Resenha: Ligue os Pontos — Poemas de Amor e Big Bang

Título: Ligue os Pontos — Poemas de Amor e Big Bang
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das letras
Número de páginas: 88
Classificação: 5/5

Para quem acompanha o blog há algum tempo já não deve ser nenhuma novidade ver mais uma resenha de um livro do Gregorio, afinal de contas sempre acabo deixando bastante evidente que sou uma grande fã dele e de seu trabalho. Eu o considero como um grande escritor, sendo assim resolvi me aventurar nos livros de poema dele apesar de eu não ser muito fã de poesias.  "Ligue os Pontos — Poemas de Amor e Big Bang" não é somente especial por se tratar de uma obra de um dos meus autores favoritos, ou por ser um livro que me obrigou a sair da minha zona de conforto, esse livro tem um significado especial para mim, pois foi um presente de uma pessoa muito especial na minha vida — Arthur, obrigada por viver me surpreendendo. Meus dias não seriam os mesmos sem você. Até hoje eu não sei como essa pessoa conseguiu achar um exemplar desse livro, afinal de contas passei mais de dois meses procurando por ele e não tive nenhum resultado! Suspeito que ele tenha usado Magia das Trevas ou quem sabe ele foi para o Dark Side... mas independente de qual tenha sido a maneira que ele arranjou esse livro, a única coisa que importa no momento é que eu vou escrever uma resenha dele!
"Com mais de 400 milhões de visualizações em pouco mais de um ano, os vídeos do coletivo Porta dos Fundos transformaram a maneira de fazer rir no Brasil. Um dos maiores responsáveis por esse sucesso é sem dúvida o ator e roteirista Gregorio Duvivier, que tem revelado grande habilidade em transformar a tragicomédia da vida contemporânea numa provocativa salada de gags que misturam absurdo e realidade. Ligue os pontos mostra que, para além da prosa humorística, o tratamento lúdico das palavras pode render poesia de qualidade. Refinada no curso de Letras da PUC-Rio - e elogiada por autoridades como Millôr Fernandes, Paulo Henriques Britto e Ferreira Gullar -, a escrita poética de Duvivier tem foco na importância descomunal dos momentos insignificantes do cotidiano. Flashes pungentes e irônicos da adolescência - o autor é um expoente da 'geração do bug do milênio' -, o mistério da criação, as palavras e suas relações inusitadas, a experiência do amor vivido enfim como gente grande, a transitoriedade de tudo - tendo a geografia sentimental do Rio de Janeiro como pano de fundo, a constelação de poemas de 'Ligue os Pontos' revela uma dicção marcadamente individual, que flerta, contudo, com o melhor da tradição carioca nonchalante, e extrai do dia a dia compartilhado imagens de desconcertante beleza."
O livro é dividido em duas partes: Cartografia afetiva e Aprender a gostar muito. A primeira parte reúne uma coletânea de poesias que apresentam como tema central o Rio de Janeiro, nesses poemas o Gregorio fala de algumas de suas lembranças que viveu na cidade. São textos mais objetivos — se comparados com os poemas da segunda parte — e observadores, abordando diversos lugares da Cidade Maravilhosa: as avenidas famosas, bairros e cartões-postais. Também faz brincadeiras envolvendo alguns pontos turísticos, como Copacabana e Urca.

Já a segunda parte os poemas são mais subjetivos com um tom mais reflexivo e sensível, Gregorio fala sobre o amor, a vida e o universo. Ele faz pequenas declarações de amor, trocadilhos com as palavras e questionamento sobre o mundo.
"enquanto você dormia liguei
os pontos sardentos das suas
costas na esperança de que
a caneta esferográfica revelasse
a imagem de algum ser mitológico
de nome proparoxítono o mapa
detalhado de algum tesouro
submerso formasse quem sabe
alguma constelação ruiva oculta
na epiderme e me deparei
com o contorno de um polígono
arbitrário que não me fornecia
metáforas não apontava direções
simplesmente dizia: você está aqui"
Por se tratar de um livro pequeno a leitura dele é extremamente rápida e fácil, mas ao mesmo tempo se trata de uma obra que deve ser apreciada cuidadosamente por apresentar algumas reflexões, afinal de contas por se tratar de um texto do Duvivier sempre têm aquela piadinha básica ou uma pequena crítica, artimanhas que já se tornaram marcas registradas de suas obras.

Eu me surpreendi com a leitura de "Ligue os Pontos — Poemas de Amor e Big Bang", não esperava gostar dele o tanto que gostei. Os poemas desse livro são corriqueiros, falam sobre os assuntos do cotidiano de uma maneira totalmente sensível. São poemas bem diferentes dos que eu costumava a ler nas aulas de Literatura — nada contra os outros poetas —, eles não tem a linguagem extremamente rebuscada e não obedece a ordem das rimas. Esse é um livro que eu li e reli várias vezes e até hoje não me cansei, pois se trata de uma atividade bem gostosa.

Para as pessoas que gostam de poemas esse é um livro que não deve faltar na estante, e até mesmo as pessoas que não gostam tanto assim de poemas (como eu) deveriam sair um pouco da zona de conforto e experimentar algo novo, afinal de contas se trata de uma leitura fácil, rápida e extremamente prazerosa. Então, se você já leu o livro não deixe de comentar aqui no blog o que você achou dele, e se você ficou interessado em ler também não deixe de comentar!

Um dos melhores filmes do ano: Deadpool

Já comecei muito bem o ano de 2016 ao conseguir ver um dos filmes que estava na minha lista dos lançamentos que eu quero assistir, agora é torcer para que eu consiga ver os oito restantes e cumprir essa minha meta! Mas voltando ao ponto central desse post, Deadpool foi um filme tão incrível, um dos melhores do ano para mim, que eu não poderia deixar de escrever sobre ele no meu blog ou enrolar para fazer isso.
 "Baseado no anti-herói não convencional da Marvel Comics, Deadpool conta a história da origem do ex-agente das Forças Especiais que se tornou o mercenário Wade Wilson. Depois de ser submetido a um desonesto experimento que o deixa com poderes de cura acelerada, Wade adota o alter ego de Deadpool. Armado com suas novas habilidades e um senso de humor negro e distorcido, Deadpool persegue o homem que quase destruiu sua vida."
Wade Wilson é um verdadeiro mercenário que mata pessoas por dinheiro, leva uma vida solitária, mas nada que chegue ao ponto de o incomodar. Ele está satisfeito da maneira que as coisas vão indo, e para melhorar ainda mais a situação ele consegue encontrar o amor verdadeiro em Vanessa, uma mulher bonita e sensual, que aceita o emprego politicamente incorreto dele e que tem uma loucura bastante parecida com a dele. Por mais que soe clichê os dois se complementam, mas como a vida é incerta e cheia de altos e baixos era somente uma questão de tempo até ela passar uma rasteira em Wade, justo quando tudo parecia estar dando certo ele descobre que está com câncer — el cáncer — em um estado bem avançado.

O ruim do el cáncer não é o que ele faz com você, e sim com as pessoas ao seu redor. De tal modo Wade sai em busca de sua única chance de se curar que é através de uma intervenção proibida pelo governo. Em tese tudo parece bem simples, é preciso somente que ele se aliste no tratamento clandestino que catalisa os genes humanos, elevando-os até que ocorra uma mutação no DNA. A parte complicada é que até ocorra uma mutação nos genes, Wade acaba sofrendo diversas torturas bastante dolorosas até finalmente fazer com que a mutação ocorra.

