Noite Estrelada

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O frio gélido fazia seu corpo tremer levemente, havia saído de casa e não se lembrado de pegar seu casaco. Apenas tinha pegado o seu velho violão antes de sair, a música era algo que o acalmava, era a sua terapia particular. Toda vez que dedilhava as cordas do instrumento, tocava alguma música ou se arriscava compondo algo era uma forma que encontrava para fugir da realidade e de seus problemas. Nesses momentos a sensação que tinha era de ser transportado para outro mundo, como se fosse uma espécie de realidade alternativa. A música era a sua válvula de escape; podia ficar tão compenetrado tocando ou escutando que nada mais parecia existir no mundo.

E ele almejava poder sentir essas todas essas sensações; se tratava de uma verdadeira necessidade. Precisava arrumar um modo de esquecê-la, nem mesmo que fosse por alguns minutos. Precisava de um remédio para aliviar toda dor, angústia e tristeza que estava sentindo. Maldição! Como o amor conseguia ser um sentimento tão bom, mas que deixava as pessoas tão machucadas? Uma verdadeira ambiguidade. Mesmo tendo passado tão pouco junto dela isso não diminua em nada a sua dor, pois tudo que passara ao lado dela fora tão real e intenso que tinha medo de não viver outro amor desses novamente.

Como qualquer pessoa ele também sonhava em viver um amor verdadeiro, um amor que o consumisse e o levasse a loucura. Mas, o que aconteceria se não encontrasse esse grande amor com o qual tanto sonhava? Ou se ela fosse o seu grande amor que não deu certo? E se ele estivesse destinado a viver sozinho? A possibilidade daquela última pergunta o assustava.

Às vezes, se arrependia de ter dado uma abertura para que ela entrasse em sua vida, pois agora tudo estaria mais tranquilo e ele não estaria sofrendo. Porém, em determinados momentos gostava de se apegar as poucas memórias que tinham compartilhando juntos. Naquela época tudo parecia ser tão real e intenso que ainda não conseguia acreditar que estava acabado.

Não sabia que horas iria voltar para casa, tinha passado boa parte da tarde sentado em um banco que ficava em uma praça localizada a duas quadras de sua casa, e sua única companhia era o seu violão. Normalmente, não gostava de se sentir solitário, preferia ficar junto de seus amigos, mas reconhecia que em alguns momentos a solidão era necessária e ele estava precisando de seu momento sozinho. Precisava entender quem ele era e qual era o rumo que queria para sua vida, também precisava aprender a lidar com seus demônios internos.

A medida que ia escurecendo o frio parecia aumentar, mas o seu corpo já estava se acostumando de maneira que não era  mais um incomodo. Por viver na cidade grande não estava acostumado a ter uma visão de um céu estrelado igual ao que via quando viajava para o campo, de modo que quando avistou um pontinho pequeno brilhando lá no céu fez com que ele se animasse. Uma chama de esperança se ascendeu em seu coração, e já não estava se sentindo tão triste.

Enquanto possuísse a sua música não iria estar incompleto, afinal de contas tratava-se de uma de suas maiores paixões. Ela o completava, e enquanto tivesse um violão, sua voz, um pedaço de papel e caneta para compor suas músicas e cantar não iria precisar de mais nada em sua vida. Mais tarde até poderia encontrar alguma garota que o complementasse, e que também dividisse com ele uma de suas grandes paixões.

E enquanto essa garota não aparecesse em sua vida ele iria continuar vivendo normalmente, dia após dia, superando seus demônios e aprendendo a conviver com a ausência que sua ex-namorada fazia em sua vida. Finalmente tinha percebido — e aceitado — que não poderia esquecê-la por completo, apagá-la de sua vida como se nunca tivesse existido. Uma parte dele sempre iria se recordar dela e das boas lembranças que tinham do breve tempo em que permaneceram juntos, e essa parte iria diminuir até ser capaz de viver sem sofrer por ela. E algo em seu instinto dizia que ele iria amar novamente. Um amor épico, avassalador, intenso e capaz de virar sua vida de cabeça para baixo.

Um filme incrível e apaixonante: La La Land — Cantando as Estações (Sem Spoiler)

"Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso."
O filme conta a história de Sebastian (Ryan Gosling) e de Mia (Emma Stone), dois grandes românticos e sonhadores que não estão dispostos a lutar pelo o que acreditam e desejam.

Mia é uma jovem que largou a faculdade de direito — não é que o mundo está cheio de advogados? — e se mudou para Los Angeles para realizar o seu sonho de se tornar atriz. Desde pequena ela participada de apresentações de teatros na escola, e também recebeu uma grande influência de sua tia que era atriz. Contudo, a vida não está sendo nada fácil para a mulher que trabalha como barista na Warner.Bros, e que não está tendo muita sorte em sua carreira artística já que até o momento não conseguiu nenhum tipo de papel e não tem nenhum retorno dos teste que faz.

Já Sebastian, ele é um pianista extremamente talentoso e que sonha em poder abrir o seu próprio clube de jazz — ele acredita que o jazz puro está morrendo e quer evitar que isso aconteça. Contudo, ele se vê em uma situação financeira complicada já que não consegue encontrar um emprego fixo, para Seb é muito complicado tocar algo que ele não gosta e isso resulta em sua demissão de um restaurante.
“O Jazz está morrendo por causa de pessoas como você! Como você vai ser revolucionário sendo um tradicionalista?”
O primeiro encontro entre os dois não é o mais agradável ou amigável de todos, mas como a vida é uma verdadeira caixinha de surpresas eles se encontram novamente em outra ocasião. Uma grande coincidência, não? Até parece uma verdadeira obra do destino. Juntos eles vão aprendendo a gostar muito da companhia um do outro, e começam a se apoiar a ajudar para realizarem os seus sonhos: o de Mia de se tornar uma atriz, e o de Sebastian de ter o seu clube de jazz.    
Acho que nem precisa ressaltar a grande química existente entre os personagens, não é? Esse é o terceiro filme que a Emma Stone e o Ryan Gosling, e novamente eles fizeram um excelente trabalho. O casal Sebastian e Mia tinha muita química e conquistaram o público, mas não foi apenas por isso que os atores estão de parabéns. O Ryan estava apaixonante em seu papel de músico, e eu fiquei admirada com o esforço que ele fez para poder aprender tocar piano — o ator teve aulas intensivas e acho que isso deixou tudo mais real do que se fosse outra pessoa tocando. Ele realmente se empenhou para esse papel.

E a Emma Stone estava deslumbrante nesse filme. Acho que essa foi sua melhor atuação até o momento. Acredito que um fator que deu uma enorme vida para a personagem é o fato de a atriz ter uma história de vida parecida, pois assim como a Mia ela largou os estudos para seguir a carreira de atriz e precisou enfrentar algumas decepções enquanto lutava para realizar esse sonho — no caso, a Emma largou a escola aos 15 anos e se mudou para Los Angeles para seguir com sua carreira de atriz.

As músicas são viciantes, fica até difícil de falar qual é melhor que a outra. Você não se cansa de escutar! E o toque de jazz ficou incrível. Até mesmo quem não gosta de musical acaba sendo conquistado pelo filme, então se você ainda não assistiu "La La Land — Cantando as Estações" não perca mais tempo, vá correndo ao cinema mais próximo de você.

Minhas Músicas Favoritas:
1) Another Day of Sun
2) A Lovely Night
3) City of Stars (Duet ft. Ryan Gosling, Emma Stone)
4) Start A Fire
5) Epilogue

Ficha Técnica

  • Título: La La Land — Cantando as Estações
  • Direção: Damien Chazelle
  • Duração: 2h08min
  • Gênero: Comédia Musical, Romance
  • Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend, Rosemarie DeWitt, Finn Wittrock, Callie Hernandez, Sonoya Mizuno, Jessica Rothe, Tom Everett Scott, Josh Pence e J.K. Simmons.

