O Lar das Crianças Peculiares

Acho que nunca mencionei para você, mas ou uma grande fã dos trabalhos do Tim Burton. Toda essa admiração pelo trabalho dele começou com "A Fantástica Fábrica de Chocolate", quando ainda era uma criança. Desde então sempre tento acompanhar ao trabalho dele, pois fico encantada com o modo que ele vê o mundo e como sempre consegue colocar algumas de suas características nos personagens de seus filmes. Ele é um homem brilhante, um incrível diretor. Sendo assim, não podia deixar de assistir esse filme!
"Após a estranha morte de seu avô (Terence Stamp), o jovem Jake (Asa Butterfield) parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a srta. Peregrine (Eva Green), atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que "ela contará tudo". Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais."
O começo do filme se passa na Flórida, Estados Unidos, onde o jovem Jake (Asa Butterfield) mora junto de sua família. Ele é um garoto sem muitos amigos e suas tentativas de fazer amizade não são muito boas, de maneira que ele acaba se sentindo excluído. E em uma tarde ele recebe uma ligação informando que seu avô Abe (Terence Stamp) precisa de ajuda, sem nem pensar duas vezes Jake pede carona para a mulher de seu trabalho e corre para socorrer seu avô, mas quando chega a casa dele percebe que o problema que está enfrentando é muito maior do que um simples caso de demência. E algo terrível acontece: Jake acaba presenciando a morte de seu avô através das mãos de um monstro.

Esse acontecimento acabou sendo marcante de várias maneiras para a vida do garoto. Como tinha uma ligação bastante forte com o seu avô, não conseguia aceitar o fato de que ele havia morrido e questionava a explicação dos médicos e policiais. Durante três semanas Jake passa a ir a uma psicóloga para lidar com esse seu problema, e em umas das últimas sessões é sugerido que ele viaje para o País de Gales junto de seu pai com o objetivo de conhecer o orfanato onde seu avô cresceu, e tentar conhecer uma velha amiga dele: a srta. Peregrine — Alma Peregrine (Eva Green). 

No início a busca pelo orfanato se mostra decepcionante já que uma bomba caiu sobre ele em 1943, mas durante uma de suas visitas pelas ruínas do local Jake é surpreendido quando encontra algumas das crianças que já moraram junto de seu avô: Emma (Ella Purnell), a garota que é mais leve que o ar; Olive (Lauren McCrostie) que possuí uma habilidade surpreendente com o fogo; a pequena Bronwyn (Pixie Davies) que consegue ser mais forte que um lutador; Millard (Cameron King) que é invisível e os gêmeos (Thomas e Joseph Odwell). Juntos eles levam Jake para conhecer a srta. Peregrine que já estava a sua espera.
Ele conhece mais algumas crianças peculiares, além de conhecer um pouco mais sobre o local onde o seu avô cresceu. Mas apesar de todo o ambiente que parece ser completamente mágico, nem tudo é um mar de rosas por ali. Existe um grande perigo que ameaça a todos do orfanato: o poderoso Barron (Samuel L. Jackson) e seus seguidores, e Jake se torna a esperança de todos já que ele também peculiar, e assim como seu avô, ele possui uma habilidade que o torna capaz de salvar a todos.

Depois de um ano com blockbusters insatisfatórios, Tim Burton parece ter tirado a sorte grande com "O Lar das Crianças Peculiares", que chega a ser bastante interessante. É um filme engraçado, com cenas de aventura e uma enorme dose de fantasia com um local onde ninguém envelhece; viagem no tempo; fendas para outras dimensões e monstros. Não é o melhor filme do ano, mas é bastante interessante de se assistir, é encantador em algumas partes, têm cenas de ação dinâmica em outras. É um bom filme.

Um dos maiores acertos da trama foi Eva Green, que como de costume acabou se destacando com a personagem Alma Peregrine, que lembra um pouco a Mary Poppins, só que um pouco mais obscura e com um grande estilo. Eva é uma excelente atriz, podendo passar de uma bruxa fria, calculista e vingativa (o papel que a atriz teve em "Sombras da Noite", outro filme do Burton, onde ela interpretou a Angelique Bouchard) para uma cuidadosa, carinhosa e levemente cômica protetora de crianças (o seu papel no filme "O Lar das Crianças Peculiares"). É irreconhecível. Se eu não conhecesse a atriz nunca que iria adivinha que era ela nos dois papéis.
Já Samuel L. Jackson roubou todas as cenas engraçadas da trama, o que foi ótimo para o humor. Mas, por outro lado o seu papel como vilão poderia ter sido melhor aproveitado. É aquele tipico clichê: o vilão que tenta ser engraçado e com isso acaba sendo bem enrolado, nunca conseguindo completar de fato o que ele tem que fazer. Esperava mais dele.  

O filme é uma adaptação do livro "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", de Ransom Riggs. Como eu nunca li a obra não posso fazer a minha comparação entre livro e filme, mas depois de assistir a trama admito que estou com uma enorme curiosidade para ler o livro!

Ficha Técnica
  • Título: O Lar das Crianças Peculiares.
  • Gênero: Aventura, Família, Fantasia. 
  • Direção: Tim Burton.
  • Duração: 2h07min.
  • Elenco: Eva Green, Asa Butterfield, Samuel L. Jackson, Judi Dench, Rupert Everett, Allison Janney, Ella Purnell, Terence Stamp, Chris O'Dowd, Finlay MacMillan, Milo Parker, Kim Dickens, Pixie Davies, Ella Wahlestedt, Shaun Thomas.

Curiosidades:
  • O personagem de Samuel L. Jackson foi escrito especialmente para o filme.
  • O filme mudou de data de lançamento três vezes. Na última, foi adiantada do Natal de 2016 para setembro do mesmo ano.
  • O diretor descreveu a personagem principal, Miss Peregrine, como uma Mary Poppins assustadora
  • Baseado no romance "Miss Peregrine's Home for Peculiar Children", escrito por Ransom Riggs.
  • Diferentemente de outras produções que dirigiu, Tim Burton revelou que escolheu usar mais efeitos práticos que digitais no filme.

Livros para o Setembro Amarelo

Sei que o mês de Setembro já chegou ao fim, mas mesmo assim acho importante falar sobre o Setembro Amarelo, uma campanha iniciada no Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). O objetivo é conscientizar sobre a prevenção do suicídio, alertando a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Esse movimento acontece durante todo o mês, mas existe uma atenção especial para o dia 10/09, que é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Esse é um assunto bastante sério, de modo que não podia ficar sem falar dele aqui no blog, mesmo que esteja bem no fim do mês. Ainda existem muitas pessoas que consideram como um grande drama a questão da depressão, acham que não é uma doença "de verdade", quando se trata de um sério problema.

Sendo assim, resolvi listar alguns livros que abordam esse tema (personagens e uma pessoa que sofrem com depressão/outros transtornos, e que chegaram a pensar na possibilidade de acabarem com suas vidas). Espero que gostem das escolhas, e vamos continuar dando cada vez mais importância e visibilidade para a campanha do Setembro Amarelo.

1) COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ - JOJO MOYES
"Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário. 
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado."