Quando a transformação ocorre Wade Wilson não se curou apenas do el cáncer, e sim do el tudo. Porém, junto das suas habilidades ele percebe sua aparência um tanto quanto monstruosa o que o deixa revoltado, e assim se inicia a missão para encontrar Francis, o homem responsável por tudo aquilo. Jurando conseguir recuperar sua antiga vida, Wade enfim se torna o Deadpool.
Como era de se esperar de qualquer filme de ação, Deadpool está recheado de mortes e cenas de luta bastante dolorosas, sangue para todo lado e tripas espalhas. Também há um vocabulário extremamente rico em palavrões e várias cenas de sexo, apesar de não serem bem explicitas. Sendo assim, a classificação de +16 anos fez jus ao filme.

Diferente de outros filmes de super-heróis, nesse filme logo no começo o Deadpool faz questão de explicar que ele não é um herói. Ele não é um cara bonzinho que coloca uma roupa especial e sai correndo atrás dos bandidos, e salvando as pessoas da cidade trazendo paz para o local. Ele se descreve como um anti-herói, alguém meio desonesto, tagarela e extremamente brincalhão. Ele não possui a ganância de salvar o mundo, e sim a de matar o homem que o transformou — apesar de que no modo geral ele não parece apresentar nenhum problema ou receio em matar as pessoas, de um modo geral.

O filme está recheado de piadas, algumas de cunho nerd e outras com um conteúdo meio nerd, fazendo referência ao Lanterna Verde — filme que Ryan Reynolds também estrelou — e a franquia de Star Wars. Até mesmo é feita uma piada sobre o próprio Ryan Reynolds! Fazia muito tempo que eu não me divertia e ria tanto vendo um filme, e na sala de cinema todos riam em algum momento de piada ou com alguma gracinha que o personagem Wade Wilson/Deadpool acabava fazendo. E mesmo sendo um filme com um foco maior voltado para a ação, ele conseguiu ser muito mais engraçado do que alguns de comédia que existem por ai.  

Da mesma maneira que Robert Downey Jr. nasceu para interpretar o Homem de Ferro, Ryan Reynolds nasceu para interpretar o Deadpool, de forma que ele se destacou ainda mais no seu papel. Ele conseguiu incorporar perfeitamente a essência do personagem!

Deadpool é um filme muito bom em todos os sentidos, o que justifica o seu grande sucesso. Então, se você ainda não viu o filme não perca tempo e corra para o cinema mais próximo de sua casa. E se você não gosta muito de filmes de super-heróis e de ação esqueça de tudo o que já viu, pois posso garantir que a experiência de Deadpool vai ser completamente diferente. Da mesma forma que as propagandas são sensacionais, o filme também é!
Ficha técnica:

  • Título: Deadpool
  • Gênero: Ação, Aventura e Comédia. 
  • Direção: Tim Miller
  • Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Ed Skrein, Gina Carano, Brianna Hildebrand, T.J. Miller, Andre Tricoteux, Leslie Uggams
  • Duração: 1h48min
Se você já assistiu ao filme não deixe de comentar aqui no blog a sua opinião sobre ele, e se você também tem vontade de assistir não deixe de comentar!

Filmes que Quero Assistir em 2016

Imagem do We Heart It
Ir ao cinema sempre foi um dos meus passatempos favoritos, mas devido a questão de vestibular o ano de 2015 foi muito corrido e eu não tive o tempo livre que tinha antes, e consequentemente não conseguir ir ao cinema muitas vezes e muito menos consegui assistir todos os filmes que tinha vontade de ver.

Agora, como toda essa questão de vestibular e o estresse passaram a minha vida acalmou um pouco, sendo assim voltei a ter um maior tempo livre. E uma das minhas metas para esse ano é voltar a ir regularmente ao cinema, e tentar assistir a maioria desses filmes que vou listar aqui no post.

1) DEADPOOL
Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.
2) CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL
Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.
3) COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ
Will (Sam Claflin) é um garoto rico e bem-sucedido, até sofrer um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Ele está profundamente depressivo e contrata uma garota (Emilia Clarke) do campo para cuidar dele. Ela sempre levou uma vida modesta, com dificuldades financeiras e problemas no trabalho, mas está disposta a provar para Will que ainda existem razões para viver.
4) ESQUADRÃO SUICIDA
Reuna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie a uma missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente governamental Amanda Waller (Viola Davis) decidiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. No então, assim que o improvável time percebe que eles não foram escolhidos para vencerem, e sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida vai morrer tentando concluir a missão ou decidem que é cada um por si?
5) CONVERGENTE
Após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além da cerca. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade.
6) ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM
Baseado no livro homônimo de J.K. Rowling. O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.
7) PROCURANDO DORY
Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) precisa agora lidar com vários peixes do seu passado, entre eles alguns pelos quais ela foi apaixonada.
8) A LENDA DE TARZAN
Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimitado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.
9) BATMAN VS SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA
Após os eventos de O Homem de Aço, Superman (Henry Cavill) divide a opinião da população mundial. Enquanto muitos contam com ele como herói e principal salvador, vários outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne (Ben Affleck) está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, porém, uma nova ameaça ganha força.
O que vocês acharam da escolha de filmes? Se gostaram de algum e também tem vontade de assistir deixe sua opinião nos comentários. E se você sabe de outros lançamentos que parecem ser interessantes também não deixe de comentar!

Resenha: Vida e Morte — Crepúsculo Reimaginado

Título: Vida e Morte — Crepúsculo Reimaginado
Autor(a): Stephenie Meyer
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 391
Classificação: 3/5

É um verdadeiro fato de que “Crepúsculo”, foi um verdadeiro fenômeno aqui no Brasil, e assim como várias adolescentes eu me tornei uma grande fã da saga. Atualmente, não sou mais tão fã como já fui no passado, mas reconheço que essa série de livros teve um papel fundamental no quesito de me estimular como leitora. Foi através de séries como Crepúsculo e Harry Potter, que eu acabei me tomando um grande gosto pela leitura. E quando foi anunciado que a Stephenie Meyer iria lançar uma reescrita de “Crepúsculo” com os gêneros invertidos, ao primeiro momento me pareceu como uma ideia com grandes chances de dar errado. Admito que estava bastante insegura em relação ao livro, mas depois de ler a resenha que a minha amiga Laura escreveu no blog dela, o Nostalgia Cinza, e conversar um pouco com ela sobre o livro, resolvi dar uma chance para a leitura de “Vida e Morte”, que foi uma experiência meio nostálgica por me remeter ao livro onde tudo começou, e também foi uma experiência interessante.
"O clássico de Stephenie Meyer revisitado 10 anos depois.
Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que autora inverte o gênero dos principais personagens.
Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis.
“Fico maravilhada que já se tenham passado 10 anos da primeira edição de Crepúsculo”, cometa a autora Stephenie Meyer. “Para mim, esse aniversário é uma comemoração dos fãs, que sempre foram inacreditavelmente dedicados e apaixonados.”
A história é basicamente a mesma, exceto pela mudança de gênero e por pequenas mudanças que ocorreram na personalidade de alguns personagens. Beaufort Swan — ou simplesmente Beau, como ele gosta de ser chamado — é um jovem filho de pais separados, ele vivia junto de sua mãe  Renée na ensolarada Phoenix, Arizona. Quando mais novo ele costumava a passar as férias junto de seu pai Charlie, na pequena e chuvosa cidadezinha chamada Forks, mas há anos parou de visitar o seu pai pelo simples motivo de não gostar daquela cidade. Sendo assim, seus pais são pegos de surpresa quando Beau decide ir passar um tempo morando junto de seu pai, pois acredita que o fato de sua mãe ter de ficar em casa tomando conta dele, enquanto seu segundo marido fica viajando devido o seu emprego como jogador de baseball a deixa um pouco infeliz.

