Inês Brasil Book TAG

Raramente eu faço TAGs aqui no Escritora Whovian, mas há alguns dias atrás eu estava olhando um dos blogs que eu sigo e me deparei com a "Inês Brasil Book TAG", e como eu achei bem divertido resolvi fazer aqui no blog apesar de não ter sido indicada por alguém. Espero que vocês gostem!

1) “Alô, alô, vocês sabem quem sou eu?”: Um livro que merecia mais destaque.
Louco aos Poucos, Libba Bray. Esse é um dos meus livro preferidos (tenho ele em inglês e português), que recomendo para algumas pessoas e tudo nele é simplesmente incrível! Porém, são poucas as pessoas que já escutaram falar sobre esse livro.

2) “Não tenho pena, quem tem pena é galinha”: Um personagem que você não suporta ou uma morte que você adorou ler.
Eadlyn Schreave, do livro A Herdeira. Essa personagem me irritou praticamente durante toda a leitura. Em uma tentativa de criar uma mulher forte e independente, a Kiera criou uma garoa arrogante, grossa e um pouco mimada, só no finalzinho que me simpatizei um pouco com ela. E se você quiser saber mais sobre o livro, aqui está a resenha dele.

3) “Olha, não me arrasa não”: Um livro que te deixou arrasado.
Harry Potter e as Relíquias da Morte, J.K Rowling. Eu raramente choro com livros, mas existem algumas exceções que balançam um pouco com o meu emocional e o último livro de Harry Potter foi um desses. Foram tantas mortes nesse livro, o que incluiu alguns dos meus personagens favoritos, que não consegui segurar o choro. E o epílogo do livro também me emocionou um pouco, mas eu chorei mais foi pela morte de muitos personagens.

4) “Seria meu sonho?”: Qual livro você mais deseja na sua estante?
Watchmen, Alan Moore. Descobri a existência desse livro ano passado quando assisti ao filme na minha escola e a minha professora aproveitou a ocasião para levar o livro dela, foi amor à primeira vista! Algum dia pretendo comprar esse livro, mas também aceito ganhar um de presente #ficaadica.

5) “Então segura a marimba aí, monamur”: Um plot twist que você não superou;
Querido John, Nicholas Sparks. Até hoje não consigo superar o plot twist que rolou nesse livro, foi algo que me deixou bem revoltada.  Quando comprei o livro tinha imaginado algo completamente diferente, e a reviravolta que rolou não me agradou muito. Nicholas, o que custa deixar os seus personagens terem um final feliz? Chega de sofrimento e coisa ruim.

6) “Munique, manda ele sair daqui”: Um livro ou autor que você não pretende reler;
A série de livros House of Night, Kristin Cast e P.C. Cast. No início eu fiquei bastante empolgada com os livros e com a história, mas então começou uma grande enrolação sem fim, a personagem principal se tornou insuportável e eu acabei largando a série. Às vezes, bate uma vontade de dar continuidade, mas logo depois acabo desistindo dessa ideia já que são muitos livros (se eu fosse as autoras não teria prolongado tanto a série), personagens um pouco chatos.

7) “Eu nem entendi um pouco direito”: Um livro do qual você não entendeu nada ou um livro que termina em aberto;
A Garota Que Eu Quero, Markus Zusak. Lembro que fiquei encantada com a escrita de Zusak quando li A Menina que Roubava Livros, sendo assim resolvi procurar outros livros do autor. Quando li o resumo de A Garota que Eu Quero me pareceu ser um livro bem interessante, mas aos poucos acabei me decepcionando com o livro. Não entendi muita coisa da história e achei bem deprimentes em algumas partes. Não consegui chegar ao final do livro, acabei abandonando ele pela metade.

8) “Me chama que eu vou!”: quem você indica para responder a tag?
Os blogs que eu indico são:
SobreTudo
Leitora na Moda
Meu Mundinho Fictício
Li Mais Um
Cantinho Cult
E todo mundo que se interessou pela TAG pode responder também!

Resenha: Mentira Perfeita

Título: Mentira Perfeita
Autor(a): Carina Rissi
Editora: Verus
Número de páginas: 462
Classificação: 4/5

Para os leitores que me acompanham aqui no blog não deve ser nenhuma novidade que eu sou uma grande fã da Carina Rissi. Tudo começou com "Procura-se Um Marido", eu gostei tanto do livro que desde então venho tentando acompanhar de perto todos os lançamentos dela. Sendo assim, quando fiquei sabendo que "Mentira Perfeita" já tinha sido lançado eu não pude deixar de comprar o livro, ainda mais se tratando de uma versão autografada pela autora.
"Com Mentira Perfeita, Carina Rissi prova mais uma vez que o seu forte é contar boas histórias, com ritmo acelerado e repletas de paixão, humor e reviravoltas. Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa qualquer coisa mesmo! por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre... E então o milagre acontece: Berenice se recupera e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente... Mentira Perfeita é um spin-off de Procura-se Um Marido, uma história que se passa no mesmo universo da primeira. Aqui você vai conhecer novos personagens inesquecíveis, além de rever aqueles que já moram no seu coração."
O livro conta a história de Júlia, uma jovem que dedica sua vida unicamente para o seu trabalho e para cuidar de sua tia Berenice, que a criou desde criança e é como uma verdadeira mãe para ela. E o amor? Bem, esse não tem espaço na vida de Júlia que leva uma vida bastante atarefada terminando os projetos de teu trabalho e cuidando de Berê que tem uma grave doença no coração e que necessita de um transplante com urgência.

Um dia, quando a tia Berenice estava à beira da morte na UTI, Dênis, o vizinho e melhor amigo de Júlia, resolve falar que ela está namorando e pensando no bem estar de sua tia — uma mulher bastante romântica e tem como grande sonho ver sua sobrinha se casando um dia, vivendo um grande amor — Júlia resolve dar continuação para aquela mentira, afinal o que de errado tinha em tentar deixar sua tia feliz? Com isso ela acaba criando o homem perfeito. Contudo, tia Berê tem uma melhora impressionante o que deixa Júlia em uma enorme enrascada. Ela não pode contar de sua mentira para sua tia e correr o risco de ela ter um ataque cardíaco, então o jeito é conseguir encontrar o seu homem perfeito.
“Algumas pessoas passam pela vida em um cor-de-rosa infinito, cheio de boas lembranças e histórias engraçadas que serão sucesso nas festas de fim de ano. Eu não era uma das pessoas.”
E é nesse ponto da história que entra Marcus Cassani, o irmão mais novo de Max. Há alguns anos atrás ele sofreu um acidente de moto que o deixou paraplégico, o que mudou completamente o seu modo de vida já que acabou tendo que depender um pouco das outras pessoas. Mas cansado da super proteção que recebe de seus pais, e com o desejo de levar uma vida mais independente, Marcus coloca na cabeça a ideia de morar sozinho. De início, seus pais não aceitaram aquela proposta, mas depois de muita conversa eles aceitaram que Marcus morasse sozinho somente se ele contratasse um cuidador.

É então que Júlia e Marcus resolvem se ajudar. Ela precisa de um namorado para apresentar para tia Berê e depois terminar com o cara, e Marcus está a procura de alguém que finja ser sua enfermeira para convencer os seus pais de que ele realmente contratou um cuidador. E isso vai dar muito o que falar, sem contar que esses dois vão se meter em problemas bastante divertidos.
"Ás vezes você se sente tão sozinho que parece estar á deriva no meio do oceano. Nada á frente, nada atrás, nada em lugar nenhum exceto as ondas que quebram sobre você, ameaçando engoli-lo. Mas algumas vezes - raras vezes - um ponto negro surge no horizonte e vai crescendo até se tornar a silhueta de um barco, até uma mão se esticar em sua direção e você sair do inferno. Júlia era o meu barco, a mão estendida, o ponto negro do meu nada."
Por "Mentira Perfeita" se tratar de um spin-off de "Procura-se Um Marido", alguns personagens familiares apareceram nesse livro como os pais do Max e do Marcus, e o adorável casal Alicia e Max que conquistou uma legião de fãs no primeiro livro, e realmente foi muito bom poder entrar em contato novamente com esses personagens tão queridos, ver o que aconteceu com a vida deles após os acontecimentos de "Procura-se Um Marido".

