Resenha: Como Agarrar uma Herdeira (Agentes da Coroa 1#)

Título: Como Agarrar uma Herdeira
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
Classificação: 5/5
Comprar: Amazon

Quando se trata de romances de época eu não nego que a Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas. Conheci o trabalho dela há anos atrás e até hoje sempre consumo (eu tento, afinal de contas ela vive lançando livros e eu nem sempre tenho dinheiro) os romances que ela escreve. As histórias são tão envolventes, os personagens cativantes que fica difícil me manter afastada de suas obras, ou seja, não pude resistir e comprei o primeiro volume de sua nova série: Agentes da Coroa.

"Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação, que o desarma completamente." 

Na narrativa vamos conhecer um pouco sobre a jovem Caroline Trent, uma jovem órfã que já passou por diversos tutores diferentes. Algo de ruim sempre parecia acontecer, mas nada era comparável ao cair nas garras do terrível senhor Prewit. Esse homem não está interessado no bem estar de Caroline e, sim em sua herança. Com o objetivo de tentar colocar as mãos na fortuna da jovem dama, ele armou um plano para transformá-la na futura Sra. Prewit. Contudo, as coisas não aconteceram da maneira que ele imaginava.

A ideia de fugir de casa pode parecer aterrorizante, ainda mais com um destino incerto para ir, mas, para Caroline Trent essa é melhor opção. Ela só precisa ficar escondida por algumas semanas até completar 21 anos, quando passará a controlar sua própria herança milionária. O quão difícil é se manter escondida? Caroline estava ciente das dificuldades que poderia passar, mas não imaginava que poderia ser confundida e raptada no lugar de uma perigosa espiã: Carlotta De Leon.

"Como era possível que ele parecesse ainda mais belo cada vez que o via? Realmente não era justo. Toda aquela beleza desperdiçada em um único homem. E um homem insuportável, ainda por cima."

O agente do governo, Blake Ravenscroft, estava no rastro da perigosa espiã a muito tempo, de forma que ele ficou contente ao capturá-la; aquele seria o fim dos dias de seus crimes. Inicialmente, Caroline sentiu-se ultrajada por ter sido confundida com uma criminosa, mas, com o passar do tempo começou a olhar o ponto positivo daquela situação. Ela resolveu se passar por Carlotta, aquela era a maneira perfeita de fugir de seu tutor, bastasse que ela não falasse nada durante o tempo que permanecesse em seu cativeiro. Além do mais, o agente Blake é um homem muito atraente.
O plano de passar por passar por Carlotta parece funcionar, aos poucos ela vai convencendo Blake de sua "identidade", mas o plano acaba indo por água abaixo quando Sir James, o Marquês de Riverdale, amigo e parceiro de Blake, chega à propriedade. James já havia se encontrado com Carlotta anteriormente, dessa maneira, quando ele coloca os olhos em Caroline fica claro que algo está errado naquela situação. O disfarce da lady Trent acaba o que gera algumas brigas e discussões. Ela convence Blake de ajudá-la, de não deixar que o seu tutor a encontre. 

"Blake praguejou baixinho. Sabia que estava cometendo um erro. O modo como Caroline sorria para ele, como se realmente acreditasse ser capaz de iluminar os cantos mais distantes do coração dele.... Santo Deus, ela o apavorava."

Amor e ódio; tapas e beijos. Essas são as palavras perfeitas para definir o início da relação entre Caroline e Blake. O homem parece nutrir um ódio mortal pela jovem dama que não consegue ficar calada por muito tempo, e que parece fazer de tudo para irritá-lo. Quem parece se divertir com aquela situação é James, que fica rindo das discussões e situações inusitadas em que os dois se metem, mas ele também reconhece a gravidade do problema que estão lidando: além de não terem capturado a perigosa Cartlotta, eles sequestraram uma jovem inocente que estava tentando fugir das garras de seu terrível tutor.  

Leva um tempo para Caroline e Blake se aproximarem, para perceberem que estavam enganados em relação um ao outro. Caroline não é tão irritante como parece, e Blake tem um coração bom lá no fundo (ele aparentar ser frio e sério, mas trata-se de um homem muito bondoso). Porém, apesar desse novo lado de Blake aparenta ter, o homem carrega uma enorme culpa em suas costas o que lhe impede de entregar-se ao amor novamente.

"Blake inclinou o corpo para a frente e roçou os lábios nos dela com muita delicadeza, no mais suave dos beijos. Não era como se quisesse beijá-la. Precisava beijá-la. Precisava fazer isso do mesmo modo que precisava de ar, água e do sol da tarde no rosto. O beijo foi quase espiritual, o corpo inteiro dele tremeu apenas com o mais leve toque dos lábios dos dois." 

Que livro. Sabe aquela sensação de quero mais? Ainda não superei o fim de "Como Agarrar uma Herdeira" e mal posso esperar para ler os próximos volumes dessa série. Mesmo usando uma técnica parecida em seus romances anteriores, Julia Quinn conseguiu dar uma inovada rompendo os laços com os Bridgertons e os Smythe-Smith (amo  muito essa família, mas eu reconheço que eles já deram tudo o que tinham para oferecer. Escrever mais sobre eles ia ser uma verdadeira enrolação). 

Eu acredito que a Julia vai ter a chance de se renovar com a série Agente da Coroa, e também prevejo alguns livros com um pouco mais de emoção por tratar-se de agentes "secretos" da coroa britânica. Então, mal posso esperar para ler os próximos volumes dessa nova saga. E se você ama romances de época, não pode deixar de ler os livros da Julia Quinn, é quase um obrigação se você gosta desse gênero!

Resenha: Uma Noite Como Esta (Quarteto Smythe-Smith #2)

Título: Uma Noite Como Esta (Quarteto Smythe-Smith #2)
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
Classificação: 3/5

Não é nenhuma novidade para os leitores do blog que eu sou uma grande fã da Julian Quinn e de seus livros. Então, é com muita alegria que venho aqui resenhar o segundo livro da série Quarteto Smythe-Smith, que está conquistando o meu coração com uma (outra) numerosa família que se mete em muitas aventuras e em algumas confusões.

"Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra...
Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde.
Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.
Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não adimita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo."

Nesse livro conhecemos um pouco mais sobre Daniel Smythe-Smith, o irmão mais velho de Honoria Smythe-Smith e o melhor amigo de Marcus Holroyd, o Duque de Chatteris (os protagonistas de Simplesmente o Paraíso). Há três anos, Daniel se envolveu em um duelo  de cavaleiros com o seu amigo Hugh Prentice, uma confusão que foi causada por muita bebida, um jogo de cartas e uma acusação sobre um dos participantes terem roubado. Como estavam alcoolizados tanto Daniel quanto Hugh erraram a pontaria ao atirar no adversário. O Smythe-Smith levou um tiro no ombro e o Prentice levou um tiro na coxa, porém uma veia foi atingida quase matando o homem.

Tudo aquilo não passou de um mal entendido, além de uma péssima pontaria (o álcool não ajudou em nada, apenas serviu para atrapalhar). Não era a intenção de Daniel ferir o seu amigo. E embora o rapaz tenha tentado se justificar, explicando o que tinha acontecido e evidenciando que não era a sua intenção machucar ou matar Hugh, porém isso não foi o suficiente. O pai de Hugh não perdoou Daniel pelo ferimento causado o seu filho, por tê-lo tornado em um "incapaz" e jurou vingança ao rapaz.

Sendo assim, Daniel foi obrigado a deixar a Inglaterra e passou três anos longe de casa, viajando por vários países do continente europeu e fugindo de assassinos contratados para matá-lo. E quando finalmente tem a oportunidade de voltar para casa Smythe-Smith, o atual conde de Winstead, retorna para casa justo no dia do tão tradicional concerto da sua família: anualmente as mulheres da família Smythe-Smith tocam em um recital e apenas podem sair do concerto quando se casam. E além dessa tradição ligada a música, todas as garotas também são péssimas tocando os seus instrumentos e sabem muito bem disso. Porém, naquele ano tinha algo de diferente no recital familiar. Era uma moça muito atraente que estava tocando no piano, tentando acompanhar o restante das garotas em uma falha tentativa. E essa garota chama atenção de Daniel durante a noite inteira. 

"A jovem tinha o cheiro da Inglaterra, da chuva suave e das planícies beijadas pelo sol. E sentir seu corpo era como estar no paraíso."

Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) é uma excelente governanta e que possuiu um trabalho agradável cuidado das jovens garotas: Harriet, Elizabeth e Frances, as irmãs mais novas de Sarah Pleinsworth (pianista do Quarteto Smythe-Smith. No geral esse é um trabalho que não lhe dá muitos problemas, ela recebe uma quantia razoável para se manter e as garotas são fáceis de lidar (claro que elas aprontam um pouco, mas nada muito sério. Contudo, ao ter que substituir a lady Sarah no concerto anual da família não estava nos planos de Anne, muito menos em uma de suas obrigações de trabalho.

Sentindo extremamente atraído pela jovem, Daniel não demorou muito tempo para procurá-la. Precisava saber quem se tratava da moça que tinha despertado tantos interesses nele. E mesmo em um breve encontro, foi possível notar uma atração entre Daniel e Anne. Foi um sentimento tão forte que o homem se atreveu a roubar um beijo da mulher, precisava provar o sabor de seus lábios, saber qual era a sensação de beijá-la. E mesmo sabendo que aquele envolvimento era errado (afinal de contas ele era um conde, um membro da alta sociedade, enquanto ela não passava apenas de uma governanta sem títulos ou terras) foi impossível não retribuir.

Para tentar aproximar-se de Anne, Daniel passou a visitar a casa de sua tia com mais frequência, com o pretexto de que queria ver suas primas: Sarah, Frances, Elizabeth e Harriet. Claro que ele sentia saudades delas, afinal de contas tinha passado muito tempo longe de casa, porém qual era o problema de juntar o útil ao agradável? Aproveitar o tempo perdido na companhia de suas primas para ficar junto de Anne Wynter, a belíssima governanta.

"Não era seu momento. E não era seu mundo. Ele era um conde e ela era… Bem, era a pessoa que se obrigara a ser. Ou seja, alguém que não dava intimidade a condes, ainda mais condes com escândalos em seu passado."

Como de costume os romances da Julia Quinn segue uma receita e por mais que seja um pouco clichê, sempre acabo descobrindo algo novo a cada leitura e me divertindo com os personagens. Apesar de histórias semelhantes, sempre acaba tendo algo de extraordinário. E o que eu mais gostei de "Uma Noite Como Esta" foi conhecer um pouco mais da família Smythe-Smith, simplesmente me diverti com as primas de Daniel, cada uma com uma personalidade mais interessante do que a outra (a que eu mais gostei foi a Harriet, sua personalidade forte me lembrou a Hyacinth Bridgerton).

Outra coisa que eu achei positiva na leitura foi o plot twist em torno na vida da misteriosa Anne Wynter. Ao longo da leitura eu fui criando algumas teorias, explicações para o seu passado. Gostei do modo que a Julia Quinn desenvolveu isso, achei bem explicado e não ficou uma história absurda. Então, se você é fã de romances de época não pode deixar de ler os livros da série do Quarteto Smythe-Smith.

Resenha: Simplesmente o Paraíso (Quarteto Smythe-Smith #1)

Título: Simplesmente o Paraíso (Quarteto Smythe-Smith #1)
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 272
Classificação: 3/5

A Julia Quinn me conquistou com a série dos Bridgerton (amo romances de época), cada um dos personagens e membros da numerosa família estão no meu coração, já que cada um é mais apaixonante do que o outro. Sendo assim, quando soube que ela iria lançar uma nova série e que teria uma ligação com a família Bridgerton foi impossível não ler. E com o "Quarteto Smythe-Smith", Julia Quinn criou novos personagens bastante marcantes.
"Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Itália. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente."
Durante parte de sua infância Marcus Holroyd é filho único e foi criado por um pai muito rígido e ausente, que esperava que ele se tornasse o futuro Duque de Chatteris. Em sua casa Marcus não tinha amigos da sua idade, no que resultou que ele se tornasse um garoto solitário e bastante tímido. Essa situação muda quando ele vai estudar em um colégio, onde demora um pouco para se adaptar, pois nunca tinha convivido com outras crianças de sua idade e não sabia ao certo como agir. Mas, apesar de todas as dificuldades, ele consegue fazer uma amizade com Daniel Smythe-Smith.

A amizade entre os dois garotos era tão grande que sempre que chegava as férias, Marcus passava ao lado de seu amigo na casa dos Smythe-Smith. Era uma convivência tão grande que o futuro Duque de Chatteris passou a ser considerado como um membro da família, até mesmo tinha que lidar com a irmã caçula de Daniel: Honoria Smythe-Smith, que vivia importunando os dois rapazes.
“Honoria tratou de não estremecer. O musical anual da família nunca era um bom momento para fazer amizade com um cavalheiro, a menos que ele fosse surdo. Houve algum argumento dentro da família a respeito de quem, precisamente, tinha começado a tradição, mas em 1807, as quatro primas Smythe-Smith tinham subido ao palco e massacrado uma peça musical perfeitamente inocente. Por que elas, ou melhor, suas mães pensaram que seria uma boa ideia repetir o massacre nos anos seguintes, Honoria nunca saberia, mas o fez no ano depois desse, e ano após.”
Alguns anos mais tarde eles se reencontram novamente. Honoria não é mais a garotinha chata que ficava irritando Marcus e Daniel, ela cresceu e se tornou uma mulher muito atraente e que está desesperada para encontrar um bom partido. Todos  que encontrou até então sempre tinham algum tipo de defeito: um havia agredido um cachorro, outro era um aproveitador... Porém, naquela temporada ela está positiva de que as coisas vão se sair diferente, que dessa vez ela irá encontrar um homem que seja decente, e Honoria até tem um nome em mente: Gregory Bridgerton.

O que ela não poderia contar que o seu encontro com Marcus Holroyd, o Duque de Chatteris poderia acabar mudando o rumo da situação. Após um acidente em que se envolveram, ele ficou entre a vida e a morte e foi nesse momento em que Honoria entrou em ação, o ajudando e tomando conta dele para ajudar na recuperação. E durante esse tempo que passam juntos, tanto Honoria quando Marcus percebem que o amor que sentem um pelo outro pode maior do que bons amigos.
"Ela o amava. Sempre o amaria. Isso fazia tanto sentido… Quem não amaria Marcus Holroyd?"
Foi incrível poder conhecer um pouco sobre os membros da família Smythe-Smith, que ficaram conhecidas na série dos Bridgerton, por sempre tocarem em um concerto anual em Londres, e também por serem terríveis (e elas tem noção disso, mas se trata de uma tradição familiar). Também adorei o fato de rever alguns personagens antigos, como Gregory Bridgerton e da velha Lady Danbury.

Como de costume, "Simplesmente o Paraíso" segue o mesmo caminho dos livros anteriores de Quinn, apesar dos personagens serem diferentes a receita usada é a mesma. É um verdadeiro clichê, mas impossível de não gostar. E o que eu mais gostei durante a leitura foi que eu dei boas risadas, a Honoria e as mulheres de sua família são bastante engraçadas, um outro talento além de não serem nada afinadas.

Se você gosta de romances de época "Simplesmente o Paraíso" é um livro que vale a pena, assim como os restantes da Julian Quinn. Essa mulher vem fazendo um ótimo trabalho, criando personagens apaixonantes, enredos interessantes e histórias incríveis!

Resenha: O Conde Enfeitiçado

Título: O Conde Enfeitiçado
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
Classificação: 3/5
E novamente aqui estou eu resenhando mais um livro da Julia Quinn, a autora da série Os Bridgertons. Como de costume, o sexto livro da série se assemelhou aos restantes no modo do decorrer da história, mas com uma única diferença pela personalidade da personagem principal ser a mais diferente dos oito irmãos, sem contar sobre o seu passado.
"Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.
Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.
Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.
Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.
No sexto livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn mostra, em sua já consagrada escrita cheia de delicadezas, que a vida sempre nos reserva um final feliz. Basta que estejamos atentos para enxergá-lo."
No sexto livro da série é apresentada a história de Francesca Bridgerton, a sexta dos Bridgertons. No início da narrativa é mostrado que ela se casou recentemente com John, tornando-se assim a Condessa de Kilmartin. Os dois possuem uma relação bastante amigável, além de serem românticos um com o outro e, sem um pingo de dúvida são um casal lindo e invejável. E junto do casal há Michael Stirling, primo de John que não possui muito dinheiro e nem possui algum título importante, mas para ele isso não faz nenhuma diferença já que ele leva uma vida de libertino chegando a ser conhecido pelos outros como o "Devasso Alegre", porém a questão central de tudo é: Francesca, John e Michael formam  o trio perfeito de amigos, isso até o momento em que Michael começa a perceber que gosta de Francesca o que é um erro terrível já que ela é casada com o seu primo.

E outra coisa que acaba abalando esse trio de amigos é a morte repentina de John, que  durante uma tarde estava se sentindo um tanto quanto indisposto e horas mais tardes foi encontrado morto em sua cama. Isso foi o bastante para abalar a amizade existente de Frennie e Michael. Enquanto ele lida para lutar com suas emoções por ter perdido seu melhor amigo e confidente, também precisa lidar com a questão de que vai receber  o título de Conde já que era o próximo na linha de sucessão, algo que ele nunca tinha almejado. E após um encontro nada agradável com Francesca ele resolve ir para a Índia, onde fica por quatro anos.
"Desejara Francesca. Apenas isso. Mas não dessa forma. Não àquele preço. Jamais invejara a boa sorte de John. Jamais invejara o título, o dinheiro ou o poder dele. Invejara apenas a sua mulher."
Após quatro anos quando Michael Stirling retorna para a Inglaterra as coisas estão um pouco diferentes. Para começar ele carrega consigo o título de Conde também tem uma questão financeira um tanto melhor do que no passado, e também tem a pressão para que ele se case e tenha herdeiros para ter alguém para repassar o seu título, mas basta reencontrar com Francesca para perceber que os seus sentimentos pela mulher continuam os mesmos de quatro anos atrás.

E novamente a amizade que antes existia entre Michael e Francesca se vê ameaçada, pois em uma tentativa de tentar arrumar uma boa mulher para o novo Conde ela percebe que também nutre sentimentos por ele, um sentimento do qual ela vai tentar fugir a qualquer custo.
“Em toda vida ocorre um momento decisivo. Um instante tão extraordinário, tão claro e tão nítido que temos a sensação de havermos sido golpeados no peito, deixados sem fôlego, sabendo, sabendo, sem a menor sombra de dúvida, que nossa vida jamais será a mesma.”
Como sempre essa é mais uma das histórias envolventes da Julia Quinn, em que você começa a ler o livro e não tem mais nenhuma vontade de parar, apesar de que o fato dos livros dela seguirem a mesma lógica me deixa um pouco cansada pelo fato de querer ver algum tipo de inovação. E outro fato que não me agradou muito na leitura foi a personalidade de Francesca Bridgerton, não sei se era pelo fato de ela ser uma viúva, mas de uma forma geral achei a construção da personagem bastante chata e sem sal. O que me deixou satisfeita foi rever um personagem antigo que adorava: o Colin Bridgerton, sem contar que de um modo geral eu gostei do personagem Michael Stirling que me conquistou desde o início.

Para as fãs de romance não só recomendo esse livro, mas sim como a série inteira. Todos eles são dignos de se ter na estante, pois se trata de cada leitura mais envolvente da que a outra, e personagens cativantes. E por mais que algumas pessoas tenham preguiça de ler uma série tão grande como essa o meu conselho é: dê uma chance, e se gostar dos livros apenas continue lendo.

E para quem tiver interesse aqui estão os outros livros da série que já lançaram no Brasil:

  1. O Duque e Eu
  2. O Visconde Que Me Amava
  3. Um Perfeito Cavalheiro 
  4. Os Segredos de Colin Bridgerton
  5. Para Sir Phillip, Com Amor
  6. O Conde Enfeitiçado
  7. Um Beijo Inesquecível 

E se você já leu esse livro ou tem vontade de ler e conhecer a série, não deixe de comentar a sua opinião aqui no blog!

Resenha: Para Sir Phillip, Com Amor


Título: Para Sir Phillip, Com Amor
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
Classificação: 3/5

No verão do ano passado eu tive a oportunidade de conhecer uma série de livros muito boa em que a autora Julia Quinn, foi comparada com a Jane Austen dos tempos atuais. Não vou me aprofundar muito nessa comparação realizada, mas de qualquer jeito é um fato de que Julia tem um grande talento em mãos e vem fazendo um ótimo trabalho a cada volume que ela lança focando em cada um dos irmãos Bridgerton. E depois de tanta demora aqui estou para fazer uma resenha de um dos livros dela, algo que eu já deveria ter feito há muito tempo atrás.
"Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências.
Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?
Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro."
Aos 28 anos de idade Eloise Bridgerton já aceitou o fato de que é uma solteirona (após recursar pedidos de muitos pretendentes) e está satisfeita com o rumo que sua vida está seguindo, sem contar que ela não está sozinha nessa. Ela junto de sua melhor amiga Penélope parecem estar fadadas a uma vida de solteironas, contudo essa situação muda completamente quando Penélope e Colin Bridgerton se apaixonam, de forma que a vida de solteira que Eloise leva deixa de parecer tão feliz e satisfatória como acreditava ser, de modo que ela começa a repensar sobre suas prioridades.

E é nesse momento de sua vida que acaba surgindo Sir Phillip, um homem com quem Eloise passou a trocar cartas e com um tempo através de correspondências acabou se estabelecendo uma espécie de amizade entre ambos, mas nunca que em nenhum momento Phillip pensou que uma simples carta lhe oferecendo condolências após a morte de sua esposa acabaria se transformando em uma troca continua de cartas, e muito menos que iria receber uma visita surpresa de Eloise, que apesar de se tratar de uma companhia agradável ainda sim foi inesperada. Ao longo da troca de cartas Sir Phillip imaginou que a mulher não fosse muito bonita e pouco elegante, mas acabou se deparando com uma mulher atraente, inteligente e perspicaz.
“Ele parou de repente, chegando a tropeçar. Porque a mulher parada em seu hall era jovem e muito bonita, e, quando ela levantou o rosto para olhar para ele, Phillip notou que a moça tinha os olhos acinzentados mais encantadoramente lindos que já vira.”
Os dois são o completo oposto um do outro. Sir Phillhip é um barão de uma cidade rural, e de certa maneira pode ser considerado como um homem recluso, passando grande parte do tempo dando uma maior atenção para seu trabalho do que para seus filhos. Já Eloise mora com sua família em Londres, está acostumada a participar de grandes eventos sociais e pode ser considerada como uma pessoa bastante alegre e divertida, e bastante faladeira quando se encontra muito nervosa com algo.  
“Ria. Ria alto, e sempre. E quando as circunstâncias pedirem silêncio, transforme a sua gargalhada em um sorriso.”
Apesar de algumas diferenças existentes, Eloise está disposta a conhecer o homem que se esconde por trás da máscara de indiferença e cordialidade, o que pode ser uma tarefa um pouco complicada devido aos filhos de Phillip que são verdadeiros pestinhas que sempre arrumavam um modo de aprontar com Eloise. E também há o fato de que inicialmente Phillip parece estar muito empenhado na busca de uma esposa para poder cuidar de seus filhos, mas é preciso apenas de uma questão de tempo para ele passar a olhar Eloise com outros olhos, contudo devido a alguns acontecimentos do passado fica complicado para que ele tome uma atitude e assuma seus sentimentos.

E é claro que para isso não poderia faltar uma mãozinha extra de alguns dos irmãos Bridgerton para isso.
"Eloise estava feliz por vê-los ir embora. Amava os irmãos, mas, sinceramente, lidar com os quatro ao mesmo tempo era mais do que se deveria esperar que qualquer mulher aguentasse."
 De uma forma geral a história é bem escrita e esse é um romance digno de se ter na estante para as pessoas que são fãs desse gênero, como sempre Julia Quinn não deixou nada a desejar. A única coisa que me deixou um pouco desanimada foi o final previsível do livro, assim como nos anteriores, e também senti falta das colunas da Lady Whistledown (ela escrevia em um jornal sobre as novidades da alta sociedade, e cada capítulo começava com uma nota dela), que eram bastante divertidas.

E para quem tiver interesse aqui estão os outros volumes da série que já lançaram aqui no Brasil:

  1. O Duque e Eu
  2. O Visconde Que Me Amava
  3. Um Perfeito Cavalheiro 
  4. Os Segredos de Colin Bridgerton
  5. Para Sir Phillip, Com Amor
  6. O Conde Enfeitiçado