Resenha: Encontrada

TĂ­tulo: Encontrada
Autor(a): Carina Rissi
Editora: Verus
NĂșmero de pĂĄginas: 476
Classificação: 5/5

Existem autores que te conquistam, foi isso que a Carina Rissi fez comigo. Os livros dela me conquistaram, agora posso afirmar, com toda convicção, que sou uma grande fĂŁ do seu trabalho. Quando fiquei sabendo sobre o livro "Encontrada", fiquei contando os dias para o seu lançamento, e a minha ansiedade aumentou quando soube que no dia 18/08 teria o lançamento do livro na Leitura do PĂĄtio Savassi, juntamente com uma seção de autĂłgrafos com a Carina. Fiz uma contagem regressiva, e no dia do lançamento acabei indo da escola direto para o shopping. Cheguei lĂĄ por volta das 16:40, comprei o meu livro e tive que resistir para nĂŁo ler o final do livro (eu sou uma pessoa que ama spoilers, e sempre acabo lendo o Ășltimo capĂ­tulo de todo o livro que eu compro), pois tinha certeza que acabaria falando algo que nĂŁo devia. Como cheguei duas horas antes do evento precisei esperar um bocado, mas o tempo acabou passando de uma formar muito rĂĄpida Ă  medida que ia fazendo amizade com as garotas da fila, e diferente do autĂłgrafo com a Cassandra Clare, ninguĂ©m tentou se matar. Tudo acontecer de forma organizada, divertida e ao som de OneRepublic.
 "Sofia estĂĄ de volta ao sĂ©culo dezenove e mais que animada para começar a viver o seu final feliz ao lado de Ian Clarke. No entanto, em meio Ă  loucura dos preparativos para o casamento, ela percebe que se tornar a sra.Clarke nĂŁo vai ser tĂŁo simples quanto imaginava. As confusĂ”es encontram a garota antes mesmo de ela chegar ao altar — e uma tia intrometida que quer atrapalhar o relacionamento Ă© apenas uma delas. AlĂ©m disso, coisas  estranhas estĂŁo acontecendo na vila. Ian parece estar enfrentando alguns problemas que prefere nĂŁo dividir com a noiva. Decidida, Sofia farĂĄ o que estiver ao seu alcance para ajudar o homem que ama. Ela nĂŁo tĂĄ disposta a permitir que nada nem ninguĂ©m atrapalhe seu futuro. PorĂ©m suas açÔes podem pĂŽr tudo a perder, e Sofia descobre que a Ășnica pessoa capaz de destruir seu felizes para sempre Ă© ela prĂłpria."
Sofia Alonzo Ă© uma jovem do sĂ©culo XXI, mas, para viver o seu felizes para sempre junto de Ian Clarke ela acaba escolhendo viver  no sĂ©culo XIX junto de seu amado, em nome do amor dos dois. Contudo, Sofia apresenta muitas dificuldades para se adaptar Ă  sua nova vida. AlĂ©m dos costumes diferentes, como por exemplo, usar calças, trabalhar... Ela tambĂ©m Ă© considerada como louca por algumas pessoas da regiĂŁo, e que acreditam que ela nĂŁo Ă© a melhor escolha que Ian poderia ter feito. De qualquer modo, ela estĂĄ se esforçando para se acostumar com os vestidos, e na medida do possĂ­vel vem tentando se manter longe de confusĂ”es para nĂŁo envergonhar o seu noivo. O Ășnico problema Ă©: que com ela confusĂŁo vem atrĂĄs de mais confusĂŁo.
"Atravessamos a igreja sem pressa, recebendo os cumprimentos dos amigos. Mas acabei captando  uma conversa entre duas senhoras que certamente nĂŁo devia. Uma delas era a Cara de Cavalo.
— Entrar sozinha na igreja! A dama de honra na frente!
— Realizado em portuguĂȘs! NĂŁo deve ter validade, OfĂ©lia.
— Que espĂ©cie de sapatos eram aqueles?
— E o vestido! Sem brilho, apagado. Parecia uma simples criadinha...
— Oh, agora sĂł nos resta esperar para saber se haverĂĄ um escĂąndalo ou um funeral muito em breve."
Como se o fato dela nĂŁo ser popular na sociedade, os recĂ©m-casados acabam recebendo a visita de Tia Cassandra acompanhada de seu filho Thomas Clarke II, e esta vai fazer de tudo para acabar com a uniĂŁo do casal jĂĄ que nĂŁo pode fazer nada para impedir o casamento acreditando que Sofia nĂŁo Ă© uma jovem adequada para seu sobrinho Ian, alĂ©m de acreditar que ela poderia acabar manchando a imagem de Elisa (irmĂŁ mais nova do Ian), a impedido de conseguir realizar um bom casamento.
"— A senhora nĂŁo tem a metade da decĂȘncia, da honra e da bondade dessa mulher — ele apontou furioso para mim, mas com os olhos cravados na tia. — Deixe a minha esposa em paz. Volte para o buraco do qual saiu e nos esqueça, ou, eu juro, farei com que se arrependa de um dia ter posto os olhos nelas."
E para piorar a situação marido e mulher começam a esconder segredos importantes uns dos outros. Ian estå misterioso, e estå procurando esconder à qualquer o motivo de ter adiado a viagem de lua de mel, chegando a ficar bravo ao saber que sua esposa andou mexendo em alguns livros de contabilidade da casa. Jå Sofia, começou a ganhar dinheiro produzindo um condicionador, e teme que seu marido acaba descobrindo, na época era comum o homem sustentar a mulher e o fato dela estar começando o seu próprio negócio poderia ser compreendido como se Ian não estivesse dando o suficiente para ela.

Essa diferença de 200 anos entre os dois faz Sofia perceber que Tia Cassandra nĂŁo Ă© capaz de destruir o seu felizes para sempre, nem qualquer outra pessoa da regiĂŁo. A Ășnica pessoa que pode acabar com sua linda histĂłria de amor Ă© ela mesma, e para tentar salvar seu casamento a sra.Clarke decide virar uma autĂȘntica dama do sĂ©culo XIX.
"— Como Ă© que a gente pĂŽde se desencontrar tanto? SerĂĄ que esses duzentos anos sempre vĂŁo separar a gente?"
Existem livros tĂŁo envolventes que vocĂȘ acaba lendo em questĂ”es de horas, Ă© capaz de deixar tudo de lado apenas para ler e "Encontrada", Ă© um livro tĂŁo envolvente que o leitor Ă© capaz de passar horas e horas lendo, sem se preocupar com o mundo lĂĄ fora. Foi desse jeito comigo, e acredito que teria acabado o livro mais rĂĄpido ainda se nĂŁo estivesse em semana de provas. A histĂłria criada por Carina Rissi Ă© apaixonante, vocĂȘ se diverte com os personagens, se apaixona por eles e atĂ© sente raiva de alguns. E o final foi algo surpreendente ente brilhante, o que foi muito astuto por parte da autora. Com toda certeza, essa vai ser um livro que vai ficar para sempre na minha memĂłria e que os personagens sempre vĂŁo continuar vivos em meu coração.

Novamente agradeço Ă  minha amiga Beatriz Maciel por ter me apresentado aos livros da Carina Rissi, se nĂŁo fosse por ela eu nĂŁo iria conhecer essa pessoa extremamente brilhante e com um grande talento para escrever. Mais emocionante ainda foi conhecer a conhecer ela pessoalmente. Posso descrever esse encontro como emocionante e memorĂĄvel, conhecer um Ă­dolo sempre Ă© algo emocionante, e se torna ainda mais quando vocĂȘ descobre que tem alguns gostos em comum com aquela pessoa!

Recomendo o livro "Encontrada" para todos os pĂșblicos, a leitura Ă© fĂĄcil, extremamente envolvente e apaixonante. É uma boa opção caso vocĂȘ esteja com vontade de ler um romance, ou um livro para passar o tempo.

Caso vocĂȘ se interesse pela histĂłria apenas fique atento pois, "Encontrada" Ă© o segundo e Ășltimo livro da sĂ©rie. O primeiro Ă© "Perdida", ele conta a vida de Sofia no sĂ©culo XXI, como ela foi parar no sĂ©culo XIX, ela se apaixonando por Ian... Ambos sĂŁo livros excelentes.

Bienal do Livro 2014: paraĂ­so ou inferno?

Época de provas Ă© algo exaustante, vocĂȘ se mata de estudar e Ă s vezes Ă© obrigado a deixar algo de lado. Esse Ă© o motivo para o meu blog estar um pouco abandonado durante o mĂȘs de agosto, contudo, nĂŁo estou aqui para falar sobre a inatividade do meu blog. Tenho um assunto mais interessante em mĂŁos, hoje estou aqui para falar sobre a Bienal do Livro 2014, tambĂ©m conhecida como Jogos Vorazes 2014 (se vocĂȘ esteve lĂĄ no dia 23, vai entender exatamente o que eu quero dizer).

Para quem não sabe, eu sou de Belo Horizonte e o caminho que eu percorri junto do meu pai para chegar à Bienal foi exaustante, além de muito longo (mais precisamente 528,1 Km, aproximadamente 8h e 3min), portanto, acho que não é necessårio entrar nos detalhes da viagem de carro.

No dia 23 eu cheguei ao local do evento (Anhembi Parque) por volta das 8 horas da manhĂŁ e me assuntei com o tamanho da fila que jĂĄ tinha se formado, do lado de fora do local consegui ver milhares de pessoas. E perto da entrada estava uma verdadeira loucura, enquanto alguns encontravam-se na fila de forma organizada para pegar a senha do autĂłgrafo do Harlan Cobe, o restante das pessoas estavam amontoadas na entrada com o objetivo de conseguirem pegar as senhas que mais tarde dariam a oportunidade dos fĂŁs pegarem autĂłgrafos com a Cassandra Clare, e a Kiera Cass. Com ajuda do meu pai eu me aventurei nesse bolo de pessoas, conheci pessoas legais durante a espera, contudo, nĂŁo foi nada muito duradouro. O clima de amizade que se estabeleceu entre as pessoas estaria prestes a acabar no momento de abrir as portas do evento, um exemplo disso, foi um sinal de "Jogos Vorazes" que algumas pessoas fizeram alguns minutos antes.

Nos livros, esse sinal significa uma espĂ©cie de saudação que significa aprovação, apoio. companheirismo... Mas na Bienal foi utilizado com um significado totalmente diferente. No contexto, ele acabou significando que a partir do momento em que as portas abrissem era cada um por si. Pelo menos foi isso o que eu compreendi como um todo, afinal logo que as portas foram abertas o "empurra empurra" começou.  De uma hora para outra parecia que eu estava cercada por gnus tentando atravessar o rio Masai Mara, QuĂȘnia. Lembro que na confusĂŁo do momento quase que eu perdi a minha mochila, e infelizmente tive que presenciar e escutar a agonia de uma mulher que estava sendo prensada na porta, na hora, me senti mal por nĂŁo conseguir oferecer algum tipo de ajuda, mas agora vejo que nĂŁo poderia ter feito nada, sendo que eu estava enfrentando as minhas prĂłprias dificuldades.

