para visitar o seu velho colega, e sim para conseguir uma ajuda. Ele está trabalhando em um caso peculiar, no assassinato da Sra. McGinty, e acredita que o suspeito, James Bentley, é inocente.  

"— Sim. Se consideramos que James Bentley é inocente, nos restam duas possibilidades. As evidências podem ter sido usadas deliberadamente para despertar suspeitas contra ele. Ou então ele foi apenas uma vítima infeliz das circunstâncias".
Todas as provas apontam para Bentley: ele estava precisando de dinheiro, estava desempregado e era um sujeito um pouco estranho. Porém, Spence está certo de ele é inocente, que ele não tinha motivos para matar a velha senhora e a única pessoa capaz de solucionar isso é Hercule Poirot. O detetive belga é conhecido por seu olhar observador, por sempre prestar atenção dos pequenos detalhes que passam despercebido. Se tem uma pessoa que pode resolver esse crime, apontar o verdadeiro assassino, essa pessoa é Hercule Poirot. 

Para conseguir desvendar esse mistério, Poirot começa a investigar a vida da falecida Sra. McGinty, de seus parentes, amigos, empregadores e os possíveis motivos que alguém teria para a matar. E a medida em que o detetive vai descobrindo sobre o passado da mulher, mais perto ele fica de capturar o assassino. 

"— Não, madame — informou Poirot. — Ele não foi enforcado... ainda. E o caso da sra. McGinty  ainda não está encerrado. Citando um verso de uma célebre poeta da língua inglesa: 'Uma questão só é resolvida quando resolvida corretamente'".

Sabe aquele livro que não é nada previsível? Que toma um rumo completamente diferente do que o esperado? Eu sempre tenho essa sensação quando estou lendo as obras de Agatha Christie. "A Morte da Sra. McGinty" não pode ser um dos clássicos da autora, mas ainda assim trata-se de uma história consistente e com um final surpreendente. O que mais me encanta, é como Christie consegue tirar inspiração de coisas tão singelas, como uma cantiga de criança, e transformar em uma obra incrível. 

Se você, assim como eu, gosta dos livros da autora e do Hercule Poirot, a leitura de "A Morte da Sra. McGinty" é obrigatória!

Filmes Esquecidos da Disney (YouTube)

Oi gente, tudo bem com vocês? Aqui é a Bruna, do blog Escritora Whovian. No vídeo de hoje, vou relembrar de alguns filmes esquecidos da Disney. Espero que vocês gostem, se divirtam e relembrem de algumas obras.

ATLANTIS - O REINO PERDIDO
"O explorador Milo Thatch (Michael J. Fox) recebe inesperadamente um mapa que indica a exata localização da cidade perdida de Atlantis. Juntamente com o Capitão Rourke (James Garner) e sua tripulação, ele parte em busca da cidade a bordo de um submarino, bancado por um excêntrico magnata. Porém, para encontrar Atlantis Milo, Rourke e sua tripulação terão que enfrentar os mais diversos obstáculos ao longo da jornada submarina."

NEM QUE A VACA TUSSA
"A fazenda Caminho do Paraíso está em pânico, pois uma ação de despejo ameaça acabar com o local. Temendo ir para o matadouro, os animais da fazenda decidem ajudar a dona a conseguir a quantia necessária para pagar a hipoteca. O alvo escolhido pelo grupo é o perigoso bandido Alameda Slim, que tem uma grande recompensa reservada para quem capturá-lo."


OLIVER E SEUS COMPANHEIROS
"Oliver Twist é retratado de uma maneira diferente das várias vezes, que foi focado. O garoto abandonado em Londres do século XIX é nesta versão um gato na Nova York dos dias atuais, que para sobreviver une-se a Esperto, Tito e Einstein, um grupo de cachorros de rua cujo dono é um humano chamado Fagan. Após ser inicialmente rejeitado, Oliver é adotado por Jenny, uma rica e solitária garotinha, que é seqüestrada por um perigoso bandido e seus ferozes dobermans."

Resenha: Adulta sim, madura nem sempre

Título: Adulta sim, madura nem sempre
Autor(a): Camila Fremder
Editora: Paralela
Número de páginas: 136
Classificação: 5/5

No final de 2018, eu entrei para um clube do livro junto das minhas amigas e outras garotas da minha faculdade. E, em dezembro, resolvemos trocar cartões com indicações de leituras (um amigo oculto muito fofo). Quem me tirou foi a Laura, do blog Nostalgia Cinza, e como ela só indica coisa boa eu fiz questão de comprar alguns dos livrinhos que ela me passou! O livro "Adulta sim, madura nem sempre" da Camila Fremder foi a minha primeira leitura de 2019, ou seja, uma ótima forma de começar o ano.