Ir para Fork talvez não seja uma ideia tão ruim, afinal das contas pode ser a oportunidade perfeita para se aproximar um pouco mais de seu pai, sem contar que vai ser muito bom deixar sua mãe passar um tempo junto de seu novo marido.
"— Eu quero ir — menti. Nunca menti bem, mas vinha contando a mesma mentira com tanta frequência ultimamente que agora parecia quase convincente." 
Assim que chegou à cidade a primeira coisa que Beau notou foi o fato da paisagem ser excessivamente verde, aquilo estava errado em sua cabeça, as coisas não deveriam ser daquela maneira. E em pouco tempo o rapaz já estava sentindo falta do calor e do Sol, afinal de contas estava morando agora em um local onde a maioria dos dias eram nublados e chuvosos. Ele definitivamente odiava Forks, mas apesar do tempo ruim nem tudo estava sendo péssimo. Charlie foi bastante receptivo chegando ao ponto de lhe dar um carro como presente de boas vindas, e na escola acabou se tornando o centro das atenções o que facilitou e muito na hora de fazer amizades, contudo nem todos os alunos aparentam gostar dele. E esse é o caso da misteriosa Edythe Cullen, que não consegue disfarçar o seu incomodo durante a aula que têm juntos.
"— Quem é a garota de cabelo avermelhado? — perguntei.
Tentei olhar casualmente na direção dela, como se estivesse dando uma avaliada no refeitório; ela estava me encarando, mas não com cara espantada, como os outros alunos hoje. Ela tinha uma expressão meio frustrada, que não entendi. Olhei para baixo novamente.
— É Edith. Ela é gata, é claro, mas não perca seu tempo. Ela não sai com ninguém. Ao que parece, nenhum dos caras aqui é bom o bastante para ela. — Jeremy falou com amargura, depois grunhiu. Eu me perguntei quantas vezes ela o tinha rejeitado."
  
De início ela tenta se afastar de Beau, e até sugere para ele que não é uma boa ideia eles serem amigos que isso é algo bastante perigoso. Porém, para ambos vai ser difícil conseguir se manter afastados um do outro.

Admito que antes de ler o livro eu estava bastante receosa acreditando que essa ideia de troca de gêneros não iria funcionar, mas acabei me surpreendendo positivamente ao ver que foi algo bem executado. Não ficou estranho e foi fácil fazer a identificação dos personagens, nesse quesito a autora não deixou nada a desejar. Por outro lado, acho que Meyer poderia ter realizado maiores mudanças na personalidade de alguns personagem e também nos diálogos, pois em certos momentos reparei que algumas falas eram as mesmas de Crepúsculo o que me fez pensar "qual livro estou lendo mesmo?", sem contar que nem sempre achei que essas falas se adequaram muito bem com a situação envolvendo a troca de gêneros. Acho que a única mudança grandiosa que ela fez na história foi o final alternativo, que foi bastante surpreendente.

De modo geral, recomendo esse livro para as pessoas que são fãs de romance, mas principalmente para aquelas pessoas que são ou já foram fãs de Crepúsculo, para essas pessoas acredito que é necessário ter a experiência dessa leitura. E como qualquer livro "Vida e Morte", apresenta seus pontos positivos e negativos, mas ao meu ver os positivos acabam ressaltando mais e no fim das contas se trata de uma leitura bem gostosa.


Crônica da Cidade Maravilhosa

A medida que as ondas batiam na areia as pegadas iam se apagando, era como se ninguém tivesse passado por ali alguns minutos antes. O som do mar se misturava com a voz estridente dos vendedores ambulantes oferecendo seus produtos aos banhistas, e com a voz fina das crianças que se divertiam fazendo – ou pelo menos tentando – castelos de areia ou correndo das ondas do mar, como se alegrar fosse a coisa mais importante naquele momento.

E no famoso calçadão, pessoas de todas as idades resolvem tirar um minuto do seu tempo para se exercitar – seja correndo, caminhando, andando de bicicleta ou passeando com o animal de estimação – bem cedo, enquanto outras aproveitam o fim de semana para dormirem até mais tarde e recompor as energias gatas ao longo da semana – ninguém é de ferro, e quando se tem uma rotina puxada nada é melhor do que horas a mais de sono –, ainda mais com o templo nublado que faz com que a vontade de ficar na cama seja maior ainda. Mesmo com o mau tempo, ainda faz bastante calor o que torna a situação bastante ideal. Com um sol escaldante, talvez nem todas as pessoas do calçadão ou da praia teriam a disposição de estar ali.

No outro lado da rua, os prédios de mais variados tamanhos se encontram praticamente colocados uns aos outros, o que remete a um tempo passado, mesmo que não esteja mais tão evidente na estrutura de algumas construções. Enquanto alguns edifícios possuem um aspecto mais moderno, outros são mais antigos cuja a aparência tem lá o seu charme único e pessoal. Esse é o encontro do novo com o antigo, da mesma maneira que acontece em outros lugares da cidade, e quase sempre com um aspecto natural também presente – seja uma praia, um grande rochedo ou um aglomerado de árvores. E também há o encontro de várias classes sociais, e de pessoas diferentes.

O Rio é uma cidade que apresenta muitas diferenças, e essa que é a grande beleza da cidade. Claro que os pontos turísticos e algumas paisagens são belas ao ponto de tirar o folego, isso não tem como negar. Mas, a verdadeira beleza está presente nessa mistura de coisas, está presente nas coisas simples, está presente em um jantar no barzinho da esquina enquanto se observa o encontro do sol com o mar durante o crepúsculo, uma imagem tão bela que é digna de um cartão postal.

E é assim que se encerra mais um dia no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa.

Resenha: O Grande Gatsby

Título: O Grande Gatsby
Autor(a): F. Scott Fitzgerald
Editora: Geração Editorial
Número de páginas: 288
Classificação: 5/5

ANTES DE COMEÇAR COM A RESENHA, GOSTARIA APENAS DE AVISAR QUE VOU VIAJAR NO DIA 16/01 E VOLTO NO DIA 26/01, ENTÃO DURANTE ESSES DIAS PROVAVELMENTE NÃO VOU TER ACESSO A INTERNET E NÃO VOU CONSEGUIR ATUALIZAR O BLOG!

No ano passado eu fiz uma meta para mim mesma de que iria começar a ler mais clássicos, e aproveitando a calmaria que eu tive na minha vida depois do ENEM resolvi me arriscar com a leitura do famoso clássico "O Grande Gatsby". Já tinha ouvido falar muitas coisas boas a respeito do livro e também da recente adaptação para o cinema, então aproveitei que estava com um pouco de dinheiro sobrando para comprar esse livro, e o resultado que eu tive foi melhor do que eu poderia esperar. Não só acabei adorando tanto a leitura, mas o livro se tornou um dos meus preferidos e que com toda certeza vou reler ele muitas e muitas vezes!
"A obra traz como pano de fundo a sociedade americana da década de 1920, época que ficou conhecida como a era do jazz. Ao se mudar para a casa ao lado, Nick Carraway adentra o mundo de extravagância e luxo de Jay Gatsby, um misterioso milionário que, na verdade, busca a atenção de um antigo amor, Daisy Buchanan, de quem se separou na Primeira Guerra Mundial. Um retrato pungente da decadência de uma sociedade materialista e deslumbrada com o poderio do pós-guerra e dos trágicos danos causados por uma obsessão lancinante com o passado. A edição traz ainda o prefácio à edição americana de 1934, escrita pelo próprio Fitzgerald; um posfácio do escritor americano Alex Gilvarry; uma seleção das cartas que Fitzgerald escreveu a Maxwell Perkins, seu editor à época da publicação de 'O grande Gatsby'; e a cronologia da vida e obra do autor."
A década de 20 é quando se inicia a história do livro que é narrado por Nick Carraway, um jovem que vem de uma família classe média do Oeste americano e que tentou fazer a sorte no mercado de valores da bolsa de New York, e mesmo que isso não tenha dado muito certo ele tem uma vida estável considerando suas condições. Ele se muda para West Egg, e sua casa pequena e modesta onde mora se torna bastante peculiar se comparada com as mansões que cercam sua residência. E em um desses deslumbrantes casarões mora seu misterioso vizinho Jay Gatsby, um homem que poucos conhecem sua história, mas que se tornou bastante conhecido pelas extravagantes festas que realiza.

