No escurinho do cinema

Eu li Divergente graças à minha amiga que só me falou coisas boas sobre a trilogia, portanto eu fiz questão de ler o primeiro livro antes da estreia do filme que estava marcada para o dia 17/04, mesmo tendo uma noção de que eu não iria ver o filme exatamente no dia da estreia não me importei de adiantar a minha leitura. Prefiro muito mais ler um livro primeiro e depois assistir o filme. 

Assim que eu li o livro faltava arranjar algum dia para ir ao cinema, além de companhia. Mas, depois de tentar marcar de ir ao cinema mais de uma vez com meus amigos resolvi ir sozinha, apesar de que ir com os amigos acaba sendo mil vezes mais divertido estava cansada de ver planos indo por água abaixo. Pois bem, no dia 26/04 resolvi ir ver o filme Divergente depois de muito tempo. 

Sobre o filme não tenho nenhum tipo de reclamação para fazer, é um conhecimento geral de que o filme não é 100% fiel ao livro, mas  Divergente conseguiu sair bastante parecido com o livro tendo apenas algumas mudanças:
  1. Não mostrou alguns iniciados mortos.
  2. Durante o livro Tris, acaba virando amiga de Uriah, mas esse personagem não aparece durante o filme.
  3. No livro Quatro - ou Tobias - acaba dando em cima da Tris enquanto bêbado, eu ri um pouco com essa parte. Porém, ela não apareceu no filme.
  4. No livro Al tem sentimentos pela Tris, mas eu não percebi isso diante das telas. 
  5. Onde foi parar a parte em que o Peter deixa o Edwad cego de um olho?
  6. Não mostraram muito o envolvimento romântico entre a Christina e o Will. No livro, a Christina conta para a Tris sobre esse relacionamento.
E também teve a atuação impecável dos atores, pessoalmente achei de o Theo James se saiu perfeito no papel do Quatro, e mesmo não indo muito com a cara da Shailene Woodley eu gostei da interpretação dela como Tris. E acho que nem é preciso comentar sobre a Kate Winslet, essa mulher é incrível.  

Mas esse não foi o real motivo que me fez escrever esse texto, na verdade é mais uma reclamação sobre a postura de algumas pessoas na sala de cinema. Do mesmo jeito que eu acabei passando por um momento de raiva durante o filme, acredito que outras pessoas também já passaram por situações semelhantes. 

Antes dos filmes começaram sempre passa a propaganda que diz algumas regras do cinema que incluem "Desligue o seu celular", e é no minimo irritante quando algum celular toca no meio do filme, piora ainda se a pessoa atende e inicia uma conversa o que acaba atrapalhando o restante do povo que se distrae. Também algumas pessoas fazem questão de passar o filme inteiro usando o celular, o brilho do aparelho no escuro do cinema já é algo meio desagradável. E ainda tem casos em que as pessoas ficam no celular durante o filme inteiro, e depois reclamam que não entenderam coisa nenhuma ou ficam perguntando o que está acontecendo de cinco em cinco minutos.  

E eu não poderia deixar de citar as pessoas que não calam a boca, ficam falando desde o início até os créditos finais do filme. Só por ter uma pessoa falando em sua cabeça quando você quer prestar atenção em algo é chato, e piora quando o que estão falando é o cúmulo da merda que pode existir. As garotas que sentaram do meu lado durante o filme falaram tanta bobagem que eu acabei decorando, acabei ficando perplexa com as coisas que saiam das bocas delas. 
  1. "Ele (Quatro) devia encoxar ela (Tris)". - Sobre a cena em que os dois estão escalando a  roda gigante e a Tris acaba quase caindo, mas é salva pelo Quatro que estava bem atrás dela e a segurou. 
  2. Xingaram a Tris na hora em que ela se afastou do beijo do Quatro, e em seguida disse "Não quero ir muito rápido"
  3. "Ela tem medo de corvo, mato, água, areia movediça". - Sobre a simulação da Tris, onde ela tem que enfrentar os seus medos.  
  4. "Eu não tenho carro/ Não tenho facção/ E se ficar comigo é porque gosta/ do meu/ rá rá rá rá rá rá rá/ Lepo Lepo" - Música "Lepo Lepo" adaptada para o filme.  
Se você é alguém que não cala a boca ou vive no celular quando vai ao cinema pare já com isso! Você tem o direito de gastar o seu dinheiro como bem quiser, mas não atrapalhe quem está querendo ver o filme e pagou para isso, e não para escutar comentários idiotas ou para ver alguém usando o celular durante o tempo inteiro, e ainda por cima escutando a pergunta "O que está acontecendo?" de um modo compulsivo.


Se alguém se interessar pelo filme ao lado está o trailer, pessoalmente eu amei o filme. E caso você vá ao cinema, espero que não passe pelo o que eu passei.

