Crônica da Cidade Maravilhosa

A medida que as ondas batiam na areia as pegadas iam se apagando, era como se ninguém tivesse passado por ali alguns minutos antes. O som do mar se misturava com a voz estridente dos vendedores ambulantes oferecendo seus produtos aos banhistas, e com a voz fina das crianças que se divertiam fazendo – ou pelo menos tentando – castelos de areia ou correndo das ondas do mar, como se alegrar fosse a coisa mais importante naquele momento.

E no famoso calçadão, pessoas de todas as idades resolvem tirar um minuto do seu tempo para se exercitar – seja correndo, caminhando, andando de bicicleta ou passeando com o animal de estimação – bem cedo, enquanto outras aproveitam o fim de semana para dormirem até mais tarde e recompor as energias gatas ao longo da semana – ninguém é de ferro, e quando se tem uma rotina puxada nada é melhor do que horas a mais de sono –, ainda mais com o templo nublado que faz com que a vontade de ficar na cama seja maior ainda. Mesmo com o mau tempo, ainda faz bastante calor o que torna a situação bastante ideal. Com um sol escaldante, talvez nem todas as pessoas do calçadão ou da praia teriam a disposição de estar ali.

No outro lado da rua, os prédios de mais variados tamanhos se encontram praticamente colocados uns aos outros, o que remete a um tempo passado, mesmo que não esteja mais tão evidente na estrutura de algumas construções. Enquanto alguns edifícios possuem um aspecto mais moderno, outros são mais antigos cuja a aparência tem lá o seu charme único e pessoal. Esse é o encontro do novo com o antigo, da mesma maneira que acontece em outros lugares da cidade, e quase sempre com um aspecto natural também presente – seja uma praia, um grande rochedo ou um aglomerado de árvores. E também há o encontro de várias classes sociais, e de pessoas diferentes.

O Rio é uma cidade que apresenta muitas diferenças, e essa que é a grande beleza da cidade. Claro que os pontos turísticos e algumas paisagens são belas ao ponto de tirar o folego, isso não tem como negar. Mas, a verdadeira beleza está presente nessa mistura de coisas, está presente nas coisas simples, está presente em um jantar no barzinho da esquina enquanto se observa o encontro do sol com o mar durante o crepúsculo, uma imagem tão bela que é digna de um cartão postal.

E é assim que se encerra mais um dia no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa.

Resenha: O Grande Gatsby

Título: O Grande Gatsby
Autor(a): F. Scott Fitzgerald
Editora: Geração Editorial
Número de páginas: 288
Classificação: 5/5

ANTES DE COMEÇAR COM A RESENHA, GOSTARIA APENAS DE AVISAR QUE VOU VIAJAR NO DIA 16/01 E VOLTO NO DIA 26/01, ENTÃO DURANTE ESSES DIAS PROVAVELMENTE NÃO VOU TER ACESSO A INTERNET E NÃO VOU CONSEGUIR ATUALIZAR O BLOG!

No ano passado eu fiz uma meta para mim mesma de que iria começar a ler mais clássicos, e aproveitando a calmaria que eu tive na minha vida depois do ENEM resolvi me arriscar com a leitura do famoso clássico "O Grande Gatsby". Já tinha ouvido falar muitas coisas boas a respeito do livro e também da recente adaptação para o cinema, então aproveitei que estava com um pouco de dinheiro sobrando para comprar esse livro, e o resultado que eu tive foi melhor do que eu poderia esperar. Não só acabei adorando tanto a leitura, mas o livro se tornou um dos meus preferidos e que com toda certeza vou reler ele muitas e muitas vezes!
"A obra traz como pano de fundo a sociedade americana da década de 1920, época que ficou conhecida como a era do jazz. Ao se mudar para a casa ao lado, Nick Carraway adentra o mundo de extravagância e luxo de Jay Gatsby, um misterioso milionário que, na verdade, busca a atenção de um antigo amor, Daisy Buchanan, de quem se separou na Primeira Guerra Mundial. Um retrato pungente da decadência de uma sociedade materialista e deslumbrada com o poderio do pós-guerra e dos trágicos danos causados por uma obsessão lancinante com o passado. A edição traz ainda o prefácio à edição americana de 1934, escrita pelo próprio Fitzgerald; um posfácio do escritor americano Alex Gilvarry; uma seleção das cartas que Fitzgerald escreveu a Maxwell Perkins, seu editor à época da publicação de 'O grande Gatsby'; e a cronologia da vida e obra do autor."
A década de 20 é quando se inicia a história do livro que é narrado por Nick Carraway, um jovem que vem de uma família classe média do Oeste americano e que tentou fazer a sorte no mercado de valores da bolsa de New York, e mesmo que isso não tenha dado muito certo ele tem uma vida estável considerando suas condições. Ele se muda para West Egg, e sua casa pequena e modesta onde mora se torna bastante peculiar se comparada com as mansões que cercam sua residência. E em um desses deslumbrantes casarões mora seu misterioso vizinho Jay Gatsby, um homem que poucos conhecem sua história, mas que se tornou bastante conhecido pelas extravagantes festas que realiza.

Nessas festas muitas pessoas — conhecidas e desconhecidas de Jay — são convidadas, e nesse meio Nick acaba recebendo um convite para uma das festas. Normalmente, os convidados não entram em contato com o anfitrião misterioso, mas Nick acaba tendo a sorte de conhecer o tão falado Jay, e que com o tempo vai percebendo que os interesses do homem vão muito mais além do que uma simples amizade. Durante sua juventude Jay se envolveu em um caso amoroso com Daisy — prima de Nick —, e querendo se reaproximar dela novamente Gatsby vai ser capaz de usar sua amizade com Carraway para atingir seus objetivos.
"Eu não podia perdoá-lo nem voltar a gostar dele, mas via que o que tinha feito era inteiramente justificável a seus próprios olhos. Eles eram gente descuidada. Quebravam e esmagavam coisas e criaturas... e, então, se entrincheiravam atrás de seu dinheiro ou se escondiam por trás de sua vasta falta de cuidado ou seja lá o que fosse que os mantinham juntos, enquanto deixavam que outras pessoas limpassem a sujeira que haviam feito...”
Contudo, a situação não é tão simples como aparenta. Daisy é casada com Tom Buchanan e de primeira vista os dois parecem ser um casal bem sucedido, mas que também tem suas brigas e seus dilemas internos, que vão aumentar ainda mais com Jay tentando se reaproximar novamente de seu grande amor do passado.
"No encantado crepúsculo metropolitano, eu sentia, às vezes, em mim e nos outros, uma obsedante solidão, ao ver os pobres e jovens empregados caminhar a esmo diante das vitrinas, à espera de que fosse hora de jantar num restaurante solitário... jovens empregados ao crepúsculo, desperdiçando o momento mais pungente da noite e da vida."
Uma vez clássico para sempre um clássico! Na minha opinião, o livro faz jus a sua tamanha fama, apesar de ser pequeno. Nas 288 páginas reviravoltas e traições acontecem, e a cada momento a narrativa se torna tão envolvente que fica praticamente impossível do leitor largar o livro. E mesmo após o termino da leitura a trágica história ainda permanece por um tempo na cabeça do leitor, de tão envolvente e profunda que a narrativa e os personagens são. Sem um pingo de dúvida, "O Grande Gatsby" é um ótimo livro que vale a pena ser lido, e que as pessoas devem ter em suas estantes. Então, se você está procurando algum livro para ler ou para presentear alguém esse é uma excelente opção. E também para os fãs de cinema existe a recente adaptação do livro para o cinema que conta com Tobey Maguire, Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan, e Joel Edgerton no elenco.