Nessas festas muitas pessoas — conhecidas e desconhecidas de Jay — são convidadas, e nesse meio Nick acaba recebendo um convite para uma das festas. Normalmente, os convidados não entram em contato com o anfitrião misterioso, mas Nick acaba tendo a sorte de conhecer o tão falado Jay, e que com o tempo vai percebendo que os interesses do homem vão muito mais além do que uma simples amizade. Durante sua juventude Jay se envolveu em um caso amoroso com Daisy — prima de Nick —, e querendo se reaproximar dela novamente Gatsby vai ser capaz de usar sua amizade com Carraway para atingir seus objetivos.
"Eu não podia perdoá-lo nem voltar a gostar dele, mas via que o que tinha feito era inteiramente justificável a seus próprios olhos. Eles eram gente descuidada. Quebravam e esmagavam coisas e criaturas... e, então, se entrincheiravam atrás de seu dinheiro ou se escondiam por trás de sua vasta falta de cuidado ou seja lá o que fosse que os mantinham juntos, enquanto deixavam que outras pessoas limpassem a sujeira que haviam feito...”
Contudo, a situação não é tão simples como aparenta. Daisy é casada com Tom Buchanan e de primeira vista os dois parecem ser um casal bem sucedido, mas que também tem suas brigas e seus dilemas internos, que vão aumentar ainda mais com Jay tentando se reaproximar novamente de seu grande amor do passado.
"No encantado crepúsculo metropolitano, eu sentia, às vezes, em mim e nos outros, uma obsedante solidão, ao ver os pobres e jovens empregados caminhar a esmo diante das vitrinas, à espera de que fosse hora de jantar num restaurante solitário... jovens empregados ao crepúsculo, desperdiçando o momento mais pungente da noite e da vida."
Uma vez clássico para sempre um clássico! Na minha opinião, o livro faz jus a sua tamanha fama, apesar de ser pequeno. Nas 288 páginas reviravoltas e traições acontecem, e a cada momento a narrativa se torna tão envolvente que fica praticamente impossível do leitor largar o livro. E mesmo após o termino da leitura a trágica história ainda permanece por um tempo na cabeça do leitor, de tão envolvente e profunda que a narrativa e os personagens são. Sem um pingo de dúvida, "O Grande Gatsby" é um ótimo livro que vale a pena ser lido, e que as pessoas devem ter em suas estantes. Então, se você está procurando algum livro para ler ou para presentear alguém esse é uma excelente opção. E também para os fãs de cinema existe a recente adaptação do livro para o cinema que conta com Tobey Maguire, Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan, e Joel Edgerton no elenco.

Snape e o heroísmo

Hoje, os fãs de Harry Potter foram surpreendidos por uma triste notícia nessa manhã: o ator Alan Rickman, interprete do personagem Severus Snape, morreu aos 69 após uma luta contra o câncer. Como fã de seu trabalho pensei em fazer algo para homenageá-lo, e como uma das melhores coisas que eu sei fazer é escrever resolvi fazer esse texto para falar de um personagem bastante complexo — pelo menos na minha opinião — que é o Snape. Sei que isso é muito pouco levando em conta toda a carreira artística que Rickman construiu, mas o que importa é que essa é uma homenagem feita do coração de uma fã que está triste com essa notícia, e ainda chocada sem conseguir acreditar que realmente tudo isso está realmente acontecendo.
Uma questão que gera discussão entre os fãs de Harry Potter: o Snape é um herói ou não?

São muitas as opiniões que essa simples pergunta pode gerar. Enquanto algumas pessoas defendem que ele era um grande herói, uma pessoa extremamente corajosa; outras já o atacam dizendo que de corajoso ele não tinha nada e que muito menos é alguém digno de ser chamado de herói. Até mesmo a própria J.K Rowling se posicionou no twitter ao dizer "Snape is all grey. You can't make him a saint: he was vindictive & bullying. You can't make him a devil: he died to save the wizarding world", o que provocou uma grande discussão nessa rede social com fãs se posicionando a favor dessa afirmação, e outros atacando a autora. Mas nesse texto não vou defender ou falar que tal pessoa está errada, nesse texto vou aproveitar para expor a minhã opinião sobre esse personagem bastante complexo.  

Acho que o melhor modo de começar a falar sobre o Snape, mas acredito que a melhor maneira é começar a falar sobre o seu passado. Não se tem muita informação sobre a sua infância, mas sabemos que foi uma época conturbada em sua vida, e que Lily Evans foi sua primeira amiga de fato. E ao falar sobre Lily, logo temos de abordar sobre os anos dele em Hogwarts que foram marcados pelo bullying que sofria por parte dos Marauders, se tornando alvo de pegadinhas e azarações desse grupo de amigos. Contudo, também não se pode ignorar que essa foi o momento em que ele começou a se aproximar das companhias que o fizeram interessar pela Arte das Trevas e que defendiam ideias como o purismo, tanto é que logo após se formar na escola de magia e bruxaria ele entrou para o grupo dos Comensais da Morte.

Gosto de comparar essa situação com uma pessoa que por meio da influencia dos amigos acaba experimentando uma droga, e a partir dai tomando outras péssimas decisões. Foi isso que aconteceu com Snape, no caso as más companhias com quem ele andava podem ser comparadas as drogas, que associadas ao seu talento excepcional com a feitiçaria foram a junção que fizeram ele se juntar a Voldemort e seus seguidores, um grupo que estava crescendo e se tornando cada vez mais conhecido e temido por alguns bruxos.  

Vale ressaltar o fato que apesar de todo o seu sofrimento durante a infância e o bullying que sofreu durante os anos de escola, não justificam o fato dele se juntar a um grupo que fazia a apologia ao genocídio e ódio contra os nascidos trouxas, ainda mais ele sendo um mestiço, além de que o seu primeiro e único amor — Lily Evans — era uma nascida trouxa. Nesse quesito não tem como defender o Snape, ele errou e muito feio. Porém, acredito que ele percebeu esse erro que cometeu depois da morte de Lily. Era muita ingenuidade acreditar que ela poderia sair viva do encontro com Voldmort caso entregasse o seu filho para a morte, mas algo em mim diz que Snape acreditou em algum momento que ela poderia escapar com vida daquele ataque.

E foi esse amor que ele nutria pela a Lily, mesmo depois de sua morte faz com que ele virasse o agente duplo trabalhando para ambos os lados, se bem que acredito que depois de todos os acontecimentos acho que a lealdade que ele nutria por Dumbledore era maior. Foi por essa lealdade e amor, que Snape ajudou Harry ao longo dos sete anos mesmo que  não fosse  uma ajuda muita aparente, na verdade, muitas vezes parecia que ele o odiasse. Tudo acabou se revelando no sétimo livro/oitavo filme na parte em que foram reveladas as memorias do Snape, logo depois de sua morte.

Eu não o considero como uma pessoa corajosa, e sim o considero como alguém que errou muito feio no passado e que depois tentou remedir, mas acho que mesmo assim ele ainda carregava o fardo dessas ações em suas costas. No final de sua vida ele era um homem que carregava junto de si o amor que nutria por Lily, junto com a angústia e dores infindas. Também não o considero como o herói que salvou a pátria. Eu o vejo como um anti-herói, ele não era alguém 100% bom e heroico, e sim uma pessoa que tentou fazer o certo depois de ter tomado escolhas erradas para sua vida.