A narrativa do livro é feita a partir de dois pontos de vistas: o da Júlia e do Marcus, e esse é um tipo de técnica que eu adoro, pois permite que o leitor veja dois pontos de vista diferente sobre a mesma história, isso é algo que enriquece muito a leitura em minha opinião. E, como de costume, a escrita da Carina Rissi flui tão bem que é dá vontade de ficar lendo por horas e horas seguidas. Então, se você gosta de livros de romance ou está procurando um livro de um escritor nacional, "Mentira Perfeita" é um livro que você precisa ter na estante.

Procurando Dory

Há treze anos, lançou no Brasil um filme que marcou a infância de muitos. "Procurando Nemo" foi uma animação lançada pela parceria entre os estúdios Disney e a Pixar, e que ganhou o do Oscar de Melhor Filme de Animação. Foi um filme que fez bastante sucesso na época e, agora, alguns personagens lendários retornam para o filme "Procurando Dory", que se passa um ano após os acontecimentos do primeiro.
"Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos."
O filme começa com uma série de flashbacks da infância de Dory, mostrando alguns acontecimentos de sua infância enquanto ela brincava com os seus pais, do momento em que ela se perdeu deles, de sua travessia pelo oceano buscando algo que ela não sabe exatamente o que é  a até mesmo  do seu encontro com Marlin, no momento em que ele estava desesperado para encontrar seu filho que tinha sido levado por um barco.

E é a partir dessas memórias que Dory se lembra de que tem uma família, de modo que ela decide a cruzar o oceano para conseguir encontrar os seus pais. Mas ela não está sozinha nessa aventura, podendo contar com a ajuda de Marlin — apesar de sua relutância de deixar o recife de corais novamente — e de Nemo, além de contar com a ajuda de Crush e de suas outras amigas tartarugas para conseguir chegar à Califórnia.
Chegando lá, Dory acaba se metendo em grandes aventuras junto de seus amigos para conseguir encontrar seus pais. E nessas aventuras ela acaba fazendo novas amizades, como Hank, um polvo bem mal humorado e que no fundo consegue ser amável; Destiny, uma tubarão-baleia que tem problemas de visão e Bailey, a baleia Beluga que acredita ter um ferimento na cabeça.

Juntos eles ajudam Dory a encontrar seus pais, o que acaba rendendo aventuras bastante divertidas e bastante engraçadas, além de muitas confusões, é claro.
Um fator que me chamou bastante atenção foi o modo que trataram o problema de perda de memória recente da Dory, mesmo isso a tornando um pouco diferente dos outros peixes não é nenhum tipo de problema, isso não a impede de fazer amizades facilmente e de conseguir escapar de situações complicadas através de seu jeito único e especial de ser. Foi graças a esse seu jeito especial de ser que ela conseguiu ajudar Marlin a achar o Nemo, e que ela conseguiu reencontrar seus pais.

Nostálgico. Acho que essa é a palavra perfeita para representar o que o filme significou para mim, foi muito bom rever alguns personagens que marcaram a minha infância e acredito que esses novos personagens vão marcar a infância de uma nova geração. "Procurando Dory" se trata de uma animação bastante divertida, com personagens carismáticos. É um filme para todas as idades, ninguém está novo demais ou velho demais para assisti-lo.

Ficha Técnica: 

  • Título: Procurando Dory.
  • Gênero: Animação, Comédia. 
  • Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane.
  • Duração: 1h35min.
  • Elenco: Ellen Degeneres, Albert Brooks, Hayden Rolence, Diane Keaton, Eugene Levy, Willem Dafoe, Ty Burrell, Kaitlin Olsen, Ed O'Neill, Idris Elba, Dominic West, Bob Peterson, Andrew Stanton, John Ratzenberger.

Curiosidade:

  • Um dos cenários do longa seria um parque de diversões como o Sea World, mas ele foi modificado para um Instituto de Biologia Marinha após uma exibição do filme Blackfish: Fúria Animal para funcionários da Pixar.
  • Procurando Dory foi anunciado pela apresentadora Ellen DeGeneres, que dubla a Dory, em seu programa na televisão aberta nos Estados Unidos, ao vivo.
  • O filme estava originalmente escalado para estrear nos cinemas em novembro de 2015, mas foi adiado após o adiamento de outra estreia da Pixar, que viria anteriormente: O Bom Dinossauro.
  • Dory é a personagem mais popular da Disney na internet - sua página no Facebook tem mais de 25 milhões de fãs.

Uma dica de série: Agent Carter

Como já contei anteriormente aqui no blog, desde que criei uma conta no Netflix eu comecei a assistir mais séries do que eu via, e diariamente vivo descobrindo uma série nova que me desperta o interesse, e a escolhia da vez foi Agent Carter. Tinha ouvido falar dessa série desde janeiro do ano passado, pois durante a minha viagem para a Disney eu reparei que muitos dos ônibus da Disney World faziam propaganda sobre a série, mas somente um ano depois que eu resolvi assistir ela.
"Agent Carter conta a história Peggy Carter (Hayley Atwell). O ano é 1946, e Peggy se encontra marginalizada quando os homens retornam ao lar após a Guerra. Trabalhando para a SSR (Reserva Científica Estratégica, em inglês), Peggy precisa balancear o trabalho administrativo e missões secretas para Howard Stark, ao mesmo tempo em que leva uma vida solteira após perder o seu amor, Steve Rogers."
Há alguns anos eu comecei a me interessar pelo Universo da Marvel, e um dos meus filmes favoritos é o "Capitão América: O Primeiro Vingador". Isso pode soar como um grande clichê, mas ele foi um dos primeiros filmes que eu vi da Marvel e foi a partir desse momento que eu comecei a me interessar por filmes e histórias de super heróis. Então, quando vi "Agent Carter" na minha lista do Netflix, resolvi dar uma chance para a série e eu não me arrependo em nada de ter tomado essa decisão.

Os acontecimentos se passam um ano após a morte/desaparecimento do Capitão América e, apesar de algumas dolorosas lembranças, Peggy Carter está conseguindo seguir em frente com a sua vida. Contudo, as coisas não vão da forma que ela imaginava ou esperava. Peggy é uma agente super qualificada que chegou a lutar ao lado do Capitão América durante a Segunda Guerra Mundial, porém com o final da guerra seu trabalho mudou um pouco, agora, ela é responsável por anotar recados e pedidos de almoço. E como se isso não fosse o bastante, ela também tem que aturar a piadinha de seus colegas de trabalho, que são em sua maioria homens.

Enquanto isso, Howard Stark acaba sendo acusado de traição e é declarado como inimigo do estado, pois algumas armas criadas por ele caíram em mãos erradas. E para tentar concertar a situação, Howard recorre a agente Carter para que ela possa o ajudar investigando o caso e limpar o seu nome. Peggy se une então com Edwin Jarvis, mordomo do Stark, para descobrir quem está por trás da armação contra Howard. A partir desse momento ela se torna uma agente dupla, indo a missões escondida de colegas de trabalho.
"Agent Carter" foi uma série que me envolveu rapidamente, fiquei vendo episódio atrás de episódio, então não foi difícil acabar a primeira temporada. Infelizmente, apesar de se tratar de uma ótima série que conta com um bom enredo, com ótimos atores e uma produção impecável, ela foi cancelada pela emissora americana ABC. E qual foi o motivo para o cancelamento? A sua baixa audiência. Em seus 18 episódios ao longo de suas temporadas, a série teve uma média de 50 milhões de espectadores. Esse é um fato muito triste, pois a "Agent Carter" é uma série muito boa e que tem como personagem principal uma mulher muito foda.

Algumas coisas que me chamaram atenção foi o figurino de época que é muito lindo, os penteados das mulheres, os chapéus, o marcante batom vermelho. Simplesmente ficou muito bonito e combinou bastante com a época em que a série se passa. Outro fator que combinou muito com o estilo da série foi a trilha sonora!