Meu último dia de vida

As palavras que consigo encontrar não são o suficiente para o que eu quero transmitir nesse texto, nem mesmo com anos conseguiria transmitir a mensagem que eu quero com as palavras exatas e não sei o tempo que ainda tenho pela frente, então achei algumas frases adequadas e que conseguem expressar muito bem o que eu quero dizer.
"Para uma mente bem estruturada, a morte é apenas uma aventura seguinte!"  Albus Dumbledore, Harry Potter e a Pedra Filosofal
 "Essa ligação é... é o meu bilhete. É isso que as pessoas fazem, não é?"  Sherlock, The Reichenbach Fall 
Apesar do tom suicida que predomina no inicio do texto isso está longe de ser um bilhete, tenho somente 17 anos e espero viver muitos anos e não tenho nenhum motivo para tirar a minha própria vida. Mas de qualquer jeito hoje resolvi escrever um pouco sobre a morte, para ser mais precisa sobre o que eu faria no meu último dia de vida após ver vídeos e fotos de alguns atores e atrizes falando o que eles fariam se hoje fosse o seu último dia de vida/se o mundo acabasse amanhã.

  1. Reynaldo Gianecchini: Não sei o que faria. Acho que ia tentar ficar com as pessoas que eu amo.
  2. Crystal Reed: Minha última refeição seria um monte de glúten e carne, porque eu não como nenhum dos dois.
  3. Dylan O' Brien: Eu teria uma boa refeição, frango empanado. E eu iria em um jogo dos Mets e correria pelado pelo campo. 
  4. Douglas Booth: Eu ficaria com a minha família e amigos, claro (...) Eu iria para algum lugar bonito, andar de ski... faria varias atividades com alta adrenalina e torceria para morrer antes do fim do mundo.
  5. Emma Watson: Nossa, teria tantos lugares que nunca conheci e não teria mais a chance de conhecer. Acho que iria direto para o aeroporto! E... Eu iria para o Brasil! 
  6. Logan Lerman: Não sei, acho que quebraria algumas regras impostas pela sociedade. Acho que eu tiraria minha roupa e sairia correndo pelado por aí! 
Depois de ver esses depoimentos e outros eu passei algumas horas pensando sobre o que eu faria caso hoje fosse último dia de vida/se o mundo acabasse amanhã.

Eu: A primeira coisa em que eu pensei foi "Tentar colocar as minhas séries em dia", mas depois de alguns minutos eu percebi que isso iria durar mais tempo do que eu realmente teria e isso vale para os livros que eu tenho e ainda não li e alguns que quero reler. Provavelmente comeria algo que eu gosto como Kit Kat ou uma barra de Diamante Negro, ninguém sabe o que vem depois da morte e por isso acho que é bom estar preparada para tudo, inclusive com comida, a ideia de passar fome eternamente não é muito atraente. Apesar da opção "sair correndo pelado por aí" ter sido citada duas vezes - primeiro o Dylan e depois o Logan - é algo que eu não faria, apesar de ser considerada como louca por algumas pessoas isso ultrapassaria todos os níveis da minha loucura. Também adoro viajar, mas são tantos lugares que eu não conheço e que tenho vontade de conhecer que eu precisaria do Doctor junto da TARDIS.

Acho que em sua situação como essa alguns clichês são os melhores, iria gastar as minhas últimas horas de vida junto dos meus amigos e da minha família. Não me importo que essa decisão seja um clichê básico, é apenas uma questão de priorizar o que eu tenho de mais importante na vida. E se tenho apenas algumas horas de vida/o mundo está prestes a acabar eu não preciso fazer isso sozinha, a amizade envolve a união desde os momentos mais felizes até os mais trágicos e a família é um dos bens mais preciosos que alguma pessoa pode ter na vida, sempre vai ter alguém para te estender a mão e ficar do seu lado mesmo que o restante do mundo te odeie.
 E depois alguém se interessar e quiser ver o vídeo onde a Crystal e o Dylan falam isso aqui está o link.

Resenha: Quem é Você Alasca?

Título: Quem é Você Alasca?
Autor(a): John Green
Editora: WMF Martins Fontes
Número de páginas: 229
Classificação: 5/5

Conheci o John Green com o livro A Culpa é das Estrelas, o livro mexeu comigo de uma maneira impressionante que eu resolvi ler outras obras desse autor genial. Essa foi uma das minhas maiores motivações para ler Quem é Você Alasca?, sem contar que algumas poucas amigas minhas que leram o livro começaram a postar nas redes sociais fotos do livro e frases extremamente profundas. Do mesmo modo que eu acabei me apaixonando por A Culpa é das Estrelas, Teorema Katherine, o mesmo aconteceu com esse livro. Consequentemente, também acabou aumentando a minha adoração pelo John Green, um ótimo escritor e um grande gênio.
"Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o guarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao 'Grande Talvez'". 
Miles Halter — ou Gordo — é um garoto que leva uma típica vida de uma família americana, porém não se sente feliz com a própria vida que leva, descrevendo-a como "vidinha medíocre", além de não ter amigos em sua escola, apenas "colegas" que se resumem nos alunos da aula de teatro e os geeks do inglês com quem ele se senta no refeitório de sua escola por necessidade social. Por esse motivo, ele decide deixar sua casa na Flórida para se mudar para um internato no Alabama onde seu pai já estudou. Essa não foi uma decisão que agrada muito os seus pais — principalmente a sua mãe — que criam algumas hipóteses para a sua vontade de ir embora. Quando tudo, na verdade, se resume na inspiração que Miles tem por François Rabelais, um poeta cujas últimas palavras foram: "Saio em busca de um Grande Talvez". Ele explica que não quer ter de morrer para começar a sua busca pelo Grande Talvez, portanto está indo embora.

Como uma espécie de tradição familiar Miles, acaba indo para a Culver Creek, o internato onde seu pai estudou quando jovem. E as coisas não começam a acontecer do jeito que ele esperava. Para começar, teve de se agachar para tomar o seu banho visto que o chuveiro parecia ser feito para pessoas com um metro e dez de altura, e ele com os seus 1, 80m precisou dar o seu jeito para se banhar. Logo em seguida, estando apenas com sua toalha amarrada na cintura, acaba conhecendo o seu colega de quarto Chip Martin — ou Coronel —, um rapaz baixo com no máximo 1,50m, musculoso e com um emaranhado de cabelo castanho.          
 "Bonito, pensei, vou conhecer o meu companheiro de quarto, pelado".
 "— Meu nome é Chip Martin — anunciou uma voz grave, a voz de um DJ de rádio. Antes que pudesse responder, ele acrescentou: — Eu o cumprimentaria, mas acho melhor você continuar segurando essa toalha até terminar de se vestir".   
A amizade que se estabelece entre os dois é praticamente instantânea. É o Chip que atualiza Miles a respeito de algumas regras da Culver Creek, e também o apresenta para Alasca Young. Está, é uma jovem enigmática, sedutora, questionadora, rebelde e para a infelicidade de Miles ela tem um namorado. Mas esse último fator não impede que ele se apaixone por ela, ambos desenvolvem uma amizade e vão se tornando cada vez mais próximos por Miles decidir ajudar a jovem rebelde a tentar descobrir o que Simon Bolívar queria dizer com suas últimas palavras: "Como sairei deste labirinto?". Juntos Miles, Chip e Alasca acabam se envolvendo em típicos problemas de adolescentes, lidam com decepções amorosas e tem de aprender a lidar com a perda.
 "Não sabia se podia confiar nela e já estava cansado de sua imprevisibilidade - fria num dia, meiga no outro; irresistivelmente sedutora em um momento e insuportavelmente chata em outro."  
O que me atraiu principalmente nesse livro foi a personagem Alasca Young, primeiramente achei bastante incomum o nome dela e por algum motivo comecei a gostar dela a partir desse instante. Também existe o fato de que ela tem um grande número de livros e os chama de "Biblioteca da Minha Vida", como sou viciada em ler,  me encontrei nesse trecho. Sem contar que ela é uma personagem mais profunda do que realmente aparenta ser, inicialmente achava que ela era apenas uma garota-problema que de certa forma tentava chamar atenção para si mesma, mas na verdade é muito mais profunda do que isso.
"— Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer".
 "... se as pessoas fossem chuva, eu seria a garoa e ela, um furacão".
Esse livro também me fez refletir sobre o "Grande Talvez", e cheguei à conclusão que Miles conseguiu encontrar o que tanto procurava, a partir do momento em que ele resolveu deixar sua casa para ir estudar em Culver Creek, quando se tornou amigo do Chip e da Alasca e fez coisas que nunca imaginou que iria fazer em algum dia de sua vida.
 "— Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando sobre que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia".
Também foi interessante tratar um algo muito comum entre os jovens, que é o amor não correspondido. Muitas vezes, para algumas pessoas isso pode ser o sinônimo de fim do mundo.
"Eu queria ser o seu último amor. Mas sabia que não era. Sabia e a odiava por isso. Eu a odiava por não se importar comigo. Eu a odiava por ter me deixado naquela noite. E odiava a mim mesmo por tê-la deixado ir embora, porque, se eu tivesse sido suficiente, ela não teria querido ir embora. Simplesmente, teria se deitado comigo, conversando e chorado. Eu a teria ouvido e teria beijado as lágrimas que caíam dos seus olhos".
Para quem está à procura de algo profundo, um tanto reflexivo e inovador esse livro é uma ótima opção. Mesmo que existam alguns clichês, acho que são essenciais. Tirando isso, gostei da caracterização de cada um dos personagens e cada um com o seu vício incomum: Miles, o fissurado por célebres últimas palavras; Chip, com uma boa memória decorou o nome de todos os países; e Alasca, uma garota cheia de livros, sendo que talvez tenha ao lido ao todo um terço do que tem, mas pretende ler todos.

Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado

Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autor(a): Stephanie Perkins
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 288
Classificação: 4/5

Como uma grande fã de mechas coloridas a primeira coisa que me chamou atenção no livro foi o cabelo de Lola, e a sinopse do livro me deixou confiante que essa história estava longe de ser algo muito clichê e que seria uma boa fonte de risadas.

"A designer-revelação Lola Nolan não acreditava em moda... ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa - mais brilhante, mais divertida, mais selvagem - melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e uma amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está mais perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Criket - um inventor habilidoso-  sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado."

Dolores Nolan (mais conhecida por seu apelido Lola) está longe de ser uma típica garota comum, para começar foi criada por seu tio gay e o marido dele já que sua mãe é uma alcoólatra que não quis cuidar da filha, preferindo dar sua filha para o irmão criar do que à "abandonar" nas ruas. Se jeito de se vestir é muito extravagante - nunca repete a mesma roupa, usa diversas perucas e maquiagens chamativas -  e o que eu gosto disso é que ela não se importa com a opinião alheia. E ela mentiu sua idade para Max, seu namorado roqueiro quando eles começaram a sair, ele é mais velho, toca em uma banda, fuma, bebe e não tem a aprovação dos pais de Lola. Além do mais ela tem uma lista de desejos bem peculiar.  
"Tenho três desejos bem simples. Sem dúvida, pedir por eles não é demais. O primeiro é participar do baile de inverno vestida de Maria Antonieta. Quero uma peruca que, de tão trabalhada, poderia engaiolar um pássaro e um vestido tão largo que eu só serei capaz de entrar no salão através de portas duplas. Mas quando eu chegar lá, vou segurar as saias no alto para revelar um par de coturnos de plataforma, só para que todo mundo veja que, por baixo dos babados, sou durona feito punk rock.
O segundo é que meus pais aprovem meu namorado. Eles o odeiam. Odeiam seu cabelo descolorido, sempre com raízes escuras, e odeiam  seus braços, tatuados com teias de aranha e estrelas.Dizem que ele tem um ar de superioridade e um sorrisinho presunçoso. E estão fartos de ouvir a música que ele toca explodindo de meu quarto e cansados de brigar por causa de cada hora que eu devo voltar para casa sempre que saio para ver a banda dele tocar em clubes.
 E o meu terceiro desejo?
Nunca, jamais, em hipótese alguma, voltar a ver os gêmeos Bell. Nunca mais." 
Infelizmente alguns de seus desejos acabam saindo de forma diferente de como ela gostaria, e isso envolve a volta dos gêmeos Bell para o seu bairro. A sua relação com Criket tem seus pontos altos e baixos, em alguns momentos acabam comentando sobre o passado que tem uma grande influência sobre o estado em que se encontra a relação entre os dois.

A leitura do livro é rápida e aconchegante, perfeita para alguém que quer dar boas risadas e que já se cansou de alguns típicos clichês.

Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob

Título: Um Gato de Rua Chamado Bob
Autor(a): James Bowen
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 240
Classificação: 5/5


Eu tenho uma admiração entre a amizade que algumas pessoas conseguem estabelecer com seus animais, na minha opinião é um dos tipos de amizades mais pura e sincera que pode existir. Na sociedade em que vivemos as pessoas se tornaram muito individualistas e isso consequentemente acaba implicando nas relações pessoas de uma pessoa, na maioria das vezes sempre olham primeiro para o seu próprio umbigo antes de pensar no outro. Já a relação entre homem X animal não tende ser egocêntrica ou individualista, apesar de que nem tudo se resume em paz e amor. Infelizmente, existem certas pessoas que possuem um tipo de gosto desprezível que é o maltrato de animais, mas agora em questão esse é um assunto que não vem muito ao caso.

Desde pequena sempre tive um amor infinito por cães e se tratando de gatos nunca tive uma opinião inteiramente formada, em uma época achei que eles eram animais malvados devido o filme da Disney Cinderela onde tem o Lúcifer que é um gato extremamente malvado, e também nos dois filmes de A Dama e o Vagabundo. Com esses dois filmes acabei tendo uma imagem de que os gatos estavam longe de ser a companhia mais agradável que um homem pode ter, mas após o filme Aristogatas acabei mudando a minha cabeça e uma fascinação por gatos começou a crescer dentro de mim. Apesar de não ter um gato de estimação acho esse ser um pouco misterioso e muito fotogênico.

E um fato sobre mim: eu adoro ruivos, independente se for uma pessoa ou um animal.  

Foram esses três fatores que me chamaram atenção na capa do livro Um Gato de Rua Chamado Bob, e depois de dar uma lida no livro achei uma emocionante história de superação e amizade. Acredito que os animais acabam fazendo a diferença na vida das pessoas e foi isso que certo gatinho de rua e com o pelo alaranjado - Bob -,  fez com James Bowen, um ex-viciado, que tem problemas como transtorno bipolar e TDA/H, e que está tentando reconstruir sua vida trabalhando como músico nas ruas de Londres.
"Ter Bob comigo havia feito a diferença na forma como eu estava vivendo a vida. Além de me trazer mais rotina e senso de responsabilidade, ele me fez dar uma boa olhada em mim mesmo." 
Ao longo da leitura fiquei impressionada com a relação que foi estabelecida entre James e Bob, uma forte relação de amizade ao ponto do gato seguir seu dono e o acompanhar durante suas apresentações de músicas, além da ajuda mutua que um ofereceu para o outro. James tirou Bob das ruas e lhe deu um lar além de amor, já o gatinho serviu como uma espécie de segunda chance para o músico.
"Sabia que aquela era a minha chance de mudar a situação. E eu sabia que tinha que a agarrar dessa vez. Se fosse um gato, estaria em minha sétima vida."
Do mesmo modo que Bob cativa as pessoas das ruas de Londres, a história  de superação e amizade entre os dois acabam cativando o leitor que se emociona desde a primeira até a última página.

Um tal de João Verde ft. Libba Bray

Não me lembro exatamente do dia em que eu resolvi ler A Culpa é das Estrelas de John Green, provavelmente deve ter sido pelo grande número de pessoas que estavam lendo esse livro e postando frases dele no tumblr, twitter, facebook... Isso me deixou muito intrigada para ler esse livro que estava fazendo sucesso com praticamente todo mundo. Foi preciso que eu deixasse a minha preguiça um pouco de lado para sair e comprar esse livro.

Um dos comentários que eu mais escutei sobre o livro foi "Você vai chorar lendo ele", então já estava me preparando emocionalmente algo cheio de drama de inicio ao fim, para ver personagens que viriam a se tornar meus preferidos morrendo. Mas quando eu comecei a ler não achei algo tão dramático como imagina, tudo bem que é triste ver uma jovem com câncer e sem muito ânimo para viver, mas isso é uma realidade de milhares de pessoas. A vida seria um mar de rosas se são existissem doenças feito o câncer, as pessoas que sofrem dessas doenças iriam ter uma vida mais longa e sem muito sofrimento, no entanto a vida está longe de ser fácil tanto para as pessoas que sofrem de alguma doença grave ou que tem uma saúde perfeita. No livro Louco aos Poucos da Libba Bray, conta a história de um adolescente que descobre que tem uma doença séria e ele vai morrer e ao longo das páginas a autora faz um questionamento sobre a vida que eu acho que combinam com A Culpa é das Estrelas.    

"—Eu vou melhorar?
Seu corpo empertigado vai amaciando a cada minuto que passa.
—Você tem que perguntar isso para o seu médico, Cameron.
Gosto da maneira como ela pronuncia o meu nome, como se ele tivesse mais sílabas do que realmente tem.
—É que... ninguém diz nada, sabe como é?
Glory olha em direção ao corredor, onde ela tem gráficos para arquivar e pacientes para examinar.
—Isso acontece porque ninguém entende como a coisa funciona nem o porquê. Por que Deus leva os bons e jovens ou porque sofremos. Não entendo por que Ele levou a minha filhinha que teve câncer com apenas cinco anos de idade."
— Louco aos Poucos, Libba Bray.      
"Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Um escritor de quem costumávamos gostar nos ensinou isso. Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter, e, por Deus, queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas, Gus, meu amor, você não imagina o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada nesse mundo. Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, e sou muito grata por isso." — A Culpa é das Estrelas, John Green.
Eu sou atraída por livros em que acabam fazendo um questionamento sobre a vida humana ou sobre qualquer outro assunto, gosto de ficar filosofando e criando teorias sobre esses questionamentos. Mas voltando ao assunto principal desse texto, acabei me apaixonando pelo modo do John Green escrever e expor suas ideias que pessoalmente eu considero geniais. Logo que acabei  A Culpa é das Estrelas sai em busca de mais livros dele para ler e o escolhido acabou sendo Teorema Katherine. Esse livro eu não gostei tanto como A Culpa é das Estrelas, sou péssima em matemática e as vezes ficava sem entender a lógica que o Colin criou para explicar a sua relação com suas antigas namoradas (todas chamadas Katherine), se às vezes eu me matava para entender um conteúdo idiota de funções que a minha professora passava, a lógica que  criada no livro foi pior ainda. E mesmo sabendo que o Colin Singleton é apenas um personagem fictício eu não escondo que sinto uma inveja branca dele e eu gostaria de ser inteligente como ele e ter essa facilidade para matemática.

O próximo da lista acabou sendo Cidades de Papel e eu fiquei fascinada com a personagem Margo Roth Spiegelman, uma garota profunda que me lembrou um pouco a minha amiga por ela não ser o que realmente aparenta. No inicio do livro você acha que Margo leva uma vida que pode ser considerada perfeita, ela tem 18 anos, mora com seus pais e com sua irmã, é uma garota bonita e popular. Mas isso é apenas o lado de fora, por dentro ela é uma pessoa muito mais profunda que sofre de conflitos internos e que tem um relacionamento conturbado com seus pais. E assim como todos os personagens do John Green ela é brilhante, o modo que ela planejou sua busca foi algo que me deixou impressionada. A única vez que eu "fugi" de casa acabei indo para a escada de emergência no meu prédio e fiquei por lá durante uns 15 minutos antes de voltar para a minha casa.

Adquiri Quem é Você Alasca? durante a minha viagem para o Rio de Janeiro, não estava conseguindo encontrar esse livro nas livrarias da cidade de onde eu moro e quase vibrei quando consegui comprar esse livro, foi como um pequeno desejo se realizando. Durante a leitura eu acabei me identificando com o personagem principal Miles Halter, um jovem que é fissurado por célebres últimas palavras, já eu sou colecionadora de frases de livros, filmes e séries. O final do livro é triste, mas acredito que Alasca tenha ficado feliz ou satisfeita com isso já que se tratava de uma vontade dela, e acredito que ela tenha vivido intensamente apesar de ser jovem quando morreu. A mente dela era um verdadeiro enigma, assim como ela.

"Vocês fumam para saborear. Eu fumo para morrer."  Quem é Você Alasca?, John Green
"—Acho que a pessoa não deve morrer enquanto não estiver pronta. Até quando você tenha esgotado cada pedacinho de vida possível."  — Louco aos Poucos, Libba Bray.      
O que mais eu adorei de Will & Will- Um nome, um destino, é que o livro acaba saindo do clichê básico de "garoto ama garota, ela retribui o sentimento, eles começam a namorar e dependendo do autor podem passar o resto da vida juntos e felizes, ou um dos dois acaba morrendo".  Esse livro mostra que não tem nada de errado um garoto se apaixonar por um garoto, que você pode ser gordinho(a) e ainda sim vai encontrar alguém que te ame pelo o que você é e não por causa da sua aparência.

Acredito que ao longo do texto consegui mostrar os motivos de eu gostar dos livros do John Green, e não por causa de ser uma modinha. Eu o considero como um escritor incrível, com questões meio filosóficas que acabam me prendendo aos livros, e os personagens e histórias que acabam fugindo dos clichês com os quais já estamos acostumados.

Desapegar

Do que adianta escrever se as palavras certas não aparecem? Qual é o objetivo de me matar para escrever um texto sendo que no final não vou gostar do resultado? Onde vou conseguir arranjar um tema interessante para eu escrever algo?

O bloqueio criativo realmente é um verdadeiro pesadelo para qualquer pessoa que gosta de escrever, por mais que você acabe se esforçando os textos não saem com a tipica qualidade de sempre, de quando você está com criatividade. Acabei perdendo as contas de quantas vezes comecei a escrever algo para postar aqui, sempre acabava apagando o texto ou abandonava ele nos rascunhos do meu celular. A falta de criatividade e a falta de tema foram duas coisas que me perseguiram durante esse mês. Mas finalmente consegui superar isso e, estou aqui para falar sobre algo totalmente diferente sobre "Bloqueio Criativo" ou "Como superar o Seu Bloqueio Criativo".

Desde que me entendo por gente sempre me impressionei com a quantidade de coisas que a minha avó paterna guardava em sua casa, mas na época nunca me interessei em descobrir o motivo dela continuar guardando coisas que tinham mais de 10 ou 20 anos e também nunca a questionei  por isso, afinal de contas ela morava em uma casa grandiosa e tinha espaço para guardar qualquer tipo de quinquilharia que ela desejasse. Mas acredito que tudo na vida é um ciclo que uma hora se acaba, e depois de tantos anos morando naquela grande casa a minha avó resolveu se mudar para um apartamento grande, porém pequeno se considerado com o espaço que ela tinha na antiga casa. Quando isso aconteceu fiquei tão triste pelo fato dela estar se mudando que nem pensei o que ela iria fazer com o monte de coisas, o mais óbvio era que ela acabasse jogando algumas coisas fora. No entanto depois de anos acreditando que ela tinha se livrado de alguns objetos fui descobrir que ela tinha colocado todos em seu apartamento, como é uma questão que nunca vou saber.

Não vou esconder que acabei repudiando um pouco a decisão da minha avó de manter certos objetos, como por exemplos a roupa da minha tia quando ela era criança. Tudo bem guardar uma coisa ou outra de quando o seu filho era pequeno, mas um monte de coisas já acho desnecessário. Para mim é mais necessário você passar algumas coisas para frente quando elas deixam de ser útil para você, mas pode servir perfeitamente para outra pessoa. Porém não adianta discutir isso com uma senhora de 80 e poucos anos que não vai mudar sua opinião sobre as coisas, principalmente se essa senhora for a minha avó, uma mulher forte como ferro quando se trata de defender os princípios que ela acredita ou para superar os obstáculos da vida.

 No entanto, ontem durante a minha aula de literatura e redação percebi que tenho um pouco desse comportamento acumulativo da minha avó, só que em menor escala. Bastou apenas uma proposta do projeto que vamos realizar na escola para que eu ficasse pensando nesse assunto durante o dia inteiro.
A Proposta: Cada um de vocês vai escolher o seu livro preferido e fazer uma resenha sobre ele. No dia 25 vai ter um encontro com os alunos do segundo ano onde vai ter uma especie de sorteio, você vai dar o seu livro preferido para alguém  e vai receber o livro preferido dessa pessoa. Você vai ler o livro que recebeu e depois vai fazer uma resenha dele.
 Uma proposta realmente interessante, tirando o fato de que até agora estou enfrentando um pouco de dificuldade para escolher um livro favorito entre 140 que tenho na minha estante. Uma tarefa complicada por eu gostar de todos que eu mantenho lá, em casa um desses livros existe algo que me cativa e que me impede de falar "Esse é o meu preferido", de certa forma todos são os meu preferidos.

E também tem o fato de que eu tenho que dar o meu livro favorito para alguém. No inicio desse ano eu fui obrigada a dar alguns livros que eu tinha devido a falta de espaço na minha estante, foi algo doloroso para a a amante de livros que eu sou. E novamente me vejo na situação em que eu tenho que me desapegar de mais um livro.

Pelo menos a professora disse que quem não quiser dar o livro pode comprar um igual para dar para a pessoa, e até agora é isso o que eu vou fazer. Depois de tanto tempo julgando a minha avó por não ser capaz de desapegar de certas coisas eu estou fazendo o mesmo do que ela, gostaria de ter uma facilidade natural de passar algumas coisas para frente acreditando que vou fazer algo de positivo para alguma pessoa, principalmente se tratando de livros que são uma inesgotável fonte de conhecimento.

Ainda tenho um tempo para trabalhar psicologicamente essa questão do desapego, para me despedir do meu livro preferido na esperança de que a pessoa que o receba acabe fazendo um bom uso dele e que consiga desfrutar de uma leitura prazerosa. Se eu conseguir fazer isso acredito que vou acabar crescendo como ser humano. Caso eu acabe comprando novamente o meu livro preferido para dar vai ser uma prova de que ainda não estou preparada para o desapego, que ainda vou precisar trabalhar melhor essa questão.

Acredito que ainda tenho muitos anos pela frente, ou seja, muitas outras oportunidades de me desfazer de um livro preferido ou de algum brinquedo de infância. E quando isso acontecer vou ficar orgulhosa por ter conseguido fazer algo que sempre me pareceu tão difícil e doloroso.

Preconceito

No dia-a-dia, em geral, é muito comum as pessoas julgarem algo ou alguém por causa da aparência física ou pelo que já ouviu falar sobre determinado objeto, pessoa ou lugar.

Eu sou uma garota que possui alguns gostos que podem ser considerados um pouco excêntricos, há uma ano comecei a me interessar por k-pop (música pop coreana) e desde então virou parte da minha rotina escutar comentários preconceituosos por parte dos meus amigos, como por exemplo: "Eles são coreanos!", "Eles têm olhos puxados e são estranhos, um dos caras dessa banda que você gosta parece uma mulher" e "Como você consegue gostar das músicas se nem ao menos fala coreano?". Os comentários são tantos que nem prefiro comentar esse meu gosto por k-pop, e essa situação vale para duas músicas dos Beatles que eu tenho em alemão no meu celular  (Sie Liebt Dich/She Loves Yoy e Komm Gib Mir Deine Hand/ I Want To Hold Your Hand). As pessoas simplesmente criticam por ser uma língua que elas não sabem falar, nem se dão ao trabalho de escutar a música para ver se ela tem um ritmo legal ou não.

O mesmo ocorre com alguns livros que eu leio, já tive que aturar algumas pessoas me questionando por eu gostar de Harry Potter, alegando que o livro é muito fantasioso e que foi feito para crianças. Eu respeito a opinião dessas pessoas mesmo não concordando, afinal de contas gosto é igual a bunda e cada um tem a sua. Mas me pergunto quantas dessas pessoas já leram Harry Potter para darem a opinião delas, é muito fácil criar um ponto de vista sem ter lido um dos livros. Extraordinário de R. J. Palacio, aborda exatamente esse tema do preconceito, das pessoas julgarem sem conhecerem algo realmente. No caso desse livro August Pullman é um garoto que tem uma severa deformidade facial, e quando ele vai para a escola pela primeira vez as pessoas o julgam por sua aparência e são as poucas que tentam conhecer o garoto indo além de seu físico.

Mas as pessoas, objetos e música estão longe de serem os únicos a sofrerem algum tipo de preconceito, não se pode deixar os países de fora dessa. É muito comum boa parte dos estrangeiros julgarem que o Brasil se define em cinco itens: floresta, carnaval, futebol, Rio de Janeiro e São Paulo. E existem outros que nem sabem ao certo a localização do nosso país, eu já conheci uma americana que disse "Eu já estive no Brasil, e depois de Portugal eu fui para a Espanha", de acordo com ela o Brasil fica em Portugal.

A Colômbia também é um outro país que sofre desse pré-julgamento, a primeira coisa que boa parte das pessoas pensam quando escutam falar sobre esse país são as drogas (a maconha é liberada lá), uma conhecida minha, por exemplo já brincou que o pai da amiga da minha irmã era traficante, pois ele e a família estavam prestes a fazer uma viagem para a Colômbia durante as férias. Mas uma colega minha que voltou recentemente  de lá após um intercâmbio de um mês em Medelín, e os relatos dela sobre a viagem como um todo acabou mudando o modo que eu via esse país e acho que causou o mesmo nos meus colegas. Lá é muito mais do que simplesmente drogas, como boa parte das pessoas acham.

O preconceito é algo que está longe de ser erradicado, mas acho que se cada uma das pessoas passarem a respeitar os gostos das outras (independente de se tratar de gosto musical/literário/sexual) já é um grande avanço, além de tentar ver o mundo sob outra perspectiva. Devemos seguir o exemplo de Liesel no filme The Book Thief, Max (um judeu fugitivo) está escondido no porão e pede para a garota contar como está o dia e ela começa a falar que o dia estava nublado até que o judeu a interrompe e diz: "Se os seus olhos falassem, o que eles diriam?" e assim Liesel começa a falar novamente como o tempo está, mas usando algumas funções de linguagem. Precisamos aprender a ver o mundo, as coisas dele e as pessoas dele com um olhar puro e mágico.

Oscar 2014

Sou uma grande fã de cinema e sempre tento ver todos os filmes que estão em cartazes, além de sempre estar tentando acompanhar algumas premiações como o Grammy, Globo de Ouro, MTV Movie Awards, Oscar... Esse último que aconteceu no domingo (2/03) foi o melhor de todas as edições que eu já vi, pelo menos na minha opinião. E por mais que todas as pessoas já estejam sabendo do que aconteceu e quem levou o prêmio, resolvi fazer uma listinha das coisas que mais gostei nessa edição.

  •  A selfie tirada durante a cerimônia 

"Menos de uma hora depois de ser postada no Twitter, a 'selfie' tirada pela apresentadora do Oscar Ellen DeGeneres  durante a cerimônia já atingiu a marca de um milhão de compartilhamentos. A foto foi feita ao lado de alguns atores presentes no evento, como Jared Leto, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Julia Roberts, Bradley Cooper, Kevin Spacey, Brad Pitt, Angelina Jolie e Lupita Nyong'o."




  • Jarded Leto venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante
Infelizmente ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme Clube de Compras Dallas, mas pelos comentários que escuto não me resta dúvidas de que é um filme muito interessante. Além de provar que Jared Leto também é um ótimo ator, no filme ele interpreta o travesti Rayon e pelo o que eu vi de algumas cenas esse não é um papel para qualquer um. Sem contar que ele fez um discurso que me emocionou, agradecendo sua mãe e falando em um pedaço sobre a Venezuela e Ucrânia "A todos os sonhadores que estão vendo isso hoje, lugares como Ucrânia e Venezuela, nós estamos aqui enquanto vocês lutam para fazer de seus sonhos realidade, para viver o impossível. Pensamos em vocês esta noite."



  • Melhor Animação - Frozen - Uma Aventura congelante

Não importa qual seja a minha idade, sempre vou ter um lado criança que é apaixonado pelos filmes da Disney. Quando Frozen lançou nos cinemas eu corri para assistir, mesmo tendo que aguentar a minha amiga me criticando levemente ao falar "Você tem quase 17 anos e quer ver esse filme de criança?". Eu apenas ignorei isso e fui assistir, não me arrependo de ter tomado essa decisão. Na maioria dos filmes da Disney as princesas se apaixonam ao primeiro olhar e o amor verdadeiro sempre é demonstrado com um beijo, mas em Frozen isso não acontece. Foi uma conquista merecida, além de ter dado para a Disney o seu primeiro Oscar de  filme de animação.

  • Melhor Figurino - O Grande Gatsby
Nessa categoria eu estava dividida entre American HustleThe Great Gatsby. Mas no primeiro filme acho que o figurino que mais se destacou foi o usado por Amy Adams, e isso não foi o suficiente para superar o segundo filme. As roupas usadas no The Great Gabtsby são simplesmente divinas.

  •  Pizza durante a cerimônia
A Ellen merece um beijo por isso, na minha opinião foi um dos momentos mais descontraídos de divertidos de toda a cerimônia! Em uma premiação de grande  porte como essa acho que ninguém imaginou que poderiam servir pizza, nunca imaginei que um dia estaria viva para ver o Brad Pitt entregando um pedaço de pizza para a Merly Streep. A pizza no geral foi um momento que acabou gerando algumas piadinhas nas redes sociais.




  • Tributo aos atores e cineastas que morreram
Acho que esse foi uma das melhores opções para homenagear aqueles que já partiram, uma grande perda para o cinema. Isso aconteceu ao som de Bette Midler cantando "Wind Beneath My Wings".



  • Melhor Atriz Coadjuvante - Lupita Nyong'n

Sou uma grande fã da Jennifer Lawrence e estava torcendo para ela levar essa categoria, no entanto quem acabou levando foi a atriz Lupita pelo seu primeiro trabalho no filme 12 Anos de Escravidão. Reconheço que Lupita teve um ótima atuação no filme e sua vitória foi merecida. 











Procrastinar

Significado de Procrastinar
v.t e v.i. Adiar para depois: procrastinar o começo do trabalho.
Prorrogar para outro dia: procrastinar a ida para casa de campo.
Usar de delongas: procrastinar a realização de qualquer coisa.
(Etm. do latim: procrastinare)

Esse ato é simplesmente inevitável, voluntariamente ou não acabamos deixando as coisas para mais tarde. Pessoalmente me considero a Rainha da Procrastinação, vivo que vou escrever um texto e depois de meio século ele acaba saindo, dever de casa e estudo nem se fala… até para criar esse blog eu acabei enrolando sempre dando algum tipo de desculpas como se servisse de justificativa. No início não me importava em criar desculpas para justificar as minas ações, sempre enrolando com algo, só que em um momento percebi o quão prejudicial isso estava se tornando. Acabava magoando algumas pessoas que esperavam algo de minha parte, e simplesmente comecei a enlouquecer com os estudos e deveres que iam se acumulando. O resultado dessa minha procrastinação foi negativo, precisava me desdobrar em mil e tinha de dar um jeito de conseguir fazer tudo em 24 horas.
Com essa minha experiência acabei chegando a três conclusões (1) percebo que é uma tendência natural do ser humano procurar algo ou alguém para colocar a culpa, temos um sério problema em admitirmos que erramos e falar que fulano que fez errado é mais fácil; (2) você pode prometer a si mesmo que nunca mais vai deixar acumular tarefas, por um tempo isso funciona até que a preguiça fala mais alto e as coisas desandam, nem que seja ao menos um pouco; (3) por mais que soe de modo clichê o ser humano é imperfeito e vive cometendo erros, isso é uma espécie de ciclo vicioso que nunca vai ter um fim e para aprender a lidar com ele basta tentar criar uma espécie equilíbrio em sua vida.