Snape e o heroísmo

Hoje, os fãs de Harry Potter foram surpreendidos por uma triste notícia nessa manhã: o ator Alan Rickman, interprete do personagem Severus Snape, morreu aos 69 após uma luta contra o câncer. Como fã de seu trabalho pensei em fazer algo para homenageá-lo, e como uma das melhores coisas que eu sei fazer é escrever resolvi fazer esse texto para falar de um personagem bastante complexo — pelo menos na minha opinião — que é o Snape. Sei que isso é muito pouco levando em conta toda a carreira artística que Rickman construiu, mas o que importa é que essa é uma homenagem feita do coração de uma fã que está triste com essa notícia, e ainda chocada sem conseguir acreditar que realmente tudo isso está realmente acontecendo.
Uma questão que gera discussão entre os fãs de Harry Potter: o Snape é um herói ou não?

São muitas as opiniões que essa simples pergunta pode gerar. Enquanto algumas pessoas defendem que ele era um grande herói, uma pessoa extremamente corajosa; outras já o atacam dizendo que de corajoso ele não tinha nada e que muito menos é alguém digno de ser chamado de herói. Até mesmo a própria J.K Rowling se posicionou no twitter ao dizer "Snape is all grey. You can't make him a saint: he was vindictive & bullying. You can't make him a devil: he died to save the wizarding world", o que provocou uma grande discussão nessa rede social com fãs se posicionando a favor dessa afirmação, e outros atacando a autora. Mas nesse texto não vou defender ou falar que tal pessoa está errada, nesse texto vou aproveitar para expor a minhã opinião sobre esse personagem bastante complexo.  

Acho que o melhor modo de começar a falar sobre o Snape, mas acredito que a melhor maneira é começar a falar sobre o seu passado. Não se tem muita informação sobre a sua infância, mas sabemos que foi uma época conturbada em sua vida, e que Lily Evans foi sua primeira amiga de fato. E ao falar sobre Lily, logo temos de abordar sobre os anos dele em Hogwarts que foram marcados pelo bullying que sofria por parte dos Marauders, se tornando alvo de pegadinhas e azarações desse grupo de amigos. Contudo, também não se pode ignorar que essa foi o momento em que ele começou a se aproximar das companhias que o fizeram interessar pela Arte das Trevas e que defendiam ideias como o purismo, tanto é que logo após se formar na escola de magia e bruxaria ele entrou para o grupo dos Comensais da Morte.

Gosto de comparar essa situação com uma pessoa que por meio da influencia dos amigos acaba experimentando uma droga, e a partir dai tomando outras péssimas decisões. Foi isso que aconteceu com Snape, no caso as más companhias com quem ele andava podem ser comparadas as drogas, que associadas ao seu talento excepcional com a feitiçaria foram a junção que fizeram ele se juntar a Voldemort e seus seguidores, um grupo que estava crescendo e se tornando cada vez mais conhecido e temido por alguns bruxos.  

Vale ressaltar o fato que apesar de todo o seu sofrimento durante a infância e o bullying que sofreu durante os anos de escola, não justificam o fato dele se juntar a um grupo que fazia a apologia ao genocídio e ódio contra os nascidos trouxas, ainda mais ele sendo um mestiço, além de que o seu primeiro e único amor — Lily Evans — era uma nascida trouxa. Nesse quesito não tem como defender o Snape, ele errou e muito feio. Porém, acredito que ele percebeu esse erro que cometeu depois da morte de Lily. Era muita ingenuidade acreditar que ela poderia sair viva do encontro com Voldmort caso entregasse o seu filho para a morte, mas algo em mim diz que Snape acreditou em algum momento que ela poderia escapar com vida daquele ataque.

E foi esse amor que ele nutria pela a Lily, mesmo depois de sua morte faz com que ele virasse o agente duplo trabalhando para ambos os lados, se bem que acredito que depois de todos os acontecimentos acho que a lealdade que ele nutria por Dumbledore era maior. Foi por essa lealdade e amor, que Snape ajudou Harry ao longo dos sete anos mesmo que  não fosse  uma ajuda muita aparente, na verdade, muitas vezes parecia que ele o odiasse. Tudo acabou se revelando no sétimo livro/oitavo filme na parte em que foram reveladas as memorias do Snape, logo depois de sua morte.

Eu não o considero como uma pessoa corajosa, e sim o considero como alguém que errou muito feio no passado e que depois tentou remedir, mas acho que mesmo assim ele ainda carregava o fardo dessas ações em suas costas. No final de sua vida ele era um homem que carregava junto de si o amor que nutria por Lily, junto com a angústia e dores infindas. Também não o considero como o herói que salvou a pátria. Eu o vejo como um anti-herói, ele não era alguém 100% bom e heroico, e sim uma pessoa que tentou fazer o certo depois de ter tomado escolhas erradas para sua vida.

Motivos Para Assistir RuPaul's Drag Race

Nas férias de dezembro as minhas amigas me apresentaram a um reality show popular nos Estados Unidos, se tratava do "RuPaul's Drag Race". Já tinha ouvido falar da popularidade desse programa, e logo apos assistir o primeiro episódio da sexta temporada logo ficou claro para mim o motivo de ser um programa bem popular, contudo quando comento com algumas pessoas que estou assistindo RPDR nem sempre as reações são as melhores do mundo, sendo assim resolvi fazer esse post no blog para falar alguns dos motivos para se assistir esse reality show e quem sabe mudar alguns olhares das pessoas a respeito desse programa.
"RuPaul's Drag Race é um reality show americano, apresentado por RuPaul, modelo, mentor e inspiração. O reality busca a nova ''America's Next Drag Superstar''. O reality show é cheio de surpresas, reviravoltas, emoções e mostra que para ser a próxima america's next drag superstar, apenas beleza não basta, pois os juízes estão sempre julgando seu carisma, originalidade, coragem e talento." 
1)QUEBRA PRECONCEITOS
Ao longo do programa você acaba quebrando os seus preconceitos com as drag queens (caso você tenha algum), além de ficar sabendo muito profundamente sobre esse mundo. Isso não se trata de uma brincadeira, e sim uma profissão como qualquer outra. São homens que animam festas e boates fazendo performances e imitações, são pessoas talentosas.

E nesse quesito vale ressaltar que em um episodio de cada temporada homens héteros são convidados ao programa e passam por uma mudança completa, eles viram drag queen por um dia e é interessante ver como eles são mente aberta, apesar de ficarem um pouco desconfortáveis com alguns dos processos que precisam fazer como a depilação, ou esconder o pênis. Mas o que realmente importa é: o mundo precisa de mais gente com cabeça aberta como esses caras.  

2)O VALOR DA VIDA
Nesse exato momento você deve estar se questionando "Como esse reality show ensina a dar valor pela vida?". Pois bem, alguns dos participantes acabam revelando ao longo do programa que sofreram bullying por serem gays ou por se vestirem de mulheres, e alguns confessaram que nessa época o suicido foi uma possibilidade que se passou pela mente deles.

E com isso vale à pena refletir sobre o valor da vida, que apesar de todas as dificuldades, por um fim nela não vai resolver nenhum dos seus problemas. É preciso ser forte nessas horas e lutar de cabeça erguida, como falaram na série Grey's Anatomy "Sua vida é uma bênção. Aceite isso. Não importa se é ferrada ou sofrida. Algumas coisas vão se desenrolar como se fosse o destino". E também com a questão do bullying que é um problema sério que aflige a sociedade, e sendo uma pessoa que sofreu bullying durante o inicio da adolescência eu posso afirmar que essa é uma das piores coisas que alguém pode passar.

3)GRANDE DIVERSIDADE
Nesse reality show tem de tudo! Existe uma grande diversidade das queens em relação à nacionalidade — tem americanas, latinas, asiáticas... — quanto ao tipo físico — tem branca, negra, parda, alta, baixa, magra, gorda. Não existe nenhum tipo ideal de drag queen, cada uma tem sua essência de ser que é completamente única.  
4)CULTIVA O AMOR 
Apesar das intrigas e barracos existentes, o apresentador RuPaul vive reforçando a ideia de que elas tem que se amar por se tratar de uma grande família. E no final de cada episodio ele fala a tão famosa frase "If you don't love yourself how in the hell you gonna love somebody else/Se você não pode amar a si mesmo, como diabos você vai amar outra pessoa", que carrega um significado mais profundo do que realmente aparenta, pelo menos na minha opinião.

5)OS BORDÕES
De longe os bordões são a parte mais importante do reality, mas é um fato de que essas falas são falas que você acaba levando para o resto da sua vida.
“HALLELUAH!“, “Not today, Satan, not today.“, “I’m fucking libra!“, “Sashay away” e “Hiiiii!”

6)OS JURADOS
Em cada episódio sempre tem a presença de um jurado especial, às vezes algumas das celebridades escolhidas não são tão conhecidas, mas para compensar algumas outras que são convidadas acabam sendo sensacionais! Entre algumas podemos citar Neil Patrick Harris, David, Kelly Osbourne, Latoya Jackson, Khloe Kardashian, Amber Riley, Jesse Tyler Ferguson. E não podemos deixar de lado a presença quase constante de Santino e Michelle Visage que tem comentários bem engraçados.

7)PROVAS DIVERTIDAS
Cada mini-desafio parece ser mais divertido do que o outro, e criatividade para isso não falta. Alguns envolvem fotos engraçadas, que vão desde decoração de algum objeto até um divertidíssimo banho de mangueira. Todas bem criativas e engraçadas!
Bem, e essa foi a minha lista de motivos par assistir "RuPaul's Drag Race" e se com isso eu conseguir mudar a opinião de pelo menos uma pessoa a respeito desse reality show já vou me sentir orgulhosa. E para as pessoas que tem interesse de assistir a segunda e sexta temporada se encontram disponíveis no Netflix.

Resenha: Percatempos

Título: Percatempos
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 112
Classificação: 3/5

Normalmente, quando gosto muito de um trabalho de algum escritor eu sempre procuro ficar atenta para acompanhar os próximos trabalhos dele, e isso não é diferente com o Gregorio Duvivier. Me tornei uma grande fã dele quando comecei a ler sua coluna na Folha de São Paulo (por sinal, os textos que ele escreve são muito bons) e também envolvendo o seu trabalho no Porta dos Fundos, sendo assim quando eu fiquei sabendo que ele estava prestes a lançar um novo livro "Percatempos" eu fiz questão de passar nas livrarias próximas à minha casa para poder me presentear com esse livro, que despertou bastante a minha atenção.
"Depois de surpreender a todos com sua verve poética, em Ligue os pontos, e de se consolidar como um dos mais inventivos cronistas brasileiros da nova geração, com Put some farofa, o aclamado ator e roteirista do Porta dos Fundos revela nova face de seu talento. Com influência de Millôr, Sempé, Steinberg e de sua avó Ivna, Gregório Duvivier nos oferece dezenas de desenhos inéditos de nanquim e aquarela, que conciliam o lirismo, a irreverência e o engenho já familiares a seus fãs. Em um passeio pelo repertório cultural do autor, vemos reinventadas vida e língua cotidianas. A originalidade e o frescor de Gregório estão de volta, dessa vez para enriquecer a tradição de nosso humor gráfico."
Como leitora sempre gosto um pouco de sair da minha zona de conforto, e a experiência que eu tive ao ler "Percatempos" me proporcionou isso. A leitura desse livro foi bem diferente de tudo do que eu já havia lido até então, por conta de ser um livro fino e que trabalha com figuras a leitura foi extremamente rápida durando em torno de 5 a 10 minutos.

Se trata de uma leitura bem visual e o Gregorio transpõe o cotidiano em suas ilustrações, e ao mesmo tempo em que ele brinca com pequenas coisas como o negrito, o itálico, o CAPS LOCK e a Comic Sans; ou um sinal de trânsito; os dias da semana; o calendário e os diversos mapas do Brasil, Duvivier também coloca um pouco do seu tom de sarcasmo e crítica em alguns desenhos, algo que não poderia faltar e que na maior parte das vezes está presente em seus outros trabalhos.  




Alguns dos desenhos simplesmente parecem uma verdadeira maluquice, já outros podemos identificar a presença de personalidades como Eike Batista, Arnaldo Antunes e até mesmo Jesus, e sempre envolvendo algum jogo de palavras ou outros elementos que remetem ao fato da nossa sociedade atual se preocupar com a questão do materialismo e da exposição.

E de maneira geral a leitura de "Percatempos" foi rápida e gostosa, de modo que em nenhum momento eu me arrependi de ter saído da minha zona de conforto. Dei boas gargalhadas ao longo da leitura (principalmente nos agradecimentos, como sempre Gregorio consegue mostrar mais uma vez o seu talento de transformar coisas comuns do cotidiano em pura graça), e acho que o único ponto negativo que posso apontar é o fato de o livro ser muito pequeno e a leitura muito rápida. Ao terminar de ler demorou um pouco para cair a ficha de que só era aquilo, e foi inevitável sentir aquele sentimento de "quero mais". Agora, o que me resta a fazer é continuar acompanhando a coluna dele na Folha de São Paulo, e aguardar ansiosamente para um próximo lançamento de um novo trabalho dele, seja na forma de um livro assim de desenhos, poesias ou crônicas.

Resenha: Para Sir Phillip, Com Amor


Título: Para Sir Phillip, Com Amor
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 288
Classificação: 3/5

No verão do ano passado eu tive a oportunidade de conhecer uma série de livros muito boa em que a autora Julia Quinn, foi comparada com a Jane Austen dos tempos atuais. Não vou me aprofundar muito nessa comparação realizada, mas de qualquer jeito é um fato de que Julia tem um grande talento em mãos e vem fazendo um ótimo trabalho a cada volume que ela lança focando em cada um dos irmãos Bridgerton. E depois de tanta demora aqui estou para fazer uma resenha de um dos livros dela, algo que eu já deveria ter feito há muito tempo atrás.
"Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências.
Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?
Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro."
Aos 28 anos de idade Eloise Bridgerton já aceitou o fato de que é uma solteirona (após recursar pedidos de muitos pretendentes) e está satisfeita com o rumo que sua vida está seguindo, sem contar que ela não está sozinha nessa. Ela junto de sua melhor amiga Penélope parecem estar fadadas a uma vida de solteironas, contudo essa situação muda completamente quando Penélope e Colin Bridgerton se apaixonam, de forma que a vida de solteira que Eloise leva deixa de parecer tão feliz e satisfatória como acreditava ser, de modo que ela começa a repensar sobre suas prioridades.

E é nesse momento de sua vida que acaba surgindo Sir Phillip, um homem com quem Eloise passou a trocar cartas e com um tempo através de correspondências acabou se estabelecendo uma espécie de amizade entre ambos, mas nunca que em nenhum momento Phillip pensou que uma simples carta lhe oferecendo condolências após a morte de sua esposa acabaria se transformando em uma troca continua de cartas, e muito menos que iria receber uma visita surpresa de Eloise, que apesar de se tratar de uma companhia agradável ainda sim foi inesperada. Ao longo da troca de cartas Sir Phillip imaginou que a mulher não fosse muito bonita e pouco elegante, mas acabou se deparando com uma mulher atraente, inteligente e perspicaz.
“Ele parou de repente, chegando a tropeçar. Porque a mulher parada em seu hall era jovem e muito bonita, e, quando ela levantou o rosto para olhar para ele, Phillip notou que a moça tinha os olhos acinzentados mais encantadoramente lindos que já vira.”
Os dois são o completo oposto um do outro. Sir Phillhip é um barão de uma cidade rural, e de certa maneira pode ser considerado como um homem recluso, passando grande parte do tempo dando uma maior atenção para seu trabalho do que para seus filhos. Já Eloise mora com sua família em Londres, está acostumada a participar de grandes eventos sociais e pode ser considerada como uma pessoa bastante alegre e divertida, e bastante faladeira quando se encontra muito nervosa com algo.  
“Ria. Ria alto, e sempre. E quando as circunstâncias pedirem silêncio, transforme a sua gargalhada em um sorriso.”
Apesar de algumas diferenças existentes, Eloise está disposta a conhecer o homem que se esconde por trás da máscara de indiferença e cordialidade, o que pode ser uma tarefa um pouco complicada devido aos filhos de Phillip que são verdadeiros pestinhas que sempre arrumavam um modo de aprontar com Eloise. E também há o fato de que inicialmente Phillip parece estar muito empenhado na busca de uma esposa para poder cuidar de seus filhos, mas é preciso apenas de uma questão de tempo para ele passar a olhar Eloise com outros olhos, contudo devido a alguns acontecimentos do passado fica complicado para que ele tome uma atitude e assuma seus sentimentos.

E é claro que para isso não poderia faltar uma mãozinha extra de alguns dos irmãos Bridgerton para isso.
"Eloise estava feliz por vê-los ir embora. Amava os irmãos, mas, sinceramente, lidar com os quatro ao mesmo tempo era mais do que se deveria esperar que qualquer mulher aguentasse."
 De uma forma geral a história é bem escrita e esse é um romance digno de se ter na estante para as pessoas que são fãs desse gênero, como sempre Julia Quinn não deixou nada a desejar. A única coisa que me deixou um pouco desanimada foi o final previsível do livro, assim como nos anteriores, e também senti falta das colunas da Lady Whistledown (ela escrevia em um jornal sobre as novidades da alta sociedade, e cada capítulo começava com uma nota dela), que eram bastante divertidas.

E para quem tiver interesse aqui estão os outros volumes da série que já lançaram aqui no Brasil:

  1. O Duque e Eu
  2. O Visconde Que Me Amava
  3. Um Perfeito Cavalheiro 
  4. Os Segredos de Colin Bridgerton
  5. Para Sir Phillip, Com Amor
  6. O Conde Enfeitiçado 

Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força. Ou também pode chamar de fenômeno

Diferente de algumas pessoas eu não fui apresentada a Star Wars ainda quando era uma criança, e sim no começo desse ano quando a minha professora de História junto do meu professor de filosofia (valeu Helga e Roberto!), que deram um aulão bastante explicativo onde eles falaram com informações ricas em detalhes sobre Star Trek e Star Wars. Tirando isso, tenho apenas uma vaga lembrança de que na minha infância de que jogava (ou pelo menos tentava jogar) Lego Star Wars: The Video Game junto dos meus amigos e via eles lutando com o sabre de luz, mas eu não tinha ideia do que era realmente. A única certeza que eu tinha disso tudo aos  oito nos de idade era de que se tratavam de brincadeiras bem divertidas.

Agora, voltando um pouco mais para o presente eu tive a oportunidade de assistir ao filme no sábado passado (19/12), e por ter gostado tanto achei que seria interessante fazer uma resenha dele (sem spoiler, juro!) aqui no blog, ainda mais que faz muito tempo desde que não escrevo sobre algum filme aqui.
"Décadas após a queda de Darth Vader e do Império, surge uma nova ameaça: a Primeira Ordem, uma organização sombria que busca minar o poder da República e que tem Kylo Ren (Adam Driver), o General Hux (Domhnall Gleeson) e o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) como principais expoentes. Eles conseguem capturar Poe Dameron (Oscar Isaac), um dos principais pilotos da Resistência, que antes de ser preso envia através do pequeno robô BB-8 o mapa de onde vive o mitológico Luke Skywalker (Mark Hamill). Ao fugir pelo deserto, BB-8 encontra a jovem Rey (Daisy Ridley), que vive sozinha catando destroços de naves antigas. Paralelamente, Poe recebe a ajuda de Finn (John Boyega), um stormtrooper que decide abandonar o posto repentinamente. Juntos, eles escapam do domínio da Primeira Ordem."
Não sou nenhum tipo de fã fanática se comparadas a algumas pessoas, mas mesmo assim quando a tela do cinema escureceu e começou a tocar "Star Wars Main Theme" foi um momento bastante emocionante, e desde desse momento até o final o filme não me desapontou em nenhum momento. Na verdade, foi a confirmação exata que eu tive sobre todas as criticas que até já tinha lido e escutado: o filme é um sucesso, um verdadeiro fenômeno. Sem contar que foi um verdadeiro "cala a boca" nas pessoas que estavam implicando com o fato de uma mulher e um negro estarem entre os personagens principais, vale a pena ressaltar que John Boyega (o primeiro protagonista negro de Star Wars) fez um ótimo trabalho na pelo de seu personagem FN-2187/Finn, um stormtrooper que começa a se questionar sobre o seu trabalho de modo que acaba se rebelando contra a Primeira Ordem, ajudando Poe Dameron (o piloto da resistência e pessoa de confiança da General Leia Organa) a escapar. É notável o dilema ético que o personagem Finn vai passando ao longo do filme.

Rey é apresentada como uma escavadora de Jakku, dessa forma que ela leva a vida como forma de conseguir dinheiro e comida, enquanto espera pela volta de alguém que provavelmente é de sua família. Logo fica claro que ela se trata de uma mulher forte e independente, que não precisa ser salva por algum homem, chegando muitas vezes a reclamar quando Finn resolve pegar sua mão para fugirem de algum tipo de confusão.
E a presença de alguns personagens marcantes como Han Solo, Chewie e General Leia (ela largou o seu título de princesa para continuar na resistência) foram um ponto crucial, que carregaram dentro de si aquele sentimento gostoso de nostalgia. Em meio a tantos personagens novos há aqueles icônicos que marcaram a vida de muitas pessoas. Se trata de algo novo, mas familiar. É o novo e o antigo se complementando.

De certa forma, em O Despertar da Força voltou a raiz do Bem contra o Mal, e nesse quesito destaca-se o vilão Kylo Ren, que é bastante perigoso e que possui um incrível domínio do Lado Negro da Força, mas que acaba sendo tentado pela luz como é mostrado em alguns momentos do filme, contudo ele é capaz de fazer do possível e do impossível para continuar seguindo no Lado Negro.

Um ponto positivo no filme é que mesmo não tendo conhecimento dos outros filmes ainda sim fica fácil a compreensão da história, e também vale a pena ressaltar o dinamismo; na maior parte do tempo sempre está acontecendo alguma luta ou algum momento emocionante o que faz que seja praticamente impossível desgrudar os olhos da tela por algum momento, nem mesmo para ir ao banheiro ou olhar as horas no celular. Outra coisa que me encantou bastante foi o fato do filme ser visualmente lindo.

Resumindo de uma forma geral, Star Wars - O Despertar da Força foi um dos melhores filmes que eu assisti esse ano e eu o recomendo para todas as idades. Desde as crianças que estão começando a descobrir sobre esse universo e até mesmo para os adultos, ainda mais que muitos estão familiarizados com os outros filmes que marcaram a sua infância ou adolescência. Então, se você ainda não viu esse filme deixe a preguiça de lado e vá ao cinema mais próximo de sua casa, pois se trata de algo que vale a pena.    

Ficha técnica:

  • Título: Star Wars - O Despertar da Força.
  • Gênero: Aventura, Ação, Ficção científica.
  • Direção: J.J. Abrams.
  • Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Harrison Ford, Carrie Fisher, Adam Driver, Mark Hamill, Oscar Isaac, Lupita Nyong'o, Gwendoline Christie, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Peter Mayhew, Max von Sydow, Anthony Daniels, Kenny Baker, Christina Chong, Pip Andersen.
  • Duração: 2h15min.
Curiosidades:

  • A produção preferiu usar locações reais, modelos em miniatura sobre a tela verde e imagens geradas por computador sempre que possível, a fim de fazer o filme esteticamente similar a trilogia original.
  • Segundo a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, quando Harrison Ford e Chewbacca puseram os pés no set da Millennium Falcon, cada pessoa no set estava deslumbrada. Kennedy alega que cerca das 200 pessoas no local estavam completamente quietas, devido à presença icônica de Ford e Chewbacca de volta à nave de Han Solo.
  • Mark Hamill (Luke Skywalker), Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Princesa Leia), Anthony Daniels (C-3PO), Kenny Baker (R2-D2), Peter Mayhew (Chewbacca), Tim Rose (Ackbar) e Mike Quinn (Nien Nunb) são os únicos atores da trilogia original a reprisarem seus papéis em O Despertar da Força. Entretanto, Daniels, Baker e Mayhew também estiveram na trilogia prequel (Episódios I, II e III).
  • Ao assinar contrato para assumir o comando de O Despertar da Força, J.J. Abrams torna-se o primeiro cineasta a dirigir um filme Star Trek e Star Wars.
  • Após ser lançado, o segundo trailer alcançou mais de vinte milhões de visualizações no Youtube, em menos de 24 horas.

Uma série viciante: Reign

Sempre acabo aproveitado as férias para colocar em dia às séries que eu acompanho e também para começar novas, e depois de escutar algumas amigas minhas comentando sobre "Reign" aproveitei que ela estava disponível no Netflix e assisti a primeira temporada em uma questão de poucos dias, afinal de contas o enredo é bastante evidente de forma que sempre fica aquela sensação de quero mais.
"Conta a história da ascensão de Mary Queen of Scots (Adelaide Kane) ao poder, quando ela chega à França aos 15 anos de idade, prometida ao Príncipe Francis, e com suas três melhores amigas como damas-de-companhia. Os detalhes da história secreta da sobrevivência na Corte Francesa, em meio a forças ameaçadoras e muitas intrigas." 
Uma das coisas que mais me atraiu inicialmente na série foi o fato dela ter se baseado em fatos históricos (na escola História sempre estava entre as minhas matérias favoritas) ao contar sobre a vida de Mary Queen of Scots, o processo de seu casamento com o Príncipe Francis e de seu caminho rumo ao poder, misturando fatos da realidade com algumas ficções que acabaram se complementando perfeitamente bem. Ao mesmo tempo em que o cenário é bastante real e verídico com a época podemos notar algumas modernidades no modo de se vestir de alguns personagens como, por exemplo, os vestidos que Mary e suas damas de companhia usam são muito bonitos, porém bastante modernos para a época em questão. 

Ao mesmo tempo em que algumas questões e intrigas políticas que acontecem são totalmente verídicas, como as questões diplomáticas envolvendo a França, Escócia e Inglaterra; até mesmo o fato da Catherine de Médicis não gostar muito de Mary (pelo menos foi o que eu achei ao pesquisar em alguns sites na internet, uma vez que fiquei curiosa para saber um pouco mais da vida de alguns personagens da série); ou a preferência que o rei Henry tinha por sua amante Diana de Poitiers. Já outras questões são ficcionais, mas que acabam enriquecendo o enredo da série com mistérios a serem desvendados (alguns envolvendo elementos naturais e outro sobrenaturais, ligados a religião pagã de alguns aldeões), brigas, mentiras, complôs contra Mary e até mesmo algumas traições.

E o fato de não focarem somente na história de Mary, dando destaque para os acontecimentos de alguns outros personagens secundários torna tudo ainda mais envolvente, pois pequenas histórias pra lá de emocionante começaram a girar junto da trama principal.       

Algo que adorei na primeira temporada da série foi ver o amadurecimento de Mary ao longo dos vinte e dois episódios, e analisando cuidadosamente fica claro que ela não é mais a garotinha um tanto ingênua que chegou a corte francesa sem ter a real noção do poder que ela tinha em suas mãos, mesmo estando bem longe de sua terra natal. Ao longo dos episódios ela se torna uma mulher madura que se torna capaz de realizar ações colocando em primeiro lugar a segurança de seu país, sendo capaz de colocar o Rei Henry em uma situação bastante complicada. 

Normalmente não sou uma grande fã de um triângulo amoroso, pois na maioria dos casos acaba sendo uma verdadeira enrolação sem fim e com muito drama que acaba tornando a situação bem cansativa! Porém, em "Reign" em menos de vinte e dois episódios tudo se resolveu e não teve um drama excessivo. Tanto Frary (Francis e Mary) e Mash (Bash e Mary) tiveram um ótimo desenvolvimento, acho que a produção da série não poderia ter feito escolha melhor para o rumo que esse triângulo acabou tomando.  

De certa maneira tenho muitas coisas boas para falar a respeito dessa série, e recomendo ela para as pessoas que gostem de coisas baseadas em fatos históricos, que apresenta em dose correta romance, suspense e um pouco de ação. No Netflix ainda só tem a primeira temporada de "Reign", mas para quem não tem uma conta no Netflix ou está querendo ver a segunda ou a terceira temporada também tem a opção de assistir pelo Filmes Online Grátis.

Ninguém Disse Que Era Fácil

Imagem do We Heart It
Notícias ruins simplesmente não tem hora ou momento certo para chegar, elas simplesmente entram sem pedir licença na sua vida  às vezes causam um estrago danado. Quando isso acontece a sensação que dá é de que alguma forma mitológica do Universo está conspirando para nada der certo em sua vida, um pouco exagerado esse tipo de pensamento, não? Talvez seja, mas é uma forma que algumas pessoas tentam encontrar algum tipo de justificativa ou de resposta para tudo que está acontecendo a sua volta. É muito mais fácil para qualquer pessoa (e eu estou incluída nesse grupo) culpar as forças mitológicas, ou algumas pessoas que não são responsáveis por seu sofrimento. A única coisa que importa é conseguir achar alguém para culpar, pois querendo ou não é uma tarefa difícil assumir o seu papel de culpa nessa história.

Se eu tivesse me esforçado mais, me preocupado mais, estudado mais, me empenhado mais, procurasse mais, amado mais... São tantas as coisas que poderíamos ter feito para concertar algumas coisas — e às nem todas as nossas ações são capazes de concertar algo, alguns problemas da vida são muito grandes de forma que não podemos interferir.

O primeiro efeito que temos logo após receber uma notícia ruim é a negação, uma velha conhecida de todo mundo. Aceitar a realidade muitas vezes é um trabalho difícil e nesses momentos falamos de tudo para convencer a nós mesmos que aquilo é um pesadelo muito ruim, e que logo vamos acordar e nossas vidas vão continuar sendo do jeito que eram. Tentamos convencer a nós mesmos de que tudo não passou de algum engano, de que avisaram a pessoa errada. Muitas possibilidades se passam por nossas cabeças uma vez de que aceitar a realidade é muito mais complicado, e a negação um caminho acaba sendo um jeito mais fácil de lidar com a situação por um momento. E depois desse tempo temos de ser forte ou aprender a sermos fortes para conseguir lidar com a verdade, como o ator Johnny Depp disse uma vez: "Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte".    

A vida está longe de ser fácil, um mar de rosas ou um verdadeiro paraíso como alguns livros acabam descrevendo. Diariamente pessoas recebem notícias ruins, desastres acontecem... São tantas coisas que listar tudo iria demorar muito tempo, e muitas dessas coisas são difíceis de lidar, mas precisamos ser forte. Devemos erguer a cabeça, olhar para o horizonte e seguir em frente. Acontecimentos trágicos nunca vão parar de acontecer, sendo assim precisamos aprender a lidar com eles.

Selo de qualidade Shondanás: Motivos para assistir How To Get Away With Murder

Depois de passar um bom tempo aqui no blog sem falar muito sobre filmes e séries, finalmente eu consegui um tempinho para colocar uma nova série em dia e agora estou aqui para falar alguns motivos para assistir "How To Get Away With Murder", da Shondanás digo, Shonda Rhimes.
"Michaela, Wes, Laurel e Patrick são ambiciosos calouros de Direito da prestigiada academia East Coast Law School, onde apenas os melhores alunos podem participar de casos reais. Eles competem entre si para conseguir a atenção da carismática e sedutora Professora Annalise DeWitt (Viola Davis), na aula de Direito Criminal 1, também conhecida como "Como Se Livrar de Um Assassinato".
 1) Annalise Sendo Foda Keating
A primeira aparição dela na série escrevendo no quadro negro já foi o suficiente para mostrar que ela seria uma personagem foda, dessas professoras que colocam moral na turma e que é capaz de colocar medo em alguém bastando apenas um olhar. E ela não é apenas uma ótima professora, mas também é uma excelente advogada, ao ponto que se pode ser considerada um tanto quanto seletiva em questão aos casos em que ela trabalha. Ela não aceita derrotas, de modo que consegue ser estrategicamente manipuladora. Mas apesar de toda essa aparência forte e inatingível que  a personagem passa, Annalise também é uma mulher frágil por dentro, e isso se torna evidente ao decorrer da série.

E acho que aqui vale parabenizar o excelente trabalho que Viola Davis vem fazendo na série, tanto é que em 2015 ela acabou se tornando a primeira mulher negra a ganhar Emmy de melhor atriz dramática. A atuação é simplesmente impecável.

2) Roteiro e diálogos inteligentes
Você devia prestar atenção. É capaz de você aprender alguma coisa.
HTGAWM é uma série que não da para assistir enquanto você está fazendo outra coisa, pelo menos eu não consigo. Basta apenas que eu me distraia por alguns minutos para que eu deixe de entender o que está acontecendo, e isso se deve aos diálogos bastante inteligentes (nessas horas até bate uma vontade de fazer Direito), sem contar que o roteiro é muito bem preparado e longe de ser algo previsível, você acha que vai acontecer tal coisa e o final acaba sendo completamente diferente do que você estava prevendo. Então, pessoalmente eu acho que essa é uma série em que é preciso de atenção para assistir, mas se bem que depois de ter começado você fica ansioso para saber o que vem em seguida. É viciante essa série, tem o selo de qualidade Shonda Rhimes (e isso significa que talvez ela acabe matando um personagem do qual você gosta, como ela sempre faz).

3) Personagens bem construídos
Nesse quesito eu tenho duas coisas para falar: um pouco da diversidade na escolha do elenco, e a quebra de alguns estereótipos que acabam sendo quebrados ao longo da série.
Para começar a professora e advogada super foda é uma mulher negra casada com um homem branco (e bem mais sucedida do que ele, pelo menos na minha opinião), o protagonista da série também é negro; há um personagem gay que está longe de ser aquela imagem muito afeminada  que as pessoas normalmente tem dos homossexuais; tem uma mulher loira e que de burra não tem nada.
Em HTGAWM tudo é o que você pensa que é, os personagens assim como o enredo sempre acabam surpreendo de alguma forma.

4) Mistério e mais mistério
Para quem gosta de séries de mistério/suspense precisa urgentemente começar a assistir HTGAWM, logo no episódio piloto começa com um acontecimento bombástico e que aos poucos vai sendo revelado como tudo aconteceu, e mesmo depois disso ainda tem mais mistério para ser desvendado! Mal posso esperar para começar a acompanhar a segunda temporada, pois tudo indica que ainda vai ter mais coisa para ser desvendada!

BÔNUS: CONNOR WALSH
Sem um pingo de dúvidas esse é o meu personagem favorito da série inteira! Morro de amores pelo personagem e pelo ator Jack Falahee, que é um verdadeiro amorzinho.
E aqui estão algumas razões para se amar o Connor, e caso você tenha interesse em saber de todos os 23 aqui está o post original: 23 Reasons Connor Is The Best Part Of “How To Get Away With Murder"
1- Ele não tem medo de dizer o que pensa (He’s not afraid to say what he thinks)
2- Ele mantem a calma em situações estressantes (He keeps calm in stressful situations)
3- Basicamente, sua sensualidade não conhece limites (Basically, his sexiness knows no bounds)
4- Ele também tem um grande senso de humor (He also has a great sense of humor)
5- Não se lembra de algo? Sem problema. Connor pode corrigir (Have a memory block? No problem. Connor can fix it)
Se você já acompanha essa série ou tem vontade de assistir não deixe de comentar algo aqui, e também sempre estou aceitando sugestões de novas séries para quem quiser recomendar.

Alguns conselhos realmente úteis

Para os leitores que acompanham o blog eu já tinha avisado anteriormente que os meses de setembro outubro (principalmente esse) seriam bem corridos para mim, devido questões escolares e dos vestibulares. De tal forma que não estou conseguido ficar tão presente aqui como eu gostaria de estar, mas nessa semana enquanto eu mexia no meu facebook encontrei no meu feed um post bem interessante que reunia os 66 Conselhos realmente úteis (que ninguém dá).

Mesmo sendo de 2013 eu achei bastante interessante esse post, sem contar que acaba sendo útil para qualquer hora. Sendo assim, resolvi reunir os conselhos que eu mais gostei, e caso você esteja interessado em ver todos os 66 conselhos aqui no blog de onde eu tirei alguns dos conselhos.

1) Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E as ignore.
2) Ser bem sucedido tem significado diferente para cada pessoa. Respeite isso.
3) Não reclame da sua vida porque não tem um carro, ou a casa que gostaria… não ter sorte significa outra coisa.
4) Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.
5) Você não pode se livrar dos seus medos… Mas pode aprender a viver com eles.
6) Boa imaginação é sinal de inteligência.
7) Diversão é um conceito relativo.
8) Algumas vezes ser preguiçoso é bom para você.
9) Se desafie um pouco todos os dias.
10) Não é uma coincidência que as pessoas mais admiráveis são também as mais modestas.

Resenha: Put Some Farofa

Título: Put Some Farofa
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 208
Classificação: 5/5
Antes desse livro o conhecimento que eu tinha sobre o Gregorio Duvivier podia ser considerado um tanto escasso, sabia que ele atuava em alguns vídeos do canal humorístico "Porta dos Fundos" e também trabalhava como roteirista de alguns esquetes, e também sabia que ele escrevia para a Folha de São Paulo. E isso era o que eu sabia sobre ele, informações muito básicas que depois se aprofundaram um pouco mais de eu comprar o livro "Put Some Farofa". Foi em uma feira de livros que ocorreu no meu colégio no inicio do ano e automaticamente me interessei por o livro, não sei dizer se foi a capa dele ou o título que me chamou bastante atenção, mas o que importa no final é que eu acebei o comprando mesmo sendo diferente dos demais livros que eu estou acostumada a ler. Às vezes simplesmente é bom sair um pouco de sua zona de conforto e experimentar coisas novas, e no caso de "Put Some Farofa" esse acabou sendo uma experiência muito positiva ao ponto de que o livro entrou para a minha lista dos favoritos.
"Put some farofa - Dont repair the mess. The house is yours. I make question. Pardon anything. Go with god. Come back always. Publicada em Julho de 2014, a crônica que dá título a este volume, que cria uma conversa imaginária de um brasileiro com um gringo visitando o Brasil durante a copa, rapidamente se tornou um viral de internet, até ser comentada em artigo do Washington Post.
Trata-se de uma amostra da verve humorística embebida de zeitgeist, crítica ferina e muito afeto de Gregorio Duvivier, um dos autores mais promissores do Brasil na atualidade. Reunindo o melhor de sua produção ficcional, Put some farofa traz textos publicados na Folha de S.Paulo e esquetes escritos para o canal Porta dos Fundos, além de alguns inéditos.
Se Gregorio traz o raro dom da multiplicidade, tendo se destacado no cenário cultural brasileiro ao mesmo tempo como ator, roteirista, comediante, cronista e poeta, também múltiplo é este volume, que transita entre ficções, memórias de infância, ensaios sobre artistas que o influenciaram, artigos panfletários, exercícios de linguagem e outras experimentações. Os textos vão da pauta que está sendo debatida naquele dia no jornal ao completo nonsense; do amor ao ódio, do íntimo ao universal.
No conjunto, o que espanta no autor é o frescor, a coragem, a visão transformadora e, sobretudo, a capacidade inesgotável de se renovar a cada semana, contando sempre com a inteligência e a sensibilidade do leitor."
O livro "Put Some Farofa" é uma coletânea de textos escritos por Duvivier, alguns de sua coluna da Folha de São Paulo e outros que são os roteiros dos esquetes que ele já produziu para o "Porta dos Fundos". O livro se divide em quatro partes, e cada uma delas tendo assuntos bem variados.
1) GRANDES, PEQUENOS GIGANTESCOS
2) CRUZADAS ELUCIDATIVAS A FAVOR DA FAMÍLIA BRASILEIRA
3) PUT SOME FAROFA
4) O MUNDO, PARADINHO, TEM A MAIOR GRAÇA
Ao longo da obra o leitor se depara com crônicas bem humorísticas, outras politizadas, algumas que se aproximam muito o nonsense. E enquanto algumas são carregadas de críticas e reflexões, outras á são mais voltadas para o lado sentimental e emotivo. Contudo, independente de qual seja o assunto abordado na crônica é notável a grande sensibilidade que Gregorio tem do mundo ao seu redor, sem contar que é incrível como ele consegue pegar alguns temas tão corriqueiros e, às vezes, sem importância e os transforma em incríveis textos.
“O que entendi é que é melhor desistir de entender. O roteirista da vida é preguiçosíssimo. Personagens queridos somem do nada. Personagens chatíssimos duram pra sempre. Tem episódios inteiros de pura encheção de linguiça e, de repente, tudo o que deveria ter acontecido numa temporada inteira acontece num dia só. As coincidências não são críveis – e numerosas demais. A vida é inverossímil.”
No mundo existem pessoas que escrevem e que escrevem. É muito fácil pegar um lápis ou uma caneta e sair escrevendo palavras aleatórias em um papel em branco, ou frases desconexas. Qualquer pessoa que foi alfabetizada tem a capacidade de fazer isso. Contudo, são poucas as pessoas que ao escreverem conseguem tocar a alma dos outros com suas palavras e foi isso o que eu senti lendo "Put Some Farofa". Por mais clichê que soe eu admito que o livro foi como uma luz na minha cabeça já que eu estava em dúvida do que fazer para o vestibular, e de uma forma um pouco estranha e única para mim o Gregorio Duvivier através dessa obra teve um caráter definitivo na minha escolha.

Esse é um livro que eu recomendo para todas as pessoas por se tratar de uma leitura bem rápida, e gostosa já que o leitor sente prazer e se diverte lendo as crônicas (pelo menos foi isso o que eu senti). Sem um pingo de dúvidas esse é um ótimo passa tempo para quem está em busca de algo dinâmico e sem compromissos por não se tratar de alguma série em que você vive esperando pelo lançamento do próximo livro. Acho que é humanamente impossível eu conseguir encontrar as palavras exatas para definir o quanto eu gostei de "Put Some Farofa", além é claro do significado que ele passou a ter para mim, mas como o 9th Doctor (Christopher Eccleston) costumava a dizer: FANTASTIC!

E aqui estão as 16 crônicas que eu mais gostei:
1) Mas antes,
2) Grande-amor-da-vida
3) Meus pais
4) A coluna inútil daquele maconheiro
5) A família brasileira
6) Xingamento
7) Orgulho hétero
8) Péssimo mau gosto
9) Acabou a baderna
10) O país e o armário
11) Horóscopo
12) Se eu morresse...
13) O homem de 2003
14) Túnel do Tempo
15) Lucky bastards
16) Spoiler

Se você já leu esse livro ou tem interesse em ler deixe sua opinião nos comentários! E para os fãs de crônica ,esse é um livro essencial de se ter na estante da sua casa!

Diga NÃO Ao SeaWorld

Antes de começar o texto de fato, apenas gostaria de deixar claro que a minha motivação para escrevê-lo foi o documentário "Blackfish", que está disponível no Netflix. Esse filme não apenas me marcou profundamente ao ponto de mudar a minha opinião a respeito do SeaWorld, também fez com que eu tivesse vontade de alertar para mais pessoas sobre a verdade por trás desse parque e muitos outros semelhante que mantém os animais em cativeiros que não chega ser 10% igual as condições de seu habitat natural, em situações que os expõe ao stress e que diminuem a sua expectativa de vida (isso mesmo, você leu certo! Normalmente as baleias tendem a viver mais na natureza do que em parques como o SeaWorld) e tudo isso devido interesses capitalistas. E com esse texto eu espero conseguir cumprir o meu objetivo de conscientizar algumas pessoas a respeito desse assunto.
Imagem do We Heart It. Texto baseado na história de vida e dedicado ao Tilikum.
Antes mesmo de nascer o seu destino já estava traçado. Antes mesmo de você nascer algumas pessoas já tinham o interesse em por as mãos em você, e do seu habitat natural o afastar; o tirar de perto das nadadeiras de sua mãe e a proteção de sua família. Antes mesmo de você nascer a caça   já existia, mas apenas acabou se intensificando por motivos exclusivamente capitalistas. Antes de você nascer existia a liberdade para os outros de sua espécie, todos podiam nadar livremente de um lado para o outro nas águas dos oceanos gozando de um privilégio que já não existe mais, agora os que restam precisam fugir por milhares e milhares de quilômetros apenas para terem uma chance de sobrevivência.

Você era apenas um filhote quando o sequestraram de uma maneira brutal sem demonstrar nenhum tipo de arrependimento aparentemente, enquanto os seus semelhantes permaneceram por perto apenas observando a situação com um olhar desolado, o coração partido e emitindo sons que nem mesmo os mais modernos aparelhos tecnológicos são capazes de distinguir, pois não existe nenhuma tradução para o sentimento de saudade. O dia em que você partiu ficou conhecido como uma data obscura, e que mudou completamente a sua vida. Esse é o seu destino, a sua sina. Aceite isso. "É para o seu bem", "você vai levar uma vida bem melhor do que costumava a ter", é o que te dizem para tentar te convencer da verdade, mas tudo não passa de um bando de mentiras.

Te introduzem em um lugar estranho e mesmo tendo outros membros de sua espécie as coisas não são as mesmas de onde você veio, nesse seu novo lar você apanha, passa fone e no final do dia é trancafiado em um lugar minúsculo, como se fosse uma banheira em comparação ao vasto oceano que você tinha para explorar. Essa vida que você leva não é digna, mas são poucos que conseguem enxergar essa verdade camuflada através de truques que deixam boquiabertos a todos que assistem aos shows. Eles não estão criando um animal obediente e inteligente, mas, na verdade, aos poucos estão criando uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento.

Tic tac... tic tac...Faz a bomba relógio que ameaça explodir dentro de você. Uma vida inocente será perdida e você será apontado por todos como o grande culpado, sendo que, na verdade, é apenas a maior das vítimas nessa tragédia envolvida. Foi você que teve sua liberdade arrancada, sofreu encarcerado, apanhou e passou fome. Os verdadeiros culpados disso são as pessoas que o capturaram e o colocaram para trabalhar como um escravo.

Novamente você vai mudar de lugar, mas nada que equivale a vastidão de seu primeiro lar: os mares e oceanos. Você não vai passar mais fome e vai fazer alguns amigos, contudo ainda assim vai continuar a apanhar e não vai ter lugar para onde se refugiar. Dessa vez vão abusar de você e vão quebrar as leis para garantir a reprodução, e os seus filhos também vão sofrer como você sofreu. É o seu destino, a sua sina. Aceite isso.

Tic tac... tic tac... Faz a bomba relógio que explodiu por uma segunda vez dentro de você. Novamente você está fazendo jus ao apelido "baleia assassina, e assim como da primeira vez, essa morte não foi sua culpa; não foi a sua intensão. Novamente eles te pressionaram até o fim, e o que começou como uma brincadeira em algum momento passou a ter um caráter agressivo.

Agora você não trabalha mais, seus movimentos são poucos já que você está passando os seus dias em confinamento apenas realizando as funções básicas para a sua sobrevivência, ou nem mesmo isso. A vida que você leva agora é depressiva, a tristeza contagiosa.

Aceite isso.
Aceite iss...
Aceite is...
Aceit...
Ace...
Não aceite porra nenhuma disso! Talvez você já tenha cansado de lutar por uma vida melhor e digna, mas várias pessoas de fora ainda não desistiram dessa batalha. Até o momento 84% dos lucros do SeaWorld já diminuíram, e tendência é diminuir cada vez mais e mais. Deus escreve certo por linhas tortas, então não perca a esperança, pois eu acredito que você vai ter uma vida melhor. Acredito que um dia você vai ser livre. Acredito que você vai voltar a ser feliz novamente.

A Felicidade Encontrada nos Clichês

Imagem do We Heart It
As nuvens que cobrem o céu estão cinza, carregadas como se fosse chover a qualquer momento. O vento gélido faz com que as pessoas tentem se aquecer usando casacos e botas, roupas bem mais elegantes do que se costuma a usar durante alguns dias de verão.

E junto desse tempo frio e nublado o humor de algumas pessoas também parecem mudar, só que para pior, no caso. Isso pode soar como se fosse loucura, mas é apenas uma impressão que eu tive ao observar as pessoas caminhando na rua: cara fechada; sobrancelhas serradas; punhos fechados fortemente, além da tendência de ficar bravo com qualquer coisa ou de ofender alguém. Talvez esse mau humor não tenha nenhum tipo de relação com o tempo, à vida é composta por momentos de altos e baixos e provavelmente eu tenha cruzado com uma pessoa que não estava tendo um dia muito bom.

Mas, independente de qual seja o motivo desse mau humor eu acredito que o clima de tristeza que os dias frios trazem é algo contagioso, querendo ou não, nesses dias fico com vontade apenas de ficar deitada na cama esperando o tempo passar, além do sentimento de nostalgia que me domina, e a sensação de que algo está faltando na minha vida.

Esses dias realmente parecem ser bem depressivos e, às vezes, acabam sendo. Porém, basta apenas um sorriso sincero ou palavras gentis para alterar esse quadro de tristeza e negatividade. Esses pequenos momentos, apesar de parecerem ser insignificante para algumas pessoas e clichê para outros, acabam aquecendo a minha alma como se fossem verdadeiros raios de sol. Instantaneamente eu começo a me sentir bem melhor, passo a sorrir mais e me sinto mais feliz. Apesar de toda negatividade e violência existentes no mundo basta apenas um sorriso amigável, ou um "Obrigado" vindo até mesmo de um estranho melhoram tudo.

E na minha vida existem algumas pessoas que são responsáveis por melhorarem o meu dia, então o que me resta fazer é agradecer. Obrigada pelas palavras gentis. Obrigada pelo apoio. Obrigada por me incentivar. Obrigada pelos abraços apertados. Obrigada pelos sorrisos sinceros e divertidos. Obrigada pelas risadas. Obrigada por existirem. Obrigada por tornar os meus dias melhores. Obrigada pelas coisas boas que vocês já fizeram no passado e pelo o que vão fazer no futuro. Obrigada por fazerem a diferença na minha vida, mesmo que não tenham ideia de quão importante são para mim. Obrigada por tudo.

Musicais que eu amo

Antes de tudo eu gostaria de pedir pela minha ausência aqui no blog, nesses últimos dias eu passei pela minha semana de provas e precisei focar nos estudos deixando aqui um pouco de lado, mas como esse período corrido já passou eu estou pronta para voltar à ativa aqui na Escritora Whovian, ou pelo menos tentar, já que tenho alguns compromissos importantes durante o mês de setembro e outubro.

E para comemorar a minha volta aqui no blog eu resolvi falar de um tema que eu adoro: musicais! Sim, como eu já deixei claro na resenha sobre o filme "Across The Universe", eu adoro ver musicais e pensando nisso resolvi falar um pouco dos meus três preferidos.

MAMMA MIA!
"1999, na ilha grega de Kalokairi. Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie."
Praticamente todo mundo já deve ter ouvido falar nesse musical que contém as músicas da banda ABBA, e foi graças a esse filme que eu acabei me tornando uma grande fã de musicais. Descobri ele através de um trabalho de escola, em que a minha amiga Laura (dona do blog Nostalgia Cinza) fez uma apresentação sobre o filme junto do grupo dela. Depois desse dia eu resolvi procurar um pouco mais sobre esse filme e acabei me apaixonando pela história, tanto é que também assisti ao musical quando viajei para New York, em 2012.
E a trilha sonora é completamente viciante, tanto é que eu mal consigo escolher qual das minhas músicas é a minha preferida.

SWEENEY TODD
"Benjamin Barker (Johnny Depp) passou 15 anos afastado de Londres, após ser obrigado a deixar sua esposa e sua filha. Ele retorna à cidade ávido por vingança, agora usando a alcunha de Sweeney Todd. Logo ele decide ir à sua antiga barbearia, agora transformada em uma loja de fachada para vender as tortas feitas pela sra. Lovett (Helena Bonham Carter). Com o apoio dela Todd volta a trabalhar como barbeiro, numa sala acima da loja. Porém o grande objetivo de Todd é se vingar do juiz Turpin (Alan Rickman), que o enviou para a Austrália sob falsas acusações para que pudesse roubar sua mulher Lucy (Laura Michelle Kelly) e sua filha."
Para quem não sabe eu sou uma grande fã do Johnny Depp, de tal modo que eu sempre procuro ficar atualizada por dentro dos projetos que ele faz e busco conhecer os que ele já fez no passado. Assim, depois de fazer muitas pesquisas eu acabei decidindo que queria assistir "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", apesar da história sombria que o filme parecia contar. Fui atrás do filme dessa mesma maneira e acabei gostando, mais uma parceria entre Depp + Burton + Carter que me agradou e muito.
E algo que eu achei legal no elenco do filme é que boa atores que atuaram em "Sweeney Todd", também atuaram nos filmes da franquia de Harry Potter:
-Helena Bonham Carter: Sra.Lovett e Bellatrix Lestrange;
-Alan Rickman: Juiz Turpin e Severus Snape;
-Jamie Campbell Bower: Anthony Hope e Gellert Grindelwald;
-Timothy Spall: Beadle e Peter Pettigrew.

LES MISÉRABLES
"Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe)."
E por último, mas nem menos importante está o filme "Les Misérables"! O ganhador de vários prêmios se tornou um dos meus favoritos, tanto é que eu tenho a trilha sonora inteira dele no meu celular e não me canso de assistir ao filme ou escutar as músicas. Com personagens cativantes, um figurino espetacular e músicas excelentes (Anne Hathaway roubou a cena cantando "I Dreamed A Dream", e Samantha Barks soltando aquela voz ao cantar "On My Own"). Esse filme não se tornou apenas um dos meus musicais preferidos, e sim um dos meus filmes preferidos.