Então, se você gosta de séries de ação aqui fica a dica de uma ótima série. "Agent Carter" tem cenas de ação bem dinâmicas, além de ter outros pontos positivos como o fato de não girar em torno de romances, empoderamento feminino. E, para as pessoas que não gostam de séries muito longas essa tem apenas 18 episódios.
Se você gosta dessa série ou gostou da sugestão dela aqui no blog, não deixe de comentar a sua opinião aqui nos comentários. E se você tiver alguma série para me indicar sinta-se livre para dar sua opinião também, pois adoro conhecer e assistir séries novas. E não se esqueça que a série tem a primeira temporada completa disponível na Netflix, e se quiser assistir a primeira e segunda temporada completa a série está disponível no Filmes Onlines Grátis

Resenha: Tá Todo Mundo Mal

Título: Tá Todo Mundo Mal — O Livro das Crises
Autor(a): Jout Jout
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 200
Classificação: 5/5

Normalmente, quando sou fã de alguma pessoa gosto de acompanhar o trabalho dela, e isso não é diferente com a Jout Jout. Sim, o meu blog Escritora Whovian também faz parte da Família Jout Jout uma vez que eu sou uma grande fã dela e do seu canal no YoutTube. Sendo assim, quando eu descobri que ela estava prestes a lançar um livro fiquei bastante empolgada e com vontade de comprá-lo o mais rápido possível, afinal de contas se eu me identifico com muitas das coisas que ela fala no canal eu também devo me identificar com as coisas que estão no livro. Isso pode parecer uma teoria meio vaga e que não tem muitas chances de dar certo, mas o que acontece é que eu consegui me identificar com muitas das coisas que a Jout Jout escreveu, de modo que me arrisco a dizer que esse livro está na minha lista dos favoritos.
"Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas "melhores" angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, "Jout Jout, Prazer".
Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!"
Como o próprio título do livro já diz o assunto abordado nele são crises. São as diversas crises que a Jout Jout enfrentou desde criança até os dias atuais, e assim como todo mundo, na hora, as crises chegam a parecer o fim do mundo, mas depois chegamos a dar boas risadas com essas situações. E nesse livro, a Jout Jout fala sobre inúmeros tipos de crises que vão desde família, emprego, faculdade, relacionamentos amorosos... Até mesmo sobre o Gregorio Duvivier (também sou uma grande fã dele). Cada capítulo do livro é uma crise, e essas são algumas das minhas preferidas:
“Nada mais reconfortante para quem está numa crise do que saber das crises dos outros e ficar medindo em silêncio sobre se a deles é pior ou mais branda que a nossa própria. Então aqui estou. Enumerando gentilmente meus piores momentos. Para você avaliar se os seus foram um pouquinho melhores e ter um sono mais tranquilo.”
A CRISE DA FESTA VERSUS MOLETOM 
Logo no início já consegui me identificar com essa crise, pois é algo que eu vivo diariamente (principalmente quando está muito frio no inverno). Ao mesmo tempo em que, às vezes, eu tenho uma festa pra ir, a minha animação tá bem no fundo e a opção Netflix + cama passa a ser uma opção bastante tentadora, eu não nego. No passado, reconheço que já deixei de sair algumas vezes para poder ficar em casa e eu me arrependo um pouco disso, pois se tratava de uma oportunidade para conhecer novas pessoas. E, mesmo que meu humor não esteja lá nas alturas quando vou para alguma festa eu sempre acabo me divertindo, no final das contas.

A CRISE DA AUSÊNCIA DE TALENTOS
Assim como a Jout Jout, também já tive dessa crise. Eu não sei tocar nenhum instrumento, não sei cantar bem ou desenhar bem, e muito menos levo jeito para algum tipo de esporte, então sempre que eu via alguém se destacando em uma dessas áreas eu me sentia um pouco inútil pelo fato de não ter nenhum talento extraordinário. Mas, atualmente, vejo que cada pessoa se destaca em alguma coisa. Eu não posso saber desenhar muito bem, mas em compensação até que eu escrevo bem, pelo menos é o que algumas pessoas me dizem.

A CRISE DO MEDO DE CRÍTICAS
Essa é uma que eu domino, tenho até diploma nela. Um dos meus maiores problemas é o medo do julgamento e da crítica das pessoas, sendo assim, toda vez antes de fazer algo eu penso mil vezes na possível opinião das pessoas, e então eu faço. Reconheço que esse é algo que eu tenho que mudar e eu venho tentando. Criar um blog foi um grande passo para superar esse medo de críticas, quem sabe criar um canal no YouTube seja o próximo passo.
“Todos os youtubers brasileiros do mundo lançaram livros. Para cada semana em que eu não sabia sobre o que escrever, um novo livro escrito por um youtuber era lançado, e comecei a achar que fazia parte de uma seita mas que ninguém se lembrou de me avisar. Quando assinei o contrato, achei que estava sendo diferentona, um jovem prodígio, uma realizadora precoce de sonhos. Nada disso. Apenas mais um livro de uma youtuber famosinha. Comecei a escrever sobre a minha vida, testei várias formas diferentes e tudo me parecia ridículo porque lembrei tardiamente de um pequeno detalhe: tenho 25 anos e nada do que fiz até agora é importante o bastante para colocar em um livro. Não protagonizei grandes feitos, não tive ideias revolucionárias. Sou o que chamam de uma pessoa como outra qualquer. De que importa como perdi minha virgindade? Como isso pode ser interessante para alguém no mundo? Escrever este livro foi uma grande crise generalizada.”
A leitura foi tão envolvente e de uma maneira meio informal que, às vezes, podia jurar que estava escutando a voz da Jout Jout falando na minha cabeça, e o resultado final foi que eu terminei a leitura em menos de um dia. Esse foi um livro que eu simplesmente não conseguia parar de ler, e aquele papo de "só vou ler mais um capítulo", acabou se transformando em "li uns seis capítulos".

E sei que muitas pessoas devem ficar um pouco inseguras por se tratar de um livro escrito por uma youtuber, querendo ou não algumas pessoas acham que pode se tratar de um livro "sem conteúdo". Porém, "Tá Todo Mundo Mal" fala sobre crises que todo mundo consegue se identificar, sem contar que junto das crises acabam vindo importantes lições de vida como, por exemplo, não tem nenhum problema você ser vaidosa, o que importa é você ser feliz consigo mesmo. Esse livro é um amor assim como a Jout Jout, então eu recomendo que as pessoas tentem deixar um pouco desse preconceito literário para ler esse livro escrito por uma youtuber incrível.