2)  AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL - STEPHEN CHBOSKY 
"Elogiado pela crítica e adorado pelos leitores, As vantagens de ser invisível – que foi adaptado para os cinemas com Emma Watson, a Hermione de Harry Potter, e Logan Lerman, de Percy Jackson, no elenco – acaba de ganhar nova reimpressão pela Rocco. Livro de estreia do roteirista Stephen Chbosky, o romance, que vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento, está de volta ao topo do ranking do The New York Times impulsionado pela adaptação para a telona.
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, As vantagens de ser invisível reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."

3) PERDÃO, LEONARD PEACOCK - MATTHEW QUICK
"Perdão, Leonard Peacock - Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto."

4) QUEM É VOCÊ, ALASCA? - JOHN GREEN
"Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o guarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao 'Grande Talvez'".

5) ALUCINADAMENTE FELIZ: UM LIVRO ENGRAÇADO SOBRE COISAS HORRÍVEIS - JENNY LAWSON
"Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria."

Resenha: A Vingança Está na Moda

Título: A Vingança Está na Moda
Autor(a): Rosalie Ham
Editora: Casa dos Livros - HarperCollins Brasil
Número de páginas: 288
Classificação: 3/5

Não vou negar que a capa do livro sempre me chama atenção, às vezes acaba sendo até o principal motivo para que eu compre um livro já que acaba me despertando o interesse. E quando eu me deparei com a Kate Winslet toda loira, com um batom vermelho, com roupas com o estilo da década de 50 eu precisei comprar o livro "A Vingança Está Na Moda". Acabei ficando bastante curiosa para saber mais sobre essa história que estava conquistando várias pessoas com a sua adaptação para as telas do cinema.
"Apesar de ter sido escorraçada de sua cidade natal quando criança, Tilly Dunnage decide voltar, já adulta, em busca de uma nova vida. Munida de sua máquina de costura e seu requinte único, ela impressiona as mulheres provincianas de Dungatar com seus conhecimentos das últimas tendências da moda, mas não recebe muito em troca. Então, decide arquitetar um plano bem mais sombrio. Sem descer do salto.
Com muito humor negro e um tom satírico leve, Rosalie Ham conta uma história intrigante de amor, aceitação e vingança em meio às fofocas de um pequeno vilarejo. Ela convida o leitor a visitar o interior da Austrália e a conhecer personagens fascinantes cheios de intrigas, conduzindo a narrativa até uma reviravolta surpreendente."
Vinte anos após ter deixado a sua terra natal, ainda quando era apenas uma criança, Myrtle  Dunnage— agora conhecida apenas como Tilly. Um novo nome para um novo começo de vida —  resolve voltar para Dungatar, Austrália com o objetivo de apenas visitar sua mãe idosa, mesmo sabendo que é uma ideia arriscada uma vez que o seu passado ainda a persegue por lá de modo que ela seja considerada como uma persona non grata pela maioria das pessoas desse vilarejo rural.

Os anos que se passaram não fizeram bem para Molly Dunnage — também conhecida como Molly Maluca pelos moradores de Dungatar — desde que levaram sua filha embora, ela começou a viver mais isolada das pessoas do vilarejo e com o tempo a sua situação se tornava cada vez mais precária, alguns arriscavam até mesmo a dizer que ela estava morta. Com uma casa caindo aos pedaços e cheirando a xixi de gambá, isso acaba refletindo no estado de saúde em que Molly se encontra: um pouco demente, corpo frágil e uma grande falta de higiene.
"— Molly Dunnage não tem telefone há anos. Ela não saberia nem o que é um telefone.
— Eu escrevi — disse Tilly —, e ela não me respondeu. Será que não recebeu a minha carta?
— A velha Molly Maluca também não saberia o que fazer com uma carta — replicou a telefonista.
Tilly resolveu então que voltaria a Dungatar."
O reencontro entre mãe e filha não acaba sendo emotivo, muito pelo contrário, acaba sendo bastante difícil. Por conta da doença, Molly não reconhece sua própria filha, chega a pensar que ela é uma estranha que pretende lhe fazer algum tipo de mal. Já para Tilly, foi preciso ter muita paciência para conseguir lidar com a personalidade complicada e forte de sua mãe, além de ter todo o trabalho físico de colocar toda a casa em ordem.

A volta de Tilly para Dungatar causou um grande alvoroço para os moradores da cidade, que em um primeiro momento ficaram espantados por notarem uma estranha movimentação na casa da velha Molly Maluca, mas que depois não ficaram nem um pouco contentes com a situação, afinal de contas Myrtle Dunnage havia sido expulsa da cidade quando era criança. As únicas pessoas que não parecem se incomodar muito com essa situação foi o Sargento Farrat, que ficou impressionado com a máquina de costura de Tilly e as criações que ela fazia; e a família McSwiney já que sempre viveram um pouco a parte do restante dos moradores, em especial, Ted McSwiney que parece demonstrar um enorme fascínio por Tilly. No início ela tenta até negar a atração existente entre eles, mas esse sentimento acaba se tornando mais forte ao ponto dela esquecer de que está amaldiçoada, de modo que ela acaba se envolvendo com Ted.
Myrtle "Tilly" Dunnage (KateWinslet) e Ted McSwiney (Liam Hemsworth)
O objetivo central de Tilly é conseguir cuidar de sua mãe e lhe proporcionar uma vida melhor, além de conseguir ser aceita pelos moradores de Dungatar através de suas impressionantes habilidades com a costura. Seria muito bom que ela conseguisse deixar todo o seu passado para trás, e por um tempo ela até consegue, mas isso dura por um pouco tempo de maneira que ela passa a arquitetar uma enorme vingança para que todos do vilarejo paguem por tudo o que ela e sua mãe sofreram durante anos. E nesse processo novos segredos acabavam sendo revelados.
"Choveu intensamente a noite toda enquanto Tilly dormia um sono leve na cama da mãe. Eles foram vê-la, apenas por um instante, e saciaram seu coração. Teddy acenou e olhou para Pablo nos braços de Molly, e todos sorriram, Em seguida, desapareceram".
O livro é narrado sob a perspectiva de vista de vários personagens, o que inclui os muitos moradores de Dungatar, e ao mesmo tempo o que pode ser um pouco confuso (demora certo tempo para lembrar-se do nome de todos e quem eles são), também é algo que acaba enriquecendo a narrativa já que temos diversas opiniões diferentes sobre um mesmo acontecimento.

"A Vingança Está na Moda" se trata de uma história triste, carregada de um grande humor negro e muito sacarmos. Mesmo tendo alguns momentos engraçados, em sua maioria os problemas de convivência entre Molly e Tilly que tem brigas bastante engraçadas, mas, no geral, acaba sendo uma história bastante triste e o leitor é capaz de se emocionar com muitas coisas que Tilly viveu durante o seu passado e outras que ela vive ao longo da narrativa.