Assim que eu consegui entrar no local comecei a correr em direção onde estavam distribuindo as senhas para o autografo com a Cassandra, foi uma verdadeira luta contra o tempo e com as outras pessoas que tinham o mesmo objetivo que o meu. Em alguns momentos pensei que não daria conta, a minha mochila
estava caindo, assim como o meu casaco e o meu tĂȘnis estava começando a desamarrar. Admito que tive bastante sorte de conseguir um bom lugar na fila, e por um milagre consegui a minha tĂŁo esperada senha. Senti um grande alivio quando colocaram a fita azul no meu braço, jĂĄ tinha alcançado metade do meu objetivo e poderia relaxar atĂ© 15:30 (o horĂĄrio em que começaria a sessĂŁo de autĂłgrafos).

Mas que engano meu. Levaria muito tempo e espaço para contar tudo o que acabou dando errado comigo, então vou resumir em algumas palavras: eu me perdi do meu pai, o meu crédito acabou, meu 3G parou de funcionar e o meu celular ficou sem serviço. Obviamente, esses problemas e outros mais que surgiram acabaram sendo superados. Consegui pegar autógrafos e tirar fotos com: a A.C.Meyer, Christina Lauren e Cassandra Clare. Me encontrei com a minha amiga do tumblr, a Beatriz Maciel.E ainda ganhei muitos livros!
NĂŁo sabia muito bem o que esperar da Bienal do Livro, mas na minha cabeça sempre imaginei com algo mĂĄgico e extremamente perfeito. No entanto, algumas coisas acabaram saindo totalmente ao contrĂĄrio, ao mesmo tempo em que saĂ­ de lĂĄ com boas lembranças, tambĂ©m estava cheia de muitas frustraçÔes. O evento acabou sendo muito desorganizado, eles poderiam ter usado o espaço de uma forma bem melhor. Andar pelos corredores era praticamente impossĂ­vel, vocĂȘ acabava esbarrando nas pessoas ou pisava no lixo que se amontoava pelo chĂŁo. "Dois corpos nĂŁo ocupam o mesmo lugar", jĂĄ dizia Newton, isso porque nĂŁo ele nĂŁo estava na Bienal. LĂĄ dois corpos nĂŁo ocupavam o mesmo lugar, eram uns cinco para mais, dependendo do corredor em que vocĂȘ transitava.

Outro fator desagradåvel foi ver que pessoas estavam roubando os livros, aproveitando-se da segurança que era muito pequena. Isso comprova o famoso jeitinho brasileiro, em que o caminho mais fåcil é sempre o melhor. Se eu quisesse ter roubado um livro eu poderia ter feito isso e ninguém teria notado, mas sou uma pessoa honesta e prefiro passar horas em uma fila para comprar um livro, do que pegar um sem pagar.

Algumas pessoas me perguntaram se eu gostei e eu respondi para todas que apesar de todos os problemas foi bom, consegui conhecer autoras que eu adoro, me encontrei com a minha miga e fiz amizade com as algumas pessoas. Valeu a penas. PorĂ©m, essa foi a primeira e Ășltima vez que vou ir Ă  Bienal. Eu prefiro pagar uma passagem de aviĂŁo e acampar na porta da casa da J.K. Rowling do que ir Ă  Bienal ver ela, hipoteticamente falando.
Essa Ă© apenas a minha opiniĂŁo do evento, entĂŁo se vocĂȘ comprou o seu ingresso nĂŁo deixe de ir. A minha experiĂȘncia nĂŁo foi uma das melhores, mas isso nĂŁo significa que o que aconteceu comigo vai acontecer com vocĂȘ. E se vocĂȘ foi Ă  Bienal, nĂŁo deixe de comentar como foi a sua experiĂȘncia!


Resenha: O Segredo do Meu Marido

TĂ­tulo: O Segredo do Meu Marido
Autor(a): Liane Moriarty
Editora: IntrĂ­nseca
NĂșmeros de pĂĄginas: 368
Classificação: 5/5  

Lembro que hå algum tempo atrås eu estava lendo o blog da minha amiga, quando eu vi a resenha que ela postou do livro "O Segredo do Meu Marido", da Liane Moriarty, pelo o que ela escreveu eu achei que foi uma trama bastante planejada. Depois de muito tempo eu tive a importunidade de comprar o livro, e após a leitura eu posso afirmar com plena certeza de que foi algo bastante planejante, além de totalmente brilhante.

"Ela virou o envelope. Estava lacrado com um pedaço de fita adesiva amarela. Quando a carta tinha sido escrita? Parecia  velha, como se tivesse sido anos antes, mas nĂŁo havia como saber ao certo. Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta que deve ser aberta apenas quando ele morrer. Imagine tambĂ©m que essa carta revela o seu pior e mais profundo segredo — algo com o potencial de destruir nĂŁo apenas a vida que vocĂȘs construĂ­ram juntos, mas tambĂ©m a de outras pessoas. Imagine, entĂŁo, que vocĂȘ encontra essa carta enquanto seu marido ainda estĂĄ bem vivo... Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar da pequena comunidade em que vive, uma esposa e mĂŁe dedicada. Sua vida Ă© tĂŁo organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e nĂŁo apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia — ou uma Ă  outra —, mas tambĂ©m estĂŁo prestes a sentir as repercussĂ”es do segredo do marido dela. Um romance emocionante, O Segredo do Meu Marido Ă© um livro que nos convida a refletir atĂ© onde conhecemos nossos companheiros — e, em Ășltima instĂąncia, a nĂłs mesmos."
Logo no inĂ­cio da trama Ă© apresentada ao leitor a vida de trĂȘs mĂŁes, que atĂ© onde se sabe, elas nĂŁo tem nenhuma relação umas com as outras. Cecilia Fitzpratrick pode ser considerada como o sinĂŽnimo da perfeição, ela tem uma bela famĂ­lia, um Ăłtimo marido chamado John-Paul, trĂȘs filhas lindas: Isabel, Esther e Polly. É bem-sucedida em seu trabalho e sabe administrar perfeitamente sua casa.  

Tess, é uma mãe que concilia a maternidade junto com o seu trabalho na empresa que montou junto de seu marido Will, e se sua prima (uma ex-gordinha Felicity). Assim como Cecilia, sua vida parece ser perfeita, contudo, uma revelação pode acabar mudando a sua vida de cabeça para baixo. Nem tudo era tão perfeito como ela imaginava.

E por Ășltimo e nem menos importante vem Rachel, uma velha senhora que perdeu o marido e sua filha Janie, e que estĂĄ tentando convencer o filho Rob a nĂŁo se mudar para New York junto de sua esposa e seu filho.

Inicialmente o leitor pode ficar um pouco confuso se perguntando qual Ă© a relação entre essas trĂȘs mulheres, a Ășnica caracterĂ­stica em comum entre elas Ă© que todas sĂŁo mĂŁes, alĂ©m de serem da mesma cidadezinha que fica na AustrĂĄlia. Mas Ă  medida que a histĂłria se passa Liane, consegue juntar de uma maneira bem planejada e articulada a histĂłria dessas trĂȘs mulheres, fazendo que a histĂłria de cada uma se cruzam de maneira irreparĂĄvel, ainda mais com a descoberta da carta que John-Paul escreveu para Cecilia hĂĄ anos atrĂĄs.
"Deve ter sido um homem, claro. SĂł um homem poderia ter uma ideia tĂŁo cruel, tĂŁo essencialmente estĂșpida e de uma eficiĂȘncia tĂŁo brutal." 
O segredo que estĂĄ confidenciado na carta nĂŁo Ă© revelado logo no inĂ­cio do livro, pessoalmente eu achei essa decisĂŁo sĂĄbia por parte de Liane, alĂ©m de deixar o leitor mais envolvente na narrativa, tambĂ©m faz com quem leia comece a formular algumas teorias. O que o marido de Cecilia pode ter feito de tĂŁo errado? SerĂĄ que ele tem alguma doença grave? InĂșmeras teorias se passam pela cabela do leitor, pelo menos foi o que aconteceu comigo.

O final foi algo surpreendente, nem mesmo com todas as teorias que eu formei na minha cabeça eu conseguiria chegar ao final que Liane faz para a obra. E uma das coisas que mais me agradou foi o fato dela levantar questÔes reflexivas, o famoso "e se" que perturba a vida de varias pessoas, inclusive a minha vida em alguns momentos.
"Nenhum de nĂłs conhece todos os possĂ­veis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente Ă© melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre. Pergunte a Pandora."
AlĂ©m do final, outra coisa que me surpreendeu foi o fato do livro mostrar personagens que aprenderam a perdoar, apesar de algumas situaçÔes parecerem imperdoĂĄveis. Acho que Ă© um exemplo que as pessoas deveriam seguir com mais frequĂȘncia, passar uma vida inteira guardando rancor de alguĂ©m nĂŁo me parece algo saudĂĄvel.

Esse Ă© o primeiro livro que eu leio da Liane Moriarty e o resultado foi positivo, "O Segredo do Meu Marido" Ă© um livro cheio de detalhes e a histĂłria estĂĄ longe de ser um clichĂȘ, pessoalmente eu nĂŁo me lembro de ter lido algo parecido com isso. Admito que  achei o enredo e o desenvolvimento, num todo, algo extremamente genial. Talvez seja o mal do sobrenome Moriarty, Jim Moriarty (o inimigo do famoso detetive Sherlock Holmes) por mais que seja apenas um personagem, ainda Ă© genial, do mesmo modo que Liane Moriarty Ă© uma escritora com ideias geniais.


1# Filmes e séries

Quando eu criei o blog o meu intuito sempre foi escrever posts sobre pensamentos, livros e qualquer outra coisa que seja do meu interesse. Hoje, quando eu acordei percebi que jå tinha falado de muitas coisas que eu gosto e deixei de lado um tópico que eu adoro: filmes e séries. Então resolvi fazer uma lista das séries que eu assisto.