Independence Day: O Ressurgimento

Vinte anos após o Independence Day, o filme retorna com um novo que tem a mesma temática, que é um segundo ataque alienígena na Terra e sua sequência de destruição ao redor do mundo, mas tudo isso em maiores proporções se comparado com o primeiro.
"Após o devastador ataque alienígena ocorrido em 1996, todas as nações da Terra se uniram para combater os extra-terrestres, caso eles retornassem. Para tanto são construídas bases na Lua e também em Saturno, que servem como monitoramento. Vinte anos depois, o revide enfim acontece e uma imensa nave, bem maior que as anteriores, chega à Terra. Para enfrentá-los, uma nova geração de pilotos liderada por Jake Morrison (Liam Hemsworth) é convocada pela presidente Landford (Sela Ward). Eles ainda recebem a ajuda de veteranos da primeira batalha, como o ex-presidente Whitmore (Bill Pullman), o cientista David Levinson (Jeff Goldblum) e seu pai Julius (Judd Hirsch)."
Após os ataques que ocorreram em 1996, foi criada a Earth Space Defense (ESD), um programa de defesa global sediado na Área 51 e que também possui bases na Lua e também em Saturno, tudo isso com o objetivo de prevenir um próximo ataque. Contudo, quando uma nova ameaça aparece novamente, o Capitão Dylan Dubrow-Hiller (Jessie Usher), junto da Tenente Rain Lao (Angelababy ), de Jake Morrison (Liam Hemsworth) e Charlie (Travis Tope) vão ter de lutar junto de seus outros colegas e pilotos da ESD. Sem contar que, eles também acabam contando com a ajuda de alguns veteranos de guerra como Thomas Whitmore (Bill Pullman), ex-presidente dos Estados Unidos que liderou o ataque vitorioso de 1996, e David Levinson (Jeff Goldblum), um cientista e especialista em computadores herói da Guerra de 1996, e Diretor do ESD.
"Hoje lutarão mais uma vez por nossa liberdade. Não da tirania, opressão ou perseguição, mas da aniquilação. Caso vençamos hoje, o 4 de julho não será mais lembrado como um feriado americano, mas como o dia em que o mundo declarou numa só voz: não iremos em silêncio para a escuridão. Não iremos desaparecer sem uma luta. Viveremos. Sobreviveremos. Hoje, comemoramos nosso dia da Independência. Presidente Thomas Whitmore."
Mesmo para as pessoas que não assistiram ao primeiro filme, é possível notar o quanto alguns personagens se referem à guerra de 1996, é algo que não se pode esquecer, mesmo que alguns não tenham participado ativamente lutando contra a Guerra, ela acabou deixando a sua marca em alguns. O que também contribuiu para isso é o fato de alguns personagens lendários do primeiro filme que retornaram nessa sequência, como Thomas Withmore, David Levinson, e até mesmo o personagem de Will Smith, que não estava presente no filme, foi citado como um grande herói da Guerra.
E falando nos personagens, alguns não foram muito aprofundados, mas mesmo assim ainda foi possível se divertir e dar boas risadas em alguns momentos cômicos do filme. E também devo ressaltar que o Liam Hemswoth acabou roubando muitas cenas, não sei se era um objetivo do diretor colocar o Capitão Dylan como o grande herói, por conta do seu pai Steven Hiller (personagem do Will Smith no filme anterior), mas se era acabou sendo algo bem falho. Na maioria das vezes, o Liam conseguiu roubar a cena por algum tipo de fala ou ação cômica, definitivamente, eu me diverti bastante com o seu personagem.

Outro personagem que eu senti que foi deixado um pouco de lado foi a presidente Landford, interpretada pela Sela Ward. Poderiam ter dado coisas mais grandiosas para essa personagem.
Apesar de ter alguns personagens pouco aprofundados, o filme conseguiu se superar na questão dos efeitos técnicos que ficaram incríveis.  Trata-se de sequências de tirar o fôlego, dá para ver que elas foram muito bem executadas, assim como as cenas de ação (o filme está repleta delas) que ficaram bastante dinâmicas. Nesses pontos, eles estão de parabéns!

"Independence Day: O Ressurgimento" não é um filme que vai mudar vidas, ou que vai passar uma importante lição de vida e, talvez, entre na minha lista de melhores filmes do ano. Ele é um bom filme que cumpre a sua função de entretenimento, então se você gosta de um bom filme de ação essa é uma boa escolha, e o fato de você não ter assistido o primeiro não interfere em nada. E, se você é um grande fã do "Independence Day", também acho que vale a pena assistir esse segundo filme.

Ficha Técnica:

  • Título: Independence Day: O Ressurgimento.
  • Gênero: Ficção científica, Ação.
  • Direção: Roland Emmerich.
  • Duração: 2h01mim
  • Elenco: Jeff Goldblum, Liam Hemsworth, Maika Monroe, Jessie T. Usher, Sela Ward, William Fichtner, Brent Spiner, Vivica A. Fox, Angelababy, Deobia Oparei, Nicolas Wright, Travis Tope, Chin Han, Joey King, James A. Woods, Charlotte Gainsbourg, Bill Pullman, Judd Hirsch e Robert Loggia.

Se você já viu o filme ou tem interesse de assistir não deixe de comentar a sua opinião aqui no blog! E "Independence Day: O Ressurgimento" está em cartaz nos cinemas.

Meus Youtubers Preferidos

Imagem do We Heart It
Umas das coisas que eu mais gosto de fazer quando estou com tempo livre é ficar vendo vídeos no YouTube, sendo assim resolvi trazer para esse post um pouco sobre os meus Youtubers preferidos, vou aproveitar para falar um pouco sobre como conheci o canal de cada um e o que eu mais gosto neles.

1) JOUT JOUT
Sim, o blog Escritora Whovian faz parte da família Jout Jout (spoiler: em breve vai ter resenha do livro dela aqui no blog)!! Eu conheci o canal da Jout Jout no ano passado, minha amiga Marina vivia me falando do canal da Jout Jout e me mandando assistir. Admito que demorei muito para seguir esse conselho da minha amiga, vivia enrolando e sempre arrumando coisa para fazer ao invés de assistir os vídeos, mas quando eu finalmente decidi ver me identifiquei bastante com os temas que a Jout Jout abordava, também adorei o modo informal e divertido que ela se comunica com o povo nos vídeos dela. Sou muito fã dessa mulher, sério.

E atualmente, eu acabei de ler o livro que ela lançou recentemente "Tá Todo Mundo Mal", o que fez com que eu me identificasse ainda mais com a Jout Jout, percebi que muitas das crises que ela teve eu também já tive. Então, posso afirmar sem nenhum pingo de dúvida que ela é uma das minhas Youtubers favoritas. Ela é feminista, faz vídeos sobre os diversos assuntos, dá conselhos bem úteis para a vida, faz uns "funks" legais, gosta de Orange Is The New Black, se formou em jornalismo, é quase impossível não gostar dessa mulher. 

E bônus: como sou mineira me sinto na obrigação de colocar o vídeo "Finalmente uma Resposta", independente do que me digam pra mim tudo é biscoito.

2) LUBA TV
Conheci o canal do Luba quando vi um vídeo dele com a Kéfera, logo de cara o achei bastante carismático e desde então venho o acompanhando. Além de carismático, ele consegue ser bastante engraçado e os vídeos são os desafios que ele faz com a participação de outros Youtubers, como o COMO SER A MILEY! (com Gabbie Fadel), ou o O QUE TEM NA MINHA BOCA? (ft. Imbizita).

Também adoro os vídeos que tem a participação dos pais dele, ou quando ele trata de alguns assuntos um pouco sérios como a questão dele ser gay, um dos momentos que me deixou um pouco emocionada foi quando a mãe dele, em um dos vídeos, lembrou do que o pai de Luba disse quando ele confirmou ser gay: “Se ele pudesse escolher o que tu seria, tu seria exatamente o que é e como é. Eu não gostaria que tu fosse diferente em nada”.


3) ISABELA FREITAS
Conheci a Isabela Freitas através de seu livro "Não Se Apega, Não" (que por sinal é muito bom, e eu to devendo a resenha dele aqui para vocês), e como gostei bastante da leitura do livro resolvi conhecer um pouco mais sobre a Isabela. Fui ao blog dela e li alguns textos, e também me aventurei no canal dela no YouTube. Os vídeos da Isabela, na maioria das vezes, são voltados para questões de relacionamentos e dá conselhos muito bons sobre esses assuntos. Além de ser uma pessoa super fofa, a Isabela também é mineira e tem vontade de fazer jornalismo!


4) CARECA TV
Acho que é difícil achar alguma pessoa que não se emocionou com a história da Lorena, do Careca TV. Quando vi o vídeo inicial dela falando sobre o sonho de criar um canal, contando um pouco de sua história, falando sobre o que pretendia abordar no canal, acabei sendo conquistada logo de cara. Achei a Lorena tão carismática e fofa, tanto é que não foi nenhuma surpresa seu canal ter conseguido muitos seguidores em pouco tempo, então só me resta desejar bastante sucesso para a Lorena e bastante paciência para ela conseguir lidar com os haters. 

Espero que vocês tenham gostado da minha sugestão dos meus Youtubers preferidos, e se vocês gostarem de algum outro que não está nessa lista é só me indicar, adoro receber sugestões e conhecer coisas novas.

Links Interessantes

Imagem do We Heart It
Nesses últimos dias eu peguei uma gripe e os meus dias se resumiram em duas coisas: (1) ficar jogando Zoo Tycon 2, onde você tem que construir e administrar um zoológico, era o meu preferido quando eu tinha uns 12 anos e eu fiquei jogando para matar um pouco da saudade e (2) passar boa parte do dia no Facebook. Por ter passado tanto tempo na minha rede social eu li muitos textos e assisti alguns vídeos, então tive a ideia de fazer um post reunindo os links de algumas coisas interessantes que eu encontrei.