Eu me surpreendi com o livro, acabei gostando mais do que poderia imaginar e até mesmo fiz questão de assistir ao filme para poder comparar — não tenho nada do que reclamar, pois a adaptação ficou ótima. Dei boas risadas, achei linda a relação entre a Tilly e o Ted e também me emocionei bastante com todos os acontecimentos. Rosalie Ham soube como criar um surpreendente plot twist para a trama e a vingança no final de tudo foi grandiosa, achei digna levando em conta tudo o que a Tilly sofreu nessa vida. Acho que a minha única reclamação é desse livro não ser tão conhecido, pois eu iria adorar conversar com mais alguém que leu ele. De resto se trata de uma trama muito bem construída e o filme também é muito bom, então eu mais do que recomendo a leitura do livro e o filme para acabar dando uma complementada.

Resenha: Pó de Lua

Título: Pó de Lua
Autor(a): Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 192
Classificação: 4/5

Nas férias de julho desse ano eu tinha um objetivo: colocar em dia a leitura dos livros que eu tenho guardados na minha estante, e assim eu fiz. Li alguns livros que tinha ganhado no meu aniversário, e outros ainda mais antigos que tinha comprado ainda em 2015. E entre todos os livros que eu li, um deles era o "Pó de Lua" da Clarice Freire, e como achei ele um verdadeiro amorzinho resolvi que precisava escrever uma resenha dele aqui no blog.
"Em 2011, discretamente, a publicitária Clarice Freire criou no Facebook uma página para reunir seus escritos e desenhos. Batizou-a como 'Pó de Lua', sua receita infalível 'para tirar a gravidade das coisas'. Desde então, ela vem conquistando uma legião de fãs fiéis e engajados, que se encantaram com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenho e até fragmentos de palavras. Entre eles, estão personalidades como a atriz Grazi Massafera e a apresentadora Ticiane Pinheiro. Da internet para as páginas de um livro, foi mais um salto para a jovem autora recifense. Ela surpreende seus admiradores com uma proposta diferente. Pó de lua, o livro, tem o formato de um dos cadernos moleskine em que Clarice exercita sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua - minguante, nova, crescente e cheia - ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, ilustradas com muitos desenhos."
Uma obra reflexiva e linda, no formato de um caderno moleskine é onde a publicitária Clarice Freire exercita a sua criatividade através de seus poemas, as brincadeiras com as palavras e lindos desenhos. É assim que se apresenta o livro, que é dividido em 4 partes, assim como as 4 fases da lua: minguante, nova, crescente e cheia.
Lua Minguante  
"Não vivo de PASSADO,
mas confesso que ele passe por mim
um tanto mais que o ESPERADO."
Os poemas dessa fase do livro abordam alguns temas diretamente relacionados com o passado; do tempo que às vezes passa rapidamente como num piscar de olhos, já em outras ele arrasta para se passar; da saudade que sentimos de algumas pessoas. Chega a ser tocante o poema que ela escreve para falar sobre o Vô Jaime, com certo chame ela deixa claro o seu amor e a importância por ele.
Lua Nova
"A LUA NOVA se contradiz
ESCONDIDA, ENCOLHIDA,
Fala a voz muda
Que não se DIZ."
Nos poemas dessa parte do livro é possível perceber uma grande leveza, maior até do que das outras partes, como se realmente estivesse tirando um pouco da gravidade de todas as coisas. É possível perceber que nessa parte do livro as brincadeiras semânticas acabam sendo maiores, trazendo um ar maior de graça.
Lua Crescente
"Vivia se perguntando se LUZIA ou ESCURECIA
Não assimilava bem quem era,
Porque metade ACENDIA
e a outra não se VIA"
Assim como a lua vai crescendo, a simpatia do livro também cresce com o decorrer da leitura. Os poemas dessa parte abordam muito a questão do ser, de como crescer pode dar um pouco de medo por se tratar de algo indefinido, além das dúvidas e o receio de deixar algumas coisas para trás. É uma parte fácil de se identificar, pois todos nós já passamos por momentos de indecisão, dúvidas e receio a medida que crescemos.
Lua Cheia
"Eu admiro a LUA CHEIA.
Ela não incendeia a noite por si ,
Mas festeja o belo de ser
REFLEXO DE AREIA
Lampejando a ESCURIDÃO mesmo sendo
APENAS PÓ."
Chegamos à última fase da lua, na última parte do livro e é como se um ciclo estivesse terminando. Nesses poemas, Clarice fala muito sobre a liberdade, a leveza — que não está presente somente nessa parte, assim em como todas as anteriores do livro. A leveza é algo sempre constante em todos os poemas da obra —, a liberdade e sobre como é importante conhecer e reconhecer toda beleza e simplicidade da vida.
Leveza. Encantador. Incrível. Simples. São muitas palavras que posso usar para definir "Pó de Lua", e a experiência sobre como foi a leitura. É um livro cheio de brincadeiras com as palavras, uma leitura rápida e tranquila acompanhada com desenhos que complementam e que dão um maior sentido para os poemas. Não posso ser a maior fã do gênero de poesias, mas é certeiro o fato de que fiquei completamente encantada com esse livro e no final tive a sensação de que havia diminuído um pouco da gravidade das coisas, uma sensação de leveza e de relaxamento na minha vida como um todo.

Resenha: Depois de Você

Título: Depois de Você
Autor(a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Classificação: 3/5

Quando gosto muito de um escritor sempre procuro acompanhar de perto o seu trabalho, e ultimamente a Jojo Moyes se tornou uma das minhas queridinhas. Já li alguns de seus livros e me emocionei com suas histórias, e agora estou de volta ao blog com mais uma resenha de um livro dela! Após de ter chorado bastante com a leitura de "Como Eu Era Antes de Você", agora eu estou de volta com a continuação dele que é "Depois de Você".  Espero que gostem da resenha e do livro!
"Quando uma história termina, outra tem que começar.
Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora Jojo Moyes.
Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la. Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente."
Depois da morte de Will Traynor, Louisa Clark — ou simplesmente Lou — resolve seguir o seu conselho de viver intensamente, com isso ela se muda da pequena casa de seus pais e usa o dinheiro que ganhou para viajar por alguns países da Europa e comprou um apartamento novo. Porém, apesar de sua mudança de vida ela ainda se sentia vazia, como se um pedaço dela estivesse faltando. Quando ela retorna para sua nova casa ao invés de cursar uma faculdade, fazer o seu curso que havia prometido para o Will, ela começa a trabalhar em um bar do aeroporto atendendo como garçonete.

Dezoito meses após a morte de Will e ela ainda se sente no fundo do poço, às vezes consegue ter dias bons e outros nem tanto. E, desde então sua vida mudou um pouco. Lou não usa mais suas roupas chamativas, ela trocou seu guarda-roupa por algo mais básico com o objetivo de passar despercebida, e sua rotina parece que nunca muda.