Motivos Para Assistir RuPaul's Drag Race

Nas férias de dezembro as minhas amigas me apresentaram a um reality show popular nos Estados Unidos, se tratava do "RuPaul's Drag Race". Já tinha ouvido falar da popularidade desse programa, e logo apos assistir o primeiro episódio da sexta temporada logo ficou claro para mim o motivo de ser um programa bem popular, contudo quando comento com algumas pessoas que estou assistindo RPDR nem sempre as reações são as melhores do mundo, sendo assim resolvi fazer esse post no blog para falar alguns dos motivos para se assistir esse reality show e quem sabe mudar alguns olhares das pessoas a respeito desse programa.
"RuPaul's Drag Race é um reality show americano, apresentado por RuPaul, modelo, mentor e inspiração. O reality busca a nova ''America's Next Drag Superstar''. O reality show é cheio de surpresas, reviravoltas, emoções e mostra que para ser a próxima america's next drag superstar, apenas beleza não basta, pois os juízes estão sempre julgando seu carisma, originalidade, coragem e talento." 
1)QUEBRA PRECONCEITOS
Ao longo do programa você acaba quebrando os seus preconceitos com as drag queens (caso você tenha algum), além de ficar sabendo muito profundamente sobre esse mundo. Isso não se trata de uma brincadeira, e sim uma profissão como qualquer outra. São homens que animam festas e boates fazendo performances e imitações, são pessoas talentosas.

E nesse quesito vale ressaltar que em um episodio de cada temporada homens héteros são convidados ao programa e passam por uma mudança completa, eles viram drag queen por um dia e é interessante ver como eles são mente aberta, apesar de ficarem um pouco desconfortáveis com alguns dos processos que precisam fazer como a depilação, ou esconder o pênis. Mas o que realmente importa é: o mundo precisa de mais gente com cabeça aberta como esses caras.  

2)O VALOR DA VIDA
Nesse exato momento você deve estar se questionando "Como esse reality show ensina a dar valor pela vida?". Pois bem, alguns dos participantes acabam revelando ao longo do programa que sofreram bullying por serem gays ou por se vestirem de mulheres, e alguns confessaram que nessa época o suicido foi uma possibilidade que se passou pela mente deles.

E com isso vale à pena refletir sobre o valor da vida, que apesar de todas as dificuldades, por um fim nela não vai resolver nenhum dos seus problemas. É preciso ser forte nessas horas e lutar de cabeça erguida, como falaram na série Grey's Anatomy "Sua vida é uma bênção. Aceite isso. Não importa se é ferrada ou sofrida. Algumas coisas vão se desenrolar como se fosse o destino". E também com a questão do bullying que é um problema sério que aflige a sociedade, e sendo uma pessoa que sofreu bullying durante o inicio da adolescência eu posso afirmar que essa é uma das piores coisas que alguém pode passar.

3)GRANDE DIVERSIDADE
Nesse reality show tem de tudo! Existe uma grande diversidade das queens em relação à nacionalidade — tem americanas, latinas, asiáticas... — quanto ao tipo físico — tem branca, negra, parda, alta, baixa, magra, gorda. Não existe nenhum tipo ideal de drag queen, cada uma tem sua essência de ser que é completamente única.  
4)CULTIVA O AMOR 
Apesar das intrigas e barracos existentes, o apresentador RuPaul vive reforçando a ideia de que elas tem que se amar por se tratar de uma grande família. E no final de cada episodio ele fala a tão famosa frase "If you don't love yourself how in the hell you gonna love somebody else/Se você não pode amar a si mesmo, como diabos você vai amar outra pessoa", que carrega um significado mais profundo do que realmente aparenta, pelo menos na minha opinião.

5)OS BORDÕES
De longe os bordões são a parte mais importante do reality, mas é um fato de que essas falas são falas que você acaba levando para o resto da sua vida.
“HALLELUAH!“, “Not today, Satan, not today.“, “I’m fucking libra!“, “Sashay away” e “Hiiiii!”

6)OS JURADOS
Em cada episódio sempre tem a presença de um jurado especial, às vezes algumas das celebridades escolhidas não são tão conhecidas, mas para compensar algumas outras que são convidadas acabam sendo sensacionais! Entre algumas podemos citar Neil Patrick Harris, David, Kelly Osbourne, Latoya Jackson, Khloe Kardashian, Amber Riley, Jesse Tyler Ferguson. E não podemos deixar de lado a presença quase constante de Santino e Michelle Visage que tem comentários bem engraçados.

7)PROVAS DIVERTIDAS
Cada mini-desafio parece ser mais divertido do que o outro, e criatividade para isso não falta. Alguns envolvem fotos engraçadas, que vão desde decoração de algum objeto até um divertidíssimo banho de mangueira. Todas bem criativas e engraçadas!
Bem, e essa foi a minha lista de motivos par assistir "RuPaul's Drag Race" e se com isso eu conseguir mudar a opinião de pelo menos uma pessoa a respeito desse reality show já vou me sentir orgulhosa. E para as pessoas que tem interesse de assistir a segunda e sexta temporada se encontram disponíveis no Netflix.

Resenha: Percatempos

Título: Percatempos
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 112
Classificação: 3/5

Normalmente, quando gosto muito de um trabalho de algum escritor eu sempre procuro ficar atenta para acompanhar os próximos trabalhos dele, e isso não é diferente com o Gregorio Duvivier. Me tornei uma grande fã dele quando comecei a ler sua coluna na Folha de São Paulo (por sinal, os textos que ele escreve são muito bons) e também envolvendo o seu trabalho no Porta dos Fundos, sendo assim quando eu fiquei sabendo que ele estava prestes a lançar um novo livro "Percatempos" eu fiz questão de passar nas livrarias próximas à minha casa para poder me presentear com esse livro, que despertou bastante a minha atenção.
"Depois de surpreender a todos com sua verve poética, em Ligue os pontos, e de se consolidar como um dos mais inventivos cronistas brasileiros da nova geração, com Put some farofa, o aclamado ator e roteirista do Porta dos Fundos revela nova face de seu talento. Com influência de Millôr, Sempé, Steinberg e de sua avó Ivna, Gregório Duvivier nos oferece dezenas de desenhos inéditos de nanquim e aquarela, que conciliam o lirismo, a irreverência e o engenho já familiares a seus fãs. Em um passeio pelo repertório cultural do autor, vemos reinventadas vida e língua cotidianas. A originalidade e o frescor de Gregório estão de volta, dessa vez para enriquecer a tradição de nosso humor gráfico."
Como leitora sempre gosto um pouco de sair da minha zona de conforto, e a experiência que eu tive ao ler "Percatempos" me proporcionou isso. A leitura desse livro foi bem diferente de tudo do que eu já havia lido até então, por conta de ser um livro fino e que trabalha com figuras a leitura foi extremamente rápida durando em torno de 5 a 10 minutos.

Se trata de uma leitura bem visual e o Gregorio transpõe o cotidiano em suas ilustrações, e ao mesmo tempo em que ele brinca com pequenas coisas como o negrito, o itálico, o CAPS LOCK e a Comic Sans; ou um sinal de trânsito; os dias da semana; o calendário e os diversos mapas do Brasil, Duvivier também coloca um pouco do seu tom de sarcasmo e crítica em alguns desenhos, algo que não poderia faltar e que na maior parte das vezes está presente em seus outros trabalhos.  




Alguns dos desenhos simplesmente parecem uma verdadeira maluquice, já outros podemos identificar a presença de personalidades como Eike Batista, Arnaldo Antunes e até mesmo Jesus, e sempre envolvendo algum jogo de palavras ou outros elementos que remetem ao fato da nossa sociedade atual se preocupar com a questão do materialismo e da exposição.

E de maneira geral a leitura de "Percatempos" foi rápida e gostosa, de modo que em nenhum momento eu me arrependi de ter saído da minha zona de conforto. Dei boas gargalhadas ao longo da leitura (principalmente nos agradecimentos, como sempre Gregorio consegue mostrar mais uma vez o seu talento de transformar coisas comuns do cotidiano em pura graça), e acho que o único ponto negativo que posso apontar é o fato de o livro ser muito pequeno e a leitura muito rápida. Ao terminar de ler demorou um pouco para cair a ficha de que só era aquilo, e foi inevitável sentir aquele sentimento de "quero mais". Agora, o que me resta a fazer é continuar acompanhando a coluna dele na Folha de São Paulo, e aguardar ansiosamente para um próximo lançamento de um novo trabalho dele, seja na forma de um livro assim de desenhos, poesias ou crônicas.