1) Como 'Orange Is the New Black' deturpa os presídios femininos e por que isso importa
2) 18 coisas que só fãs de musicais vão entender
3) Em Amsterdã, cidadãos ganham WiFi grátis na rua quando nível de poluição do ar está baixo
4) A pessoa certa é aquelaque te prova, todos os dias, que ter que na vida dela
5) A falácia da liberação sexual e as novas formas de dominação
6) A batalha por Winterfell, de Game of Thrones, aconteceu de verdade
7) Autor tetraplégico citado em “Como Eu Era Antes de Você” critica o filme
8) 99 frases clássicas de Oscar Wilde
9) Cauã Reymond vira travesti em vídeo contra a intolerância
10) 11 coisas que mulheres não aguentam mais ouvir no Brasil
11) Coleção sobre antiprincesas e antiheróis ajuda a desconstruir estereótipos de gênero em sala de aula
12) 'Game of Thrones': Mulheres roubam a cena no episódio 'Battle of the Bastards'
13) Uma balsa teve um problema e alguém resolveu tocar a música de “Titanic”
14) Projeto fotográfico prova que não é preciso equipamento profissional para fazer fotos incríveis
15) Três coisas que aprendi quando o meu avião caiu

Espero que gostem de alguns itens dessa listinha que eu fiz. Esse não é um post típico aqui do blog, mas sempre é bom inovar.

Amiga estou aqui

Imagem do We Heart It
Ei amiga, tudo bem com você? Sei que faz um tempão que a gente não se fala, mas mesmo assim ainda me preocupo com você. Sabe como é, amizade de verdadeira não é algo que se encontra facilmente em qualquer lugar, e mesmo sabendo que o "desfecho" da nossa amizade não aconteceu da maneira que eu imaginava eu ainda me importo, afinal de contas é impossível apagar completamente da sua vida uma pessoa que esteve ao seu lado por bons anos (não sou muito boa em matemática, então vou dispensar as contas). São muitas memórias e lembranças que não podem ser apagadas, mas que são colocadas de lado em uma caixinha como se isso fosse diminuir a dor do afastamento, afinal de contas não tem como acabar com uma amizade importante sem ao menos sofrer um pouco.

Todo tipo de afastamento é triste. 

Não sei se você se sente como eu, se você tinha uma grande consideração pela minha amizade, mas independente de qual seja a sua resposta eu não vou parar de me importar e preocupar, é pra isso que servem os amigos, não é? Amigo é aquela pessoa que você pode contar para praticamente todos os tipos de coisa, é aquela pessoa que vai topar participar dos seus esquemas malucos de diversão, é aquela pessoa que vai ficar ao seu lado quando você estiver na pior e que vai fazer o possível para você se sentir melhor, é aquela pessoa que vai te chamar atenção quando necessário e que vai te incentivar a seguir seus sonhos por mais loucos que sejam. Resumindo: amigo é aquela pessoa que está ao seu lado nos piores e nos melhores momentos. Eu posso não estar ao seu lado e muito menos sou uma pessoa presente em sua vida, mas mesmo assim estou te observando bem de longe apenas para saber se está tudo bem. Pode me chamar de tola, mas você sabe muito bem que eu tenho meus motivos para essa preocupação.

Nesses últimos dias fiquei sabendo que você não tá passando por uma fase muito legal na sua vida, e eu me preocupo. Talvez não esteja ao meu alcance o poder de fazer muita coisa,  de fazer com que você melhore do dia para a noite. A única coisa que está ao meu alcance é escrever um texto — sinto que consigo me expressar de uma melhor forma através das palavras — para aliviar um pouco essa dor que você está sentindo. Ao mesmo tempo em que as palavras podem machucar mais que um soco, elas também podem ajudar a curar.

Então, espero que esse texto consiga chegar em suas mãos e que você se sinta um pouco melhor após o ler. E, sempre, que se sentir triste, que o mundo parece uma grande merda, lembre-se que você tem amigos que se importam e se preocupam com você, e eles te amam muito e vão estar ao seu lado para o que der e vier.

E o mais importante: lembre-se da sua força. Você é uma garota forte e eu sei que vai superar isso, e se precisar seus amigos vão estar do seu lado para te dar um apoio, como diziam os Beatles "oh I get by with a little help from my friends hm I get high with a little help from my friends hm gonna try with a little help from my friends".

Obrigada por ter sido uma grande amiga.

Meu porto seguro

Imagem do We Heart It
Alguns dias são tão cansativos e estressantes que, às vezes, a gente só quer desaparecer do mundo, nem que seja apenas um por um pequeno instante. Nesses dias dormir e acordar daqui um mês chega a ser uma opção encantadora — como se isso fosse resolver algum tipo de problema, e a música mais tocada do celular é "The Sound of Silence". Nesses dias a sensação é de que não temos paciência para praticamente nada.

Resumindo: não é um bom dia, não está sendo uma boa semana.

Quando isso acontece o melhor a se fazer é esperar e torcer para os problemas irem embora o mais rápido possível. Tentar focar em qualquer coisa que lhe faça esquecer-se dos problemas. Algumas pessoas usam da respiração para se manterem calmas, aquele método de respirar e inspirar. Respirar e inspirar. Respirar e inspirar. De fato, isso funciona, mas pessoalmente eu tenho — e prefiro — outro método bastante pessoal.

Meu método é você.

No início eu me assustei com o tamanho da influência que você tem sobre mim. Posso ser considerada como uma pessoa um pouco fechada, não estava acostumada a lidar com sentimentos tão poderosos assim, e muito menos a expor eles para os outros. Foi um momento assustador em que eu me senti exposta, mas aos poucos foi se tornando algo comum para mim e que convivo diariamente. Agora “eu te amo” se tornou muito comum no meu vocabulário, algo que há alguns meses atrás eu não teria a coragem de dizer em voz alta talvez, apenas, em um texto e olhe lá.

Eu adoro ver você sorrindo, sua risada é contagiosa, admiro o fato de como você consegue manter o seu bom humor até mesmo nos momentos mais difíceis, eu adoro quando você me abraça e me beija, eu gosto muito quando estou perto de você. A sua presença me acalma, me tranquiliza, me deixa feliz.

Quando não estou nos meus melhores dias você consegue me deixar animada fazendo alguma piada, ou falando algo fofo. Quando você me abraça ou beija é como se todo o mundo parasse ao meu redor, é como se todos os meus problemas desaparecessem com o meu passe de mágica. Tudo bem que às vezes nós dois temos nossas diferenças, mas isso não muda o fato de que você me faz bem. Você vem me fazendo bem há 10 meses.

Não sei se você se dá conta, mas você é uma pessoa completamente incrível e especial que consegue me alegrar nos dias mais difíceis.

Obrigada por tudo. Obrigada por estar ao meu lado.

Séries que tenho vontade de assistir

Faz muito tempo desde que eu não falo sobre séries aqui no blog, sendo assim resolvi reunir algumas que eu tenho vontade de assistir aqui nesse post.