GREY'S ANATOMY
Meredith Grey (Ellen Pompeo) começa a trabalhar no Seattle Grace Hospital e logo descobre que passou a noite com um dos seus chefes, Dr. Derek Shepherd (Patrick Dempsey). Enquanto enfrenta os desafios da vida profissional, ela se aproxima de outros internos liderados pela residente Dra. Bailey (Chandra Wilson): Cristina Yang (Sandra Oh), Izzie Stevens (Katherine Heigl), George O'Malley (T.R. Knight) e Alex Karev (Justin Chambers)."
DOCTOR WHO 
O Doutor é um Senhor do Tempo - um alien de um planeta distante chamado Gallifrey que tem dois coraçÔes e aproximadamente 900 anos. Em sua nave espacial, a TARDIS, ele atravessa as barreiras do espaço e do tempo lutando contra inimigos e cirando aventuras com seus com seus companheiros, que sempre escolhe para viajar junto a ele. Quando ele estå prestes a morrer, ele se regenera e renasce em outro corpo inteiramente novo."
SHERLOCK 
O dr. John Watson precisa de um lugar para morar em Londres. Ele é apresentado ao detetive Sherlock Holmes e os dois acabam desenvolvendo uma parceria intrigante, na qual a dupla vagarå pela capital inglesa solucionando assassinatos e outros crimes brutais. Tudo isso em pleno século XXI."
F.R.I.E.N.D.S
Seis jovens sĂŁo unidos por laços familiares, romĂąnticos e, principalmente, de amizade, enquanto tentam vingar em Nova York. Rachel Ă© a garota mimada que deixa o noivo no altar para viver  com a amiga dos tempos de escola Monica, sistemĂĄtica e apaixonada pela culinĂĄria. Monica Ă© irmĂŁ de Ross, um paleontĂłlogo que Ă© abandonado pela esposa, que descobriu ser lĂ©sbica. Do outro lado do corredor do apartamento de Monica e Rachel, moram Joey, um ator frustado, e Chandler, de profissĂŁo misteriosa. A turma Ă© completa pela exĂłtica Phoebe."
THE VAMPIRE DIARIES

A cidade fictícia de Mystic Falls, na Virgina, é assombrada por criaturas sobrenaturais. Damon (Ian Somerhalder) e Stefan Salvatore (Paul Wesley) são irmãos que ganharam a condição de vampiro e desde então procuram manter sua imortalidade em segredo. Ao mesmo tempo, buscam resistir à vontade de atacar seres humanos. Ambos conhecem Elena Gilbert (Nina Dobrev), uma linda e popular estudante, e logo se atraem por ela. No entanto, a jovem corresponde apenas um dos interessados, e estes iniciam uma disputa por sua alma."
Todas as sinopses foram retiradas do site Adoro Cinema, e nĂŁo deixem de comentar se vocĂȘs se identificarem com alguma das sĂ©ries e tambĂ©m se sintam livres para me indicarem novas sĂ©ries.


Resenha: Procura-se um Marido

TĂ­tulo: Procura-se um Marido
Autor(a): Carina Rissi
Editora: Verus Editora
NĂșmero de pĂĄginas: 476
Classificação: 5/5

Admito que nunca fui uma grande fĂŁ de livros nacionais e quando a minha amiga me falou do livro resolvi deixar o meu preconceito de lado para o ler, fiquei insegura no inĂ­cio sem saber o que eu poderia esperar, mas para o meu contentamento o livro "Procura-se um Marido", da Carina Rissi nĂŁo me desapontou em nenhum momento. Muito pelo contrĂĄrio, acabou superando as minhas expectativas. A leitura foi tĂŁo envolvente que eu acabei o livro em menos de um dia.

"Alicia sabe curtir a vida, JĂĄ viajou o mundo, Ă© inconsequente, adora uma balada e Ă© louca pelo avĂŽ, um rico empresĂĄrio, dono de um patrimĂŽnio incalculĂĄvel e sua Ășnica famĂ­lia. ApĂłs a morte do avĂŽ, ela vĂȘ sua vida ruir com a abertura do testamento. VĂŽ Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta nĂŁo tem maturidade suficiente para assumir seu impĂ©rio — a nĂŁo ser, Ă© claro, que esteja devidamente casada. Alicia se recusa a casar, estĂĄ muito bem solteira e assim pretende permanecer. EntĂŁo, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anĂșncio no jornal em busca de um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anĂșncio, mas apenas um deles serĂĄ capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rĂĄpido, transformando sua vida e maneiras que ela jamais imaginou. Cheio de aventura, paixĂŁo e emoçÔes intensas, Procura-se um marido vai fisgar vocĂȘ atĂ© a Ășltima linha."

Alicia Moraes de Bragança Lima, ou Lili para os mais íntimos, é uma jovem de 24 anos que pode ser considerada como uma garota problema. Seus pais morreram quando ela era pequena, e desde então ela passou a ser criada por seu avÎ Narciso, um empresårio muito rico que acabou mimando a neta ao longo de sua vida sempre lhe dando um amor incondicional, e a livrando dos problemas em que ela se metia.

Mas com a morte repentina de vĂŽ Narciso a vida de Alicia acaba virando de cabeça para baixo, o testamento de seu avĂŽ deixou bem claro que ela sĂł colocaria as mĂŁos na herança quando estivesse devidamente casada, por um perĂ­odo de um ano. Desse modo, Alicia perde sua casa, carro e mesada. E ainda teve que engolir a mudança de ClĂłvis (o advogado de seu avĂŽ) junto de sua esposa Telma para sua antiga casa, era como se estranhos estivessem a invadido. Ela se vĂȘ obrigada a pedir ajuda para sua melhor amiga, a Mari, e juntas elas decidem colocar um anĂșncio um tanto peculiar no jornal.

VĂĄrios candidatos responderam o anĂșncio de Alicia interessados no posto de marido de aluguel para que ela conseguisse a sua parte da herança, nenhum parece bom o bastante atĂ© que Maximus "Max" Cassani responde o seu anĂșncio. Contudo, ao mesmo tempo que isso pode ser a solução para a Alicia, tambĂ©m pode ser um problema.
"Eu o observei por um longo tempo. Max era aquele tipo de homem que fazia uma garota — nĂŁo a mim, claro — suspirar por semanas sĂł porque ele disse oi. E era bem normal. Eu jĂĄ o conhecia um pouco, sabia que ele nĂŁo era dado a esquisitices nem nada. O problema era que Max era insuportavelmente arrogante, orgulhoso e muito chato. NĂŁo que eu tivesse cogitando a hipĂłtese de tornĂĄ-lo meu marido, claro que nĂŁo. Mas, ainda sim, eu nĂŁo entendia por que ele nĂŁo tentava encontrar uma esposa da maneira tradicional. Seria fĂĄcil demais alguma garota desavisada cair nos encantos daqueles olhos sedutores e um tanto agressivos. Contudo, ali estava ele, tentando encontrar uma esposa de aluguel. SĂł poderia haver um motivo."
Juntos Alicia e Max resolvem colocar em pratica esse plano de marido e esposa de aluguel, mesmo estando cientes das consequĂȘncias que teriam caso fossem desmascarados e para que isso nĂŁo aconteça ambos precisam fingir que estĂŁo apaixonados. A medida que vĂŁo convencendo as pessoas que sĂŁo dois jovens extremamente apaixonados, Alicia comete o erro terrĂ­vel de se apaixonar por seu marido. AlĂ©m de enfrentar uma escolha entre o amor e o dinheiro, Alicia vai ter que provar para Max que ela pode sim ser a esposa ideal para ele.
"Queria poder lhe dar a segurança que ele me dava. Esperava poder retribuir todas as mínimas coisas que ele fazia por mim desde que tínhamos nos conhecido. Ansiava por fazer com ele sentisse as coisas maravilhosas que despertava em mim toda vez que me olhava ou sorria. E, ah, eu desejava tocå-lo. Desesperadamente. Desejava correr as mãos por seu peito, sentir seu coração batendo acelerado sob minha palma, ouvir meu nome em seus låbios. Desejava-o de muitas maneiras. De todas as maneiras...Oh, Deus! Mari estava certa!Eu o amava! Desesperadamente! Estava completamente apaixonada por meu marido."
Eu me arrependo por ter demorado tanto por  resolver ler "Procura-se um Marido", e agradeço a minha amiga por ter falado tanto na minha cabeça sobre esse livro maravilhoso. A histĂłria Ă© envolvente fazendo com que o leitor demore a largar o livro para fazer algo, Ă© romĂąntica e engraçada; seus personagens apaixonantes.



Esperança é a coisa com penas

Nesses Ășltimos dias estou acompanhando algumas situaçÔes pelas redes socais e eu fiquei impressionada com a esperança que as pessoas tĂȘm, e depositam em vĂĄrias coisas como, por exemplo, em um casal, ou quando ficam horas encarando a tela do celular a espera da mensagem daquela pessoa especial. Mesmo quando a situação parece estar totalmente ferrada ainda existem as pessoas que depositam fortemente a sua esperança em algo. Enquanto para algumas pessoas isso Ă© uma verdadeira perda de tempo, eu acho o contrĂĄrio. Na verdade, considero como algo tocante e admiro essas pessoas que permanecem atĂ© o final, no mundo em que vivemos hoje acho que precisamos de mais atitudes como essa.

Em Piratas do Caribe - No Fim do Mundo, o personagem Jack Sparrow falou uma frase marcante e predicativa que se adĂ©qua com os acontecimentos atuais "O mundo continua o mesmo,  sĂł hĂĄ menos razĂ”es para se viver".  Admito que Ă© algo negativo de se dizer, mas em meio os conflitos e atos bĂĄrbaros cometidos por pessoas que se consideram como justiceiros do bem. O conflito entre a RĂșssia e a UcrĂąnia; entre israelenses e palestinos; a mulher que foi espancada atĂ© a morte por ter sido acusada de bruxaria... Onde que o mundo vai parar desse jeito? NĂŁo sou nenhum tipo de vidente, mas do jeito que as coisas estĂŁo o resultado nĂŁo parece ser bom, e antes digam que Ă© muito negativismo da minha parte acredito que apenas estou sendo realista. Foi-se o tempo em que eu achava que o mundo era um mar de rosas.

Por isso acredito que em um mundo cheio de conflitos, onde as relaçÔes pessoais parecem estar piorando cada vez mais Ă© preciso de pessoas que mantenham a esperanças de que isso vai melhorar. TambĂ©m Ă© preciso de mais amor, compaixĂŁo e respeito, trĂȘs coisas que parecem estar em falta nos dias atuais. E mesmo que o texto tenha ficado com um tom mais negativo do que eu esperava, tenho a esperança de que as coisas vĂŁo melhorar. Para mim a vida Ă© como uma montanha-russa cheia de altos e baixos e, atualmente, o mundo estĂĄ passando por um desses pontos baixos, mas isso vai ser superado Ă© como um fluxo. E novamente citando o Jack Sparrow "ComplicaçÔes surgiram, continuaram e foram superadas".