Resenha: Para Sir Phillip, Com Amor


Título: Para Sir Phillip, Com Amor
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
Classificação: 3/5

No verão do ano passado eu tive a oportunidade de conhecer uma série de livros muito boa em que a autora Julia Quinn, foi comparada com a Jane Austen dos tempos atuais. Não vou me aprofundar muito nessa comparação realizada, mas de qualquer jeito é um fato de que Julia tem um grande talento em mãos e vem fazendo um ótimo trabalho a cada volume que ela lança focando em cada um dos irmãos Bridgerton. E depois de tanta demora aqui estou para fazer uma resenha de um dos livros dela, algo que eu já deveria ter feito há muito tempo atrás.
"Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências.
Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?
Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro."
Aos 28 anos de idade Eloise Bridgerton já aceitou o fato de que é uma solteirona (após recursar pedidos de muitos pretendentes) e está satisfeita com o rumo que sua vida está seguindo, sem contar que ela não está sozinha nessa. Ela junto de sua melhor amiga Penélope parecem estar fadadas a uma vida de solteironas, contudo essa situação muda completamente quando Penélope e Colin Bridgerton se apaixonam, de forma que a vida de solteira que Eloise leva deixa de parecer tão feliz e satisfatória como acreditava ser, de modo que ela começa a repensar sobre suas prioridades.

E é nesse momento de sua vida que acaba surgindo Sir Phillip, um homem com quem Eloise passou a trocar cartas e com um tempo através de correspondências acabou se estabelecendo uma espécie de amizade entre ambos, mas nunca que em nenhum momento Phillip pensou que uma simples carta lhe oferecendo condolências após a morte de sua esposa acabaria se transformando em uma troca continua de cartas, e muito menos que iria receber uma visita surpresa de Eloise, que apesar de se tratar de uma companhia agradável ainda sim foi inesperada. Ao longo da troca de cartas Sir Phillip imaginou que a mulher não fosse muito bonita e pouco elegante, mas acabou se deparando com uma mulher atraente, inteligente e perspicaz.
“Ele parou de repente, chegando a tropeçar. Porque a mulher parada em seu hall era jovem e muito bonita, e, quando ela levantou o rosto para olhar para ele, Phillip notou que a moça tinha os olhos acinzentados mais encantadoramente lindos que já vira.”
Os dois são o completo oposto um do outro. Sir Phillhip é um barão de uma cidade rural, e de certa maneira pode ser considerado como um homem recluso, passando grande parte do tempo dando uma maior atenção para seu trabalho do que para seus filhos. Já Eloise mora com sua família em Londres, está acostumada a participar de grandes eventos sociais e pode ser considerada como uma pessoa bastante alegre e divertida, e bastante faladeira quando se encontra muito nervosa com algo.  
“Ria. Ria alto, e sempre. E quando as circunstâncias pedirem silêncio, transforme a sua gargalhada em um sorriso.”
Apesar de algumas diferenças existentes, Eloise está disposta a conhecer o homem que se esconde por trás da máscara de indiferença e cordialidade, o que pode ser uma tarefa um pouco complicada devido aos filhos de Phillip que são verdadeiros pestinhas que sempre arrumavam um modo de aprontar com Eloise. E também há o fato de que inicialmente Phillip parece estar muito empenhado na busca de uma esposa para poder cuidar de seus filhos, mas é preciso apenas de uma questão de tempo para ele passar a olhar Eloise com outros olhos, contudo devido a alguns acontecimentos do passado fica complicado para que ele tome uma atitude e assuma seus sentimentos.

E é claro que para isso não poderia faltar uma mãozinha extra de alguns dos irmãos Bridgerton para isso.
"Eloise estava feliz por vê-los ir embora. Amava os irmãos, mas, sinceramente, lidar com os quatro ao mesmo tempo era mais do que se deveria esperar que qualquer mulher aguentasse."
 De uma forma geral a história é bem escrita e esse é um romance digno de se ter na estante para as pessoas que são fãs desse gênero, como sempre Julia Quinn não deixou nada a desejar. A única coisa que me deixou um pouco desanimada foi o final previsível do livro, assim como nos anteriores, e também senti falta das colunas da Lady Whistledown (ela escrevia em um jornal sobre as novidades da alta sociedade, e cada capítulo começava com uma nota dela), que eram bastante divertidas.

E para quem tiver interesse aqui estão os outros volumes da série que já lançaram aqui no Brasil:

  1. O Duque e Eu
  2. O Visconde Que Me Amava
  3. Um Perfeito Cavalheiro 
  4. Os Segredos de Colin Bridgerton
  5. Para Sir Phillip, Com Amor
  6. O Conde Enfeitiçado 

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força. Ou também pode chamar de fenômeno

Diferente de algumas pessoas eu não fui apresentada a Star Wars ainda quando era uma criança, e sim no começo desse ano quando a minha professora de História junto do meu professor de filosofia (valeu Helga e Roberto!), que deram um aulão bastante explicativo onde eles falaram com informações ricas em detalhes sobre Star Trek e Star Wars. Tirando isso, tenho apenas uma vaga lembrança de que na minha infância de que jogava (ou pelo menos tentava jogar) Lego Star Wars: The Video Game junto dos meus amigos e via eles lutando com o sabre de luz, mas eu não tinha ideia do que era realmente. A única certeza que eu tinha disso tudo aos  oito nos de idade era de que se tratavam de brincadeiras bem divertidas.

Agora, voltando um pouco mais para o presente eu tive a oportunidade de assistir ao filme no sábado passado (19/12), e por ter gostado tanto achei que seria interessante fazer uma resenha dele (sem spoiler, juro!) aqui no blog, ainda mais que faz muito tempo desde que não escrevo sobre algum filme aqui.
"Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem."
Não sou nenhum tipo de fã fanática se comparadas a algumas pessoas, mas mesmo assim quando a tela do cinema escureceu e começou a tocar "Star Wars Main Theme" foi um momento bastante emocionante, e desde desse momento até o final o filme não me desapontou em nenhum momento. Na verdade, foi a confirmação exata que eu tive sobre todas as criticas que até já tinha lido e escutado: o filme é um sucesso, um verdadeiro fenômeno. Sem contar que foi um verdadeiro "cala a boca" nas pessoas que estavam implicando com o fato de uma mulher e um negro estarem entre os personagens principais, vale a pena ressaltar que John Boyega (o primeiro protagonista negro de Star Wars) fez um ótimo trabalho na pelo de seu personagem FN-2187/Finn, um stormtrooper que começa a se questionar sobre o seu trabalho de modo que acaba se rebelando contra a Primeira Ordem, ajudando Poe Dameron (o piloto da resistência e pessoa de confiança da General Leia Organa) a escapar. É notável o dilema ético que o personagem Finn vai passando ao longo do filme.

Rey é apresentada como uma escavadora de Jakku, dessa forma que ela leva a vida como forma de conseguir dinheiro e comida, enquanto espera pela volta de alguém que provavelmente é de sua família. Logo fica claro que ela se trata de uma mulher forte e independente, que não precisa ser salva por algum homem, chegando muitas vezes a reclamar quando Finn resolve pegar sua mão para fugirem de algum tipo de confusão.
E a presença de alguns personagens marcantes como Han Solo, Chewie e General Leia (ela largou o seu título de princesa para continuar na resistência) foram um ponto crucial, que carregaram dentro de si aquele sentimento gostoso de nostalgia. Em meio a tantos personagens novos há aqueles icônicos que marcaram a vida de muitas pessoas. Se trata de algo novo, mas familiar. É o novo e o antigo se complementando.

