Resenha: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista


Título: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista
Autor(a): Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Número de páginas: 224
Classificação: 4/5

Lembro que vi em vários blogs a resenha desse livro, e a coisa que mais me chamou atenção foi a capa bem colorida com cores fortes que me chamaram a minha atenção, e logo depois o título de me deixou bastante curiosa para saber sobre o que se tratava a história desse dia. Foi então que eu decidi que queria ler esse livro. Ele entrou na minha lista de Natal e depois de duas idas na leitura consegui achá-lo (já estava perdendo as minhas esperanças de encontrar "A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista"). E no fim o livro acabou sendo uma ótima distração durante uma viagem de avião.
"Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia."
Hadley é uma jovem nova-iorquina de 17 anos que vive junto de sua mãe está indo contra sua vontade para Londres, onde é esperada para participar do segundo casamento de seu pai com uma mulher que ela nunca viu em sua vida. Essa situação como um todo parece ser o fim do mundo para a garota, afinal de contas, ao seu ver o seu pai abandonou a sua família para viver um romance com uma outra mulher. Mas por uma grande ironia do destino a sua vida toma um rumo completamente diferente: devido a 4 minutos Hadley perde o voo e é obrigada a ficar no aeroporto por mais três horas para conseguir pegar o próximo avião.
"Ela estava quatro minutos atrasada, o que não parece ser muito. É o tempo de um comercial, de um intervalo entre as aulas, de descongelar um prato no micro-ondas. Quatro minutos não é nada. (...) Hadley não acredita em coisas como o acaso ou destino, mas também jamais acreditou na pontualidade das companhias aéreas. ''
Só de pensar que tem de ficar mais três horas sentada no aeroporto apenas esperando deixa Hadley desanimada, sem contar que ainda precisa contar para seu pai sobre a pequena mudança nos planos. E para piorar a situação ela começa a achar que está sendo seguida por um garoto: Oliver, um  encantador britânico que estuda em New York e, aparentemente um grande fã das obras de Charles Dickens. No início Hadley fica irritada com ele a seguindo de um canto para o outro, mas depois acaba cedendo e se diverte conversando e comendo junto de Oliver. Na companhia dele as horas parecem passar muito mais rápido.

O que era apenas para ser uma conversa rápida acaba se estendendo, pois devido uma grande coincidência do destino ambos estão indo para Londres e seus lugares são na mesma fileira, e devido uma gentil senhora eles conseguiram sentar-se um ao lado do outro, o que rendeu boas horas de conversas. Hadley contou para ele sobre o seu drama familiar, o que iria fazer em Londres e alguns outros fatos de sua infância, e Oliver também contou um pouco sobre a sua família, além de escutar atentamente o que Hadley contava e dando alguns "conselhos" às vezes. Mesmo se conhecendo por poucas horas conversaram sobre assuntos profundo como amor (compartilhando alguma de suas experiências amorosas) e sobre se apaixonar, era como se eles se conhecessem a muito mais tempo.
''Talvez seja o sotaque ou a maneira interessada como a olha, mas tem alguma coisa nele que faz com que seu coração acelere, que nem quando leva um susto. Talvez seja isso: a situação toda é muito surpreendente. Ficou tanto tempo preocupada com a viagem que não estava preparada para que alguma coisa acontecesse, alguma coisa inesperada.''
Porém, tudo o que é bom dura pouco e quando eles chegam no destino final Hadley apenas fica com um beijo em suas lembranças, e com algumas informações básicas sobre Oliver, mas procurar por ele em Londres seria a mesma coisa que procurar uma agulha no palheiro. Ela segue o seu caminho: enfrenta o "temido" casamento e, no final percebe que apesar de seu pai estar casado com outra mulher e morar em outro continente ele nunca vai deixar de ser o seu pai, e até que sua nova madrasta não é uma mulher tão detestável como ela imaginava. E Oliver também segue o seu destino, indo participar de um compromisso familiar.

Será que é possível que eles se encontrem novamente? Ou o encontro dos dois na sala de embarque e no avião foi apenas uma coincidência?
"— As pessoas que se encontram em aeroportos têm 72 por cento de chance de se apaixonarem que as pessoas que se encontram em outros lugares."
Esse é um típico romance com um final bem previsível, um clichê. Mas como algumas pessoas gostam de dizer "se os clichês não fossem bons eles jamais existiriam". O livro é bem pequeno narrando apenas uma história que se passa em um final de semana, contando apenas com alguns flashbacks da vida de Hadley. A leitura flui com extrema facilidade e é narrado na terceira pessoa.

Uma coisa que eu achei interessante foi a importância que a autora deu para 4 minutos. Normalmente, para uma pessoa esse tempo é desprezível e não é capaz de mudar nada na vida de alguém, mas Jennifer E. Smith mostra sim que 4 minutos podem mudar completamente o destino; a vida de uma pessoa.

Já o ponto negativo de Hadley era o drama que ela fazia em relação ao novo casamento de seu pai. Por mais que uma situação como essa não seja fácil de encarar, ela lida com isso de uma forma infantil para alguém de 17 anos. Por mais que no início da separação ela tenha agido de forma bastante madura para ajudar sua mãe, em relação ao casamento ela age como se fosse uma criança sendo capaz de magoar algumas pessoas. Pelo menos, no final do livro ela percebe que estava agindo de maneira bem infantil em relação ao seu pai, ao novo casamento dele e sua madrasta.

Recomendo esse livro para as pessoas que são fãs de romances ou que apenas estão buscando um livro bom, divertido e rápido de se ler "A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista" é uma boa escolha!