Resenha: Quando Cair o VerĂŁo e Outras HistĂłrias

TĂ­tulo: Quando Cair o VerĂŁo e OutrĂĄs HistĂłrias
Autor(a): Amelia Williams
Editora: Suma de Letras
NĂșmero de pĂĄginas: 192
Classificação: 3/5

Quando sou fã de determinada coisa gosto de pesquisar e comprar objetos relacionadas à ela, e com Doctor Who isso não é diferente. Sou uma whovian (nome dado para os fãs da série Doctor Who; uma palavra reconhecida pelo dicionårio de Oxford) de carteirinha e sempre que då procuro produtos da série, e quando eu soube do lançamento do livro passei o final das minhas férias indo todos os dias na livraria para conseguir comprå-lo. Até hoje, não consigo expressar em palavras o meu entusiasmo de ter esse livro.
"Doctor Who: Quando cair o verĂŁo e outras histĂłrias Ă© um livro de contos inspirados em episĂłdios da sĂ©rie britĂąnica Doctor Who, que em novembro de 2013 completou 50 anos no ar. A obra reĂșne trĂȘs contos: Quando cair o verĂŁo, de Amelia Williams; O Beijo do Anjo, de Melody Malone; e O DemĂŽnio na fumaça, narrado pelo Sr. Justin Richards. O livro traz ainda uma rara entrevista com Amelia Williams, a reclusa autora de A garota que nunca cresceu, e uma nova introdução escrita por ela.

Inspirado no episĂłdio The Bells of Saint John, Quando o verĂŁo cair narra a histĂłria da jovem Kaye, que passou suas fĂ©rias na vila litorĂąnea de Watchcombe e estĂĄ determinada a aproveitar ao mĂĄximo sua Ășltima semana de folga. No entanto, ao descobrir uma misteriosa chamada 'O Senhor do Inverno', ela viverĂĄ aventuras que jamais poderia ter imaginado.
 Em O Beijo do Anjo, inspirado em The Angels Take Manhattan, a detetive particular Melody Malone recebeu uma visita inesperada: o astro do cinema Rock Railton. Ele acredita que alguĂ©m quer matĂĄ-lo e, quando menciona 'o beijo do anjo', Melody aceita o caso. E com o passar do tempo, a detetive logo descobre  que o preço da fama Ă© maior que ela poderia imaginar.
Narrado por Justin Richards e inspirado pelo episĂłdio The Snowmen, O DemĂŽnio na fumaça, Ă© um thriller no qual dois garotinhos, cansados de limpar a deve do pĂĄtio do orfanato, decidem fazer um boneco de neve — e se deparam com um mistĂ©rio brutal. Fascinados e horrorizados, testemunham quando o boneco de neve começa a sangrar. A busca por respostas levarĂĄ Harry, um dos meninos, Ă  aventura mais perigosa e empolgante de sua vida."
Assim como a sĂ©rie, o livro de contos Ă© cheio de mistĂ©rio e de aventuras. VocĂȘ fica instigado a querer saber como cada um dos casos vai acabar e, consequentemente deixa o mundo real um pouco de lado e mergulha de cabeça nas pĂĄginas do livro, pelo menos foi assim comigo.  E se vocĂȘ assiste a sĂ©rie, acaba percebendo que personagens antigos e atĂ© mesmo alguns vilĂ”es foram empregados em alguns contos. Isso arrancou um sorriso do meu rosto, Ă© inevitĂĄvel nĂŁo conseguir se lembrar deles na sĂ©rie.

Mas o que me deixou mais emocionada foi a introdução feita pela Amelia Williams (minha eterna Amy Pond), e fiquei feliz que ela acabou levando uma vida feliz ao lado de seu marido Rory Williams. The Girl Who Waited & The Last Centurian.
"Rory e eu — ele estĂĄ bem, obrigada, sĂł um tiquinho grisalho, mas ainda Ă© o meu homem."
Foi tocante ver que ela mantinha a esperança de um dia o Doctor, o seu amigo imaginårio que era real, um dia encontraria o seu livro; o modo que ela decorou a expressão do seu rosto afetuoso. De que ela sentia falta da aventura e de bombas explodindo perto dela. E ainda fez questão de transmitir um recardo importante para o seu velho amigo, um recardo capaz de arrancar algumas lagrimas devido a lembrança que ele pode causar em algumas pessoas.
 " EntĂŁo, Doutor, prepare-se para erguer o olhar. Ela estĂĄ esperando por vocĂȘ. Tem esperado por muito tempo. E, se vocĂȘ vir uma mulher apenas observando, significa que a encrenca nĂŁo estĂĄ muito longe de alcançå-lo.
  Mas, antes que vocĂȘ olhe para cima, vou transmitir a mensagem dela:
— Corra, menino esperto, e lembre-se..."
 AlĂ©m de recomendar esse livro para os fĂŁs da sĂ©rie, tambĂ©m recomendo ele para o restante do pĂșblico, no  geral. NĂŁo Ă© preciso acompanhar a sĂ©rie para a compreensĂŁo de cada conto, eles apenas foram inspirados em alguns episĂłdios.

Resenha: Perto de VocĂȘ

TĂ­tulo: Perto de VocĂȘ
Autor(a): Bella Andre
Editora: Novo Conceito
NĂșmero de pĂĄginas: 349
Classificação: 4/5

Quando vou comprar um livro sempre leio a sinopse, dou uma folheada para ver se tem algo que me chama atenção, e em algumas situaçÔes acabo fazendo pesquisas sobre o livro. AlĂ©m desses mĂ©todos, a capa tambĂ©m influĂȘncia na minha escolha. Juntando todos esses fatores eu resolvi comprar o livro "Perto de VocĂȘ", da Bella Andre, mas admito que o mais chamou a minha atenção e o que me fez comprar o livro foi a capa. O olhar profundo do homem e a frase impactante acabaram me conquistando.
"A estrela de cinema Smith Sullivan nĂŁo pode permitir nenhuma distração. Ele estĂĄ apostando reputação inteira em seu novo filme... mas ele nĂŁo pode parar de pensar em Valentina Landon e o fogo ardente que ele vĂȘ logo abaixo da superfĂ­cie. Valentina nĂŁo Ă© avessa ao prazer sensual, ou mesmo com a ideia de encontrar o amor verdadeiro, mas, como um gerente de negĂłcios de Hollywood, ela assistiu a muitas mulheres inteligentes cair para atores... sĂł para ser rasgado quando o conto de fadas chega ao seu fim inevitĂĄvel. Mas quando semanas intensas juntos no set transformam sua atração aquecida em brasa chamas da paixĂŁo, Smith sabe que ele tem que encontrar uma maneira de convencer Valentina a deixĂĄ-lo ficar um pouco mais perto. Perto o suficiente para completamente roubar seu coração... do jeito que ela roubou o seu desde o inĂ­cio." 
Smith Sullivan faz parte de uma numerosa família e entre os seus oito irmãos ele decidiu seguir a carreira de ator, enquanto os outros fizeram outras coisas variadas. Ser uma estrela de Hollywood ao mesmo tempo em que tem muitos pontos positivos, também tem os seus negativos, como por exemplo a falta de privacidade ou o fato de algumas pessoas não conseguirem te enxergar como um homem comum. Mesmo com todo seu dinheiro e fama, no fundo Smith é um cara comum como qualquer outro.

Valentina Landon Ă© uma das pessoas que o trata como se ele fosse uma pessoa comum ao invĂ©s de um astro do cinema, tanto Ă© que na primeira conversa que acabam fazendo uma pequena ameaça advertindo-o que ele nĂŁo deve se aproximar de sua irmĂŁ Tatiana (uma jovem atriz talentosa que estĂĄ trabalhando ao lado de Smith, no filme Gravity) com segundas intençÔes. É perceptĂ­vel que Valentina nĂŁo crĂȘ em relaçÔes amorosas, devido aos vĂĄrios relacionamentos que  sua mĂŁe teve com atores depois da morte de seu pai.
"— Minha irmĂŁ nĂŁo serĂĄ um de seus brinquedinhos.
Pego de surpresa por um minuto, Smith simplesmente repetiu:
— Brinquedinhos?
(...)
— Tatiana e eu estamos nesse negĂłcio hĂĄ dez anos — ela disse com a voz gĂ©lida. — Sei bem  como este mundo funciona, Sr. Sullivan."
Mas a convivĂȘncia diĂĄria no set faz com que eles acabem se aproximando, chegando ao ponto de Valentina conhecer alguns membros da famĂ­lia Sullivan, alĂ©m de saĂ­rem para um encontro. Consequentemente, a atração entre eles acaba aumentando ao ponto de Valentina ultrapassar uma de suas barreiras, que era se relacionar com um astro do cinema.
"Podia ver o desejo no roto dele, sabia que o desejo dela se igualava ao dele. No entanto, atrĂĄs do desejo havia algo que lhe cortava o coração, uma vontade profunda, um desejo contra o qual ela lutara tanto  e durante tanto tempo. Um desejo que ia muito alĂ©m de fazer amor."
Porém, além da atração que sentem um pelo outro Smith vai precisar convencer Valentina a ficar ao seu lado. Enquanto ela resolve se manter afastada dele durante um tempo na tentativa de não se envolverem novamente, e ainda tem que esconder de sua irmã e do restante do mundo o sua relação com o Sullivan.
"De algum modo, teria de descobrir como transformar essa Ășnica noite que ela havia lhe concedido em muitas, muitas outras. Mas, por hora, mal podia pensar em outra coisa alĂ©m do desejo de possuĂ­-la.
  E de continuar fazendo-a ser dele, de todas as maneiras..."
Esse Ă© o primeiro livro que eu li da Bella Andre e o resultado foi bom, a linguagem nĂŁo Ă© rebuscada e o livro fluĂ­ facilmente. E depois que eu acabei o livro descobri que ele era o sĂ©timo de uma coleção, mas independente da ordem que vocĂȘ leia os livros ainda sim consegue entender a histĂłria. E para quem se interessar pelo restante da coleção aqui estĂŁo os outros livros:

  1. Um Olhar de Amor
  2. Por um Momento Apenas
  3. NĂŁo posso me Apaixonar
  4. SĂł Tenho Olhos Para VocĂȘ
  5. Se VocĂȘ Fosse Minha
  6. Quero Ser Seu
  7. Perto de VocĂȘ
  8. Em Meus Pensamentos

Resenha: Noiva IrresistĂ­vel

TĂ­tulo: Noiva IrresistĂ­vel
Autor(a):  Christina Lauren (Christina Hobbs. Lauren Billings)
Editora: Universo dos livros
NĂșmero de pĂĄginas: 160
Classificação: 5/5

Para tudo na vida tem um fim, por mais que isso soe de uma forma um tanto triste Ă© apenas a dura realidade. Esse fato se aplica para todas as coisas, incluindo os livros. E com "Noiva IrresistĂ­vel", de Christina Lauren, se encerra a saga IrresistĂ­vel.

"Uma noiva irresistĂ­vel. Um noivo apaixonante. E um tĂłrrido romance de escritĂłrio que se transformou em amor verdadeiro. Chloe Mills e Bennett Ryan mal podem esperar pelos sinos matrimoniais. Chloe, exasperada e estressada por todos os arranjos de Ășltima hora, estĂĄ prestes a dizer 'sim' para uma fuga atĂ© Las Vegas. Por sua vez, Bennett teve a brilhante ideia de evitar sexo antes do casamento, regra que apenas piorou o mau humor dos dois. Quando seus familiares malucos chegam para grande dia, os amantes irĂŁo descobrir se um casal que discute tanto pode continuar junto tempo o bastante para trocarem alianças - e nĂŁo apenas para provocaçÔes. Chloe e Bennett, o casal favorito das fĂŁs, passaram por muita coisa juntos desde aquela noite ardente na sala de conferĂȘncia em Cretino IrresistĂ­vel - agora, junte-se a eles para o casamento do sĂ©culo." 