"A vida adulta chega de uma hora para outra e nem sempre estamos preparados para ela. E tudo bem.

Um dia você é a jovem moderna que ouve música alta e incomoda a vizinha. Num piscar de olhos é você quem está interfonando para o porteiro e reclamando, aos berros, do som da garota que mora no andar de cima. O que aconteceu? Simples: a vida adulta chegou. Quer dizer, não tem nada de simples.
Como Camila Fremder mostra neste seu novo livro, a vida adulta costuma chegar de uma hora para outra, sem avisar, sem um curso preparatório, sem nada. Ou pelo menos é assim que a gente se sente. E a consequência disso é muito estranhamento, reflexões e boas risadas.
Saem de cena as noites agitadas e os dias sem grandes preocupações, sendo substituídos por fraldas (no caso de quem tem filho), boletos e muita paranoia com a aparência. Com observações perspicazes e bom humor, Camila nos ajuda a entender e aceitar melhor essa transição. Um livro que você não vai conseguir largar. A menos que o bebê acorde ou esteja na hora de você correr para o batente."

Quando eu era criança, tinha o costume de idelizar como seria a minha vida no futuro, quando tivesse vinte e poucos anos. Na minha cabeça de 7 anos, eu já seria muito adulta aos 18 anos e com 20 já estaria com um estabilidade financeira. Como eu estava enganada. Agora, a medida que os anos vão passando, não posso negar que tenho um pouco de medo da vida adulta. Eu não estou preparada. Na verdade, como Camila Fremder mostra em seu livro, ninguém está preparado para assumir tantas responsabilidades, além das inseguranças que fazem parte do pacote. E ter um bebê apenas multiplica todas essas coisas.

Em "Adulta sim, madura nem sempre" reúne uma coletânea de crônicas escritas pela Camila, que aborda (de maneira bem humorada) a transição para a vida adulta. Ao longa das páginas, ela mostra que é natural sentir um pouco de medo e insegurança, e que não há nenhum problema em não ser maduro (ninguém nunca está velho para um lançamento do mundo pop). Camila mostra que não existe uma fórmula para se tornar adulta, mas que essa transição tem seus momentos divertidos.
“Ser adulta e ter medo de escuro é o meu maior dilema. Como vou tranquilizar meu filho quando ele acordar à noite com medo de escuro? Eu vou falar: ‘Ai, que bom que você também está acordado. Estou segurando o xixi há horas! Vamos comigo no banheiro? Eu sempre acho que vou ver alguém no espelho...’. Não duvido se esse diálogo acontecer.”

E mais louco do que virar um adulto cheio de responsabilidades, com boletos para pagar, é se tornar mãe. Em "Adulta sim, madura nem sempre", Camila conta sobre todas as fases de sua gravidez (desde o momento em que ela descobriu, o nascimento do Arthur  e os cuidados que tem com seu filho). Apesar de eu não ter filhos, não ter ideia de como funciona a maternidade, não pude deixar de rir com as histórias contadas por Camila. Ela tem o dom de deixar tudo mais divertido e engraçado, além de mostrar que as "fases sérias" da vida podem ser tratadas com leveza. 

Tenho apenas 22 anos e não vivi muitas coisas que Camila já vivenciou e experimentou, mas, apesar disso, consegui estabelecer um forte senso de identificação. Assim como ela, eu também amo muitas coisas do mundo pop (inclusive Mean Girls é um hino de filme), tenho medo do escuro (não posso escutar um barulho que já acho que é fantasma ou ladrão), também acho que alguém pode aparecer no espelho do banheiro, e não faço ideia de como manusear uma panela de pressão (eu nem chego perto, e sempre acho que vai explodir em algum momento).

"Porque ser adulto, no final das contas, é descobrir novos medos e enfrentá-los todos os dias."

Não sei se algum dia vou ser capaz de colocar em palavras o quanto que eu amei "Adulta sim, madura nem sempre", da Camila Fremder. A leitura é divertida, leve e com uma grande fluidez. Com toda certeza esse livro entrou para a minha lista dos favoritos, além de ter sido uma ótima escolha para começar o ano de 2019 com o pé direito. Então, se você gosta de crônica e de dar boas risadas, não deixe de conferir "Adulta sim, madura nem sempre".