1)SENSE8
"Grupos de pessoas ao redor do mundo que estão ligadas mentalmente, e precisam achar uma maneira de sobreviver sendo caçados por aqueles que os veem como uma ameaça para a ordem mundial."
2)GILMORE GIRLS
"Lorelai Gilmore (Lauren Graham) tem uma relação tão amigável com sua filha, Rory (Alexis Bladel), que muitas vezes elas são confundidas como irmãs. Entre o relacionamento de Lorelai com seus pais, a nova escola preparatória de Rory, e os romances nas vidas das duas, há muito drama e muita diversão acontecendo."
3)DOWNTON ABBEY
"No início do século XX, a família Crawley luta para manter o legado de Downton Abbey. Após a morte de um parente que estava à bordo do Titanic, Robert Crawley (Hugh Bonneville) descobre que o novo herdeiro da propriedade é um sobrinho distante, Matthew Crawley (Dan Stevens), um advogado com pensamentos modernistas. Enquanto Robert e sua esposa Cora (Elizabeth McGovern) se preocupam com o futuro das suas filhas, Mary (Michelle Dockery), Edith (Laura Carmichael) e Sybil (Jessica Brown Findlay), os empregados da mansão trabalham para manter a rotina da família, com todas as regras da época."
4)AGENTS OF S.H.I.E.L.D
"Após os acontecimentos em Nova York, retratados em Os Vingadores, a S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão) deve mobilizar seus integrantes para solucionar vários casos relacionados com super-heróis. A equipe é liderada pelo agente Phil Coulson."
5)HOUSE OF CARDS
"Frank Underwood é um astuto congressista norte-americano que é traído pelo presidente que ele ajudou a eleger. Com a ajuda da esposa, de uma jornalista ambiciosa e de um outro político com problemas com alcoolismo, Underwood inicia um plano para minar adversários políticos e conquistar, em alguns anos, a presidência dos Estados Unidos."
Se vocês assistem algumas dessas séries ou tem mais algumas para me recomendar, não deixe de comentar a sua opinião aqui no blog!

Estranhos como eu

Imagem do We Heart It
Quando tinha 14 anos, prestes a me "formar" do Ensino Fundamental e começar o Ensino Médio, o pessoal da minha escola organizou um dia no sítio para os alunos se divertirem, fugirem um pouco da rotina escolar, e também para falar um pouco sobre essa transição que nós estávamos prestes a passar. Até ai tudo bem, foi uma dinâmica bem divertida e eu tenho boas recordações dos momentos que passei junto das minhas amigas. Mas também tenho uma lembrança um tanto desagradável, que marcou um pouco a minha vida.

Durante as dinâmicas que fizeram com o pessoal da minha turma, teve uma atividade em que cada um colou um papel nas costas, recebeu uma caneta e o objetivo era escrever a sua opinião sobre o coleguinha. A expectativa de ler o que as pessoas estavam escrevendo no meu papel era alta, queria saber o que algumas pessoas pensavam sobre mim e não tinha coragem de me dizer pessoalmente. Quando chegou a tão esperada hora de ler o que as pessoas tinham escrito eu estava bastante empolgada, me lembro de ter ficado feliz com que as minhas amigas escreveram sobre mim, mas teve um comentário que me marcou muito mais do que as palavras botinhas das minhas amigas: "Você é estranha".

Você é estranha.

Essa frase ficou naquela cabeça por um bom tempo, e assim eu comprovei que as palavras podem machucar muito mais que ações. Talvez, tivesse sido melhor levar um soco do que ter lido aquela frase. Um soco machuca na hora e depois de alguns minutos já passou, mas aquelas palavras ficaram na minha cabeça me torturando por um tempo.

Eu era estranha. Eu era diferente das minhas colegas e queria saber o motivo disso. Será que era por eu gostar de ler e preferir um bom livro ou filme a alguma festa? Será que era por eu não ser tão vaidosa como o resto delas? Será que era por eu nunca ter beijado um carinha? Será que era por eu gostar de música coreana? Será que era por eu ser tímida? Será que era por eu ver séries pouco conhecida pelos meus colegas? Será que era por ter peitos pequenos? Queria conseguir a resposta necessária para essa pergunta, quem sabe assim eu pudesse melhorar e me tornar uma pessoa normal.

Por alguns anos fiquei acreditando que eu era estranha, e por um tempo achei que era por isso que eu não tinha um namoradinho e não estava conseguindo fazer amizades na minha nova escola. Aceitei que era estranha, e por isso devia ficar sozinha e com apenas alguns amigos. Era mais fácil aceitar isso, machucava menos do que pensar que eu era estranha, que eu tinha algum tipo de problema.

Agora, aos 19 anos, cinco anos passados desse ocorrido, eu percebo o quão patética eu era na época por acreditar em uma coisa dessas, por acreditar que o problema estava em mim. Se eu sou estranha ou não isso não importa mais, pois eu estou feliz comigo mesma, com o meu corpo, com a minha personalidade. Não preciso mudar nada em mim para poder agradar ninguém. E agora, percebi que apesar do peito pequeno, do meu gosto musical eclético que não agrada a todos, da minha timidez, e da minha preferência de livros e filmes a uma festa, não são fatores que me impedem de ter amigos ou um namorado. Posso afirmar, com toda certeza, que as pessoas que estão ao meu lado são as melhores do mundo, eu não as trocaria por nada, pois elas me fizeram perceber o quanto eu sou especial.    

Resenha: Como Eu Era Antes de Você

Título: Como Eu Era Antes de Você
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Classificação: 5/5

Se tratando de romances o nome da Jojo Moyes se tornou bastante conhecido desse gênero de livros, ela conquistou o espaço e muitos leitores. Levou várias pessoas a se emocionarem com suas histórias, e alguns a chorarem. E um de seus livros mais conhecido é "Como Eu Era Antes de Você", que ganhou uma adaptação que vai ser lançada esse ano e conta com a Emilia Clarke e o Sam Claflin no elenco. Esse livro vem fazendo muito sucesso, sendo assim resolvi dar uma chance para esse livro, ainda mais após ver o trailer do filme que está completamente encantador.
"Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado."
Louisa Clarke — também conhecida como Lou por seus familiares e amigos íntimos — é uma jovem mulher de 26 anos, bastante excêntrica e sem muitas respectivas para o seu futuro. Ela mora em uma casa pequena junto de seus pais, de sua irmã Treena, de seu sobrinho Thomas e de seu avô e namora há seis anos um cara chamado Patrick. E apesar de algumas dificuldades tudo parecia estar bem na vida de Lou, até o momento em que ela recebeu a notícia que o café onde trabalhava iria fechar o que era um grande problema por dois motivos: (1) o seu salário, por mais que fosse pouco, era importante para sua família e o funcionamento da casa, (2) e sem contar que ela não tinha a mínima ideia com o que ela poderia trabalhar.

No Centro de Trabalho, ela recebe diversas propostas de oportunidade de emprego: “supervisão de conversas telefônicas adultas”, ser dançarina de pole dance, arrumar prateleiras à noite ou trabalhar numa fábrica de frango processado. Nenhuma delas consegue ser atrativa o suficiente, de forma que Lou continua a procura até o momento em que surgiu de última hora uma oportunidade de emprego: trabalhar por seis meses como cuidadora de um tetraplégico. Apesar de não ter nenhum tipo de habilidade como cuidadora, de todas as propostas de emprego que recebeu essa era a melhor de todas, sem contar que o salário era muito bom o que não podia ser deixado de lado.

O primeiro dia de trabalho como cuidadora não poderia ter sido pior, não que ela tenha feito algo de errado ou tenha colocado a vida do Will Traynor — o tetraplégico que ela estava tendo de cuidar. O grande problema de tudo era que Will não fazia questão de esconder que não gostava daquela situação, e muito menos da sua mais nova cuidadora. Claramente os dois não estavam se dando muito bem, Lou tinha sua grande mania de sair falando sem parar sobre as coisas e Will agia de um modo grosseiro. No início, isso fez com que Lou considerasse a opção de largar o emprego.  
“Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele." 
Aos poucos os dois passaram a se acostumar com as manias uns dos outros, e Will acabou virando uma espécie de amigo e mentor de Lou, abrindo os horizontes para ela apresentando novos filmes, novos livros e também começou a incentivá-la de fazer faculdade — ela possuía grande potencial para poder estudar em uma — e também para viajar para longe dali, conhecer outros lugares. Will fez de tudo para conseguir tirar Clark de sua zona de conforto.
“Às vezes, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.”
Por sua vez, Lou se empenhou em uma tentativa de mostrar para o teimoso Will Traynor como que a vida podia ser maravilhosa, mesmo estando preso a uma cadeira de rodas. Juntos eles foram em uma corrida de cavalos, em um concerto, em um casamento e uma viagem incrível que Will não podia sonhar em fazer em suas atuais condições.  
“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua.”
Eu não vou mentir para vocês: a história é triste, tocante, me fez chorar um pouco e também me emocionou. Acho que "Como Eu Era Antes de Você" foi um dos romances mais bonitos e tocantes que eu li nesses últimos tempos, e acho que em grande parte isso se deve pela escrita da Jojo Moyes, que soube como ligar cada um dos detalhes e sua escrita estava rica em detalhes.

Acredito que algumas pessoas tem o poder de emocionar outras através de suas palavras e, com certeza, Jojo Moyes conseguiu fazer isso. Depois da leitura desse livro posso dizer que me tornei uma grande fã dela, e agora mal posso esperar para ler a continuação de "Como Eu Era Antes de Você" e outros livros que ela já escreveu.

Se você tem vontade de ler esse livro ou já leu não deixe de comentar a sua opinião aqui no blog!

Moça, eu estou do seu lado.

Moça, eu estou do seu lado.
Moça, eu compartilho da sua dor.
Moça, eu compartilho da sua tristeza.
Moça, eu compartilho da sua indignação.
Moça, eu compartilho do seu medo.

Moça, eu não te conheço e só fui ouvir falar sobre você através do caso que se espalhou pelas redes sociais — e que situação triste, não é mesmo? Tão triste que mal consegui dormir ontem à noite pensando nisso, e até agora continuo pensando completamente indignada com o que aconteceu. Você teve o seu corpo violado, sua imagem compartilhada por alguns desumanos — não tem como chamar de humano alguém que faz esse tipo de coisa ou que apoia.

Tenho algumas palavras para definir o que fizeram com você:
Uma violação.
Uma injustiça.
Uma barbaridade.
Uma crueldade. 
Um ato desumano.

Mesmo nunca tendo passado por uma situação dessas eu compartilho da dor que você deve estar sentido agora, compartilho do medo que você deve ter sentido. O medo é o meu companheiro diário nessa sociedade machista em que vivemos. Tenho medo de andar sozinha na rua à noite. Tenho medo de pegar táxi sozinha durante a madrugada. Prefiro sair de casa sozinha usando calças ao invés de um short ou uma saia, tudo isso para evitar assedio na rua, mas de nada isso adianta.

Eu não deveria sentir medo. Deveria poder andar sozinha e com a roupa que eu quero na rua a qualquer horário do dia, mas vivo em uma sociedade machista. Uma sociedade onde 30 homens estupram uma garota de 17 anos e nenhum tenta impedir isso. Uma sociedade em que o novo Ministro da Educação recebeu Alexandre Frota, que confessou um estupro em TV aberta, em 2014. Uma sociedade que tem um projeto de lei correndo no Congresso, que proíbe o aborto vai ser proibido até mesmo nos casos onde ocorreram estupros. Uma sociedade em que a mídia tenta minimizar o que aconteceu ao dizer "suspeita de sofrer abuso coletivo".

Depois disso tudo, alguns ainda têm a coragem de dizer que o feminismo é desnecessário, que é tudo "mimimi".

Moça, eu estou do seu lado e de muitas outras mulheres que já sofreram o mesmo.

Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida

"Clara (Clarice Falcão) está indecisa em relação às suas escolhas. A jovem está cursando a faculdade de Medicina por pressão familiar e não por vocação. Sem contar para ninguém o que está sentindo, ela passa a matar aulas no período da manhã. Durante essas aventuras matutinas, Clara conhece um rapaz que a ajuda a encontrar um norte para sua vida."
O filme conta a história de Clara, uma jovem que estuda medicina, mora com seus pais (que voltaram a morar juntos recentemente) e tem um namorado. Em tese ela parece levar uma vida feliz e sem nenhum tipo de complicação. Mas isso são apenas as aparências. Na verdade, ela não tem a menor ideia do que está fazendo com a sua vida. Ela não gosta de medicina, apenas está cursando pela pressão de seus pais, desse modo ela começa a matar aulas e um dia acaba indo para o boliche.

Nesse boliche ela conhece Guilherme (Rodrigo Pandolfo), que trabalha lá pela parte da manhã para fazer companhia para os clientes solitários na tentativa de fazê-los consumir ainda mais, ele é como "uma strippper revoltada contra o sistema" como Clara o define. Uma nova amizade vai se estabelecendo entre os dois, e com isso Guilherme começa a ajudar Clara a descobrir e procurar mais possibilidades do que ela pode fazer com sua vida.
Com isso a relação dos dois vai se aprofundando, e junto disso mais membros da família de Clara vão sendo apresentados durante o filme, ela conversa com cada um deles com o objetivo de tentar saber quais são os seus problemas, dilemas da vida e quando pode tanta os ajudar, ao mesmo tempo em que está tentando descobrir novas coisas para fazer da sua vida, não só na questão profissional, mas também na sua vida pessoal como construir uma casa na árvore, ou conhecer o Cristo Redentor.    
"Eu tô com medo da minha cabeça ser tipo um pen drive, e algum dia eu precisar aprender alguma coisa que vai salvar a minha vida, e não poder porque já tem muita coisa que eu já aprendi. Enfim, estou numa fase de economia de informações, por mais idiota que isso seja."
O filme demonstra uma realidade que é comum para muitos outros jovens que ainda não sabem o que fazer da vida, alguns entraram no curso que sonhavam e perceberam que não era exatamente o que estavam procurando, entraram no curso apenas pela pressão dos pais como é o caso da Clara ou simplesmente ainda não se decidiram. Escolher uma profissão aos 17/18 anos é uma grande pressão, pois nós (eu estou inclusa nisso) jovens não sabemos de praticamente nada na vida, apenas acreditamos que sabemos das coisas. Foi esse o motivo pelo o qual eu me identifiquei com o filme, foi como se retratasse uma fase da vida que eu estou passando nesse exato momento!

Me arrisco a dizer que esse filme entrou para a minha lista dos meus preferidos, talvez seja por ter me identificado completamente com a personagem Clara, talvez seja por ter achado o enredo completamente brilhante e os atores muito bons (apenas gostaria de ter visto um pouco mais de Gregorio no filme, pois, como sempre, ele estava hilário) ou talvez seja pelos diálogos completamente brilhantes. Na minha opinião, os dois defeitos do filme é ele ter uma duração rápida, estava tão envolvida na história que poderia ver mais uns 30 minutos de filme, e o final que deixou a desejar.
"Eu tô cansada de pensar com a cabeça dos outros, ou de aproveitar o pensamento das outras pessoas só porque eles estavam prontos mesmo. Quer saber? Eu fiz uma dieta semana passada. Eu comi muita couve, e alface, e tomate…Só que eu prefiro viver até os 60 comendo besteira, do que viver até os 80 comendo o que as outras pessoas dizem que é certo. Pelo menos tudo isso vai ter valido a pena no final. Eu posso fazer o que eu quiser."
Ficha Técnica:

  • Título: Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida
  • Gênero: Comédia, Drama. 
  • Direção: Matheus Souza. 
  • Elenco: Clarice Falcão, Rodrigo Pandolfo, Nelson Freitas, Bianca Byington, Leandro Hassum, Alexandre Nero, Daniel Filho, Gregório Duvivier, Wagner Santisteban. 
  • Duração: 1h30min. 
Se você já viu o filme ou tem interesse de assistir não deixe de comentar a sua opinião aqui no blog! E "Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida" está disponível no Netflix.