Curiosidades:

  • Emma Watson foi cogitada para o papel de Mia, mas teve que abandonar a proposta por causa das produções de A Bela e a Fera (2017). Já Ryan Gosling recusou o papel da Fera para fazer La La Land.
  • Como o diretor queria filmar o musical sem muitos cortes, Ryan Gosling teve que tocar as cenas do piano em apenas uma tomada durante o primeiro dia de filmagem. John Legend chegou a comentar que sentiu ciúmes do quão rápido Gosling aprendeu a tocar.
  • A cena em que o diretor interrompe a apresentação de Mia foi inspirada em uma audição de Ryan Gosling na vida real.
  • Grande vencedor da 74ª edição do Globo de Ouro, realizado em 2017. O filme ganhou todos os sete prêmio a que concorreu.
  • Assim como a personagem Mia abandona a faculdade para seguir seu sonho, Emma Stone, na vida real, muda-se para Los Angeles aos 15 anos de idade para seguir com sua carreira de atriz.
  • Terceiro filme co-estrelado por Ryan Gosling e Emma Stone. Os outros dois foram: Amor a Toda Prova (2011) e Caça aos Gângsteres (2013).

Resenha: Mariana

Título: Mariana
Autor(a): Ana Rapha Nunes
Editora: Inverso
Número de páginas: 110
Classificação: 5/5

É com alegria que venho falar da minha parceria com a autora Ana Rapha Nunes, que me enviou um exemplar do seu livro em pdf e pediu para que eu resenhasse. Uma coisa que me despertou bastante atenção foi o desenho delicado e muito bonito da capa. e a sinopse também me deixou interessada para descobrir um pouco mais dessa fascinante história. Foi uma honra ler e poder resenhar esse livro, ainda mais que a narrativa se passa na minha terra: Minas Gerais.
"Mariana é uma menina que vive em uma pequena cidade de Minas Gerais. Passa os seus dias rodeada pela natureza, subindo em árvores, pegando fruta no pé, observando o pôr-do-sol, aproveitando as alegrias da infância. Vai crescendo e sonhando com o mar…
No entanto, nem tudo são flores no caminho da menina, que terá de largar sua terra natal e ir com os pais para a cidade de Mariana. Lá surgirão novos amigos, florescerão descobertas e o seu primeiro amor. Mas um mar de lama atravessará o seu destino.
A coragem e a determinação serão fundamentais para Mariana que se vê obrigada a crescer de uma hora para outra. Em poucos minutos, a sua vida e a de tanta gente irão virar de cabeça para baixo. O que fará Mariana diante desse novo universo?"
O livro nos conta a vida de Mariana, uma jovem de 12 anos de idade, que é conhecida por ser uma garota meiga e cheia de energia. Filha da Flávia e do Etevaldo, ela sempre morou na cidade de Timóteo, interior de Minas Gerais. Um de seus maiores sonhos é um dia ganhar um irmão mais novo, mas de tanto que seus pais vivem postergando isso Mari já perdeu as esperanças, e nem é um grande problema por seu primo Bartolomeu ser como um verdadeiro irmão para ela, um irmão que ela nunca teve.

Quando seu pai recebe a proposta de um novo emprego a alegria reina pela casa, afinal de contas ele iria passar a ganhar melhor e não precisaria passar tanto tempo fora de casa — consequências de seu trabalho como caminhoneiro. Porém, para esse novo emprego a família Cruz precisaria se mudar para a cidade de Mariana, deixando os familiares e amigos para trás.

Fátima fica insegura em deixar suas duas irmãs e sua mãe, mas sabe que é necessário fazer esse sacrifício para o bem de sua própria família. Quem não gosta mesmo dessa notícia é a filha do casal. Mariana não quer deixar a sua cidade, não quer abandonar seus amigos e nem trocar de escola. Estavam tão bem em Timóteo, perto de sua família e amigos, não tinham a necessidade de se mudar. Pelo menos era isso que Mari achava.
" — Se der errado, volta atrás. Igual casamento, tem separação — e beijou a irmã, querendo consolá-la. Seria duro ficar longe dela, mas seria para o seu bem. O amor verdadeiro não é egoísta."
Para a jovem garota foi difícil se acostumar com a mudança, mas até que a nova vida na cidade de Mariana estava sendo bem agradável. A casinha onde moravam era pequena, mas muito aconchegante e tinha certo charme. Era simples e linda.

Na escola, Mari conseguiu se enturmar e fez duas amigas: Brenda e Renata. As aulas eram interessantes, o que despertava a vontade da garota de aprender. Ela apenas não tinha muita paciência para Bebeto, um garoto lindo e muito popular de sua escola que vivia a importunando. E como qualquer jovem, Mariana vai aprendendo a lidar com a mudança. Sua vida passa a ser cheia de aventuras e diversão ao lado de seus amigos.
"— Ora, Mari, não seja boba, acho que Bebeto está apaixonado por você — falou Brenda, com uma pontinha de ciúmes.
Mariana olhou para a amiga e começou a gargalhar sem parar. Teve um ataque de riso, que logo foi cessado pelo inspetor que passava no pátio e chamou a atenção da menina. Ela se aquietou, baixou os olhos, mas logo respondera à amiga, indignada:
— Imagina! Se ele gostasse de mim, teria que falar coisas gentis e se mostrar apaixonado com gentileza e carinho. Não gosto dessa forma de amor. Não acredito nela — disse Mariana, já mudando de assunto."
Fazia tempo desde que eu não lia um livro infanto-juvenil e eu acabei me encantando pela história. A escrita da Ana Rapha Nunes é simples e envolvente, quando comecei a ler não consegui mais parar. Acabei o livro em menos de um dia e posso afirmar com toda certeza que eu amei. Foi uma narrativa muito bem construída.

O modo que a autora descreve o desastre ambiental que aconteceu em Mariana foi muito bom, a impressão que passou foi que ela estava lá durante toda a tragédia: desde o momento em que as pessoas correram em desespero para se salvar, e quando já estavam no abrigo. Ela conseguiu retratar a dor da perda que muitas pessoas sofreram. E, pessoalmente, achei muito importante ela ter falado sobre essa tragédia em um momento em que quase ninguém comenta sobre o ocorrido.

Se você ficou com vontade de adquirir um exemplar você pode conseguir no site da Editora, ou através do Facebook da Ana. Com personagens envolventes e uma narrativa tocante "Mariana" é um ótimo livro, recomendo ele tanto para as crianças quanto para os adultos. Não importa a idade do leitor, pois vai continuar sendo uma história muito bonita e que me emocionou.

#4Playlist da Bruna

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O mês de janeiro chegou e novamente tem playlist aqui no blog. Contudo, diferente das vezes anteriores em que eu selecionava músicas que andava escutando com frequência, dessa vez escolhi músicas que me passem a ideia de viajar já que estou de férias. Espero que vocês gostem das músicas escolhidas, e não se esqueçam de seguir a playlist do Escritora Whovian lá no Spotify!

1) CALIFORNICATION - RED HOT CHILI PEPPERS
2) INFINITA HIGHWAY - ENGENHEIROS DO HAWAII
3) PARADISE - COLDPLAY
4) 93 MILLION MILES - JASON MRAZ
5) COOL FOR THE SUMMER - DEMI LOVATO
6) VAMOS FUGIR - SKANK
7) WEST COAST - LANA DEL REY
8) BLOWIN' IN THE WIND - BOB DYLAN
9) HOLIDAY - MADONNA
10) HOTEL CALIFORNIA - EAGLES
11) DAY TRIPPER - THE BEATLES

Primeiras Impressões de That '70s Show

Um dia desses estava vendo um vídeo que fizeram para celebrar o casal Ashton Kutcher e Mila Kunis, para muitos que não sabem o primeiro beijo da atriz foi com Ashton já que na época os dois estrelavam o seriado "That '70s Show", ao lado de Laura Prepon, Topher Grace, Wilmer Valderrama e Danny Masterson. Esse vídeo me deixou bastante curiosa sobre a série, e como ela está disponível no Netflix eu resolvi dar uma chance e acabei gostando mais do que podia imaginar.
"Eric Forman (Topher Grace), Donna Pinciotti (Laura Prepon), Fez (Wilmer Valderrama), Michael Kelso (Ashton Kutcher), Jackie Burkhart (Mila Kunis) e Steven Hyde (Danny Masterson) formam um grupo de jovens que vivem em Wisconsin, nos anos 70."
A trama da série é bem simples, ela se passa nos anos 70 foca no dia a dia de um grupo de amigos: Eric Forman, Donna Pinciotti, Fez, Michael Kelso, Jackie Burkhart e Steven Hyde. Eles moram em Wisconsin, e diariamente se reúnem no porão de Eric para conversar, escutar uma música ou ver televisão — às vezes os garotos aproveitam para fumar alguns baseados —, e sempre em algum episódio eles se metem em algum tipo de confusão, mas nada que seja impossível de se resolver.