Bem, pelo menos, até o seu acidente.
"— Dezoito meses. Dezoito meses inteiros. Até quando vai ser assim? — Pergunto na escuridão. E pronto, posso senti-la fervendo de novo: aquela raiva inesperada. Dou dois passos olhando para os meus pés. — Porque isso não parece vida. Não parece nada.
Dois passos. Mais dois. Hoje à noite vou até o canto.
— Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou? Quando é que vai parecer... — Abro os braços, sentindo na pele o ar fresco da noite, e percebo que estou chorando outra vez. — Vá se foder, Will — murmuro. — Vá se foder por ter me deixado."
Um quadril fraturado, um tempo desacordada e alguns outros machucados. Essas foram algumas consequências de seu acidente, apesar de os pais de Lou acreditarem fortemente que aquilo foi uma tentativa de suicídio da sua filha. E, durante o processo de sua recuperação ela decide entrar em um grupo de terapia de luto: o Grupo Seguindo em Frente, pois prometeu para seus pais que faria aquilo para voltar a morar sozinha uma vez que estavam preocupados com que outro acidente acontecesse.

Em seu primeiro dia no Grupo Seguindo em Frente, em meio há biscoitos ruins e histórias de pessoas que estão tentando superar a perda, Lou acaba dando boas risadas e de início não se sente preparada para contar sobre o seu passado junto de Will, e o tanto que luto e se esforçou para que ele não desistisse da vida. E no final da sessão ela se encontra com Sam Fielding, o paramédico que a socorreu durante o acidente e de principio ele mostra estar interessado em Lou.

Tendo de lidar com a terapia em grupo, algumas dificuldades de morar sozinha após o acidente, além de tentar encontrar algo para fazer com sua vida, Lousia é surpreendida por uma bastante inesperada de uma jovem de 16 anos chamada Lily, e que alega ser filha de Will Traynor, mas que nunca teve a oportunidade de conhecer seu pai. A semelhança entre os dois é bastante aparente e depois de conversar com a mãe da garota fica claro que é verdade: Will tinha uma filha que as pessoas, nem mesmo ele, sabia da existência. Sendo assim, Lou assume a responsabilidade de tomar conta de Lily e ajudar a jovem a entrar em contato com Steve e Camilla Traynor, os pais de Will.
"Falhei com você Will. Falhei com você de todas as maneiras possíveis."
O livro "Como Eu Era Antes de Você" arrancou lágrimas de várias pessoas com a história de amor da Lou e Will, e a sequência do livro acabou complementando tudo, fechando o ciclo da história. Gostei de ver o que aconteceu com a vida dos personagens do primeiro livro, a recuperação e a superação da Lou. Também gostei bastante dos novos personagens que apareceram na trama, enriqueceram tudo.

Posso não ter concordado com a atitude da Jojo Moyes em matar o Will no primeiro livro, mas nem todos os amores acabam com um "felizes para sempre" no final de tudo. Will e Lou tiveram uma épica história de amor, que emocionou aos bastante aos leitores. E, em "Depois de Você" ela deu um novo final e bonito para as personagens. Foi um belo modo de encerrar essa história, eu no lugar dela não teria feito diferente. Trata-se de uma história emocionante de amor e superação, capaz de fazer os leitores chorar um pouco.  

Não tenha medo de demonstrar

Imagem do Pinterest
Desligue o celular, deixe de lado as redes sociais por um tempinho, pare com os joguinhos. Fique offline, apenas viva a vida e aproveite um pouco sem precisar registrar por meios de fotos e o check-in do facebook. Capture as imagens por meio dos olhos e deixe guardado isso em suas memórias. Aproveite a experiência e os seus momentos, ria e se divirta junto dos seus amigos e familiares. Apenas viva!

Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está presente em todas as relações pessoais, basta sair que não vai demorar para encontrar um grupo de amigos que ao invés de estarem interagindo entre si ficam se comunicando por meio dos celulares. A tecnologia serve para aproximar as pessoas, mas ao mesmo tempo, também as afasta. Qual é a graça de sair para um encontro onde as pessoas só sabem ficar no celular? Qual é a graça de conversar com uma pessoa que não presta atenção no que você diz e fica só no celular? Qual é a graça de conversar durante horas pelo facebook ou WhatsApp, mas não conseguir conversar pessoalmente com essa pessoa? 

As pessoas precisam sair um pouco do celular e viver um pouco da vida real, deixar de lado essa vida virtual.

Outro mal que existe nas relações atuais são os famosos joguinhos: enrolar pra responder alguém, ignorar uma pessoa... Esse tipo de coisa não aproxima ninguém, apenas acaba fazendo com que se afaste. É um saco conversar com alguém que demorar pra responder, apenas pra fazer uma espécie de charme, não tenho paciência para esse tipo de coisa.

As pessoas precisam aprender a demonstrar mais o que sentem. Não ignore alguém que você goste ou é especial em sua vida. Não tenha medo de demonstrar o que você sente, se for preciso corre atrás da pessoa, manda textão falando o que você sente, abra seu coração, num papo reto, cara a cara. Mostre que se importa, ou se você pensar nela não tenha medo de dizer. Apenas demonstre.

#2Playlist da Bruna

Imagem do We Heart It
Existem várias coisas que me acalmam e uma delas é a música. Escutar um pouco de música é essencial para o meu dia, é isso que me faz ficar de bom humor e um dia sem música não está completo. Sendo assim, resolvi fazer um novo post com as músicas que eu estou escutando nesse momento com uma maior frequência. Espero que vocês gostem de algumas das indicações que eu vou dar!

1) STITCHES - SHAWN MENDES
 2) CAKE BY THE OCEAN - DNCE
3) BANG - TIAGO IORC
4) HAIR - LITTLE MIX FEAT. SEAN PAUL
5) KILL EM WITH KINDNESS - SELENA GOMEZ
6) MONOMANIA - CLARICE FALCÃO
7) YOU DON'T OWN ME - GRACE FT. G-EAZY
8) AMEI TE VER - TIAGO IORC
9) ELA SÓ QUER PAZ - PROJOTA

Resenha: A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora

Título: A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: 7 Letras
Número de páginas: 64
Classificação: 3/5

E aqui estou eu resenhando mais um livro do Gregrorio Duviviver, o último pelo menos até ele lançar um novo (espero que isso não demore tanto). E de todos os livros dele esse foi o primeiro que eu li, então peço desculpas pela resenha que demorou bastante para sair.
"Gregorio Duvivier, mais conhecido pelo seu trabalho como ator, estréia agora como poeta. Seu talento para o humor, já posto à prova nos palcos e na tela, se imprime também nas páginas de A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. No livro, esse humor apresenta uma riqueza de nuances, indo do lúdico ao cáustico. Em outros momentos o autor nos brinda com um "delicado toque lírico", como define Paulo Henriques Britto. Ainda há espaço para brincadeiras com a poesia visual, como nos poemas "a régua e esquadro". O ecletismo característico da nova geração de poetas brasileiros está presente em A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora. A multiplicidade de referências e os jogos com a linguagem e a forma são traços marcantes dos poemas de Gregorio."
Quando conheci o trabalho do Gregorio como escritor, logo tive interesse para adquirir os dois livros dele que até então tinham sido publicados, sendo assim foi uma grande luta para conseguir achar "A Partir de Amanhã Eu Juro que a Vida Vai Ser Agora", mas no final todo esforço da procura valeu a pena quando consegui ter o livro em mãos. E essa foi a minha primeira experiência de ler os poemas dele, algo que me tirou completamente da minha zona de conforto, pois nunca fui muito fã de poemas e estava acostumada com suas crônicas.