Resenha: Musas

Título: Musas
Autor(a): Nora Roberts
Editora: Harlequin Books
Número de páginas: 448
Classificação: 5/5
Me tornei uma grande fã da Nora Roberts lendo a série Quarteto de Noivas, que foi publicada pela editora Arqueiro. E quando a minha amiga Laura, do blog Nostalgia Cinza, me mostrou alguns dos livros que ela estava vendendo logo me interessei por alguns da Nora, pois depois da minha experiência lendo os livros dela mal podia esperar para ler outros e não sabia muito bem por onde começar, visto que a autora tem inúmeros livros já publicados aqui no Brasil.
"Duas histórias sobre homens que conheceram o verdadeiro amor pela primeira vez... ao encontrarem e se apaixonarem por suas musas inspiradoras.
A mulher de Sullivan
As mulheres jamais negavam os desejos de Colin jamais. Cass, porém, o deixava intrigado. Apesar de ter uma personalidade forte e uma beleza encantadora, era a inocência dela que o impedia de ser mais incisivo. Como artista Colin dominava todas as técnicas da pintura, mas havia chegado o momento em que, como homem, teria de aprender as sutilezas da arte da conquista...
Ensaio de sedução
Com apenas 21 anos, Hillary Baxter deixou sua cidade no interior do Kansas para buscar a sorte e a fama como modelo em Nova York. Ao ser convidada por Bret Bardoff, dono da revista de moda mais prestigiada do prêt-à-porter, para um ensaio fotográfico com contrato exclusivo, ela sabia quem nem o céu seria o limite para seu sucesso. Havia somente um problema: a cada sessão de fotos, Hillary e Bret se tornavam mais suscetíveis à magia da sedução."
O livro Musas contém duas histórias: A Mulher de Sullivan e Ensaio de Sedução, e ambas tem como tema a musa inspiradora, o que dá o nome ao livro.

A Mulher de Sullivan 
A primeira história conta sobre Cassidy St. John’s, uma jovem que tem o sonho de se tornar escritora e que está esperando pela resposta de uma editora, mas enquanto isso ela vai pulando de emprego e emprego para conseguir pagar as contas. No início, é apresentado ela sendo demitida de uma loja de roupas por ter sido sincera demais com uma cliente, e após esse acontecimento ela vai vagando de forma solitária pela cidade onde acaba sendo abordada por um homem completamente estranho o que a deixou um pouco assustada pela abordarem repentina, mas depois de alguns mal-entendidos Cassidy descobre que se trata de Colin Sullivan, um renomado pintor na região e conhecido em todo o mundo.

E nesse breve encontro Colin deixa claro o seu desejo e vontade de retratar a mulher em seu novo quadro, o que parece perfeito visto que Cassidy havia acabado de ser demitida e logo teria que sair em busca de um novo emprego, sem contar que ela se sente feliz e lisonjeada de ser imortalizada em uma pintura e se tornar a musa de alguém.
"Conforme  os dias passavam Cassidy se descobria mais à vontade no papel de modelo. Já no que se referia a Colin, descobriu que seria difícil para qualquer um ficar relaxado com ele. Seu temperamento era inconstante, com uma grande variedade de humores. A fúria vinha-lhe com facilidade, mas Cassidy descobrira que o bom humor também. E, quanto mais facetas descobria daquele homem, mais fascinada ficava."
E ao passar as sessões de pintura mais eles acabam se aproximando indo além da relação de pintor e musa inspiradora, e cada vez mais a atração e fascinação que sentem um pelo outro vai ficando cada vez mais forte o que torna cada vez mais difícil de lutar contra esse sentimento.

Ensaio de Sedução
Há alguns anos Hillary Baxter é uma jovem que deixou o Kansas determinada a conseguir uma carreira de sucesso trabalhando como modelo, e nada melhor do que Nova York para ela correr atrás desse seu sonho. E três anos mais tarde ela está com a vida muito bem resolvida, afinal de contas sua carreira está decolando a todo vapor — devido ao seu grande talento para dar a vida aos mais variados personagens quando posa — e por estar trabalhando na Grande Maça. Ela conseguiu se tornar uma modelo solicitada e concorrida, mas mesmo assim não deixa de se surpreender quando recebe uma proposta de longo prazo vindo de Bret Bardorff, que é dono do maior grupo editorial de moda da cidade.

Bret pode ser descrito como um homem bastante charmoso e que atrai muitos olhares femininos, mas apesar da química inicial entre ele e Hillary, ela se esforça para mostrar toda sua frieza e como é indiferente ao homem, afinal de contas ela é bastante orgulhosa ao ponto de querer provar para seu chefe e para as outras pessoas que ela deixou a garotinha sonhadora e ingênua saída do interior, ela quer mostrar que essa Hillary ficou para trás no passado.
"Ela engoliu em seco e obedeceu. Lentamente, permitiu que seus sonhos assumissem o comando, deixando que a câmera se tornasse Bret. Um Bret olhando para ela não apenas com desejo, mas com amor. Um Bret que caminhou até ela com amor e necessidade. Um Bret que a abraçava tão forte quanto naquela noite. Um Bret que correu as mãos por seu corpo e cujo lábios clamaram pelos seus depois de sussurrar as palavras que ela queria ouvir."
Porém, vai ser preciso muito mais do que uma indiferença e um pouco de frieza  para que Hillary conseguir manter adormecida a atração e química existente entre ela e Bret.

Venho notando que uma das características da Nora é o detalhamento dos cenários, o que torna tudo real e mais fácil de imaginar. E como de costume a leitura fluiu facilmente devido a linguagem simples utilizada pela autora, sem contar que se tratam de duas pequenas histórias que fluem tão bem que no momento que você começa a ler não tem mais vontade de parar! E nesse livro Nora Roberts mostrou que é possível fazer muito usando pouco! E para todas as pessoas que gostam de romance aqui vai uma dica: esse é um livro para se ter na estante, assim como os outros títulos dela já que ela escreve ótimos romances.

E se você já leu o livro ou tem interesse não deixe de comentar aqui no blog a sua opinião!

Capitão América: Guerra Civil

"Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro."
O filme praticamente já começa com uma cena de ação que  acaba resultando em um grande acidente na cidade de Lagos, na Nigéria. Isso acaba tendo uma enorme repercussão mundial e consequentemente a equipe dos Vingadores são levados a rever todos os problemas que foram causados desde que a equipe se reuniu. E com o objetivo de evitar futuros problemas, surge os Acordos de Sokovia, um tratado que foi assinado por mais de 117 países e que tem como objetivo controlar a ação dos super-heróis a fim de evitar futuros acidentes.
"De acordo com o documento em mãos, eu certifico que os participantes, povos e indivíduos citados abaixo, deixaram de operar livremente ou sem regulamentação, mas operam sob as regras, decretos e governanças do painel das Nações Unidas, agindo apenas quando e se o painel considerar adequado e/ou necessário.

Os Vingadores:"
Após serem informados desse tratado, todos os integrantes dos Vingadores começam a apresentar diferentes opiniões sobre o assunto, eles ficam divididos internamente e os diferentes ideais em que cada um acredita acabaram rendendo muitos conflitos ao longo das duas horas e meia de filme.

Em minha opinião o filme foi muito bom e superou as minhas expectativas, praticamente passei o filme inteira tensa durante os momentos de luta e imaginando o que viria a seguir. Sem dúvidas esse é um filme que consegue prender a atenção do espectador. E mesmo que algumas pessoas não tenham gostado tanto por ter ficado bem diferente das HQs eu não posso mudar essa opinião, pois se trata de algo muito pessoal que varia de pessoa para pessoa, mas por se tratar de uma adaptação acho que Guerra Civil foi um bom filme e de fácil compreensão para as pessoas que não conhecem muito bem o vasto universo da Marvel.

E para os fãs do Homem-Aranha acredito que o momento mais esperado do filme foi a aparição dele, ainda mais após o pequeno trecho que liberaram mostrando um pouco do herói. Admito que estava um pouco insegura de como seria a atuação do Tom Holland, pois o meu interprete favorito do Homem-Aranha é o Andrew Garfield (ele tem um lugar especial no meu coração), mas Tom conseguiu fazer o personagem de uma forma muito divertida (ele foi um dos personagens que mais me rendeu boas risadas) e agora mal posso esperar  para ver o seu filme solo.
Ficha Técnica:

  • Título: Capitão América - Guerra Civil. 
  • Gênero: Ação, Fantasia. 
  • Direção: Anthony Russo, Joe Russo. 
  • Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle, Jeremy Renner, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Paul Rudd, Emily VanCamp, Tom Holland. 
  • Duração: 2h28min.
Bem, se você ainda não viu o filme recomendo que tire um tempo do seu dia, vá no cinema e assista, pois na minha opinião vale a pena. E para que vai assistir Guerra Civil atenção: têm duas cenas pós crédito.