O que mais me despertou o interesse foi o background em que a série se passa: os anos 70. Vemos influências do David Bowie, ABBA, The Dark Side of The Moon (álbum do Pink Floyd), Black Sabbath, Led Zepellin, Star Trek, Star Wars. É uma questão cultural muito grande e rica, algo que eu simplesmente adoro. Também tem a questão do feminismo que está começando a se difundir e vemos isso de uma forma mais marcante na Donna, ela é uma personagem de personalidade forte que acredita na igualdade entre os homens e mulheres, e influência a sua mãe com esse pensamento feminista.

Os anos 70 foram marcados pelo feminismo, conflito de gerações, a evolução tecnológica, dificuldades econômicas, uso de drogas, rock 'n' roll e hippies. E tudo isso está presente na série! O background foi o que me conquistou, juntamente do humor.

Na minha opinião, o Fez é o melhor personagem da série, ele é um aluno de intercâmbio e um dos mais engraçados — sempre conseguindo arrancar algumas risadas com as trapalhadas que ele comete, com suas perguntas ingênuas ou a má sorte no amor. Ele é um garoto um pouco ingênuo se comparado com os outros do grupo, e que não leva muito jeito com as garotas. Normalmente ele sempre faz comentários sobre o costume de seu país — apesar de que na série não é revelado a sua origem —, e se empolga com alguns costumes dos Estados Unidos, como o Halloween. Para mim ele é um dos melhores personagens de "That '70s Show", nem tem discussão. Eu amo o Fez e irei protegê-lo a qualquer custo, ele é o aluno de intercâmbio (de origem desconhecida) que você mais ama a respeita.

Também dou muitas gargalhadas com a família do Eric, os pais dele são simplesmente hilários. Vivo me divertindo com a relação entre o Red e a Kitty. Inicialmente o Red pode parecer um cara durão, vive gritando com as pessoas e é muito rígido na criação do Eric, mas com o passar dos episódios vemos que ele é uma boa pessoa apesar de toda frieza que demonstra. E a Kitty, é um pouco maluquinha e é o exemplo perfeito para a frase: "em coração de mãe sempre tem espaço para mais um". São dois personagens que eu aprendi a amar com o tempo.
O restante do elenco também é incrível! Foi bem legal ver a Laura Prepon, a Mila Kunis, o Ashton Kutcher e o Wilmer Valderrama tão novinhos — principalmente a Mila, ela tinha aproximadamente 15 anos quando a série começou. Existe uma química entre os personagens, é como se eles fossem amigos de longa data.

Algumas Curiosidades:

  • Mila Kunis tinha apenas 14 anos quando fez o teste para entrar na série. Quando os produtores perguntaram sua idade, a moça foi categórica e respondeu: “Bem, vou fazer 18 no dia do meu aniversário”, mas não disse quando seria isso.
  • Todos os episódios da quinta temporada tiveram nomes de músicas da banda Led Zeppelin. No ano seguinte, todos os episódios tiveram o nome de músicas dos Rolling Stones e os episódios da oitava temporada foram todos batizados por nomes de músicas do Queen.
  • Fez revelou seu primeiro nome apenas uma vez, mas não foi possível ouvir por causa de um som que atrapalhou. Para quem não sabe FES é uma sigla para Foreign Exchange Student, que traduzindo para o português significa “estudante estrangeiro de intercâmbio”.
  • A série durou oito temporadas, mas a cronologia da história durou apenas quatro anos, de 1976 a 1980.
  • “O círculo” foi a maneira que os produtores encontraram para falar de maconha e passar pela censura. Na época, o assunto era proibido de ser abordado na televisão e a câmera 360 simulava o baseado sendo partilhado entre os amigos.

Essa é uma série que consegue arrancar boas risadas e que tem um background extremamente rico dos anos 70, então se você está procurando algo para maratonar essa pode ser uma ótima escolha! Caso você tenha interesse, That '70s Show está disponível na Netflix!
Hanging out, down the street the same old thing, we did last week not a thing to do, but talk to you not a thing to do, out in the street oh yeah

Resenha: Mr. Mercedes

Título: Mr. Mercedes
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 400
Classificação: 4/5

Sempre tive vontade de ler um livro do Stephen King, afinal de contas ele é um autor bastante conhecido por escrever ótimos livros de suspense e mistério. Então aproveitei a trilogia Bill Hodges para ler uma obra do King e agora tenho um novo autor favorito.
"Nas frigidas madrugadas, em uma angustiante cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas desempregadas estão na fila para uma vaga numa feira de empregos. Sem qualquer aviso um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes, dando ré e voltando a atropelá-los. Oito pessoas são mortas, quinze feridos.
Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como privilegiado e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia.
Brady Hartfield vive com sua mãe alcoólatra na casa onde ele nasceu. Ele adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes, e ele quer aquela corrida de novo. Apenas Bill Hodges, com um par de aliados altamente improváveis, pode prender o assassino antes que ele ataque novamente. E eles não têm tempo a perder, porque na próxima missão de Brady, se for bem sucedido, vai matar ou mutilar milhares.
Mr. Mercedes é uma guerra entre o bem e o mau, do mestre do suspense, cuja visão sobre a mente deste obcecado assassino insano é arrepiante e inesquecível."
A trama se inicia durante o amanhecer de uma cidade do Centro-Oeste. Em tese é um dia comum como todos os outros, tirando o fato de que alguns  desempregados estão acampando em uma fila enquanto esperam abrir a Feira de Empregos. Muitas dessas pessoas saíram no meio da noite, estão sendo obrigadas a enfrentar o frio e a umidade, mas apesar da situação difícil eles têm a esperança de conseguir alguma coisa. É nesse cenário que conhecemos Augie e Janice — uma mãe solteira e desempregada que levou sua filha junto de si. Muitos a consideram como irresponsável por expor um bebê a essas condições, porém não tinha a outra alternativa.

O que ninguém poderia esperar era que aquela situação fosse ideal para um crime. Sim. Debaixo da névoa a multidão percebeu que tinha algo de errado acontecendo, e não demorou muito para que um Mercedes-Benz surgisse desgovernado. Dessa tragédia oito pessoas morreram e várias outras ficaram feridas. Esse foi um crime que chocou algumas pessoas pela sua magnitude, e o fato de o assassino ter saído ileso e escapado da polícia não tranquiliza em nada a população que teme a possibilidade de outro ataque ocorrer novamente.
“Ainda revivo os ruídos daquele dia, o som dos ossos sendo esmagados e a forma como o carro sacudiu nos amortecedores quando passou por cima dos corpos. Se quiser poder e controle, é só pegar um Mercedes de 12 cilindros! Quando li no jornal que um bebê estava entre as vítimas, fiquei extasiado!! Arrancar uma vida tão jovem! Pense só em tudo que ela perdeu, hein?”
E ao logo da leitura a vida de cinco personagens principais acaba se entrelaçando na tentativa de tentar descobrir a identidade do assassino da Mercedes: Bill Hodges, Jerome Robinson, Janelle Patterson, Holly Gibney, Brady Hartsfield.