Seja na ficção ou na vida real, o casamento Ă© um evento que reĂșne familiares de todos os cantos (alguns que vocĂȘ nem se lembrava que existiam), ao mesmo tempo em que Ă© um dia de pura felicidade tambĂ©m acaba sendo estressante, principalmente com alguns detalhes que sempre acabam saindo errado na Ășltima hora. Isso se aplica Ă  Chloe Mills e Bennett Ryan.

As tensÔes do casal começam na semana do pré-casamento, ambos estão preocupados como vai ser o encontro das duas famílias malucas e para piorar ainda mais o humor dos dois, Bennett decide que apenas irå fazer sexo com a Chloe após o casamento. Se antes disso eles jå estavam uma pilha de nervos, esse fator serviu para complicar ainda mais a situação.
"— Quando vocĂȘ diz 'a Ășltima noite que vou comer vocĂȘ antes do casamento', vocĂȘ quer dizer que vamos transar sĂł durante o dia nesta semana?
Um pequeno sorriso apareceu no canto de sua boca.
— NĂŁo. Quero dizer que, depois desta noite, quero me abster atĂ© vocĂȘ se tornar a minha esposa."
 E como de costume os dois brigam e implicam um com o outro, mas com o passar da semana o mau humor de Chloe e Bennet acaba piorando, serĂĄ que era uma forma do universo provar que eles nĂŁo deveriam ficar juntos?
"— Eu nĂŁo preciso que vocĂȘ nĂŁo me explique nada. Ele estĂĄ lendo um livro arcaico que promove essa ideia idiota de propriedade patriarcal. Uma versĂŁo que vocĂȘ escolheu. Foda-se isso. Eu nĂŁo fiz nenhuma faculdade, e pĂłs-graduação, e um estĂĄgio enquanto aguentava sua cretinice apenas para depois perder a minha identidade e ser conhecida como esposinha. E outra coisa — ela disse, tomando fĂŽlego e virando para Kristin que estava congelada. — Que tipo de lavandeira de quinta entrega milhares de dĂłlares em vestidos e ternos como se tivessem passado por um moedor de carne?"
Como nos livros anteriores "Noiva Irresistível", apresenta cenas engraçadas e algumas picantes, porém um pouco menos que os outros. E também, nos mostram outros personagens de outros livros: Sara e Max, e Will e Hanna.

Para quem se interessou pela série aqui estão os outros livros aqui estão eles:

  1. Cretino IrresistĂ­vel
  2. Estranho IrresistĂ­vel 
  3. Playboy IrresistĂ­vel
  4. Cretina IrresistĂ­vel 
  5. PaixĂŁo IrresistĂ­vel 
  6. Noiva IrresistĂ­vel   

Resenha: Proposta Inconveniente

TĂ­tulo: Proposta Inconveniente
Autor(a): Patricia Cabot (um pseudĂŽnimo da Meg Cabot)
Editora: Record
NĂșmero de pĂĄginas: 350
Classificação: 5/5

Anteontem (15/06)  eu estava navegando pela internet quando me deparei com a capa do livro Proposta Inconveniente, me "apaixonei" por ela e apĂłs ler a sinopse decidi que tinha que comprar esse livro. AlĂ©m do mais, sou uma grande fĂŁ da Meg Cabot e sempre procuro ler os livros que ela escreve como Patricia Cabot.

"Apaixonada pelo capitão Connor Drake, Payton sonha em ser capitã de seu próprio navio. Ela cresceu desejando essa profissão exclusivamente masculina, mas agora deve abdicar disso tudo para conseguir um bom marido. O problema é que Connor só percebe seus sentimentos por Payton na véspera de seu casamento com outra. Quando o barco dos noivos parte rumo às Bahamas, ele é atacado e resta a Payton se infiltrar num navio de piratas para salvar a vida de seu amado. A coragem une os dois, e o resgate pode gerar mais frutos do que ela imaginou."

Payton Dixon é uma jovem inglesa que estå prestes a completar 19 anos, mas ao contrårio de outras garotas ela não teve uma criação e educação que era de se esperar. Ela cresceu vivendo em alto mar junto de seus irmãos mais velhos, seu pai e até seus 17 anos contou com uma cozinheira chamada Mei-Ling, que acompanhava os Dixon em quase todas as viagens. Seu vocabulårio não é um dos mais educados, visto que Payton tem uma mania de falar alguns palavrÔes que aprendeu em portos diversos e certamente sabe como socar alguém. Por outro lado, não sabe o que se é esperado para se tornar uma boa dona de casa e uma boa mãe.
"Certamente considerava seu nĂ­vel de educação melhor do que a maioria das garotas de sua idade. O que elas conheciam, alĂ©m de penteados e mexericos? Ela conseguia baixar uma vela durante uma tempestade com vento forte; sabia traçar uma rota usando  como guia apenas a posição do sol e das estrelas no cĂ©u e sabia matar, despelar e cozinhar uma tartaruga marinha sem nenhum utensĂ­lio alĂ©m de uma faca, algumas pedras e algas secas". 
No entanto, suas aventuras pelos mares juntos de seus irmãos estão prestes a acabar quando é anunciado que ela não vai ganhar o barco que tanto deseja - o Constant - e sim o capitão Connor Drake, e ainda descobre que vai ter que ficar em Londres para tentar arrumar um marido. Mas, Payton não quer se casar e o homem que ama - Connor Drake - desde seus 14 anos estå prestes a se casar com outra mulher, e ela acredita que ele apenas a veja como uma criança.

"Mas depois ele vira com os prĂłprios olhos que os amigos nĂŁo tinham falado de uma criança. Ah, os irmĂŁos de Payton a tratavam como uma, mas alguĂ©m na famĂ­lia - Georgiana, sem dĂșvida - percebera que ela jĂĄ nĂŁo era mais criança e decidira começar a obrigĂĄ-la a se vestir de acordo. E a verdade era que Payon Dixon dentro de um espartilho era muito diferente da Payton Dixon com a qual Drake estava acostumado, a que usava camisa e calça comprida. Payton Dixon dentro de um espartilho nĂŁo era uma criança".   
E para conseguir o barco que tanto deseja e o homem que ama, Payton é acaba cometendo uma loucura ao se infiltrar em um navio pirata para salvar a vida de Drake. Esse convívio no navio pirata vai aproximar ainda mais os dois e o resultado disso é algo que ninguém poderia imaginar.

Sempre tive uma grande preferĂȘncia por livros que se passam no sĂ©culo XIX e quando vi que essa histĂłria continha piratas, e que a personagem principal estĂĄ longe de ser a donzela em perigo eu acabei devorando o livro em menos de um dia. Para quem gosta de uma boa aventura com uma pitada de comĂ©dia e romance, Proposta Inconveniente da Patricia Cabot Ă© uma Ăłtima escolha.

Resenha: AustenlĂąndia

TĂ­tulo: AustenlĂąndia
Autor(a): Shannon Hale
Editora: Record
NĂșmero de pĂĄginas: 240
Classificação: 3/5

Não faz muito tempo que eu li "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, e assim como outras mulheres acabei me apaixonando pelo Mr. Darcy. Desde então venho cultivando uma grande adoração por Austen e isso fez com que eu prestasse atenção no livro "Austenlùndia". O título por se só me fez pensar em uma terra da Jane Austen, com a capa que é um verdadeiro amor e bons comentårios sobre a história foi impossível resistir ao livro.

"Jane Haye tem 33 anos e mora na New York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um segredo constrangedor: Ă© verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se deparam sĂŁo muito diferente dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitĂĄrias aconchegada no sofĂĄ assistindo a Colin Firth em seu DVD. PorĂ©m, esses nĂŁo sĂŁo os planos que sua rica e velha tia-avĂł Carolyn, tem para a moça. A Ășnica a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, fĂ©rias pagas para a sobrinha-neta na AustenlĂąndia. A ideia Ă© que Jane tenha uma legĂ­tima experiĂȘncia como uma dama no inĂ­cio do sĂ©culo XX e consiga se livrar por vez por todas de sua obsessĂŁo. Contudo, para isso, ela terĂĄ que abrir mĂŁo do celular, da internet e atĂ© do uso de sutiĂŁs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros." 

Bem no início da narrativa eu me identifiquei um pouco com a personagem Jane Haye, assim que ela é apaixonada por um personagem da literatura eu também jå me apaixonei por muitos personagens, a diferença é que ela realmente é obcecada. E assim como todas as mulheres que leram Orgulho e Preconceito, ela acabou se apaixonando pelo Sr. Darcy ao ponto de se tornar obcecada por ele. Algo que não pode ser considerado como saudåvel para algumas pessoas.
"É sĂ©rio, uma  mulher de trinta e poucos anos nĂŁo deveria sonhar acordada com um personagem fictĂ­cio de um mundo de 200 anos de idade a ponto de influenciar sua vida e seus relacionamentos reais e muito mais importantes". 
E com a morte de sua rica e velha tia-avó Carolyn, Jane descobriu que não iria ficar rica como estava imaginando, e sim que ganhou férias pagas para um lugar chamado Austenlùndia, que se assemelha com um tipo de hotel, mas bem diferente. Com regras extremamente rígidas e que as pessoas vivem como se estivessem realmente vivendo em pleno início do século XX, os hóspedes acabam entrando em uma verdadeira peça de teatro, praticamente, ao fingirem serem pessoas totalmente diferentes. Alguns personagens que aparecem em Austenlùndia são atores pagos para entreterem os hóspedes, na maioria mulheres que estão em busca de aventura e romance.

É evidente que Jane apresenta algumas dificuldades para seguir algumas das regras do local, como por exemplo, andar sozinha pelos jardins durante a noite, falar com os empregados, ou atĂ© mesmo fazer uso da tecnologia. E a medida que o tempo vai se passando Ă© notĂĄvel um dilema que vem crescendo dentro da mente de Jane: entrar de vez em toda aquela fantasia ou continuar se lembrando que tudo nĂŁo se passa de atuação.
"SerĂĄ que a prĂłpria Austen se sentia assim? SerĂĄ que sentia esperança? Jane se perguntou se a escritora solteira jĂĄ havia morado na AustenlĂąndia e se tinha a sensibilidade parecida Ă  de Jane: satisfeita, horrorizada, mas em verdadeiro perigo de se deixar levar".  
Essa Ă© uma tarefa que se torna complicada de cumprir principalmente quando envolve o jardineiro Martin, consequentemente ele faz com que ela se lembre do mundo real. Por outro lado, o Sr. Nobley faz com que ela queira entrar  de cabeça em sua atuação em certos momentos. Mas em um momento ou outro Ă© preciso acordar para a realidade.
"... VocĂȘ jĂĄ parou para pensar que pode ter entendido tudo errado? Que na verdade Ă© vocĂȘ a minha fantasia?" 
O livro tem uma linguagem fĂĄcil de compreender, e a temĂĄtica escolhida pela autora foi bem interessante. Pessoalmente eu jĂĄ me peguei pensando em como sĂ©ria viver no sĂ©culo XX/XIX e ao mesmo tempo em pleno sĂ©culo XXI. Os personagens em sua maioria sĂŁo apaixonantes, principalmente o Sr. Noobley e a protagonista Jane, provavelmente qualquer mulher Ă© capaz de se identificar com ela em algum quesito: seja um trĂĄgico histĂłrico de relacionamento ou  paixĂŁo por algum personagem da literatura. Para quem estĂĄ em busca de um livro fĂĄcil e divertido para ler AustenlĂąndia, Ă© uma boa escolha.

E para quem se interessar pelo livro, também existe um filme sobre ele. Ambos com uma pitada de comédia!

No escurinho do cinema

Eu li Divergente graças Ă  minha amiga que sĂł me falou coisas boas sobre a trilogia, portanto eu fiz questĂŁo de ler o primeiro livro antes da estreia do filme que estava marcada para o dia 17/04, mesmo tendo uma noção de que eu nĂŁo iria ver o filme exatamente no dia da estreia nĂŁo me importei de adiantar a minha leitura. Prefiro muito mais ler um livro primeiro e depois assistir o filme. 

Assim que eu li o livro faltava arranjar algum dia para ir ao cinema, alĂ©m de companhia. Mas, depois de tentar marcar de ir ao cinema mais de uma vez com meus amigos resolvi ir sozinha, apesar de que ir com os amigos acaba sendo mil vezes mais divertido estava cansada de ver planos indo por ĂĄgua abaixo. Pois bem, no dia 26/04 resolvi ir ver o filme Divergente depois de muito tempo. 

Sobre o filme nĂŁo tenho nenhum tipo de reclamação para fazer, Ă© um conhecimento geral de que o filme nĂŁo Ă© 100% fiel ao livro, mas  Divergente conseguiu sair bastante parecido com o livro tendo apenas algumas mudanças:
  1. NĂŁo mostrou alguns iniciados mortos.
  2. Durante o livro Tris, acaba virando amiga de Uriah, mas esse personagem nĂŁo aparece durante o filme.
  3. No livro Quatro - ou Tobias - acaba dando em cima da Tris enquanto bĂȘbado, eu ri um pouco com essa parte. PorĂ©m, ela nĂŁo apareceu no filme.
  4. No livro Al tem sentimentos pela Tris, mas eu nĂŁo percebi isso diante das telas. 
  5. Onde foi parar a parte em que o Peter deixa o Edwad cego de um olho?
  6. NĂŁo mostraram muito o envolvimento romĂąntico entre a Christina e o Will. No livro, a Christina conta para a Tris sobre esse relacionamento.
E tambĂ©m teve a atuação impecĂĄvel dos atores, pessoalmente achei de o Theo James se saiu perfeito no papel do Quatro, e mesmo nĂŁo indo muito com a cara da Shailene Woodley eu gostei da interpretação dela como Tris. E acho que nem Ă© preciso comentar sobre a Kate Winslet, essa mulher Ă© incrĂ­vel.  

Mas esse nĂŁo foi o real motivo que me fez escrever esse texto, na verdade Ă© mais uma reclamação sobre a postura de algumas pessoas na sala de cinema. Do mesmo jeito que eu acabei passando por um momento de raiva durante o filme, acredito que outras pessoas tambĂ©m jĂĄ passaram por situaçÔes semelhantes. 

Antes dos filmes começaram sempre passa a propaganda que diz algumas regras do cinema que incluem "Desligue o seu celular", e Ă© no minimo irritante quando algum celular toca no meio do filme, piora ainda se a pessoa atende e inicia uma conversa o que acaba atrapalhando o restante do povo que se distrae. TambĂ©m algumas pessoas fazem questĂŁo de passar o filme inteiro usando o celular, o brilho do aparelho no escuro do cinema jĂĄ Ă© algo meio desagradĂĄvel. E ainda tem casos em que as pessoas ficam no celular durante o filme inteiro, e depois reclamam que nĂŁo entenderam coisa nenhuma ou ficam perguntando o que estĂĄ acontecendo de cinco em cinco minutos.  

E eu nĂŁo poderia deixar de citar as pessoas que nĂŁo calam a boca, ficam falando desde o inĂ­cio atĂ© os crĂ©ditos finais do filme. SĂł por ter uma pessoa falando em sua cabeça quando vocĂȘ quer prestar atenção em algo Ă© chato, e piora quando o que estĂŁo falando Ă© o cĂșmulo da merda que pode existir. As garotas que sentaram do meu lado durante o filme falaram tanta bobagem que eu acabei decorando, acabei ficando perplexa com as coisas que saiam das bocas delas. 
  1. "Ele (Quatro) devia encoxar ela (Tris)". - Sobre a cena em que os dois estĂŁo escalando a  roda gigante e a Tris acaba quase caindo, mas Ă© salva pelo Quatro que estava bem atrĂĄs dela e a segurou. 
  2. Xingaram a Tris na hora em que ela se afastou do beijo do Quatro, e em seguida disse "NĂŁo quero ir muito rĂĄpido"
  3. "Ela tem medo de corvo, mato, ĂĄgua, areia movediça". - Sobre a simulação da Tris, onde ela tem que enfrentar os seus medos.  
  4. "Eu nĂŁo tenho carro/ NĂŁo tenho facção/ E se ficar comigo Ă© porque gosta/ do meu/ rĂĄ rĂĄ rĂĄ rĂĄ rĂĄ rĂĄ rĂĄ/ Lepo Lepo" - MĂșsica "Lepo Lepo" adaptada para o filme.  
Se vocĂȘ Ă© alguĂ©m que nĂŁo cala a boca ou vive no celular quando vai ao cinema pare jĂĄ com isso! VocĂȘ tem o direito de gastar o seu dinheiro como bem quiser, mas nĂŁo atrapalhe quem estĂĄ querendo ver o filme e pagou para isso, e nĂŁo para escutar comentĂĄrios idiotas ou para ver alguĂ©m usando o celular durante o tempo inteiro, e ainda por cima escutando a pergunta "O que estĂĄ acontecendo?" de um modo compulsivo.


Se alguĂ©m se interessar pelo filme ao lado estĂĄ o trailer, pessoalmente eu amei o filme. E caso vocĂȘ vĂĄ ao cinema, espero que nĂŁo passe pelo o que eu passei.

Meu Ășltimo dia de vida

As palavras que consigo encontrar nĂŁo sĂŁo o suficiente para o que eu quero transmitir nesse texto, nem mesmo com anos conseguiria transmitir a mensagem que eu quero com as palavras exatas e nĂŁo sei o tempo que ainda tenho pela frente, entĂŁo achei algumas frases adequadas e que conseguem expressar muito bem o que eu quero dizer.
"Para uma mente bem estruturada, a morte Ă© apenas uma aventura seguinte!"  Albus Dumbledore, Harry Potter e a Pedra Filosofal
 "Essa ligação Ă©... Ă© o meu bilhete. É isso que as pessoas fazem, nĂŁo Ă©?"  Sherlock, The Reichenbach Fall 
Apesar do tom suicida que predomina no inicio do texto isso estĂĄ longe de ser um bilhete, tenho somente 17 anos e espero viver muitos anos e nĂŁo tenho nenhum motivo para tirar a minha prĂłpria vida. Mas de qualquer jeito hoje resolvi escrever um pouco sobre a morte, para ser mais precisa sobre o que eu faria no meu Ășltimo dia de vida apĂłs ver vĂ­deos e fotos de alguns atores e atrizes falando o que eles fariam se hoje fosse o seu Ășltimo dia de vida/se o mundo acabasse amanhĂŁ.

  1. Reynaldo Gianecchini: NĂŁo sei o que faria. Acho que ia tentar ficar com as pessoas que eu amo.
  2. Crystal Reed: Minha Ășltima refeição seria um monte de glĂșten e carne, porque eu nĂŁo como nenhum dos dois.
  3. Dylan O' Brien: Eu teria uma boa refeição, frango empanado. E eu iria em um jogo dos Mets e correria pelado pelo campo. 
  4. Douglas Booth: Eu ficaria com a minha famĂ­lia e amigos, claro (...) Eu iria para algum lugar bonito, andar de ski... faria varias atividades com alta adrenalina e torceria para morrer antes do fim do mundo.
  5. Emma Watson: Nossa, teria tantos lugares que nunca conheci e nĂŁo teria mais a chance de conhecer. Acho que iria direto para o aeroporto! E... Eu iria para o Brasil! 
  6. Logan Lerman: NĂŁo sei, acho que quebraria algumas regras impostas pela sociedade. Acho que eu tiraria minha roupa e sairia correndo pelado por aĂ­! 
Depois de ver esses depoimentos e outros eu passei algumas horas pensando sobre o que eu faria caso hoje fosse Ășltimo dia de vida/se o mundo acabasse amanhĂŁ.

Eu: A primeira coisa em que eu pensei foi "Tentar colocar as minhas sĂ©ries em dia", mas depois de alguns minutos eu percebi que isso iria durar mais tempo do que eu realmente teria e isso vale para os livros que eu tenho e ainda nĂŁo li e alguns que quero reler. Provavelmente comeria algo que eu gosto como Kit Kat ou uma barra de Diamante Negro, ninguĂ©m sabe o que vem depois da morte e por isso acho que Ă© bom estar preparada para tudo, inclusive com comida, a ideia de passar fome eternamente nĂŁo Ă© muito atraente. Apesar da opção "sair correndo pelado por aĂ­" ter sido citada duas vezes - primeiro o Dylan e depois o Logan - Ă© algo que eu nĂŁo faria, apesar de ser considerada como louca por algumas pessoas isso ultrapassaria todos os nĂ­veis da minha loucura. TambĂ©m adoro viajar, mas sĂŁo tantos lugares que eu nĂŁo conheço e que tenho vontade de conhecer que eu precisaria do Doctor junto da TARDIS.

Acho que em sua situação como essa alguns clichĂȘs sĂŁo os melhores, iria gastar as minhas Ășltimas horas de vida junto dos meus amigos e da minha famĂ­lia. NĂŁo me importo que essa decisĂŁo seja um clichĂȘ bĂĄsico, Ă© apenas uma questĂŁo de priorizar o que eu tenho de mais importante na vida. E se tenho apenas algumas horas de vida/o mundo estĂĄ prestes a acabar eu nĂŁo preciso fazer isso sozinha, a amizade envolve a uniĂŁo desde os momentos mais felizes atĂ© os mais trĂĄgicos e a famĂ­lia Ă© um dos bens mais preciosos que alguma pessoa pode ter na vida, sempre vai ter alguĂ©m para te estender a mĂŁo e ficar do seu lado mesmo que o restante do mundo te odeie.
 E depois alguĂ©m se interessar e quiser ver o vĂ­deo onde a Crystal e o Dylan falam isso aqui estĂĄ o link.

Resenha: Quem Ă© VocĂȘ Alasca?

TĂ­tulo: Quem Ă© VocĂȘ Alasca?
Autor(a): John Green
Editora: WMF Martins Fontes
NĂșmero de pĂĄginas: 229
Classificação: 5/5

Conheci o John Green com o livro A Culpa Ă© das Estrelas, o livro mexeu comigo de uma maneira impressionante que eu resolvi ler outras obras desse autor genial. Essa foi uma das minhas maiores motivaçÔes para ler Quem Ă© VocĂȘ Alasca?, sem contar que algumas poucas amigas minhas que leram o livro começaram a postar nas redes sociais fotos do livro e frases extremamente profundas. Do mesmo modo que eu acabei me apaixonando por A Culpa Ă© das Estrelas, Teorema Katherine, o mesmo aconteceu com esse livro. Consequentemente, tambĂ©m acabou aumentando a minha adoração pelo John Green, um Ăłtimo escritor e um grande gĂȘnio.
"Miles Halter Ă© um adolescente fissurado por cĂ©lebres Ășltimas palavras — e estĂĄ cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola Ă  procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava Ă  beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o guarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemĂĄtica e extremamente sensual, Alasca levarĂĄ Miles para o seu labirinto e o catapultarĂĄ em direção ao 'Grande Talvez'". 
Miles Halter — ou Gordo — Ă© um garoto que leva uma tĂ­pica vida de uma famĂ­lia americana, porĂ©m nĂŁo se sente feliz com a prĂłpria vida que leva, descrevendo-a como "vidinha medĂ­ocre", alĂ©m de nĂŁo ter amigos em sua escola, apenas "colegas" que se resumem nos alunos da aula de teatro e os geeks do inglĂȘs com quem ele se senta no refeitĂłrio de sua escola por necessidade social. Por esse motivo, ele decide deixar sua casa na FlĂłrida para se mudar para um internato no Alabama onde seu pai jĂĄ estudou. Essa nĂŁo foi uma decisĂŁo que agrada muito os seus pais — principalmente a sua mĂŁe — que criam algumas hipĂłteses para a sua vontade de ir embora. Quando tudo, na verdade, se resume na inspiração que Miles tem por François Rabelais, um poeta cujas Ășltimas palavras foram: "Saio em busca de um Grande Talvez". Ele explica que nĂŁo quer ter de morrer para começar a sua busca pelo Grande Talvez, portanto estĂĄ indo embora.

Como uma espĂ©cie de tradição familiar Miles, acaba indo para a Culver Creek, o internato onde seu pai estudou quando jovem. E as coisas nĂŁo começam a acontecer do jeito que ele esperava. Para começar, teve de se agachar para tomar o seu banho visto que o chuveiro parecia ser feito para pessoas com um metro e dez de altura, e ele com os seus 1, 80m precisou dar o seu jeito para se banhar. Logo em seguida, estando apenas com sua toalha amarrada na cintura, acaba conhecendo o seu colega de quarto Chip Martin — ou Coronel —, um rapaz baixo com no mĂĄximo 1,50m, musculoso e com um emaranhado de cabelo castanho.          
 "Bonito, pensei, vou conhecer o meu companheiro de quarto, pelado".
 "— Meu nome Ă© Chip Martin — anunciou uma voz grave, a voz de um DJ de rĂĄdio. Antes que pudesse responder, ele acrescentou: — Eu o cumprimentaria, mas acho melhor vocĂȘ continuar segurando essa toalha atĂ© terminar de se vestir".   
A amizade que se estabelece entre os dois Ă© praticamente instantĂąnea. É o Chip que atualiza Miles a respeito de algumas regras da Culver Creek, e tambĂ©m o apresenta para Alasca Young. EstĂĄ, Ă© uma jovem enigmĂĄtica, sedutora, questionadora, rebelde e para a infelicidade de Miles ela tem um namorado. Mas esse Ășltimo fator nĂŁo impede que ele se apaixone por ela, ambos desenvolvem uma amizade e vĂŁo se tornando cada vez mais prĂłximos por Miles decidir ajudar a jovem rebelde a tentar descobrir o que Simon BolĂ­var queria dizer com suas Ășltimas palavras: "Como sairei deste labirinto?". Juntos Miles, Chip e Alasca acabam se envolvendo em tĂ­picos problemas de adolescentes, lidam com decepçÔes amorosas e tem de aprender a lidar com a perda.
 "NĂŁo sabia se podia confiar nela e jĂĄ estava cansado de sua imprevisibilidade - fria num dia, meiga no outro; irresistivelmente sedutora em um momento e insuportavelmente chata em outro."  
O que me atraiu principalmente nesse livro foi a personagem Alasca Young, primeiramente achei bastante incomum o nome dela e por algum motivo comecei a gostar dela a partir desse instante. TambĂ©m existe o fato de que ela tem um grande nĂșmero de livros e os chama de "Biblioteca da Minha Vida", como sou viciada em ler,  me encontrei nesse trecho. Sem contar que ela Ă© uma personagem mais profunda do que realmente aparenta ser, inicialmente achava que ela era apenas uma garota-problema que de certa forma tentava chamar atenção para si mesma, mas na verdade Ă© muito mais profunda do que isso.
"— VocĂȘs fumam para saborear. Eu fumo para morrer".
 "... se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa e ela, um furacĂŁo".
Esse livro tambĂ©m me fez refletir sobre o "Grande Talvez", e cheguei Ă  conclusĂŁo que Miles conseguiu encontrar o que tanto procurava, a partir do momento em que ele resolveu deixar sua casa para ir estudar em Culver Creek, quando se tornou amigo do Chip e da Alasca e fez coisas que nunca imaginou que iria fazer em algum dia de sua vida.
 "— NĂŁo posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando sobre que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro Ă© uma espĂ©cie de nostalgia".
Também foi interessante tratar um algo muito comum entre os jovens, que é o amor não correspondido. Muitas vezes, para algumas pessoas isso pode ser o sinÎnimo de fim do mundo.
"Eu queria ser o seu Ășltimo amor. Mas sabia que nĂŁo era. Sabia e a odiava por isso. Eu a odiava por nĂŁo se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado naquela noite. E odiava a mim mesmo por tĂȘ-la deixado ir embora, porque, se eu tivesse sido suficiente, ela nĂŁo teria querido ir embora. Simplesmente, teria se deitado comigo, conversando e chorado. Eu a teria ouvido e teria beijado as lĂĄgrimas que caĂ­am dos seus olhos".
Para quem estĂĄ Ă  procura de algo profundo, um tanto reflexivo e inovador esse livro Ă© uma Ăłtima opção. Mesmo que existam alguns clichĂȘs, acho que sĂŁo essenciais. Tirando isso, gostei da caracterização de cada um dos personagens e cada um com o seu vĂ­cio incomum: Miles, o fissurado por cĂ©lebres Ășltimas palavras; Chip, com uma boa memĂłria decorou o nome de todos os paĂ­ses; e Alasca, uma garota cheia de livros, sendo que talvez tenha ao lido ao todo um terço do que tem, mas pretende ler todos.

Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado

TĂ­tulo: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autor(a): Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
NĂșmero de pĂĄginas: 288
Classificação: 4/5

Como uma grande fĂŁ de mechas coloridas a primeira coisa que me chamou atenção no livro foi o cabelo de Lola, e a sinopse do livro me deixou confiante que essa histĂłria estava longe de ser algo muito clichĂȘ e que seria uma boa fonte de risadas.

"A designer-revelação Lola Nolan nĂŁo acreditava em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa - mais brilhante, mais divertida, mais selvagem - melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela Ă© uma filha e uma amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo estĂĄ mais perfeito (atĂ© mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) atĂ© os gĂȘmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Criket - um inventor habilidoso-  sai da sombra de sua irmĂŁ gĂȘmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado."

Dolores Nolan (mais conhecida por seu apelido Lola) estĂĄ longe de ser uma tĂ­pica garota comum, para começar foi criada por seu tio gay e o marido dele jĂĄ que sua mĂŁe Ă© uma alcoĂłlatra que nĂŁo quis cuidar da filha, preferindo dar sua filha para o irmĂŁo criar do que Ă  "abandonar" nas ruas. Se jeito de se vestir Ă© muito extravagante - nunca repete a mesma roupa, usa diversas perucas e maquiagens chamativas -  e o que eu gosto disso Ă© que ela nĂŁo se importa com a opiniĂŁo alheia. E ela mentiu sua idade para Max, seu namorado roqueiro quando eles começaram a sair, ele Ă© mais velho, toca em uma banda, fuma, bebe e nĂŁo tem a aprovação dos pais de Lola. AlĂ©m do mais ela tem uma lista de desejos bem peculiar.  
"Tenho trĂȘs desejos bem simples. Sem dĂșvida, pedir por eles nĂŁo Ă© demais. O primeiro Ă© participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. Quero uma peruca que, de tĂŁo trabalhada, poderia engaiolar um pĂĄssaro e um vestido tĂŁo largo que eu sĂł serei capaz de entrar no salĂŁo atravĂ©s de portas duplas. Mas quando eu chegar lĂĄ, vou segurar as saias no alto para revelar um par de coturnos de plataforma, sĂł para que todo mundo veja que, por baixo dos babados, sou durona feito punk rock.
O segundo Ă© que meus pais aprovem meu namorado. Eles o odeiam. Odeiam seu cabelo descolorido, sempre com raĂ­zes escuras, e odeiam  seus braços, tatuados com teias de aranha e estrelas.Dizem que ele tem um ar de superioridade e um sorrisinho presunçoso. E estĂŁo fartos de ouvir a mĂșsica que ele toca explodindo de meu quarto e cansados de brigar por causa de cada hora que eu devo voltar para casa sempre que saio para ver a banda dele tocar em clubes.
 E o meu terceiro desejo?
Nunca, jamais, em hipĂłtese alguma, voltar a ver os gĂȘmeos Bell. Nunca mais." 
Infelizmente alguns de seus desejos acabam saindo de forma diferente de como ela gostaria, e isso envolve a volta dos gĂȘmeos Bell para o seu bairro. A sua relação com Criket tem seus pontos altos e baixos, em alguns momentos acabam comentando sobre o passado que tem uma grande influĂȘncia sobre o estado em que se encontra a relação entre os dois.

A leitura do livro Ă© rĂĄpida e aconchegante, perfeita para alguĂ©m que quer dar boas risadas e que jĂĄ se cansou de alguns tĂ­picos clichĂȘs.

Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob

TĂ­tulo: Um Gato de Rua Chamado Bob
Autor(a): James Bowen
Editora: Novo Conceito
NĂșmero de pĂĄginas: 240
Classificação: 5/5


Eu tenho uma admiração entre a amizade que algumas pessoas conseguem estabelecer com seus animais, na minha opiniĂŁo Ă© um dos tipos de amizades mais pura e sincera que pode existir. Na sociedade em que vivemos as pessoas se tornaram muito individualistas e isso consequentemente acaba implicando nas relaçÔes pessoas de uma pessoa, na maioria das vezes sempre olham primeiro para o seu prĂłprio umbigo antes de pensar no outro. JĂĄ a relação entre homem X animal nĂŁo tende ser egocĂȘntrica ou individualista, apesar de que nem tudo se resume em paz e amor. Infelizmente, existem certas pessoas que possuem um tipo de gosto desprezĂ­vel que Ă© o maltrato de animais, mas agora em questĂŁo esse Ă© um assunto que nĂŁo vem muito ao caso.

Desde pequena sempre tive um amor infinito por cĂŁes e se tratando de gatos nunca tive uma opiniĂŁo inteiramente formada, em uma Ă©poca achei que eles eram animais malvados devido o filme da Disney Cinderela onde tem o LĂșcifer que Ă© um gato extremamente malvado, e tambĂ©m nos dois filmes de A Dama e o Vagabundo. Com esses dois filmes acabei tendo uma imagem de que os gatos estavam longe de ser a companhia mais agradĂĄvel que um homem pode ter, mas apĂłs o filme Aristogatas acabei mudando a minha cabeça e uma fascinação por gatos começou a crescer dentro de mim. Apesar de nĂŁo ter um gato de estimação acho esse ser um pouco misterioso e muito fotogĂȘnico.

E um fato sobre mim: eu adoro ruivos, independente se for uma pessoa ou um animal.  

Foram esses trĂȘs fatores que me chamaram atenção na capa do livro Um Gato de Rua Chamado Bob, e depois de dar uma lida no livro achei uma emocionante histĂłria de superação e amizade. Acredito que os animais acabam fazendo a diferença na vida das pessoas e foi isso que certo gatinho de rua e com o pelo alaranjado - Bob -,  fez com James Bowen, um ex-viciado, que tem problemas como transtorno bipolar e TDA/H, e que estĂĄ tentando reconstruir sua vida trabalhando como mĂșsico nas ruas de Londres.
"Ter Bob comigo havia feito a diferença na forma como eu estava vivendo a vida. AlĂ©m de me trazer mais rotina e senso de responsabilidade, ele me fez dar uma boa olhada em mim mesmo." 
Ao longo da leitura fiquei impressionada com a relação que foi estabelecida entre James e Bob, uma forte relação de amizade ao ponto do gato seguir seu dono e o acompanhar durante suas apresentaçÔes de mĂșsicas, alĂ©m da ajuda mutua que um ofereceu para o outro. James tirou Bob das ruas e lhe deu um lar alĂ©m de amor, jĂĄ o gatinho serviu como uma espĂ©cie de segunda chance para o mĂșsico.
"Sabia que aquela era a minha chance de mudar a situação. E eu sabia que tinha que a agarrar dessa vez. Se fosse um gato, estaria em minha sétima vida."
Do mesmo modo que Bob cativa as pessoas das ruas de Londres, a histĂłria  de superação e amizade entre os dois acabam cativando o leitor que se emociona desde a primeira atĂ© a Ășltima pĂĄgina.

Um tal de JoĂŁo Verde ft. Libba Bray

NĂŁo me lembro exatamente do dia em que eu resolvi ler A Culpa Ă© das Estrelas de John Green, provavelmente deve ter sido pelo grande nĂșmero de pessoas que estavam lendo esse livro e postando frases dele no tumblr, twitter, facebook... Isso me deixou muito intrigada para ler esse livro que estava fazendo sucesso com praticamente todo mundo. Foi preciso que eu deixasse a minha preguiça um pouco de lado para sair e comprar esse livro.

Um dos comentĂĄrios que eu mais escutei sobre o livro foi "VocĂȘ vai chorar lendo ele", entĂŁo jĂĄ estava me preparando emocionalmente algo cheio de drama de inicio ao fim, para ver personagens que viriam a se tornar meus preferidos morrendo. Mas quando eu comecei a ler nĂŁo achei algo tĂŁo dramĂĄtico como imagina, tudo bem que Ă© triste ver uma jovem com cĂąncer e sem muito Ăąnimo para viver, mas isso Ă© uma realidade de milhares de pessoas. A vida seria um mar de rosas se sĂŁo existissem doenças feito o cĂąncer, as pessoas que sofrem dessas doenças iriam ter uma vida mais longa e sem muito sofrimento, no entanto a vida estĂĄ longe de ser fĂĄcil tanto para as pessoas que sofrem de alguma doença grave ou que tem uma saĂșde perfeita. No livro Louco aos Poucos da Libba Bray, conta a histĂłria de um adolescente que descobre que tem uma doença sĂ©ria e ele vai morrer e ao longo das pĂĄginas a autora faz um questionamento sobre a vida que eu acho que combinam com A Culpa Ă© das Estrelas.    

"—Eu vou melhorar?
Seu corpo empertigado vai amaciando a cada minuto que passa.
—VocĂȘ tem que perguntar isso para o seu mĂ©dico, Cameron.
Gosto da maneira como ela pronuncia o meu nome, como se ele tivesse mais sĂ­labas do que realmente tem.
—É que... ninguĂ©m diz nada, sabe como Ă©?
Glory olha em direção ao corredor, onde ela tem gråficos para arquivar e pacientes para examinar.
—Isso acontece porque ninguĂ©m entende como a coisa funciona nem o porquĂȘ. Por que Deus leva os bons e jovens ou porque sofremos. NĂŁo entendo por que Ele levou a minha filhinha que teve cĂąncer com apenas cinco anos de idade."
— Louco aos Poucos, Libba Bray.      
"NĂŁo posso falar da nossa histĂłria de amor, entĂŁo vou falar de matemĂĄtica. NĂŁo sou formada em matemĂĄtica, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de nĂșmeros entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhĂŁo. Alguns infinitos sĂŁo maiores que outros. Um escritor de quem costumĂĄvamos gostar nos ensinou isso. HĂĄ dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais nĂșmeros do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais nĂșmeros para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, vocĂȘ nĂŁo imagina o tamanho da minha gratidĂŁo pelo nosso pequeno infinito. Eu nĂŁo o trocaria por nada nesse mundo. VocĂȘ me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso." — A Culpa Ă© das Estrelas, John Green.
Eu sou atraĂ­da por livros em que acabam fazendo um questionamento sobre a vida humana ou sobre qualquer outro assunto, gosto de ficar filosofando e criando teorias sobre esses questionamentos. Mas voltando ao assunto principal desse texto, acabei me apaixonando pelo modo do John Green escrever e expor suas ideias que pessoalmente eu considero geniais. Logo que acabei  A Culpa Ă© das Estrelas sai em busca de mais livros dele para ler e o escolhido acabou sendo Teorema Katherine. Esse livro eu nĂŁo gostei tanto como A Culpa Ă© das Estrelas, sou pĂ©ssima em matemĂĄtica e as vezes ficava sem entender a lĂłgica que o Colin criou para explicar a sua relação com suas antigas namoradas (todas chamadas Katherine), se Ă s vezes eu me matava para entender um conteĂșdo idiota de funçÔes que a minha professora passava, a lĂłgica que  criada no livro foi pior ainda. E mesmo sabendo que o Colin Singleton Ă© apenas um personagem fictĂ­cio eu nĂŁo escondo que sinto uma inveja branca dele e eu gostaria de ser inteligente como ele e ter essa facilidade para matemĂĄtica.

O prĂłximo da lista acabou sendo Cidades de Papel e eu fiquei fascinada com a personagem Margo Roth Spiegelman, uma garota profunda que me lembrou um pouco a minha amiga por ela nĂŁo ser o que realmente aparenta. No inicio do livro vocĂȘ acha que Margo leva uma vida que pode ser considerada perfeita, ela tem 18 anos, mora com seus pais e com sua irmĂŁ, Ă© uma garota bonita e popular. Mas isso Ă© apenas o lado de fora, por dentro ela Ă© uma pessoa muito mais profunda que sofre de conflitos internos e que tem um relacionamento conturbado com seus pais. E assim como todos os personagens do John Green ela Ă© brilhante, o modo que ela planejou sua busca foi algo que me deixou impressionada. A Ășnica vez que eu "fugi" de casa acabei indo para a escada de emergĂȘncia no meu prĂ©dio e fiquei por lĂĄ durante uns 15 minutos antes de voltar para a minha casa.

Adquiri Quem Ă© VocĂȘ Alasca? durante a minha viagem para o Rio de Janeiro, nĂŁo estava conseguindo encontrar esse livro nas livrarias da cidade de onde eu moro e quase vibrei quando consegui comprar esse livro, foi como um pequeno desejo se realizando. Durante a leitura eu acabei me identificando com o personagem principal Miles Halter, um jovem que Ă© fissurado por cĂ©lebres Ășltimas palavras, jĂĄ eu sou colecionadora de frases de livros, filmes e sĂ©ries. O final do livro Ă© triste, mas acredito que Alasca tenha ficado feliz ou satisfeita com isso jĂĄ que se tratava de uma vontade dela, e acredito que ela tenha vivido intensamente apesar de ser jovem quando morreu. A mente dela era um verdadeiro enigma, assim como ela.

"VocĂȘs fumam para saborear. Eu fumo para morrer."  Quem Ă© VocĂȘ Alasca?, John Green
"—Acho que a pessoa nĂŁo deve morrer enquanto nĂŁo estiver pronta. AtĂ© quando vocĂȘ tenha esgotado cada pedacinho de vida possĂ­vel."  — Louco aos Poucos, Libba Bray.      
O que mais eu adorei de Will & Will- Um nome, um destino, Ă© que o livro acaba saindo do clichĂȘ bĂĄsico de "garoto ama garota, ela retribui o sentimento, eles começam a namorar e dependendo do autor podem passar o resto da vida juntos e felizes, ou um dos dois acaba morrendo".  Esse livro mostra que nĂŁo tem nada de errado um garoto se apaixonar por um garoto, que vocĂȘ pode ser gordinho(a) e ainda sim vai encontrar alguĂ©m que te ame pelo o que vocĂȘ Ă© e nĂŁo por causa da sua aparĂȘncia.

Acredito que ao longo do texto consegui mostrar os motivos de eu gostar dos livros do John Green, e nĂŁo por causa de ser uma modinha. Eu o considero como um escritor incrĂ­vel, com questĂ”es meio filosĂłficas que acabam me prendendo aos livros, e os personagens e histĂłrias que acabam fugindo dos clichĂȘs com os quais jĂĄ estamos acostumados.