E assim como em seus outros trabalhos é possível perceber que em seus poemas há a famosa brincadeira com palavras que ele realiza fazendo os trocadilhos, os temas simples que ele disseca formando algo muito belo e incrível. Dálmata, cigarro, parede e janelas, elephant gun... O Gregorio faz piadas e brinca com as palavras, como a Manuela que não passa de uma gripe que entope os poros, como a Clarice que clareia o mundo, como a Ana esperada sem qualquer esperança, ou como a Catharina que colore o mundo.

E toda essa temática das coisas simples da vida que o Gregrorio explora estão divididas em seis partes:
1) EPIFANIAS PARA COLAR NA GELADEIRA
2) PSICOTRÓPICOS
3) POEMAS PARA O MEIO DO LIVRO
4) QUATRO POEMAS A RÉGUA E ESQUADRO
5) SONETOS ÚTEIS PARA O DIA A DIA
6) ROTEIRO PARA UM LONGA-METRAGEM DE 4 CENAS
"DOCES CONSTELAÇÕES
a boca treme sob o céu
de píncaros e pícaros e
palavras ditas e reditas até
perderem a sombra de sentido
até que só fique o branco
do céu a encharcar
nossos pés"
Como de costume recomendo esse livro para as pessoas que gostam de poesia, pois o trabalho que o Duvivier desenvolve nesse livro é muito bom, assim em como suas outras obras. E também recomendo esse livro para as pessoas que não tem o costume de ler poesias, pois acredito na ideia de que, às vezes, é bom sair de sua área de conforto experimentando coisas novas, e sem dúvida é uma experiência bastante agradável ler os textos do Gregrorio, sendo eles poemas, crônicas ou esquetes.

Se você já leu o livro ou tem vontade de ler ele não deixe de comentar aqui no blog a sua opinião!

Águas Rasas

"Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água."
O filme se passa no México, e mostra a história de Nancy (Blake Lively), uma jovem estudante de medicina que largou tudo para sair viajando ao redor do mundo, como forma de conseguir lidar com a morte de sua mãe — que lutou bravamente contra um câncer. E o destino da vez é uma praia paradisíaca e isolada que fica no México, um lugar que sua mãe tinha visitado quando era mais jovem, além de ser o local onde descobriu que estava grávida de Nancy. Dessa forma, a praia possuiu um significado especial para Nancy, é como se fosse a praia dela e de sua falecida mãe.
"Oi, irmãzinha. Só queria avisar que eu já cheguei aqui. A mamãe tinha razão. Demorei um século pra achar, mas é perfeita."
Chegando ao local fica claro que se trata de uma praia pouco conhecida, visto que além de Nancy há apenas outros dois jovens surfistas. E a beleza da praia é de tirar o fôlego, é como se fosse um pedaço do paraíso na Terra, um local tão belo que Nancy nem é capaz de imaginar que existem muitos perigos por ali.
Ela e os dois jovens passam a tarde inteira surfando e acabam se dando bem durante todo tempo que permanecem juntos por ali. E quando chega ao entardecer os dois rapazes resolvem ir embora, enquanto Nancy resolve ficar surfando mais um pouco para poder pegar a sua última onda. Contudo, ao tomar essa decisão ela acaba se distanciando ainda mais da costa, indo para o fundo, um local onde um tubarão estava se alimentando.

Foi nesse momento em que as coisas se tornaram perigosa.

Ao tentar sair do mar Nancy acaba sendo atacada por um tubarão que estava por perto, ela acaba machucando sua perna e sua única opção para tentar sobreviver é se abrigar em cima de uma pedra.
É nesse momento do filme em que o thriller começa. O espectador fica aflito acompanhando o destino incerto da personagem, sendo capaz de até mesmo sofrer junto dela que acaba sofrendo muito ao longo da história. Nessa parte vale ressaltar a atuação de Blake Lively, que acabou dando conta do recado. Sou fã da atriz desde a época de "Gossip Girl", e sinto que em "Águas Rasas" sua atuação está melhor do que nunca, ela conseguiu transmitir emoção, seu cansaço, dor e desespero para os espectadores. Blake Lively acabou emocionando muitas pessoas com sua ótima atuação!

Outro fator que eu gostei do filme foram as cenas de surfe que ficaram bem bacanas, além da fotografia vibrante que combinou bastante com a paisagem paradisíaca. Estava simplesmente lindo e foi capaz de tirar o fôlego em algumas cenas.  

"Águas Rasas" é um bom filme, contém bastante agonia e suspense, além de ter uma rápida duração. Para quem gosta de filmes de suspense/terror esse pode ser uma ótima opção, ainda mais que não dá muito medo se comparado com outros filmes de terror.

Ficha Técnica:

  • Título: Águas Rasas.
  • Gênero: Suspense, Terror. 
  • Direção: Jaume Collet-Serra.
  • Duração: 1h27min.
  • Elenco: Blake Lively, Sedona Leggem, Óscar Jaenada, Brett Cullen. 

Curiosidades:

  • O processo de desenvolvimento do tubarão, grande vilão do filme foi demorado e teve a ajuda do departamento de arte do longa. Segundo o diretor, ele é uma fêmea, já que elas são maiores e mais ameaçadoras.
  • No filme, a ilha onde a personagem vai passar suas férias é no México. Na versão dublada do México, porém, decidiu-se trocar a localização, alterando para o Brasil - e os nativos falam português brasileiro.
  • As filmagens foram dividas entre locações na Austrália e uma gigante piscina construída em estúdio.
  • O roteiro do filme foi eleito, em 2014, um dos melhores do ano que, ainda assim, não haviam sido produzidos.

Esquadrão Suicida

Me arrisco dizendo que "Esquadrão Suicida" era um dos filmes mais esperados de 2016, posso até apostar que muita gente já viu o filme e comenta sobre ele, mas mesmo assim ainda me sinto na obrigação de escrever esse post sobre o que eu achei dele, é o meu espirito de blogueira: não posso ler ou ver algo e ficar sem escrever nada depois.
"Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das "convocadas" por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina."
A história do filme se passa após a vinda do Superman para a Terra, e é nesse contexto em que acaba surgindo Amanda Waller (Viola Davis), uma oficial da Agência Central de Inteligência que está disposta a convencer o governo americano de que eles precisam de sua própria equipe de metahumanos. O que acontecerá com os Estados Unidos, com o mundo se o "próximo" Superman não for tão bom como o outro? Pensando nisso, Amanda propõe ao presidente a escalação de um time composto pelos maiores criminosos do país.

E quais criminosos compõe esse time? Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach). O objetivo principal da criação desse grupo é fazer com que eles cumpram algumas tarefas para o governo e assim eles terão o direito de reduzir o tempo de sua pena, inicialmente essa ideia não foi muito bem aceita, afinal de contas o quão catastrófico poderia ser tentar reunir os maiores criminosos do país em um time?
"Num mundo cheio de monstros, esta é a única forma de protegermos o nosso país."
Contudo, após o súbito ataque de Magia (Cara Delevigne), eles se tornam a única opção para combater uma entidade que pretende cobrir o mundo com a treva, e que consegue transformar os seres humanos em solados monstruosos.
Acho que a maioria das pessoas se decepcionou com o filme, o trailer mostrava imagens de um filme completamente incrível, criou grandes expectativas e no final não atingiu todas. Não que "Esquadrão Suicida" seja um filme ruim, é um filme legal para assistir, apenas não foi tão bom como muitos estavam esperando. O trailer foi totalmente diferente do filme que foi entregue às salas de cinema.