Bill é um detetive que se aposentou após décadas de serviço, e mesmo tendo solucionado vários casos ele se arrepende de ter entregado o caso da Mercedes para o seu parceiro, Pete. O Hodges ainda se sente atormentado por nunca ter solucionado o crime, e isso não contribui em nada para a sua vida de aposentado que anda bastante desanimada de modo que o suicídio não foi totalmente descartado — em alguns momentos ele se senta em frente à TV e pega a sua .38, mas nunca chegou ao ponto de puxar o gatilho.

Sua vida acaba tendo uma reviravolta quando ele recebe uma carta anônima do suposto assassino, que provoca Bill para que ele tente descobrir a sua verdadeira identidade. É nesse momento que a vida do detetive aposentado acaba dando uma reviravolta, e para tentar solucionar o caso ele passa a contar com a ajuda de algumas pessoas: Jerome, o seu vizinho que o ajuda cortando grama e o ensina a mexer com algumas tecnologias; Janelle, a a irmã da falecida Olivia Trelawney, a dona da arma do crime e de Holly, prima de Janelle e que sofre de alguns distúrbios psicológicos.
“Toda religião mente. Todo preceito moral é uma ilusão. Até as estrelas são miragem. A verdade é a escuridão, e a única coisa que importa é fazer uma declaração antes de se entrar nela. Rasgar a pele do mundo e deixar uma cicatriz. É disso que se trata a história, afinal: cicatrizes.”
Já Brady, é um rapaz que teve uma infância complicada tendo de lidar com a ausência do pai e o alcoolismo da mãe. Ele parece ser um cara normal que trabalha em dobro para conseguir entrar em uma faculdade, mas a verdade é muito mais sombria. Foi ele que cometeu o crime (quase) perfeito do assassino envolvendo a Mercedes, e parece que isso não foi o suficiente para que ele se contentasse. Ele quer mais, e também tem um enorme desejo de se tornar conhecido e de ter o seu nome entrando para a história.

A narrativa mostra um verdadeiro jogo de rato e gato. De um lado está o detetive Bill Hodges tentando descobrir quem é o assassino e o prendê-lo pelos crimes cometidos, além de desvendar algumas lacunas do crime que precisavam ser completadas. E do outro está Brady Hartsfields, que com sua mente maligna planeja cometer outro assassino e que tem plena certeza de que não será capturado.
“Vou matar você. Você não vai nem me ver chegando. Vou matar você”.
Inicialmente senti um pouco de sono durante a leitura, foi durante o momento em que eu estava me adaptando ao estilo de escrever do autor. Depois, acabou fluindo com uma enorme rapidez. Fiquei completamente presa na trama, no jogo de gato e rato e querendo saber o que iria acontecer. Não é um livro em que você sabe que vai acontecer em seguida, muito pelo contrário, o leitor acaba sendo pego de surpresa.

E me admirei com a capacidade de King ter criado um personagem tão perverso como Brady Hartsfields, era como se eu estivesse vendo um criminoso que passa nos programas do Investigação Discovery. Eu senti muita repulsa dele, não consigo entender como uma pessoa é capaz de cometer tantas atrocidades e não sentir nenhuma repulsa ou arrependimento de seus atos. Tudo bem que ele teve uma infância muito complicada e que sofreu diversos abusos, mas nada disso justifica o que ele fez. Brady simplesmente é um personagem extremamente perverso.

Essa foi a primeira experiência que tive lendo um livro do Stephen King. Admito que estava insegura e não sabia ao certo o que esperar, pois se tratava de um autor que eu ainda não conhecia e de um gênero que eu não estava acostumada. Saí completamente da minha zona de conforto lendo "Mr. Mercedes", e no final foi uma experiência que eu gostei bastante e mal posso esperar para ler os outros volumes da trilogia.

O problema de ser uma Robin Scherbatsky

Todo mundo tem uma pessoa que é a sua Robin. Alguém que você ama demais, mas não pode ficar junto. E que, qualquer pessoa que você conheça, qualquer coisa que você faça, nada vai ser como estar com a Robin.

Assim que Ted Mosby colocou os olhos em Robin Scherbatsky foi como se fosse um amor a primeira vista. Para começar ela era muito linda, sem contar que mostrou ser alguém bastante simpática e com um ótimo senso de humor. Ela aparenta ser a mulher ideal para ele: gosta de cachorros, odeia azeitonas — teoria baseada em Marshall e Lily. Ele odeia azeitonas e ela adora, e de alguma forma isso os torna em um casal incrível — e bebe whisky. Que mulher, ela é incrível.

Contudo, nem tudo na vida são flores e existe um pequeno problema: ela não quer um relacionamento sério a principio. Isso acaba com algumas das expectativas do Ted, que estava a procura de uma namorada, sua alma gêmea. Ele é obrigado a se contentar com a amizade dela, mas depois de um tempo acabam engatando em um namoro.

Eles são um ótimo casal, o único problema é que eles buscam por coisas bem diferentes na vida. Enquanto Ted sonha em se casar e ter muitos filhos, Robin tem planos de crescer no seu trabalho. Ela quer ser uma jornalista conhecida e viajar ao redor do mundo, um casamento e filhos não fazem parte de suas prioridades. Por mais que se amassem não teriam como ficar felizes em uma relação no futuro, se um dos dois tivesse que abrir a mão de seus sonhos iria acabar ficando infelizes em algum momento.
Você não pode me fazer parar de tentar te animar. 

Mais tarde ao longo da serie ela acaba se envolvendo com Barney Stinson. Inicialmente eles não admitem que estão juntos e tentam esconder isso dos amigos, mas é impossível negar o que eles sentem. A relação passa por momentos de altos e baixos, e chega em um momento em que eles decidem que é melhor continuarem apenas sendo amigos.

Apesar do término isso não significa o fim do amor entre eles. Durante algumas temporadas ambos tiveram algumas recaídas, e algo que os fãs consideram imperdoável foi o fato da Robin não ter cumprido o acordo com o Barney — depois de passarem uma noite juntos eles decidem que querem voltar e para isso precisam romper com seus respectivos relacionamentos. Barney termina com a Nora, mas Robin decide continuar junto do Kevin. Muitos a consideram como uma monstra por fazer isso, mas os que a julga já se colocaram no lugar dela? Ela tinha sofrido bastante quando rompeu com ele e o viu pegando muitas mulheres, como se não tivesse consideração pelos seus sentimentos e pela historia que tinham passado juntos. Justo quando conseguiu superar isso não demorou para que ela tivesse outra decepção amorosa com o seu colega de trabalho. Ela gostava do Kevin — no mínimo deveria gostar um pouco dele para continuar junto — e por isso escolheu ficar com ele, sem contar que era um relacionamento mais seguro e estável. Quantas pessoas teriam coragem de abrir mão de algo sólido em troca de uma relação que já tinha dado errado?  
Muitos fãs a acusam de ser uma pessoa egoísta e confusa — em relação ao Ted e o Barney. Mas eu a vejo com outro olhar: ela é uma mulher independente e sonha em ter uma carreira de sucesso, ela prefere ser a Tia Robin do que ter filhos. Ela é durona  — em parte isso se dá a sua infância, Robin foi criada como um garoto pelo pai que sonhava em ter um filho homem — e não expressa muito bem os seus sentimentos. E como qualquer pessoa ela acaba sendo um pouco confusa e indecisa, mas são esses traços que tornam a personagem tão humana. Todo mundo comete erros, tomam decisões e mais tardem podem se arrepender ou não.  

O maior problema de Robin Scherbatsky é ser uma mulher forte e independente. Em uma sociedade machista isso é um erro terrível.

Os momentos bons da sua vida não vão ser necessariamente ser sobre as coisas que faz, eles também vão ser sobre as coisas que acontecem com você.

Resenha: O Navio Das Noivas

Título: O Navio Das Noivas
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 384
Classificação: 3/5

Mais uma obra da Jojo Moyes entrou para a minha coleção — ainda faltam muitos livros para que eu tenha todos que ela já escreveu, mas aos pouquinhos a gente consegue fazer isso —, e como de costume dele não me decepcionou, na verdade, até arrancou algumas lágrimas de mim — nada fora do normal, afinal de contas estamos falando da Jojo, Nesse livro, ela conseguiu construir três personagens com personalidades diferentes e completamente marcantes. E o que mais me chamou atenção durante a leitura, é que a história foi inspirada na avó de Moyes. Betty McKee (22), decidiu deixar a Austrália para reencontrar o namorado Eric, um oficial da Marinha escocesa com quem tinha convivido por apenas duas semanas. Betty viajou por quase dois meses com mais de 600 mulheres que dividiam com ela o mesmo sonho: retomar a vida e encontrar os soldados por quem eram apaixonadas antes do fim do conflito.
"Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito.
Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Enquanto desbravam oceanos, os antigos amores e as promessas do passado parecem memórias distantes. Ao longo da viagem de seis semanas — apesar de permeada por medos, incertezas e esperanças — amizades são formadas, mistérios são revelados, destinos são selados e o felizes para sempre de outrora não é mais a garantia do futuro que foi planejado.
Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho."
2002 — Índia

Uma mulher idosa acompanha sua neta por uma breve passada na Índia, e mesmo sendo uma passagem tão breve também foi acarretada por alguns problemas, devido à petulância da jovem moça ao entrar em um estaleiro para desmonte de navios — definitivamente elas não deveriam estar naquele lugar. E a visão de um navio especifico causa uma grande comoção na idosa, o que desencadeia uma série de memórias.

1946 — Sydney

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Marinha Real finalizou o repatriamento das esposas de guerra, as mulheres que haviam se casado com oficiais britânicos que estavam em serviço no exterior. Outras australianas já haviam sido mandadas para a Inglaterra, com o objetivo de reencontrarem seus maridos e agora estavam na última leva de esposas, o que tornou acirrado a disputa de vagas no navio.

Para conseguir transportar um grande número de mulheres, os navios de transporte de tropa sofreram algumas alterações e foram transformados em cruzeiros de luxo para atender às necessidades femininas das moças. Porém, 655 australianas tiveram de fazer a viagem a bordo de um porta aviões: o HMS Victoria — e diferente de outros navios aquele não tinha muito luxo, afinal de contas estavam viajando junto de mais de mil e cem homens, além de dezenove aviões. Para comportar toda essa tripulação os antigos elevadores foram transformados em dormitórios, alguns beliches foram instalados e um salão de beleza construído. E para o entretenimento de todas as mulheres a bordo foram oferecidos cursos de pintura, corte e custura e alguns filmes eram transmitidos em um cinema improvisado, tudo isso para que elas não atrapalhassem o trabalho dos marinheiros, e para que tivessem algo para fazer durante a viagem de aproximadamente seis semanas.
"Você seria capaz de enfrentar seis semanas dentro de um navio, dividindo quarto com mais três garotas, vivendo longe de todos os fuzileiros à bordo e cheia de regras, para reencontrar o amor da sua vida? Mais de seiscentas noivas passaram por diversas situações até reencontrarem seus maridos."
De longe aquela era a situação ideal com que todas estavam sonhando, mas muitas estavam dispostas a fazer sacrifícios para conseguirem reencontrar seus maridos. E em uma cabine com quatro mulheres distintas, conhecemos as protagonistas da história: Margaret, Avice, Jean e Francesca.

Margaret — também conhecida como Maggie —, é uma jovem moça que está em um estado avançado de sua gravidez. Ela vivia em uma fazenda junto de seu pai e irmãos, teve muito receio de deixar todos sozinhos para se encontrar com Joe. E para tentar amenizar a dor da partida, Maggie leva sua cachorrinha de modo clandestino, mesmo sabendo que se tratava de uma grande infração que estava cometendo a vontade de ter o animal junto de si era maior.

Avice era uma moça nobre, sua família era da alta sociedade e quando soube que teria de viajar em um porta aviões achou aquilo um absurdo, já que estava esperando viajar em um navio de alto luxo.

Já Jean, aos 16 anos, era a mais jovem da cabine. Aquela viagem estava sendo a realização de seus sonhos, para começar estava indo se reencontrar com seu amado marido, sem contar que estava se livrando das garras da mãe — as duas não tinham um bom relacionamento. Ela se sente confortável mesmo estando na presença de muitos homens, até mesmo acaba sendo ousada ao flertar com alguns. Mesmo tendo pouca idade, ela é uma bela jovem e sabe como seduzir.

De todas as quatro mulheres, Francesca — também conhecida como Frances — é a mais reservada de todas. Ela carrega junto de si um grande segredo sobre o seu passado. Ela é uma enfermeira que está em busca de um novo emprego na Inglaterra, e também a chance de um novo começo de vida.
"Aquele simples pedaço de papel e as palavras impiedosas ali escritas haviam transportado as mulheres de volta, e de maneira cruel, à realidade da situação. Isso lembrou a todas que não cabia necessariamente a elas determinar o futuro, que outros fatores invisíveis ditavam, já naquele momento, os meses e anos que estavam por vir. Também não as deixava esquecer que muitos casamentos haviam sido precipitados e que, não importava o que elas sentiam ou os sacrifícios que fizeram, só lhes restava esperar, como patas-chocas, que os maridos se arrependessem quando quisessem."
As quatro precisam deixar suas diferenças de lado, e a parti das semanas que vão se passando elas vão se tornando cada vez mais próximas umas das outras, se ajudando nos problemas e reconfortando nos momentos de dificuldade.

A narrativa do livro é em terceira pessoa, isso permite que o leitor conheça o ponto de vista das protagonistas, além da visão do capitão, de alguns tripulantes do navio e os parentes das moças. A leitura é fácil, mas durante as primeiras páginas achei que a história estava demorando a fluir, mas isso ficou melhor depois que elas embarcaram. A impressão que eu tive, é que durante a viagem a leitura ficou mais dinâmica, a partir desse momento eu comecei a ler com uma grande rapidez e interesse de saber o que iria acontecer com aquelas esposas, pois em seis semanas tudo pode acontecer.

Durante a leitura admirei bastante a capacidade da Jojo de criar quatro personagens bem diferentes, e em nenhum momento fugir da personalidade delas. Todas tinham uma personalidade bem definida e um background muito bem trabalhado. No final do livro já tinha me apegado a algumas personagens, e com antipatia de outras.

Esse é um bom livro, como sempre a Jojo Moyes fez um bom trabalho. Mas, se comparado a outras obras dela que eu já li, "O Navio das Noivas" foi o que menos me agradou até o momento. Acredito que tenha sido pelo começo do livro, que achei muito enrolado e com pouca ação.

Estreias de 2017

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Sei que o ano de 2017 mal começou, mas uma coisa é certa: esse ano vai ter muito filme bom nos cinemas. Então já bom ir preparando a carteira, economizando, guardando o troco do lanche, pois os lançamentos desse ano prometem! E aqui está uma lista dos filmes que eu pretendo assistir:

1) PASSAGEIROS (5/01/2017)
"Durante uma viagem de rotina no espaço, dois passageiros são despertados 90 anos antes do tempo programado, por causa de um mal funcionamento de suas cabines. Sozinhos, Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence) começam a estreitar o seu relacionamento. Entretanto, a paz é ameaçada quando eles descobrem que a nave está correndo um sério risco e que eles são os únicos capazes de salvar os mais de cinco mil colegas em sono profundo."
 2) MOANA — UM MAR DE AVENTURAS (5/01/2017)
"Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo."
 3) LA LA LAND — CANTANDO ESTAÇÕES (19/01/2017)
"Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso."
 4) xXx: REATIVADO (19/01/2017)
"Xander Cage (Vin Diesel) desiste de sua aposentadoria quando Xiang, um guerreiro alfa mortal, coloca suas mãos em uma arma indestrutível chamada de "Caixa de Pandora". Xander recruta os melhores soldados do mundo para destruir o vilão e paralelamente tem que enfrentar uma resistência formada por governos corruptos de todo o mundo."

5) CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (9/02/2017)
"Adaptação do segundo livro da trilogia de E. L. James iniciada em Cinquenta Tons de Cinza (2015). Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. O desejo, porém, fala mais alto e ela logo volta aos jogos sexuais do conturbado empresário."

6) POWER RANGERS (23/03/2017)
"A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais."

7) REI ARTHUR: A LENDA DA ESPADA (23/03/2017)
"Arthur (Charlie Hunnam) é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Desafiado pela espada, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família."

8) A BELA E A FERA (30/03/2017)
"Versão do clássico A Bela e a Fera com atores. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. No castelo ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é na verdade um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana."

9) VELOZES E FURIOSOS 8 (13/04/2017)
"Depois que Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) se aposentaram, e o resto da equipe foi exonerado, Dom (Vin Diesel) e Letty (Michelle Rodriguez) estão em lua de mel e levam uma vida pacata e completamente normal. Mas a adrenalina do passado acaba voltando com tudo quando uma mulher misteriosa (Charlize Theron) faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade."

10) GUARDIÕES DAS GALÁXIAS VOL.2 (24/04/2017)
"Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Rocket Racoon (voz de Bradley Cooper), Groote (voz de Vin Diesel) e Drax (Dave Bautista) provaram que, apesar das desavenças, formam uma equipe e tanto. Agora, Peter descobre segredos sobre a identidade de seu pai e na busca por ele, inimigos acabam se tornando aliados."
11) PIRATAS DO CARIBE 5: OS MORTOS NÃO CONTAM HISTÓRIAS (25/05/2017)
"O capitão Salazar (Javier Bardem) é a nova pedra no sapato do capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Ele lidera um exército de piratas fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes na face da Terra. Para escapar, Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar."
12) MULHER-MARAVILHA (1/06/2017)
"reinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra."
13) HOMEM ARANHA: DE VOLTA AO LAR (13/07/2017)
"Depois de atuar ao lado dos Vingadores, chegou a hora do pequeno Peter Parker (Tom Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será tão fácil como ele imaginava."
14) LIGA DA JUSTIÇA (16/11.2017)
"Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque."
15) STAR WARS: EPISÓDIO VIII (14/12/2017)
"Oitavo filme da franquia, dirigido por Rian Johnson. A sinopse oficial ainda não foi divulgada."

Se você tiver interesse em ver outros filmes que vão lançar esse ano, basta entrar no site do CinePOP. Todos os filmes dessa lista e a data da estreia foram retirados desse site, então se tiver algum erro me desculpem. E não deixem de compartilhar comigo sobre os filmes que vocês querem assistir!

Filme Nacional: Minha Mãe é uma Peça 2

Em 2013, o filme "Minha Mãe É Uma Peça" levou cerca de 4,6 milhões de espectadores aos cinemas, foi o maior sucesso nacional daquele ano. E agora a Dona Hermínia e sua divertida família está de volta aos cinemas com a sua continuação
"Dona Hermínia (Paulo Gustavo) está de volta, desta vez rica, pois passou a apresentar um bem-sucedido programa de TV. Porém, a personagem superprotetora vai ter que lidar com o ninho vazio, afinal Juliano (Rodrigo Pandolfo) e Marcelina (Mariana Xavier) resolvem criar asas e sair de casa. Para balancear, Garib (Bruno Bebianno), o primogênito, chega com o neto. E ela também vai receber uma longa visitinha da irmã Lucia Helena (Patricya Travassos), a ovelha negra da família, que mora há anos em Nova York."
Depois de conseguir seu programa de televisão a vida da Dona Hermínia (Paulo Gustavo) mudou bastante. Agora ela é apresentadora de TV, rica e até virou avó. Contudo, os seus dramas continuam os mesmos. Algumas coisas nunca mudam. Ela está precisando lidar com sua filha Marcelina (Mariana Xavier) que não fez faculdade e que não consegue encontrar um emprego, e com o seu filho Juliano (Rodrigo Pandolfo) que está desempregado e que assume ser bissexual.

E como se não bastassem os problemas de seus filhos, ela também tem que receber sua irmã Lucia Helena (Patricya Travassos), que é considerada a ovelha negra da família. Há anos ela se mudou para New York, e agora está de volta para visitar suas irmãs no Brasil.
E os problemas com seus filhos pioram quando descobre que eles vão sair de casa, que ambos vão se mudar para São Paulo. Nesse momento, Dona Hermínia tem de aprender a seguir com sua vida sem a presença dos filhos em casa. Inicialmente ela se sente sozinha, como se tivesse sido abandonada pela Marcelina e o Juliano já que a casa não é a mesma sem a presença deles.
"— É que aqui não tem praia. Se tivesse praia essa merda aqui tava vazia.
— Eu não ligo pra praia.
— Marcelina, quando a pessoa tá fora do peso ela alega que não gosta de praia. Mas ela emagrece 10kg em meia-hora ela tá com o negócio encravado na praia."
Assim como o primeiro filme, a continuação mostra algumas crises ligadas a família e a dificuldade que alguns pais enfrentam a medida que os filhos crescem e saem de casa. A personagem Dona Hermínia enfrenta esse tipo de problema, depois de anos cuidando dos filhos foi difícil os deixar voarem com as próprias asas e trilharem o seu caminho.
Achei "Minha Mãe é uma Peça 2" muito mais divertido que o primeiro. Não teve um segundo que eu fiquei sem rir na sala do cinema, o Paulo Gustavo simplesmente arrasou. E além de cenas que divertiam o público, também teve alguns momentos emocionantes.

Se você está procurando um bom filme de comédia para assistir esse é uma ótima opção, então corra para ver "Minha Mãe é uma Peça 2" no cinema. E não tem problema se você não viu o primeiro, mesmo assim você consegue entender toda a história  até então eu só tinha assistido o segundo e consegui compreender tudo, e ainda ri bastante com todas as piadas.

Ficha Técnica

  • Título: Minha Mãe É Uma Peça 2
  • Duração: 1h 36min
  • Direção: César Rodrigues
  • Gênero: Comédia
  • Elenco: Paulo Gustavo, Rodrigo Pandolfo, Mariana Xavier, Patricya Travassos, Alexandra Richter, Herson Capri, Samantha Schmütz, Suely Franco, Malu Valle, Bruno Bebianno, Davi Goulart e Ilva Niño.

A nostalgia do fim de ano

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Chega o final de ano e junto dele vem esse sentimento nostálgico, ficamos pensando nas coisas que fizemos ao longo dele. Nesse momento eu percebo que não descobri a cura para alguma doença grave. Não recebi nenhum Nobel ou um Oscar. Não criei nenhum aplicativo muito útil que ajuda a vida das pessoas. E nem descobri um planeta novo.

Nesse ano posso não ter feito coisas extraordinárias na minha vida, mas pode apostar que cada dia foi extraordinário e único para mim. Eu entrei na faculdade e conheci pessoas incríveis que de algum modo vão mudar minha vida para sempre, querendo ou não a convivência com outras pessoas acaba te influenciando de alguma forma. Comecei um relacionamento, algo que não conseguia imaginar a alguns anos atrás. Me afastei de alguns amigos importantes, eram amizades que eu acreditava que iria durar para sempre. Me aproximei de velhos amigos. Fiz novas amizades que eu pretendo levar para sempre junto de mim. Me tornei alguém mais engajada politicamente e feminista. E me tornei mais confiante, superei alguns obstáculos e agora vejo com clareza que eu sou capaz de qualquer coisa, é como se o céu fosse o limite. Até mesmo consegui um estágio que tanto queria!

Sei que muitas tragédias aconteceram nesse ano de 2016, e que muitas pessoas estão contando as horas para esse ano acabar, mas apesar de todas as coisas negativas que aconteceram também consigo enxergar alguns pontos positivos. Arrisco a dizer que está sendo um dos melhores anos da minha vida — sei que isso soa como um verdadeiro clichê, mas em alguns momentos nada é melhor do que um bom clichê.

E para esse ano incrível só tenho que agradecer as pessoas a minha volta. Esses meus amigos tornaram o meu ano mágico, pois me apoiaram quando eu precisava e quando tinha motivos para celebrar eles também estavam ao meu lado. Nós rimos, choramos e divertimos juntos.

Poderia passar horas citando os nomes de todos eles, mas acho que cada um tem consciência de que é importante na minha vida, e que mesmo afastados eles ainda tem o seu devido espaço no meu coração — meu coração é feito coração de mãe, sempre tem espaço para mais um. E percebo que por ter ao meu lado pessoas tão incríveis é muito melhor do que ganhar algum tipo de reconhecimento ou um prêmio renomado, essas duas coisas poderiam me render algum tipo de dinheiro ou fama, mas nada disso se compara do que estar rodeada de pessoas que transformam a minha vida dia após dia.

Uma Crônica Natalina

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O Natal é uma data que sempre rende histórias memoráveis, basta pegar um foto de uma ceia que logo vão surgir casos para contar e algumas lembranças para reviver.

Durante a minha infância, essa época do ano foi marcada por duas coisas: muito choro e correria. Eu sempre amei o Natal, porém odiava o Papai Noel com todas as minhas forças. Bastava ele chegar na casa da minha avó que eu saia correndo, me escondia e algum cômodo da casa e pra fazer com que eu tirasse foto junto dele era muito complicado. Muitas crianças sorriem e demonstram alegria quando estão junto do Papai Noel — exceto quando o queridíssimo Fora Michel Temer está por perto —, mas em todas as minhas fotos é possível notar uma cara de choro e uma expressão de desagrado. Isso persistiu até os meus sete anos de idade.

(Spoiler: nessa época descobri que o Papai Noel não existia).

Outra lembrança que eu tenho é de quando eu ganhei um guardanapo de presente. Sim, você leu certo. Aos 16 anos de idade eu ganhei um guardanapo. A minha família inteira estava reunida trocando os presentes e o clima de alegria parecia reinar pelo apartamento, os sorrisos que iam de ponta a ponta ao perceberem que tinham ganhado o presente que tanto estavam esperando.

Foi durante essa troca que eu peguei um pequeno embrulho vermelho decorado com alguns bonecos de neve, apertei para tentar descobrir o que era e a única conclusão que eu cheguei era que parecia ser um objeto muito macio, nem tinha ideia do que estava me aguardando.

Quando abri me deparei com um monte de guardanapos. Nem consegui disfarçar a minha cara de decepção, não consegui sorrir para fingir que estava contente com aquilo. Foi broxante. Fui conferir o embrulho para ver se não tinha pegado sem querer o presente de outra pessoa, mas no embrulho estava escrito: "BRUNA". Infelizmente aquele era o meu presente, não tinha sido nenhum tipo de engano. Aquele momento foi pior do que quando minha avó voltou pra China e deu iPod pra todo mundo da família, e para mim um monte de meia.

Mais tarde descobri que os guardanapos custavam 13,90 reais, se uma pessoa tem esse dinheiro pra gastar poderia muito bem ter me comprado uma barra de chocolate das lojas Americanas — lá vive rolando a promoção de 3 barras por 10 reais —, ou umas quatro trufas de 2 reais da Cacau Show. Eu amo chocolate e não ligo para o preço do presente, mas se tratando de um guardanapo fica difícil de defender.

Crítica de Rogue One — Uma História Star Wars (Sem Spoilers)

Recentemente vi o filme "Rogue One" e não poderia deixar vocês sem uma crítica sem esse filme, não poderia deixar o ano acabar para escrever sobre. Era um filme que eu estava esperando ansiosamente e não sai decepcionada da sala de cinema!
"Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO."
Um ano após o lançamento de Despertar da Força, chegou aos cinemas "Rogue One — Uma História Star Wars". Assim conhecemos a jovem Jyn Erso (Felicity Jones), que ainda criança foi afastada de seu pai o cientista Galen Erso (Mads Mikkelsen), o responsável por construir a Estrela da Morte — uma estação espacial bélica criada pelo Império Galáctico que é capaz de causar a destruição total de planetas.

Já adulta, Jyn acaba sendo resgatada pelo piloto Cassian Andor (Diego de Luna), para ajudar a Aliança Imperial a encontrar Saw Gerrera (Forest Whitaker), que está com um piloto que se rebelou contra o exército de Darth Vader e que contem uma mensagem muito importante do Erso.
Inicialmente o único objetivo de Jyn é reencontrar com o seu pai, ela não liga para a rebelião ou para a guerra que existe. Mas, depois de enfrentar alguns obstáculos pelo caminho ela se junta à Aliança Rebelde para ajudar a combater a dominação imperial. E ela não está sozinha nessa missão, Jyn acaba contando com a ajuda do Capitão Andor, o robô K-2SOChirrut Imwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Jiang Wen). Juntos todos eles acabam  embarcando em uma missão, que apesar de parecer algo suicida, é a única esperança que eles possuem.

O filme é repleto de cenas de ação entre os rebeldes e o Império, com cenas bem dinâmicas fica impossível de o espectador acabar ficando entediado. Esse foi o primeiro spin-off em live action de Star Wars e é capaz de deixar o público completamente encantado e arrepiado — as cenas de ação e os efeitos especiais são incríveis. É um filme que consegue gerar um pouco daquela sensação de nostalgia ao assistirmos.
O público irá se divertir com alguns personagens, principalmente com os hilariantes diálogos entre o K-2SO e Andor. E já aviso que você vai se apegar a algum deles, é impossível não gostar. E os personagens são bem construídos e complexos. Temos uma protagonista amargurada pelo seu passado e que teve de lutar para viver como nômade, um homem que desde pequeno vem lutando na rebelião e isso deixou marcas nele, um piloto que está tentando se redimir dos erros cometidos no passado e um cego que tem uma fé inquestionável na Força.

Trata-se de um excelente filme, capaz de conquistar os fãs e as pessoas que agora estão começando a adentrar nesse universo de Star Wars. É um filme muito bem trabalhado e pensado, tanto é que o seu final é o início do filme "Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança", lançado em 1977. É um filme que resgata o antigo público e que ao mesmo tempo atraí uma nova geração.
Fica Técnica

  • Título: Rogue One — Uma História Star Wars.
  • Gênero: Aventura, Ficção científica, Ação.
  • Direção: Gareth Edwards.
  • Duração: 2h 14min.
  • Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker, Donnie Yen, Jiang Wen e Alan Tudyk. 

Curiosidades: 
  • Trata-se do primeiro spin-off em live action de Star Wars a ir para os cinemas dos Estados Unidos.
  • O nome de Jyn Erso, personagem da Felicity Jones, é uma referência a Jan Ors, um personagem no jogo de vídeo game Star Wars: Dark Forces (1995). Na primeira missão do jogo, Ors e Kyle Katarn recuperam os planos para a Estrela da Morte.
  • Primeiro filme de Star Wars a não apresentar Obi-Wan Kenobi de forma alguma. Em Star Wars: O Despertar da Força (2015), sua voz é ouvida brevemente.
  • Primeiro filme a ser feito sem o C-3PO, interpretado por Anthony Daniels. Anthony foi o único ator que fez a voz do simpático robô, inclusive em vídeo games e outras criações Star Wars.
  • Os primeiros 28 minutos do filme foram exibidos no Skywalker Ranch para alguns convidados especiais, em 3 de dezembro de 2016.

Resenha: Uma Breve História do Tempo

Título: Uma Breve História do Tempo
Autor(a): Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 335
Classificação: 3/5

Sou uma pessoa de humanas, e física sempre foi uma pedra no meu sapato durante o Ensino Médio, me esforçava para conseguir ficar na média, estudava apenas por uma questão de obrigação e às vezes perdia a paciência. Nunca poderia imaginar que um dia acabaria lendo algum livro do Stephen Hawking, mas depois de ganhar um sorteio do Nostalgia Cinza — blog da minha amiga Laura —, eu precisei rever alguns dos meus conceitos. E, no final de tudo, até que física pode ser muito mais interessante do que eu poderia imaginar.
"Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?
Com ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado, Hawking desvenda desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. Para o iniciado, Uma breve história do tempo é uma bela representação de conceitos complexos; para o leigo, é um vislumbre dos segredos mais profundos da criação."
Acredito que a maioria das pessoas possui alguma dúvida a respeito do mundo em que vivemos: "qual é a origem do universo?", "será que ele é infinito?", "desde quando o tempo existiu?"... essas e outras mais perguntas são respondidas e explicadas por Hawking no livro "Uma Breve História do Tempo", que foi publicado originalmente em 1988 e que ganhou uma nova versão em 1996, que além de incluir novos resultados teóricos e observacionais, também conta com um novo capítulo que fala sobre buracos de minhoca e viagens no tempo.

O livro é composto por 12 capítulos, e através deles conhecemos vários conceitos da física e da cosmologia. Os trabalhos de Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Hubble, Einstein e até do próprio Stephen são utilizados para explicar as observações sobre o universo, nesse momento até me recordei das aulas de física do Ensino Médio. Algo que antes que não me despertava o interesse e que eu achava complicado, passou a me parecer cada vez mais fascinante. Algumas coisas que eu não entendia direito passaram a fazer um grande sentido.
“A maioria das pessoas acharia um tanto ridícula a imagem do nosso universo como uma torre infinita de tartarugas, mas por que acreditamos saber mais do que isso? O que sabemos sobre o universo, e como sabemos? De onde ele veio e para onde está indo? O universo teve um começo? Se teve, o que aconteceu antes? Qual é a natureza do tempo? Um dia ele vai chegar ao fim? Podemos voltar no tempo?"

Não é um livro fácil de ler, têm muitos termos científicos — as notas do rodapé foram a minha verdadeira salvação —, e como tenho certa dificuldade em física precisei voltar em algumas partes para compreender toda a informação. A sensação que eu tive ao ler era de que finalmente estava conseguindo aprender e entender algo que eu achava ser extremamente difícil, nunca achei que poderia ter esse tipo de prazer e satisfação lendo algo que envolvesse física.

Paras as pessoas que se interessam por física, sinto que é uma obrigatoriedade conhecer esse livro. Já as pessoas que são de humanas como eu, também fica o convite para essa leitura que expandiu a minha mente e que me fez perceber que física pode ser bem legal. Já conhecia um pouco da vida dele graças ao livro "A Teoria de Tudo", e ter a chance de ler uma de suas obras foi um grande complemento, tanto é que até estou com um próximo livro em mente: "O Universo Numa Casca de Noz".

The Name Game Book TAG

tag
Vocês sabem que eu não faço TAGs com frequência aqui no blog, só quando vejo algo bem interessante. E dando uma olhada no Leio na Rede, blog da minha amiga Gaby Monteiro, vi uma TAG que me chamou bastante atenção: The Name Game Book Tag, que consiste em escolher um livro que comece com a mesma letra do seu nome.

Belgravia — Julian Fellowes
"Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos
Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square."
Conheci esse livro quando recebi um convite da Editora Intrínseca para uma proposta de parceria pontual, eles iriam me enviar o livro para que eu resenhasse. Foi uma experiência muito bacana, senti que com essa oportunidade eu cresci um pouco como blogueira. Também foi ótimo poder conhecer uma obra do Julian Fellowes, já tinha ouvido falar muito dele por conta da famosa série Downton Abbey (que foi baseada em seus livros). De uma forma geral, Belgravia acabou superando as minhas expectativas.

Retrato do Meu Coração — Patricia Cabot

"No passado, a desengonçada Maggie Herbert vivia às turras com os meninos, entre os quais o futuro duque de Rawlings, mas tudo se resumia a provocações e brigas. Agora adultos, eles se reencontram. Porém tudo parece conspirar contra a paixão recém-descoberta. Será que os jovens conseguirão vencer preconceitos - dos outros e os próprios - em nome do amor?"

Desde nova que acabei me tornando uma grande fã dos livros da Meg/Patricia Cabot, então sempre que vejo um à venda nem penso duas vezes antes de comprar. E como eu já vinha acompanhando a série Rawlings, não consegui resistir e comprei o segundo e último volume da série. O livro é um romance de época — simplesmente amo —, em que acompanhamos o florescer da história de amor entre Maggie Herbert e Jeremy.

O enredo da história é envolvente e o fato da narrativa ser intercalada por Maggie e Jeremy é bastante interessante, pois dessa maneira permite que o leitor veja dois pontos de vista diferentes sobre a mesma situação, é uma técnica que eu gosto muito. A leitura é bem fácil e acaba fluindo bem rápido, e esse é um livro que eu recomendo para os fãs de romance, ainda mais os de época.

Untamed — P.C. Cast e Kristin Cast

"No quarto volume da série House of Night, Zoey descobre como a vida se complica quando seus amigos estão furiosos com você. Basta perguntar a ela, pois se tornou uma especialista no assunto. Mas mesmo rejeitada, ela não os culpa, sabe que é apenas uma consequência de seus próprios atos.
Neste quarto livro da série House of Night, Aphrodite tem novas visões sangrentas, que incluem uma grande guerra entre vampiros e humanos, liderada por Neferet, e a morte de Zoey. As mudanças ocorrem tão rápido que parece que toda a lógica desapareceu do mundo. Lealdades são testadas, mentiras serão reveladas, e um antigo mal será despertado. Zoey sente que deveria mudar o curso das coisas, mas ninguém parece ouvi-la.
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Esse livro marcou minha vida quando eu tinha 13 anos. Não se tratava de nenhum fenômeno mundial, mas durante um bom tempo eu fui uma grande fã da série The House of Night. E na minha opinião, a série começou a decair nesse livro. Já não bastava todas as cagadas que a Zoey tinha cometido no livro anterior — nem nego que peguei antipatia da personagem no final do terceiro volume —, nesse começa a rolar umas paradas bem viajadas. Foi a partir dese momento em que eu comecei a perder o meu interesse pela série. Acredito que as autoras não precisavam ter prolongado tanto a história, acabou ficando algo bem cansativo que afastou alguns leitores. Elas poderiam ter feito algo melhor com poucos livros, e sem tantas reviravoltas.

Não Se Apega, Não — Isabela Freitas

"Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.
Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.
Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico."
O livro é uma mistura de realidade com um pouco de ficção, mas o que eu mais gostei durante toda a leitura é que a história da Isabela poderia ser minha, de você, da sua melhor amiga. É uma história que poderia ser de qualquer pessoa, pois você lê um trecho e pensa "Nossa, já aconteceu uma situação semelhante comigo" ou "Essa parte me lembrou totalmente da minha amiga". É uma história que mostra dilemas, situações e alguns problemas semelhantes a algumas coisas que nós passamos. Se trata de uma narrativa engraçada e bastante humanizada.

Alucinadamente Feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis — Jenny Lawson

"Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.
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A narrativa do livro segue com histórias surpreendentes, que vão desde suas consultas a psiquiatras até as viagens que realiza, mas isso passando por seus distúrbios, o relacionamento com sua família e o seu gosto pela taxidermia. São histórias que fazem o autor chorar de tanto rir de tão engraçadas que são, outras tem um tom mais reflexivo e algumas aproximam o leitor sobre as dificuldades de lidar com a depressão e outros transtornos.

O que eu mais gostei do livro foi a forma divertida que Jenny usou para abordar para tratar de suas doenças. Livros que abordam esses assuntos não são nenhuma novidade. Mas, com a sua dose exagerada de humor, Jenny conseguiu fazer algo totalmente diferente do que já existia. É um livro incrível, uma leitura incrível, e acho que todas as pessoas deveriam tirar um tempinho de suas vidas para lê-lo.

Espero que vocês tenham gostado da TAG, e dessa vez não vou indicar ninguém para responder. Quem se interessar pode responder e divirta-se fazendo isso!