De certa forma, em O Despertar da Força voltou a raiz do Bem contra o Mal, e nesse quesito destaca-se o vilão Kylo Ren, que é bastante perigoso e que possui um incrível domínio do Lado Negro da Força, mas que acaba sendo tentado pela luz como é mostrado em alguns momentos do filme, contudo ele é capaz de fazer do possível e do impossível para continuar seguindo no Lado Negro.

Um ponto positivo no filme é que mesmo não tendo conhecimento dos outros filmes ainda sim fica fácil a compreensão da história, e também vale a pena ressaltar o dinamismo; na maior parte do tempo sempre está acontecendo alguma luta ou algum momento emocionante o que faz que seja praticamente impossível desgrudar os olhos da tela por algum momento, nem mesmo para ir ao banheiro ou olhar as horas no celular. Outra coisa que me encantou bastante foi o fato do filme ser visualmente lindo.

Resumindo de uma forma geral, Star Wars - O Despertar da Força foi um dos melhores filmes que eu assisti esse ano e eu o recomendo para todas as idades. Desde as crianças que estão começando a descobrir sobre esse universo e até mesmo para os adultos, ainda mais que muitos estão familiarizados com os outros filmes que marcaram a sua infância ou adolescência. Então, se você ainda não viu esse filme deixe a preguiça de lado e vá ao cinema mais próximo de sua casa, pois se trata de algo que vale a pena.    

Ficha técnica:

  • Título: Star Wars - O Despertar da Força.
  • Gênero: Aventura, Ação, Ficção científica.
  • Direção: J.J. Abrams.
  • Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Harrison Ford, Carrie Fisher, Adam Driver, Mark Hamill, Oscar Isaac, Lupita Nyong'o, Gwendoline Christie, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Peter Mayhew, Max von Sydow, Anthony Daniels, Kenny Baker, Christina Chong, Pip Andersen.
  • Duração: 2h15min.
Curiosidades:

  • A produção preferiu usar locações reais, modelos em miniatura sobre a tela verde e imagens geradas por computador sempre que possível, a fim de fazer o filme esteticamente similar a trilogia original.
  • Segundo a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, quando Harrison Ford e Chewbacca puseram os pés no set da Millennium Falcon, cada pessoa no set estava deslumbrada. Kennedy alega que cerca das 200 pessoas no local estavam completamente quietas, devido à presença icônica de Ford e Chewbacca de volta à nave de Han Solo.
  • Mark Hamill (Luke Skywalker), Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Princesa Leia), Anthony Daniels (C-3PO), Kenny Baker (R2-D2), Peter Mayhew (Chewbacca), Tim Rose (Ackbar) e Mike Quinn (Nien Nunb) são os únicos atores da trilogia original a reprisarem seus papéis em O Despertar da Força. Entretanto, Daniels, Baker e Mayhew também estiveram na trilogia prequel (Episódios I, II e III).
  • Ao assinar contrato para assumir o comando de O Despertar da Força, J.J. Abrams torna-se o primeiro cineasta a dirigir um filme Star Trek e Star Wars.
  • Após ser lançado, o segundo trailer alcançou mais de vinte milhões de visualizações no Youtube, em menos de 24 horas.

Uma série viciante: Reign

Sempre acabo aproveitado as férias para colocar em dia às séries que eu acompanho e também para começar novas, e depois de escutar algumas amigas minhas comentando sobre "Reign" aproveitei que ela estava disponível no Netflix e assisti a primeira temporada em uma questão de poucos dias, afinal de contas o enredo é bastante evidente de forma que sempre fica aquela sensação de quero mais.
"Conta a história da ascensão de Mary Queen of Scots (Adelaide Kane) ao poder, quando ela chega à França aos 15 anos de idade, prometida ao Príncipe Francis, e com suas três melhores amigas como damas-de-companhia. Os detalhes da história secreta da sobrevivência na Corte Francesa, em meio a forças ameaçadoras e muitas intrigas." 
Uma das coisas que mais me atraiu inicialmente na série foi o fato dela ter se baseado em fatos históricos (na escola História sempre estava entre as minhas matérias favoritas) ao contar sobre a vida de Mary Queen of Scots, o processo de seu casamento com o Príncipe Francis e de seu caminho rumo ao poder, misturando fatos da realidade com algumas ficções que acabaram se complementando perfeitamente bem. Ao mesmo tempo em que o cenário é bastante real e verídico com a época podemos notar algumas modernidades no modo de se vestir de alguns personagens como, por exemplo, os vestidos que Mary e suas damas de companhia usam são muito bonitos, porém bastante modernos para a época em questão. 

Ao mesmo tempo em que algumas questões e intrigas políticas que acontecem são totalmente verídicas, como as questões diplomáticas envolvendo a França, Escócia e Inglaterra; até mesmo o fato da Catherine de Médicis não gostar muito de Mary (pelo menos foi o que eu achei ao pesquisar em alguns sites na internet, uma vez que fiquei curiosa para saber um pouco mais da vida de alguns personagens da série); ou a preferência que o rei Henry tinha por sua amante Diana de Poitiers. Já outras questões são ficcionais, mas que acabam enriquecendo o enredo da série com mistérios a serem desvendados (alguns envolvendo elementos naturais e outro sobrenaturais, ligados a religião pagã de alguns aldeões), brigas, mentiras, complôs contra Mary e até mesmo algumas traições.

E o fato de não focarem somente na história de Mary, dando destaque para os acontecimentos de alguns outros personagens secundários torna tudo ainda mais envolvente, pois pequenas histórias pra lá de emocionante começaram a girar junto da trama principal.       

Algo que adorei na primeira temporada da série foi ver o amadurecimento de Mary ao longo dos vinte e dois episódios, e analisando cuidadosamente fica claro que ela não é mais a garotinha um tanto ingênua que chegou a corte francesa sem ter a real noção do poder que ela tinha em suas mãos, mesmo estando bem longe de sua terra natal. Ao longo dos episódios ela se torna uma mulher madura que se torna capaz de realizar ações colocando em primeiro lugar a segurança de seu país, sendo capaz de colocar o Rei Henry em uma situação bastante complicada. 

Normalmente não sou uma grande fã de um triângulo amoroso, pois na maioria dos casos acaba sendo uma verdadeira enrolação sem fim e com muito drama que acaba tornando a situação bem cansativa! Porém, em "Reign" em menos de vinte e dois episódios tudo se resolveu e não teve um drama excessivo. Tanto Frary (Francis e Mary) e Mash (Bash e Mary) tiveram um ótimo desenvolvimento, acho que a produção da série não poderia ter feito escolha melhor para o rumo que esse triângulo acabou tomando.  

De certa maneira tenho muitas coisas boas para falar a respeito dessa série, e recomendo ela para as pessoas que gostem de coisas baseadas em fatos históricos, que apresenta em dose correta romance, suspense e um pouco de ação. No Netflix ainda só tem a primeira temporada de "Reign", mas para quem não tem uma conta no Netflix ou está querendo ver a segunda ou a terceira temporada também tem a opção de assistir pelo Filmes Online Grátis.

Ninguém Disse Que Era Fácil

Imagem do We Heart It
Notícias ruins simplesmente não tem hora ou momento certo para chegar, elas simplesmente entram sem pedir licença na sua vida  às vezes causam um estrago danado. Quando isso acontece a sensação que dá é de que alguma forma mitológica do Universo está conspirando para nada der certo em sua vida, um pouco exagerado esse tipo de pensamento, não? Talvez seja, mas é uma forma que algumas pessoas tentam encontrar algum tipo de justificativa ou de resposta para tudo que está acontecendo a sua volta. É muito mais fácil para qualquer pessoa (e eu estou incluída nesse grupo) culpar as forças mitológicas, ou algumas pessoas que não são responsáveis por seu sofrimento. A única coisa que importa é conseguir achar alguém para culpar, pois querendo ou não é uma tarefa difícil assumir o seu papel de culpa nessa história.