Outro fator que decepcionou bastante foi o Coringa (Jared Leto), boa parte da divulgação do filme foi baseada nesse personagem, muitas pessoas estavam comentando o processo que Jared fez para interpretar o personagem, vivendo suas bizarrices dentro e fora do set de filmagens, e como isso desagradou a alguns de seus colegas de elenco ("Eu fiz um monte de coisas para criar uma dinâmica, um elemento de surpresa, de espontaneidade e realmente quebrar quaisquer tipos de paredes que pudessem existir. O Coringa é alguém que realmente não respeita coisas como espaço pessoal ou limites" disse Jared durante uma entrevista. Ele enviou para para Margot Robbie uma bela carta de amor e uma caixa preta com um rato vivo dentro). Se o personagem Coringa apareceu por 15 minutos no filme isso já foi muita coisa, muitas cenas foram cortadas. Sei que "Esquadrão Suicida" não era o filme do Coringa, mas muitas pessoas esperavam ver mais desse grandioso vilão, fica até mesmo difícil de comparar as interpretações entre Heath Ledger e Jared Leto.

Mas o filme não foi apenas decepção, também teve seus acertos. Como de costume Viola Davis acabou brilhando em seu papel, ela é uma grande atriz e uma grande mulher. Margot Robbie também se saiu muito bem no seu papel da Arlequina, que foi a personagem divertida que conseguiu garantir algumas cenas de humor através de suas piadinhas e com o seu modo um pouco irritante de ser.

Aproveitando que estou falando da personagem da Arlequina, gostaria de deixar claro o fato de que o relacionamento dela com o Coringa se trata de um relacionamento abusivo. Não é bonitinho e muito menos uma história épica de amor, é uma relação abusiva e, de bonito e legal não tem nada. Vamos parar de romantizar uma relação onde rola muita  agressão física e verbal.
"Coringa: Você morreria por mim?
Arlequina: Sim.
Coringa: Não, isso é fácil demais... Você viveria para mim?"
Outro acerto que fizeram foi com a trilha sonora do filme, que está simplesmente divina! "Bohemian Rhapsody" do Queen, "Sympathy for Devil" do The Rolling Stones, "You Don't Own Me" da Grace... São tantas músicas boas, uma mistura de algumas mais antigas com outras mais atuais, que até fica difícil de falar qual é a melhor, mas de um modo geral todas elas funcionaram muito bem com o filme.

Ficha Técnica:

  • Título: Esquadrão Suicida.
  • Gênero: Ação, Fantasia.
  • Direção: David Ayer.
  • Duração: 2h03min.
  • Elenco: Margot Robbie, Will Smith, Cara Delevingne, Jai Courtney, Joel Kinnaman, Viola Davis, Karen Fukuhara, Jay Hernandez, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Adam Beach.

Resenha: Belgravia

Livro: Belgravia
Autor(a): Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 368
Classificação: 5/5

Nas férias fui surpreendida com um e-mail da Editora Intrínseca, se tratava de uma proposta de parceria pontual para resenhar "Belgravia", o mais novo romance de Julian Fellowes. No início não consegui acreditar que aquilo estava acontecendo realmente comigo, parecia algo muito bom para ser realidade. Depois de quase dois anos de blog finalmente consegui fazer parceria com uma das minhas editoras favoritas, isso me deu uma grande sensação de orgulho e de que eu estava fazendo a coisa certa, investindo aqui no meu blog. Foi uma ótima experiência para mim. Sinto que tive um grande crescimento como blogueira, sem contar a responsabilidade de fazer um bom trabalho.
"Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos

Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square."
1815, Bruxelas.

A família Trenchard vem prosperando com o comércio, mas mesmo assim a matriarca Anne Trenchard não se sente completamente confortável com o novo ciclo social que está começando a frequentar e sente que sua família nunca vai ser inteiramente aceita. Eles não nasceram nobres, apenas se enriqueceram graças a ambição de seu marido James Trenchard, que é um empreendedor nato.

Quando receberam a notícia de que haviam sido convidados pela duquesa de Richmond para o lendário baile em homenagem ao duque Wellington, Anne é a primeira a se manifestar dizendo que não se sente confortável para ir em tal evento, mas para James esse é um motivo para que ele se sinta honrado. Outra pessoa que também está esperando ansiosamente pelo baile é Sophie Trenchard, uma jovem de 18 anos, filha mais velha do Sr. e da Sra. Trenchard. Ela está apaixonada por Edmund Bellasis (sobrinho da duquesa de Richmond) e o baile parece a oportunidade perfeita para eles ficarem juntos.
"— Seu pai percorreu com sucesso um longo caminho, mais longo do que a maioria das pessoas poderia imaginar, por isso ele não vê as barreiras naturais que o impediriam de ir além. Contente-se com quem somos. Seu pai tem se saído muito bem no mundo. Você deveria se orgulhar." 
A única coisa que ninguém poderia imaginar, era que a grandiosa festa seria interrompida pela invasão de Napoleão. Muitos homens foram à luta, e mesmo tendo saído vitoriosos na Batalha de Waterloo, muitas vidas foram perdidas nesse conflito o que afetará a vida de alguns envolvidos.
"Mais tarde, Anne se perguntaria como podia ter tanta certeza de que esse era o fim da história de Sophie. Mas, então, como disse a si mesma, quem saberia melhor do que ela que olhar para trás oferece um prisma que muda tudo? Ela se levantou. Era hora de descer e confortar a filha, que tinha acordado de uma bela fantasia em um mundo cruel."
1841, Londres.

Vinte e seis anos se passaram após o baile da duquesa de Richmond e da Batalha de Waterloo. Muita coisa mudou durante esse tempo. Anne e James Trenchard precisam lidar com a dor diária causada pela morte de Sophie, embora tenham uma situação financeira e social mais estruturada e morem em companhia de seu filho Oliver e de sua complicada esposa Susan.

Embora, a vida tenha mudado bastante para a família Trenchard, eles são obrigados a relembrar o passado quando Anne conhece, durante um chá, a condessa de Brockenhurst (também conhecida como Caroline Brockenhurst), a mãe de Edmund Bellasis. Caroline aproveitou o encontro com Anne Trenchard para fazer perguntas sobre o baile, por ter sido a última aparição social de seu filho antes da guerra.
"— Você deve ter muito orgulho de lorde Bellasis. Ele era um rapaz excelente, e gostávamos muito dele. Às vezes, nós oferecíamos um pequeno baile, com seis ou sete casais, e eu tocava piano. Parece estranho dizer isso agora, mas os dias que antecederam a batalha foram felizes. Pelo menos para mim."
Para Caroline e seu marido Peregrine, a perda do lorde de Bellasis não é algo que os afeta somente emocionalmente, mas também é algo que determina para onde irá à herança da família. Edmund morreu sem deixar herdeiros, de forma que todo o dinheiro e propriedades da família irão para o irmão mais novo do conde, o tio do lorde de Bellasis: Stephen Bellasis, sua esposa Grace e seu filho John. Comparado ao seu irmão mais velho, Stephen leva uma vida mais simples e almeja conseguir todos os bens da família com a morte de Peregrine.

Em meio a laços familiares que conspiram para conseguir a herança, Caroline acaba se torando muito próxima de James e Anne Trenchard, o que causa muita desconfiança entre as pessoas. E como se isso não fosse o suficiente, ainda há a presença do jovem Charles Pope, um empresário que vai causar bastante curiosidade entre as pessoas.
"— Estou procurando o Sr. Charles Pope — disse ela, sabendo muito bem que estava olhando para o próprio.
— Eu sou Charles Pope. — Ele sorriu, seguindo na direção  dela. — Por favor, entre. — Ele fez uma pausa e franziu a testa. — Está tudo bem, Lady Brockenhurst? Parece que a senhora viu um fantasma."
Como sou uma grande fã de romances de época, não demorou muito para que eu ficasse interessada na história de "Belgravia". A sinopse me pareceu bastante interessante, e eu gostei muito de Julian Fellowes ter misturado alguns fatos de ficção com alguns acontecimentos históricos, como a Batalha de Waterloo. Como História sempre foi uma das minhas matérias preferidas do Ensino Médio, gostei de ver alguns acontecimentos reais presentes na história.

Outra coisa que me agradou bastante foi a capacidade de Fellowes construir relações bastante solidas entre os personagens, o que ajudou na construção da trama incrível. Não sei se outra pessoa seria capaz de fazer um trabalho tão cuidadoso, complexo e bem estruturado, como Julian fez. A narrativa é muito rica em detalhes! Pessoalmente acho que essa técnica acaba enriquecendo o texto e aumentando a capacidade de imaginação do leitor, mas algumas pessoas têm preguiça disso.

Se você gosta de romances de época, de uma trama extremamente bem estruturada, o livro "Belgravia" é um livro que você deve ter em sua estante. Acabei gostando do livro muito mais do que eu podia imaginar, e agora pretendo ler outras obras de Julian Fellowes.

Resenha: Não Se Apega, Não

Título: Não Se Apega, Não
Autor(a): Isabela Freitas
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 256
Classificação: 5/5

E aqui estou eu tirando o atraso ao fazer a resenha de um livro que eu li em outubro do ano passado, senti que estava em dívida com vocês leitores do blog Escritora Whovian. Enfim, acho que boa parte das pessoas já escutou falar no nome Isabela Freitas, certo? Ela se tornou bastante conhecida pelo seu livro "Não Se Apega, Não", que fez bastante sucesso e ela ainda tem um blog: Isabela Freitas - Comportamento, relacionamentos, séries, filmes e mais! Era tanta gente comentando sobre esse livro que eu decidi comprar para ver se realmente era tão bom como algumas pessoas, e no fim eu acabei gostando muito mais do que podia imaginar.
"Desapegar: remover da sua vida tudo que torne o seu coração mais pesado. Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Qual é o problema de ficar sozinha? Que me desculpe o criador da frase “você deve encontrar a metade da sua laranja”. Calma lá, amigo. Eu nem gosto de laranja. O amor vem pros distraídos.
Tudo começa com um ponto-final: a decisão de terminar um namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque, afinal de contas, eles formavam um casal PER-FEI-TO! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Estava na hora de resgatar o amor-próprio, a autoconfiança e entrar em contato com seus próprios desejos.
Parece fácil, mas atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, das tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.
Isabela Freitas, em seu primeiro livro, narra os percalços vividos por sua personagem para encarar a vida e não se apegar ao que não presta, ainda assim, preservando seu lado romântico."
O livro conta a história de uma jovem de 23 anos chamada Isabela, que tomou a difícil decisão de terminar o seu namoro de 2 anos com o Gustavo. Para suas amigas isso foi um grande choque, afinal os dois aparentavam ser o casal perfeito, Isabela só podia estar ficando maluca, aquela era a única forma de explicar aquilo que estava acontecendo. Porém, não era nenhum surto de loucura, era apenas ela colocando um ponto final em uma relação, uma vez que Gustavo fazia o tipo ciumento e controlador.
"Não insista em dar oportunidade àqueles que já tiveram inúmeras chances e as desperdiçaram todas as vezes." 
E recém solteira Isabela, vai passar por algumas boas aventuras ao lado de seus amigos durante a sua trajetória para resgatar seu amor-próprio, a autoconfiança e para entrar em contato com os seus próprios desejos. Além, é claro, de reviver  momentos do seu passado (alguns até bastante engraçados) durante a sua trajetória do desapego.
"Abrir mão. Deixar ir. Desapegar. Isso liberta de alguma forma. Por mais que nos aprisione em lembranças do que poderia ter sido."
O livro é uma mistura de realidade com um pouco de ficção, mas o que eu mais gostei durante toda a leitura é que a história da Isabela poderia ser minha, de você, da sua melhor amiga. É uma história que poderia ser de qualquer pessoa, pois você lê um trecho e pensa "Nossa, já aconteceu uma situação semelhante comigo" ou "Essa parte me lembrou totalmente da minha amiga". É uma história que mostra dilemas, situações e alguns problemas semelhantes a algumas coisas que nós passamos. Se trata de uma narrativa engraçada e bastante humanizada.

E, outra coisa que eu gostei no livro foi a forma de como os capítulos foram feitos de forma que fique parecendo um tweet, esteticamente falando eu achei que ficou muito legal e bonito. Nessa questão a Intrínseca está de parabéns, pois de forma geral o livro é esteticamente bonito.

Se você é fã de romance esse é um livro que eu recomendo, vale à pena. Apesar de algumas críticas bem negativas a respeito, eu achei que a leitura fluiu bem facilmente e eu gostei muito mais do que tinha imaginado, talvez seja pelo fato de que eu estava passando por alguns dilemas amorosos na época.

Top 8 Livros Que Tenho Vontade de Ler

 1) O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares (Srta. Peregrine #1) — Ransom Riggs
"Milhões de cópias vendidas em todo o mundo! Traduzido para mais de 40 idiomas! Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos Tudo está à espera para ser descoberto em "O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", um romance que tenta misturar ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas. “Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” RICK RIORDAN, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos. “Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” JOHN GREEN, autor de A culpa é das estrelas. “Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito...” TIM BURTON"

2) A Caminho do Altar (Os Bridgertons #8) — Julia Quinn
Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.
O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.
Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?
A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

3) Mentiroso (Selvagem Irresistível #4) — Christina Lauren
Para duas pessoas com opiniões tão distintas acerca de relacionamentos e do amor, London e Luke criaram um surpreendente laço de carinho e… tesão! London Hughes está muito satisfeita em surfar todos os dias, trabalhar como Bartender e sair com seus amigos vivendo da maneira que mais lhe satisfaz. Mas depois de ser derrubada por uma onda pela manhã, e ser derrubada novamente pelo sorriso galanteador de Luke Sutter naquela noite, ela se pergunta: por que não? Afinal, é só uma noite. Da sua parte, Luke esteve no piloto automático dos encontros casuais por tanto tempo que raramente se detém para pensar no que está fazendo. Mas, depois de um encontro maravilhoso com London, ele percebe que não superou adequadamente um rompimento devastador, e acabou por se deixar levar para onde – e com quem quer que fosse – a correnteza o levasse. Entretanto, ele deseja ir além com London, embora alguns acontecimentos de seu passado – incluindo quem fez parte dele –, tenham sido omitidos de London, que, por sua vez, agora precisa lidar com o tipo de complicação que evitou por tanto tempo.

4) A Última Carta de Amor — Jojo Moyes
O primeiro livro de Jojo Moyes publicado pela Intrínseca, relançado com nova capa.
Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por "B", e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento, como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado, Ellie começa a procurar por "B", e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do próprio relacionamento.
Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A Última Carta de Amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

5) Garoto 21 — Matthew Quick
Repetir um movimento várias e várias vezes ajuda a clarear a mente uma lição que Finley aprendeu muito cedo, nas quadras de basquete. Numa cidade comandada pela violência do tráfico e da máfia irlandesa, vestir a camisa 21 e dar o sangue em quadra é sua válvula de escape.
Vinte e um também é o número da camisa de Russ, um gênio do basquete. Ou pelo menos era. Recém-chegado à cidade de Bellmont depois de ter a vida virada de cabeça para baixo por uma tragédia, a última coisa que ele quer é pegar de novo numa bola.
Russ está confuso, parece negar o que lhe aconteceu e agora se autointitula um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de ajudá-lo a se recuperar e, para isso, precisará convencê-lo a voltar a jogar, mesmo sob o risco de perder seu lugar como estrela do time.
Contra todas as probabilidades, Russ e Finley se tornam amigos e, por mais estranho que pareça, a presença de Russ poderá transformar a vida de Finley completamente. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.

6) Belo Sacrifício (Irmãos Maddox #3) — Jamie McGuire
Falyn Fairchild abandonou seu carro, seus estudos e até seus pais. Filha do próximo governador do Colorado, ela está de volta à sua cidade natal, falida e trabalhando como garçonete em um café. Ao fim de cada turno, ela guarda o que recebeu, esperando um dia ter o suficiente para comprar uma passagem para o único lugar onde pode encontrar redenção: Eakins, Illinois.
No instante em que Taylor Maddox entra no café, Falyn sabe que ele trará problemas. Taylor é charmoso, não cumpre promessas e é lindo mesmo coberto de fuligem, fazendo dele tudo o que Falyn acredita que um bombeiro de sucesso deve ser. Mas ela não está interessada em se tornar mais uma em sua lista — e, para um dos Maddox, uma garota desinteressada é o desafio mais atraente de todos. Belo Sacrifício é o terceiro volume da série sobre os irmãos mais barulhentos e irresistíveis da literatura new adult. O foco agora é Taylor, um dos gêmeos, que se envolve com uma garota cheia de segredos — e, pela primeira vez, pode ser ele quem sairá machucado dessa história.

7) Outro Dia: a História de Rhiannon – David Levithan
Um dos mais inovadores autores de livros jovem adulto e o primeiro a emplacar uma trama gay na lista do New York Times, David Levithan retoma a sua mais emblemática trama em "Outro Dia". Aqui, a já celebrada — com várias resenhas elogiosas — história de "Todo Dia" é mostrada sob o ponto de vista de Rhiannon. A jovem, presa em um relacionamento abusivo, conhece A, por quem se apaixona. Só que A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Mas embarcar nessa paixão também traz desafios para Rhiannon. Todos eles mostrados aqui.

8) A Vingança Está Na Moda — Rosalie Ham
Apesar de ter sido escorraçada de sua cidade natal quando criança, Tilly Dunnage decide voltar, já adulta, em busca de uma nova vida. Munida de sua máquina de costura e seu requinte único, ela impressiona as mulheres provincianas de Dungatar com seus conhecimentos das últimas tendências da moda, mas não recebe muito em troca. Então, decide arquitetar um plano bem mais sombrio. Sem descer do salto.
Com muito humor negro e um tom satírico leve, Rosalie Ham conta uma história intrigante de amor, aceitação e vingança em meio às fofocas de um pequeno vilarejo. Ela convida o leitor a visitar o interior da Austrália e a conhecer personagens fascinantes cheios de intrigas, conduzindo a narrativa até uma reviravolta surpreendente.

Netflix + Pipoca: Alguns Filmes Para Assistir Nas Noites Frias de Inverno

Imagem do We Heart It
Nas noites frias de inverno, na maioria das vezes, a gente só quer ficar deitada no sofá ou na cama, com um bando de cobertores quentinhos enquanto assiste a um filme ou uma série. Pensando nisso, resolvi reunir aqui nesse post cinco opções de filmes para se assistir não só nas noites frias de inverno, mas sim em qualquer horário do dia em que bater vontade!

1) O Fantástico Destino de Amélie Poulain
"Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor."


2) Truque de Mestre
"Daniel Atlas (Jesse Eisenberg) é o carismático líder do grupo de ilusionistas chamado The Four Horsemen. O que poucos sabem é que, enquanto encanta o público com suas mágicas sob o palco, o grupo também rouba bancos em outro continente e ainda por cima distribui a quantia roubada nas contas dos próprios espectadores. Estes crimes fazem com que o agente do FBI Dylan Hobbs (Mark Ruffalo) esteja determinado a capturá-los de qualquer jeito, ainda mais após o grupo anunciar que em breve fará seu assalto mais audacioso. Para tanto ele conta com a ajuda de Alma Vargas (Melanie Laurent), uma detetive da Interpol, e também de Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), um veterano desmistificador de mágicos que insiste que os assaltos são realizados a partir de disfarces e jogos envolvendo vídeos."


3) Simplesmente Acontece
"Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro."


4) 10 Coisas que Eu Odeio em Você
"A situação está tensa na casa dos Stratford. Bianca (Larisa Oleynik) não vê a hora de arranjar um namorado, mas seu pai (Larry Miller) não permite que ela saia com garotos. Após muita insistência, o pai toma uma resolução: Bianca pode namorar, desde que sua irmã, Katharina (Julia Stiles), namore também. Só que Katharina é uma verdadeira megera, que não tem amigos na escola nem em lugar algum. Para resolver a questão, Cameron (Joseph Gordon-Levitt), apaixonado por Bianca, resolve contratar o misterioso Patrick Verona (Heath Ledger) para seduzir a futura cunhada."


5) Desventuras em Série
"Klaus (Liam Aiken), Violet (Emily Browning) e Sunny (Kara Hoffman e Shelby Hoffman) são três irmãos que repentinamente recebem a notícia de que seus pais morreram em um incêndio. Como são menores de idade eles não podem ainda herdar a fortuna de seus pais, o que apenas ocorrerá quando Violet, a mais velha, completar 18 anos. O trio passa então a morar com o Conde Olaf (Jim Carrey), um parente distante bastante ganancioso, que deseja tomar a fortuna das crianças para si. Para atingir sua meta Olaf não medirá consequências."