Se eu tivesse me esforçado mais, me preocupado mais, estudado mais, me empenhado mais, procurasse mais, amado mais... São tantas as coisas que poderíamos ter feito para concertar algumas coisas — e às nem todas as nossas ações são capazes de concertar algo, alguns problemas da vida são muito grandes de forma que não podemos interferir.

O primeiro efeito que temos logo após receber uma notícia ruim é a negação, uma velha conhecida de todo mundo. Aceitar a realidade muitas vezes é um trabalho difícil e nesses momentos falamos de tudo para convencer a nós mesmos que aquilo é um pesadelo muito ruim, e que logo vamos acordar e nossas vidas vão continuar sendo do jeito que eram. Tentamos convencer a nós mesmos de que tudo não passou de algum engano, de que avisaram a pessoa errada. Muitas possibilidades se passam por nossas cabeças uma vez de que aceitar a realidade é muito mais complicado, e a negação um caminho acaba sendo um jeito mais fácil de lidar com a situação por um momento. E depois desse tempo temos de ser forte ou aprender a sermos fortes para conseguir lidar com a verdade, como o ator Johnny Depp disse uma vez: "Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte".    

A vida está longe de ser fácil, um mar de rosas ou um verdadeiro paraíso como alguns livros acabam descrevendo. Diariamente pessoas recebem notícias ruins, desastres acontecem... São tantas coisas que listar tudo iria demorar muito tempo, e muitas dessas coisas são difíceis de lidar, mas precisamos ser forte. Devemos erguer a cabeça, olhar para o horizonte e seguir em frente. Acontecimentos trágicos nunca vão parar de acontecer, sendo assim precisamos aprender a lidar com eles.

Selo de qualidade Shondanás: Motivos para assistir How To Get Away With Murder

Depois de passar um bom tempo aqui no blog sem falar muito sobre filmes e séries, finalmente eu consegui um tempinho para colocar uma nova série em dia e agora estou aqui para falar alguns motivos para assistir "How To Get Away With Murder", da Shondanás digo, Shonda Rhimes.
"Michaela, Wes, Laurel e Patrick são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Coast Law School, onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise DeWitt (Viola Davis), na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como "Como Se Livrar de Um Assassinato".
 1) Annalise Sendo Foda Keating
A primeira aparição dela na série escrevendo no quadro negro já foi o suficiente para mostrar que ela seria uma personagem foda, dessas professoras que colocam moral na turma e que é capaz de colocar medo em alguém bastando apenas um olhar. E ela não é apenas uma ótima professora, mas também é uma excelente advogada, ao ponto que se pode ser considerada um tanto quanto seletiva em questão aos casos em que ela trabalha. Ela não aceita derrotas, de modo que consegue ser estrategicamente manipuladora. Mas apesar de toda essa aparência forte e inatingível que  a personagem passa, Annalise também é uma mulher frágil por dentro, e isso se torna evidente ao decorrer da série.

E acho que aqui vale parabenizar o excelente trabalho que Viola Davis vem fazendo na série, tanto é que em 2015 ela acabou se tornando a primeira mulher negra a ganhar Emmy de melhor atriz dramática. A atuação é simplesmente impecável.

2) Roteiro e diálogos inteligentes
Você devia prestar atenção. É capaz de você aprender alguma coisa.
HTGAWM é uma série que não da para assistir enquanto você está fazendo outra coisa, pelo menos eu não consigo. Basta apenas que eu me distraia por alguns minutos para que eu deixe de entender o que está acontecendo, e isso se deve aos diálogos bastante inteligentes (nessas horas até bate uma vontade de fazer Direito), sem contar que o roteiro é muito bem preparado e longe de ser algo previsível, você acha que vai acontecer tal coisa e o final acaba sendo completamente diferente do que você estava prevendo. Então, pessoalmente eu acho que essa é uma série em que é preciso de atenção para assistir, mas se bem que depois de ter começado você fica ansioso para saber o que vem em seguida. É viciante essa série, tem o selo de qualidade Shonda Rhimes (e isso significa que talvez ela acabe matando um personagem do qual você gosta, como ela sempre faz).

3) Personagens bem construídos
Nesse quesito eu tenho duas coisas para falar: um pouco da diversidade na escolha do elenco, e a quebra de alguns estereótipos que acabam sendo quebrados ao longo da série.
Para começar a professora e advogada super foda é uma mulher negra casada com um homem branco (e bem mais sucedida do que ele, pelo menos na minha opinião), o protagonista da série também é negro; há um personagem gay que está longe de ser aquela imagem muito afeminada  que as pessoas normalmente tem dos homossexuais; tem uma mulher loira e que de burra não tem nada.
Em HTGAWM tudo é o que você pensa que é, os personagens assim como o enredo sempre acabam surpreendo de alguma forma.

4) Mistério e mais mistério
Para quem gosta de séries de mistério/suspense precisa urgentemente começar a assistir HTGAWM, logo no episódio piloto começa com um acontecimento bombástico e que aos poucos vai sendo revelado como tudo aconteceu, e mesmo depois disso ainda tem mais mistério para ser desvendado! Mal posso esperar para começar a acompanhar a segunda temporada, pois tudo indica que ainda vai ter mais coisa para ser desvendada!

BÔNUS: CONNOR WALSH
Sem um pingo de dúvidas esse é o meu personagem favorito da série inteira! Morro de amores pelo personagem e pelo ator Jack Falahee, que é um verdadeiro amorzinho.
E aqui estão algumas razões para se amar o Connor, e caso você tenha interesse em saber de todos os 23 aqui está o post original: 23 Reasons Connor Is The Best Part Of “How To Get Away With Murder"
1- Ele não tem medo de dizer o que pensa (He’s not afraid to say what he thinks)
2- Ele mantem a calma em situações estressantes (He keeps calm in stressful situations)
3- Basicamente, sua sensualidade não conhece limites (Basically, his sexiness knows no bounds)
4- Ele também tem um grande senso de humor (He also has a great sense of humor)
5- Não se lembra de algo? Sem problema. Connor pode corrigir (Have a memory block? No problem. Connor can fix it)
Se você já acompanha essa série ou tem vontade de assistir não deixe de comentar algo aqui, e também sempre estou aceitando sugestões de novas séries para quem quiser recomendar.

Alguns conselhos realmente úteis

Para os leitores que acompanham o blog eu já tinha avisado anteriormente que os meses de setembro outubro (principalmente esse) seriam bem corridos para mim, devido questões escolares e dos vestibulares. De tal forma que não estou conseguido ficar tão presente aqui como eu gostaria de estar, mas nessa semana enquanto eu mexia no meu facebook encontrei no meu feed um post bem interessante que reunia os 66 Conselhos realmente úteis (que ninguém dá).

Mesmo sendo de 2013 eu achei bastante interessante esse post, sem contar que acaba sendo útil para qualquer hora. Sendo assim, resolvi reunir os conselhos que eu mais gostei, e caso você esteja interessado em ver todos os 66 conselhos aqui no blog de onde eu tirei alguns dos conselhos.

1) Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E as ignore.
2) Ser bem sucedido tem significado diferente para cada pessoa. Respeite isso.
3) Não reclame da sua vida porque não tem um carro, ou a casa que gostaria… não ter sorte significa outra coisa.
4) Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.
5) Você não pode se livrar dos seus medos… Mas pode aprender a viver com eles.
6) Boa imaginação é sinal de inteligência.
7) Diversão é um conceito relativo.
8) Algumas vezes ser preguiçoso é bom para você.
9) Se desafie um pouco todos os dias.
10) Não é uma coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas.