Os 10 anos de Avatar: A Lenda de Aang

"Preso durante um século dentro de um iceberg, Aang é um menino de 12 anos que agora está livre do gelo. Ele descobre que tem um destino extraordinário: ser o Avatar. Ele é responsável por garantir o equilíbrio entre os mestres dos quarto elementos, que estão divididos em quatro civilizações: as tribos da Água, da Terra, do Fogo e do Ar. Elas estão perdidas no meio de guerras e destruições. Agora, sua missão é restaurar a ordem do universo. Mas antes ele tem que aprender a dominar todos os elementos."

Quando eu era criança "Avatar: A Lenda de Aang" era um dos meus desenhos preferidos, sempre que eu chegava da escola eu corria pra TV com o intuito de assistir um episódio. E agora, em julho o desenho comemorou 10 anos e como forma de homenagear um dos meus programas preferidos eu decidi listar algumas curiosidades de "Avatar: A Lenda de Aang"!

1) Originalmente, Zuko seria o principal antagonista de Aang e seus amigos, mas os escritores perceberam que ele não possuía as características de um grande vilão, além de não conseguir causar muitos problemas sentado em um trono. Mais tarde, Zuko tornou-se um dos principais aliados de Aang, ensinando-o a arte da dominação do fogo.

2) O mestre de Aang, Monk Gyatso, foi nomeado em homenagem ao atual Dalai Lama, cujo nome completo é Tenzin Gyatso. Além disso, no Spin-Off A Lenda de Korra, Aang tem um filho chamado Tenzin, também em homenagem ao 14º líder espiritual do budismo tibetano.

4) Muita gente acredita que os símbolos sobre o título da série animada representam os quatro elementos do desenho: Água, Ar, Terra e Fogo. Na verdade, os ideogramas são uma representação do próprio Avatar e podem ser traduzidos literalmente como O Médium Divino que desceu sobre o Mundo Mortal.

5) Avatar: A Lenda de Aang se passa em um universo fictício, semelhante ao nosso, onde existem seres humanos capazes de dominar os quatro elementos nativos. No entanto, a ideia inicial dos roteiristas era a de situar as aventuras de Aang e seus amigos em um futuro distópico. Essa ideia foi descartada pouco antes da animação começar a ser produzida.

Especial Potterhead: 10 curiosidades sobre a saga

Imagem do Pinterest
Sei que estou um pouco atrasada, mas para quem não sabe no dia 31 de julho se comemora o aniversário  da escritora J.K. Rowling, e de um dos bruxos mais amados pelas pessoas: Harry Potter. Então, como eu sou uma grande fã da saga não poderia deixar essa data passar sem fazer uma espécie de homenagem pessoal, pois tanto a J.K Rowling quanto os livros de Harry Potter foram essenciais para eu me tornar a leitora voraz que sou hoje. Espero que vocês gostem das curiosidades, e se Harry Potter também mudou a sua vida conte como foi nos comentários.

1) J.K.Rowling escreveu o último capítulo de Harry Potter em 1990, sete anos antes de lançar o primeiro livro.

2) A criação de Harry Potter teve início durante uma viagem de trem. Na época, J.K. Rowling se lembrou das brincadeiras de infância com os vizinhos, que tinham o sobrenome "Potter".

3) Os editores do primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, sugeriram que Joanne Rowling utilizasse as suas iniciais no lugar de seu primeiro nome. O motivo? Acreditava-se que os meninos poderiam não querer ler um livro escrito por uma mulher.

4) O Professor Snape, um dos personagens mais profundos da série, foi inspirado no professor de química da época de escola de J.K. Rowling.

5) Os dementadores foram feitos para simbolizar a depressão de J.K.Rowling. Aos 20 anos, após a morte da mãe, a escritora precisou enfrentar uma forte depressão.

6) Dumbledore é homossexual e na juventude se apaixonou por Grindelwald, que se tornou um dos maiores vilões do mundo bruxo. Os dois se enfrentaram em um duelo épico em 1945, quando Dumbledore se consagrou vitorioso.

7) Em Londres, na estação de trem King’s Cross, foi montado um local em homenagem a plataforma 9 3/4 , com direito a um carrinho com malas e uma gaiola atravessando a parede.

8) Daniel Radcliffe quebrou mais de 80 varinhas durante as gravações. O ator gostava de usá-las como baquetas durante as gravações do filme.

9) Maggie Smith, que interpretou a Professora McGonagall, lutou contra um câncer de mama durante as gravações do último filme da saga. Ela não parou de atuar porque não queria desapontar os fãs.

10) Fred e George comemoram seu aniversário no dia da mentira, em 1º de abril.

Espero que vocês gostem das curiosidades, e se Harry Potter também mudou a sua vida conte como foi nos comentários!

Naomi & Ely Book TAG

Faz um bom tempo desde que eu não respondo uma Book TAG aqui no blog, e depois de ler "Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo" eu tive a ideia de criar uma Book TAG  usando como base algumas músicas da playlist que está presente na narrativa (Gabriel fez uma playlist para Naomi, e depois ela fez o mesmo para ele. Cada música escolhida por eles apresentava um significado especial). Então, vamos lá:

1) "(My Heart Is) Closed For The Season": Uma leitura que você demorou para superar.
Escolher apenas um livro pra essa resposta foi difícil, mas depois de pensar muito eu acabei escolhendo o "Convergente", da Veronica Roth. Quando cheguei ao final do livro não conseguia acreditar no que tinha acontecido, e demorou um tempo para que eu processasse todas as informações. Fiquei extremamente revoltada com algumas coisas que aconteceram (quem leu o livro sabe do que eu estou falando), e até hoje eu não superei totalmente o final dessa série.

2) "Walk Through The Fire": Um livro que você enrolou para ler, ou acabou desistindo durante a a leitura.
Eu juro que eu fiz o possível para ler esse livro, mas não rolou nas duas ocasiões. A primeira vez foi aos 13 anos e na época eu resolvi tentar ler "O Morro dos Ventos Uivantes", da Emily Brontë, pois eu era viciada em Crepúsculo e esse era o livro favorito da Bella, mas acabei largando a leitura pouco tempo depois. Anos mais tarde eu tentei ler o livro novamente, só que não adiantou nada. Por mais que "O Morro dos Ventos Uivantes" seja um clássico, eu não consegui terminar a leitura e não gostei do livro. Sorry not sorry.

3) "Piazza, New York Catcher": Um livro que você recomenda para as pessoas.
Um livro que merece mais visibilidade é "Alucinadamente feliz", da Jenny Lawson. Então, sempre que posso eu recomendo esse livro para as pessoas. A leitura é muito envolvente e eu gosto do fato da autora falar sem rodeio, apresentar a verdade nua e crua de como é conviver com depressão e outros transtornos. Alguns dias são melhores do que outros. A escrita é leve, fluída e a Jenny pareceu ser uma pessoa super engraçada. 

4) "I Wanna Be Your Boyfriend: Qual livro você mais deseja na sua estante?
A minha wishlist literária é enorme, de forma que foi um verdadeiro desafio conseguir pensar em apenas um livro para colocar nessa categoria. Depois de ponderar por muito tempo eu escolhi o "Tudo o que Eu Sempre Quis Dizer, mas só Consegui Escrevendo", da Maria Ribeiro, Toda vez que eu vou a alguma livraria eu fico namorando esse livro, folheando ele e morrendo de vontade de comprar. Espero poder concretizar esse meu desejo antes do fim do ano.

5) "Don't Waste Your Heart": Um personagem por quem você se apaixonou.
Durante as minhas leituras eu já me encantei e já me apaixonei por diversos personagens, mas o que tem um lugar especial no meu coração é o Sirius Black, de Harry Potter. Descobri a existência dele em O Prisioneiro de Azkaban, mas foi na Ordem da Fênix que a J.K. Rowling  divulgou mais informações sobre o Sirius e o seu passado. Adorei ter conhecido um pouco mais desse personagem tão querido por mim e para sempre o Sirius Black vai continuar vivo no meu coração. 

6) "Livin' On a Prayer": Quem você indica para responder essa Book TAG?
Eu vou indicar 5 blogs para responder essa TAG, mas quem se interessar pode responder também. Apenas peço para que coloquem os créditos, por favor.
- Traveling Between Pages
- Superamo Book
- Entrelinhas
- Garotas Devorando Livros
- Divagações de Leitora

Jurassic World: Reino Ameaçado (Crítica Sem Spoiler)

"Três anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela."

O filme se passa três anos após os acontecimentos de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015), e desde então muita coisa mudou. O parque fechou oficialmente, se tornando uma espécie de paraíso para os dinossauros que viviam lá. Porém, um vulcão prestes a entrar em erupção colocou em risco a vida de todos esses animais. Isso acarretou uma discussão importante: o governo deve ajudar a salvar esses animais, ou deve abandoná-los na ilha para que eles sejam extintos novamente?

As opiniões são muito divergentes, e quem está lutando para conseguir salvar a vida desses dinossauros é Claire (Bryce Dallas), junto de sua equipe que é composta Zia (Daniella Pineda) e Franklin (Justice Smith). Eles fazem parte de uma organização que luta para conseguir salvar esses animais, de forma que eles estão fazendo de tudo ao seu alcance para que o governo concorde em ajudar esses bichos ao invés de deixados serem extintos novamente.
Nesse momento delicado Claire recebe a ajuda de um velho amigo da faculdade, Elis Mills  (Rafe Spall). Ele trabalha para Benjamin Lockwood (James Cromwell), que está decidido a salvar a vida desses animais: ele tem uma ilha e está cedendo o local para que os dinossauros possam morar lá. Para essa missão ser bem sucedida eles precisam de Claire, que antigamente administrava o parque e que possuiu a senha de acesso para rastrear os dinossauros, e eles também precisam dela para convencer Owen (Chris Pratt) a participar dessa missão, uma vez que ele é o único capaz de achar Blue, velociraptor que ele criou desde filhote. 

O retorno para a ilha onde o parque ficava é marcado por um sentimento nostálgico; enquanto algumas coisas permanecem as mesmas, outras mudaram completamente. O local está tomado por dinossauros. Eles têm que correr contra o tempo uma vez que o vulcão está prestes a entrar em erupção, colocando em perigo a vida de todos que estão presentes na ilha.
Contudo, algo que ninguém podia imaginar era que a missão de resgatar os animais para colocá-los em uma ilha segura não passava de uma grande mentira. Contrariando os desejos do velho Benjamin Lockwood, Elis armou um plano maior e maligno: ao invés de deixar os dinossauros em uma ilha segura para viverem, ele planeja vender esses animais em um leilão e quem sabe utilizá-los como armas. Dessa forma Claire, Owen, Zia e Franklin fazem o possível para evitar que esse plano se concretize, e eles contam com a ajuda de Maisie (Isabella Sermon), a neta de Benjamin Lockwood e que possui um enorme fascínio pelos dinossauros.

Assim como no filme anterior, este também foi repleto de muita ação: desde o início até o fim da película. Também foi muito emocionante, uma vez que a equipe conseguiu fazer dinossauros tão realistas, que foram capazes de transmitir algumas emoções (a sensação era de que esses bichos eram reais). Jurassic World: Reino Ameaçado apresentou inúmeros momentos de clímax, um plot twist surpreendente e o final foi simplesmente brilhante!
Fica Técnica
Título: Jurassic World: Reino Ameaçado
Direção: Juan Antonio Bayona
Duração: 02h08min
Gênero: Aventura, Ficção Científica
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall, Justice Smith, Daniella Pineda, James Cromwell, Toby Jones e Isabella Sermon

Curiosidades:
1) Quinto filme da franquia Jurassic Park - Parque dos Dinossauros (1993) e segundo da trilogia Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros (2015).
2) O ator Jeff Goldblum retorna a franquia após 21 anos de O Mundo Perdido - Jurassic Park (1997) e 25 depois de Jurassic Park - Parque dos Dinossauros (1993).

Resenha: Com Amor, Simon

Título: Com Amor, Simon
Autor(a): Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 272
Classificação: 5/5
Comprar: Amazon

Há séculos eu estava com vontade de ler esse livro, que se chama originalmente "Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens". Depois de muito tempo e muita enrolação eu finalmente tive a oportunidade de ler a obra de Becky Albertalli, e pude confirmar que a história era um verdadeiro amor como muitas pessoas afirmavam (agora só falta assistir ao filme)!

"Encantadora história de amor que questiona os padrões sociais chega aos cinemas em 22 de Março com nova capa e novo título, a apaixonante história de Simon que conquistou milhares de leitores com uma trama que trata com naturalidade e bom humor a afirmação e os dilemas de um adolescente gay.
Agora, a adaptação do romance chega às telas de cinema com Nick Robinson, de Jurassic World, no papel de Simon, e Katherine Langford, protagonista de 13 Reasons Why.

Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Ele não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas - afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada."

Simon Spier é um adolescente comum de 16 anos, que está cursando o segundo ano do Ensino Médio e que é gay. Não que ele tenha algum problema em relação a sua orientação sexual, ele apenas quer evitar o "estardalhaço" que sua família seria capaz de fazer. Nem mesmo para seus amigos ele contou para evitar ficar dando explicações para outras pessoas. Porém, através de um tumblr com fofocas do colégio onde estuda, Simon descobre que há outro garoto gay na escola.

Com um pouco de coragem, Simon começa a mandar e-mails para esse garoto, que se identifica como Blue. Através de pseudônimos os dois garotos escrevem diariamente um para o outro, seja para conversar sobre algum assunto leviano do dia a dia, alguma história engraçada do passado ou como eles descobriram que eram gays. Através dos e-mails, Simon se apaixona por Blue!

"Você não acha que todo mundo deveria ter que sair do armário? Por que o comum é ser hétero? Todo mundo devia ter que declarar o que é."
O único problema aconteceu quando Simon esqueceu seu e-mail logado no computador da escola, de forma que seu colega Martin printou todas as conversas entre Simon e Blue, e como se isso não fosse o bastante ele também o ameaça na esperança de sair com  Abby, uma das amigas de Simon. Essa é uma situação delicada e que deixa o Spier em um dilema: ao mesmo tempo em que ele não quer envolver sua amiga nesta confusão, também não quer que outra pessoa o exponha daquela forma (e Blue também).

Apesar dessa chantagem, a trama do livro não gira somente em torno dela. A história se passa no dia a dia de Simon, de forma que é possível acompanhar a dinâmica familiar dos Spier (eles têm um golden retriever chamado Bieber, isso é muito criativo), a relação dele com seus amigos (Abby, Nick e Leah), os ensaios tumultuados do grupo de teatro e a enorme vontade de conhecer Blue pessoalmente. 

"Estou cansado de sair do armário. Tudo que eu faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo."

Sabe quando você nutre expectativas muito grandes em relação a um livro? Felizmente, "Com Amor, Simon" foi tudo e mais um pouco do que eu estava esperando. De fato esse é um livro bem amorzinho, como as pessoas já vinham falando (agora só falta conferir se o filme também é). Por mais que possa aparentar ser um livro um pouco "bobinho", a obra aborda e discute questões muito importantes como a auto aceitação, amadurecimento, bullying e preconceito.

O livro é composto por capítulos narrados em primeira pessoa por Simon, e por e-mails trocados entre ele e Blue. A escrita de Becky é bastante leve e durante a narrativa houve alguns momentos engraçados e descontraídos, principalmente nas relações envolvendo Simon e sua família. Contudo, senti que a autora não aprofundou muito em determinados personagens como, por exemplo, Leah. Ela me chamou atenção pelo o seu jeito de agir e por sua personalidade forte, de forma que eu queria ter visto mais dela ao longo da trama, mas tive a impressão que ela acabou ficando um pouco "apagada".

Tirando alguns pequenos detalhes, de um modo geral eu acabei amando a leitura de "Com Amor, Simon", e essa é uma história que mais pessoas deveriam conhecer!

Resenha: Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo

Título: Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo
Autor(a): David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Número de páginas: 256
Classificação: 3/5
Comprar: Amazon

Por mais que eu tente  eu não consigo resistir a uma leitura cheia de clichês e alguns dramas adolescentes, de forma que acabei apaixonando por "Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo", do David Levithan e Rachel Cohn. Eu já tinha assistido ao filme (por sinal ele se encontra no catálogo da Netflix, caso alguém se interesse), então foi bem interessante ler o livro e depois fazer uma análise de como a adaptação foi feita. Espero que vocês gostem da resenha, e que se encantem pelo livro da forma que eu me encantei.

"A quintessência menina-gosta-de-menino-que-gosta-de-meninos. Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não-beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não-beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que... Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática."

Naomi & Ely são melhores amigos, como unha e carne; um complementa o outro, basicamente. Os dois moram no mesmo prédio e são vizinhos de apartamento, frequentaram a mesma escola e agora estão na mesma faculdade, e durante as horas vagas vão aos inúmeros Starbucks espalhados pela cidade de Nova York. Nada parece ser capaz de separá-los, nem mesmo o problema envolvendo suas famílias: uma das mães de Ely teve um caso com o pai de Naomi; as mães de Ely continuaram juntas e conseguiram superar essa crise, enquanto o pai de Naomi saiu de casa a deixando com sua mãe.

Contudo, as coisas não são perfeitas no mundo de Naomi & Ely. Ela é uma garota bonita, que atrai muitos olhares e é desejada por muitos caras, exceto por um: Ely, que é gay. Isso não chega a ser um grande problema, exceto pelo fato de que Naomi é apaixonada por seu melhor amigo. Como forma de preservar a amizade, eles criaram a Lista do Não Beijo, que é basicamente uma lista com caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. Porém, a inabalável amizade entre os dois se vê ameaçada após Ely beijar Bruce, o Segundo, o namorado de Naomi.

"Sei que deveria ir embora. Simplesmente ir. Porque existe um momento em que um erro se transforma em um grande erro, e provavelmente seria melhor que eu recuperasse os sentidos antes que isso aconteça." 
Essa traição poderia ser facilmente esquecida pelo fato de que Naomi não se importava tanto com Bruce, o Segundo. Mas, o problema é mais profundo do que se aparenta e colocará em risco o futuro da amizade entre Naomi & Ely. Ao longo da narrativa é possível acompanhar o pensamento de Naomi sobre a traição, sobre os seus sentimentos conflituosos em relação a Ely e as diversas tentativas de ajudar sua mãe a superar a depressão; enquanto isso, vemos as inseguranças de Ely ao tentar engatar em um relacionamento sério com Bruce, o Segundo — Ely sempre foi o típico cara que gostava de brincar com o coração de outros garotos, de forma que se envolver de uma forma tão séria com alguém é uma verdadeira novidade para ele —, e sobre sua briga com Naomi.

Além disso, a narrativa é complementada com a visão de outros personagens a respeito da grande briga entre os dois amigos: Bruce, o Primeiro (o vizinho de Naomi e Ely, e que é completamente apaixonado por Naomi), Robin (uma garota que veio de uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos), Robin (um estudante de cinema que sempre é visto no Starbucks próximo à faculdade), Kelly (a irmã do Bruce, o Primeiro), Bruce, o Segundo e Gabriel (o porteiro gato do prédio onde Naomi e Ely moram).

“É uma grande mentira dizer que só existe uma pessoa com quem se vai ficar pelo resto da vida. Se tiver sorte — e se esforçar bastante —, sempre haverá mais de uma.”

Em um primeiro momento sei que a narrativa pode parecer um pouco confusa, ainda mais com vários personagens que tem nomes iguais, mas ao decorrer da leitura você acaba se acostumando com isso, sem contar que o David Levithan e a Rachel Cohn tiveram um grande cuidado para construir a narrativa de acordo com cada personagem, por exemplo, os capítulos narrados por Naomi são repletos de emojis que substituem palavras (achei um recurso criativo, mas não gostei tanto e em algumas vezes demorei para decifrar o significado dos emojis). Além disso, essa variedade de personagens falando sobre um mesmo ponto de vista enriqueceu a história.

"Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo" foi uma leitura que me divertiu do início até o fim, e apesar de apresentar diversos clichês e alguns dramas, o livro inovou ao retratar a amizade entre Naomi e Ely (numa grande maioria das narrativas os melhores amigos percebem que sempre foram apaixonados um pelo outro e ficam juntos, algo que não ocorreu neste livro). Além disso, acabou fazendo uma belíssima e profunda reflexão a respeito da amizade. Então, se você está a procura de uma leitura divertida, rápida e repleta de clichês, "Naomi & Ely e a Lista do Não-Beijo" pode ser a alternativa perfeita!

The Alienist: a série que todo mundo devia conhecer

"Thriller psicológico dinâmico e atmosférico sobre um trio de especialistas formado pelo psiquiatra Laszlo Kreizler, o repórter jornalístico John Moore e o comissário de polícia Theodore Roosevelt, responsável por desenvolver as primeiras técnicas de psicologia e investigação para encontrar um assombroso serial killer na Era de Ouro de Nova York."

Eu conheci essa série por acaso enquanto navegava pelo catálogo da Netflix em busca de alguma série para assistir, e como eu tenho um fraco por obras ambientadas no passado de cara eu me interessei por The Alienist. Logo nos primeiros minutos a série me despertou um grande interesse e em questão de poucos dias eu maratonei a primeira temporada, então resolvi fazer uma lista com alguns motivos para você assistir a série (The Alienist é maravilhosa e mais pessoas deveriam conhecer ela)! 

1) TRAMA ENVOLVENTE
Sabe quando você começa assistir uma série e depois não consegue mais parar? Foi assim que eu fiquei com The Alienist, e se não fosse pela semana de provas da faculdade eu teria sido capaz de passar um dia inteiro maratonando a série. A trama me envolveu logo nos primeiros minutos, de forma que eu ficava curiosa e ansiosa para saber o que iria acontecer em seguida (chegou em um ponto em que eu comecei a formular diversas teorias a respeito da verdadeira identidade do serial killer). 
2) TRIO DE OURO
O que falar sobre o elenco principal da série? Daniel Brühl, Dakota Fanning e Luke Evans fizeram um trabalho excelente ao dar a vida aos respectivos personagens: Dr. Laszlo Kreizler, Sara Howard e John Moore. A atuação deles  estava muito boa, e a interação entre os personagens foi ótima! Apesar de apresentarem personalidades diferentes e tão contrastantes — o Dr. Laszlo era um homem um pouco arrogante e que gostava de ter razão em todas as situações; Sara Howard era uma mulher empoderada e que lutava para ter direitos iguais ao de um homem; e John Moore levava uma vida boêmia, afogando suas mágoas em bebidas —, eles fizeram um trabalho incrível e apresentaram uma ótima dinâmica ao trabalhar como um trio.
3) AMBIENTAÇÃO
Um dos grandes pontos positivos de The Alienist é a ambientação, além dos figurinos que ajudam a passar uma maior veracidade para a história, é como se realmente estivéssemos em Nova York no final do século XIX. A produção da série fez um trabalho excelente  ao retratar ambientes como os hospícios, prostíbulos e o prédio da polícia. Além disso, a paleta de cores combina perfeitamente com o cenário.
Se você se interessou pela série depois confira a crítica que eu escrevi sobre a primeira temporada para a ZINT, uma revista digital sobre cultura e entretenimento (eu sou colaboradora de texto da revista e acho que mais pessoas deveriam conhecer esse projeto que é simplesmente incrível).

Deadpool 2 (Crítica Sem Spoiler)

"Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiel escudeiro Dopinder (Karan Soni)."

A vida de Wade Wilson/Deadpool (Ryan Reynolds) mudou um pouco desde os acontecimentos do primeiro filme, mas a personalidade e o jeito típico do mercenário tagarela continuam o mesmo: ele  fala muito palavrão, faz piadinhas envolvendo os X-Men e não se considera como um herói (ele nunca fez tal ato para receber esse título, ele está mais para um anti-herói). Contudo, após uma perda terrível em sua vida, Wade decide melhorar o seu comportamento, quem sabe se tornar um verdadeiro herói, na esperança de se reencontrar com Vanessa (Morena Baccarin), o seu grande amor.

Na tentativa de fazer uma boa ação, Deadpool resolve ajudar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), que está tendo problema para controlar seus poderes e sua raiva. Porém, essa tarefa está longe de ser algo fácil, ainda mais quando um super soldado do futuro, Cable (Josh Brolin), chega com uma missão: assassinar Russel. Como se não fosse complicado o suficiente ter de lidar com um adolescente rebelde, Deadpool também precisa proteger o jovem de Cable.
Para conseguir salvar Russel, Deadpool cria a sua própria equipe: os X-Force que é constituído por Dominó (Zazie Beetz), Bedlam (Terry Crews), Shatterstar (Lewis Tan), Zeitgeist (Bill Skarsgård) e Peter (Rob Delaney). Além disso, ele também conta com a ajuda de Colossus (Stefan Kapicic), Ellie Phimister/Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand) e Yokio (Shioli Kutsuna).

O primeiro filme do mercenário tagarela foi um enorme sucesso, de forma que era um desafio para a sua sequência superar os números alcançados pelo primeiro longa Mas, felizmente Deadpool 2 conseguiu se superar! Com a direção de David Leitch, a película apresenta inúmeras cenas de ação, várias piadas e comentários sacáricos, momentos de clímax e um plot twist surpreendente. Deadpool 2 foge um pouco da tão conhecida fórmula que está presente nos filmes de super herói, de maneira que não é muito previsível.

Então, se você ainda não assistiu o filme aproveite que Deadpool 2 ainda está sendo exibido nas salas de cinema, pelo menos aqui em Belo Horizonte, pois a volta do mercenário tagarela para as telinhas não poderia ter sido melhor!
Ficha Técnica
Título: Deadpool 2
Direção: David Leitch
Duração: 02h00min
Gênero: Ação, Comédia, Aventura
Elenco: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin, Julian Dennison, Zazie Beetz, Leslie Uggams, Shioli Kutsuna e Brianna Hildebrand

Curiosidades:
1) Em uma cena do trailer, Deadpool (Ryan Reynolds) chama Cable (Josh Brolin) de "One Eyed Willy", personagem de Os Goonies (1985), filme estrelado por Josh Brolin.
2) Diferenças criativas com Ryan Reynolds fizaram com que Tim Miller não voltasse como diretor para a sequência de 2016. Miller chegou a dizer que "não queria fazer um filme estilizado que custasse 3 vezes o orçamento".
3) Brad Pitt se interessou pelo papel de Cable, chegando até a conversar sobre ele com o diretor David Leitch, mas não conseguiu se comprometer por causa de conflitos de agenda.
4) Para o papel de Cable, foram considerados os atores Mel Gibson, Bruce Willis, Sylvester Stallone, Stephen Lang, Pierce Brosnan, Dolph Lundgren, Kurt Russell, Alec Baldwin, Arnold Schwarzenegger, David Harbour e Ron Perlman. Mas o escolhido para ser o vilão foi Josh Brolin.
5) Nos quadrinhos, a personagem Dominó é descrita como uma mulher de pele artificialmente branca com um círculo preto em volta do olho esquerdo. Como no filme ela é interpretada por Zazie Beetz, atriz afro-americana, a marca em torno do olho passou a ser branca.

Resenha: Persépolis

Título: Persépolis
Autor(a): Marjane Satrapi
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 352
Classificação: 5/5
Comprar: Amazon

Eu já tinha ouvido falar desse livro e de sua história, mas até então nunca havia tido a oportunidade de  ler "Persépolis" (apesar da obra estar na minha wishlist, eu tenho um pouco de dificuldade de seguir essa lista, pois sempre desperto interesse por outros livros e me esqueço das obras que estão inclusas na minha meta de leitura). Porém, graças a uma tremenda sorte do destino, eu ganhei "Persépolis" e tive a oportunidade de me deliciar com essa leitura incrível.

"Marjane Satrapi tinha apenas 10 anos quando viu-se obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979, ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão dos persas. 25 anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que transformou-se, Marjane, emocionou leitores de todo o mundo com sua autobiografia nos quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor infiltra-se no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar."

Com apenas 10 anos de idade Marjane Satrapi viu sua vida mudando completamente. No ano de 1979, ela foi separada de seus amigos e passou a estudar em uma escola apenas para garotas. Ela teve que  começar a suar o véu. E ela foi obrigada a lidar com a dura realidade de seu país, em que mulheres e homens não possuíam os mesmos valores. Por ter crescido em uma família moderna e politizada, Marjane não conseguia entender o motivo de mudanças tão bruscas em sua realidade e por mais que seus pais tentassem explicar o que estava acontecendo, ela ainda era jovem para ter uma total compreensão da situação.

Foi durante o período de sua adolescência que Marjane começou a ter uma maior compreensão das coisas que se passavam ao seu redor. Desse modo, começou a protestar como podia: ela participava de manifestações escondido de seus pais (eles consideravam como algo muito perigoso), usava  maquiagem,  adotou o estilo punk (em relação as músicas que escutava e algumas das roupas que usava) e colocava o véu de forma que conseguia mostrar um pouco de seus cabelos. Preocupados com a vida da filha, que apresentava um comportamento rebelde com comparação com o duro regime que estavam vivendo, Marjane foi mandada para  passar um tempo na Áustria.
O tempo em que ela viveu na Áustria foi marcado por pontos positivos e negativos. Marjane estava longe da guerra, tinha uma grande liberdade em mãos: ela podia andar sem o véu, passar maquiagem e usar jeans sem ser reprimida. Porém, nesse período ela teve de lidar com a enorme saudade que sentia de sua família. Marjane mudou de casa diversas vezes, sofreu preconceito e nem mesmo o seu comportamento "descolado" fez com que ela conquistasse o seu espaço (no desespero de fazer amizades ela tomou atitudes que iam contra os ensinamentos de seus pais, de modo que ela passou a fumar maconha, além de traficar drogas em sua escola). O seu objetivo era deixar sua família orgulhosa, mas não foi exatamente isso que aconteceu.

Marjane enfrentou uma grande crise existencial na época em que viveu na Áustria, ela era considerada uma pária social e não se encaixava em nenhum grupo. Dessa forma, ela decidiu voltar para sua casa, a sua terra natal. Ela se sentia envergonhada por algumas atitudes que tomou para agradar certas pessoas, e acreditava que estando de volta em Teerã ela teria uma chance de recomeçar.  Contudo, a volta para o seu país não foi fácil como ela imaginava. Mesmo recebendo o apoio de sua família, reencontrando suas velhas amigas, Marjane tinha se tornado uma verdadeira estranha em sua própria terra.
"Na vida você vai encontrar muita gente idiota. Se te ferirem, pensa que é a imbecilidade deles que os leva a fazer o mal. Assim você vai evitar responder às maldades deles. Porque não tem nada pior no mundo do que a amargura e a vingança... Seja sempre digna e fiel a você mesma."

Ler "Persépolis" foi uma experiência incrível, surpreendente e muito emocionante. Ao longo da narrativa o leitor tem a oportunidade de acompanhar o crescimento de Marjane: desde o momento em que ela deixou para trás a inocência da infância  (o sonho dela era se tornar Profeta ao crescer, mas logo essa ideia caiu no esquecimento), passando por sua rebeldia da adolescência até o momento em que ela resolveu tentar se reconectar com a cultura de seu país.

A narrativa é fluída e os desenhos são incríveis, conseguindo repassar a dramaticidade envolvida na história. O trabalho feito pela Companhia das Letras está impecável! E um ponto positivo da obra é que ela apresenta para o leitor um conhecimento profundo a cultura iraniana (no início dos quadrinhos tem até mesmo uma breve introdução histórica, o que enriquece bastante a narrativa), dando uma visão diferente com a qual estamos acostumados.

Então, se você gosta de ler HQs ou está procurando uma para ler, "Persépolis" tem que estar na sua wishlist. A leitura desse livro deveria ser obrigatória; todas as pessoas deveriam conhecer essa história.

Resenha: Irresistíveis

Título: Irresistíveis
Autor(a): Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
Número de páginas: 416
Classificação: 4/5
Comprar: Amazon

Foram aproximadamente três anos acompanhando a série "Irresistíveis" e nunca é fácil quando uma saga grande como essa chega ao fim. Não é fácil dizer adeus aos personagens queridos. Contudo, tudo na vida possuí um fim, até mesmo uma série de livros que são incríveis. Espero que vocês gostem da resenha do livro "Irresistíveis", o último da série criada por Christina Lauren.

"A série sexy mais aclamada dos últimos tempos chega ao seu episódio final… Ao encontrar o namorado transando com outra mulher em sua casa, Pippa Bay Cox deixa Londres e vai aos Estados Unidos com Ruby Miller e alguns de seus amigos participar de uma roadtrip regada a muito vinho. Para Jensen Bergstrom, investir na carreira é a forma natural de enfrentar um fim de relacionamento e seguir em frente. Completamente soterrado por sua necessidade de obter sucesso profissional e por uma imensa carga de trabalho, ele dedica pouco tempo a si mesmo; no entanto, resolve abrir um espaço na agenda para viajar com sua irmã Hanna e alguns amigos. Ele só não contava reencontrar a garota excêntrica que conhecera no voo, e talvez ela seja demais para aguentar… Ou talvez seja exatamente do que ele precisa. Nessa roadtrip de Long Island até Vermont, muita coisa irá acontecer: desde inesperadas mudanças em Chloe e em Sara, uma nova faceta de Will, avalanches de mensagens de texto de Bennett e enfim um desfecho para George. Viva novamente as aventuras e romances emocionantes desse grupo que é, no mínimo, irresistível."

O livro começa com Pippa Bay Cox encontrando o seu namorado a traindo em seu apartamento, com uma mulher estranha na cama que eles costumavam a dividir. Uma situação dessas é capaz de deixar qualquer pessoa abalada, de forma que Pippa resolve recorrer à sua mãe para conseguir um conselho de como lidar com essa traição, e como forma de superar o término de seu namoro ela decide fazer uma viagem para os Estados Unidos.

Ainda no aeroporto ela conhece o atraente Jensen Bergstrom (o melhor amigo de Will e o irmão mais velho da Hanna, os protagonistas do livro "Playboy Irresistível", o terceiro livro da saga). Desde o seu divórcio ele se tornou um homem que só vive para o trabalho, de forma que ele está disposto a pegar um pouco mais leve durante as férias. Como se não bastasse encontrar com ele no aeroporto, Pippa acaba viajando ao lado de Jensen e durante o voo ela aproveita para desabafar sobre sua vida — ela literalmente fala pelos cotovelos — uma vez que nunca mais vai se encontrar com aquele homem.

"Odeio o meu apartamento e a minha rotina e a possibilidade de a vida seguir assim para sempre e eu não ter a coragem necessária para agir e mudar. Odeio o fato de eu ter trabalhado com tanto afinco e agora, quando olho à minha volta e comparo minha vida à das outras pessoas, tenho a sensação de ser uma gota no oceano."
O que nenhum dos dois poderiam imaginar era que tinham amigos em comuns e que iriam passar as férias juntos. Tudo partiu de Hanna, que planejou uma roadtrip com seus amigos — Ruby, Neall, Will, Sara, Max, Bennett e Chloe  — de Long Island até Vermont. O que poderia acontecer de errado em uma simples viagem com um grupo de amigos? Muitas coisas.

Essa roadtrip acaba mexendo e bagunçando com os sentimentos de Pippa e Jensen, que são verdadeiros opostos. Ela é uma mulher excêntrica, que fala mais do que deveria e que possuiu um vestuário um tanto quanto peculiar. Enquanto isso, ele é um verdadeiro workaholic, que leva uma rotina um tanto metódica e que é capaz de exalar seriedade apenas com um olhar. Pippa e Jensen são a prova viva de que os opostos se atraem, mas será necessário muito mais do que química para as coisas funcionarem entre eles.

"Era como se cada centímetro dele precisasse de contato. Como um homem tão restrito por suas próprias regras que não conseguia enxergar que precisava de tanta paixão."

Diferente dos livros anteriores, em que a química do casal protagonista era quase palpável, a de Jensen e Pippa teve de ser construída aos poucos, afinal de contas ela tinha acabado de sair de um relacionamento e ele não estava disposto a se relacionar seriamente com mais ninguém após o seu divórcio.  O relacionamento dos dois demandou uma construção lenta e que foi gostosa de acompanhar, o que fez com que eles ganhassem um espaço no meu coração.

Antes de ler o livro eu tinha um pouco de receio ao pensar como as autoras iriam fazer para colocar todos os personagens em uma única história, tinha medo que acabasse ficando um pouco confuso. Porém, Christina Lauren conseguiu colocar um pouquinho de cada personagem sem deixar que se tornasse uma verdadeira bagunça. Uma viagem com todos os amigos foi uma ótima forma de encerrar essa saga que marcou parte da minha vida, foi ótimo poder rever alguns personagens tão queridos e perceber que a essência deles permaneceu a mesma.

Ler "Irresistíveis" foi um misto de alegria e tristeza. Por mais que estivesse me divertindo com a narrativa, não queria chegar ao fim, não queria que a história terminasse. Agora me restam as boas lembranças, dos momentos de divertimento e alegria que eu tive ao acompanhar a saga durante tantos anos. Christina Lauren, obrigada por tudo.

Instax Mini 9: vale a pena?

Uma das minhas grandes paixões é a fotografia. Eu acho muito poético "congelar" momentos importantes da minha vida em uma foto, como uma espécie de recordação. Acho que essa minha paixão veio do meu pai, que sempre fez questão de registrar em fotos toda a minha trajetória e a da minha irmã mais nova. Tenho inúmeros álbuns que registram momentos inesquecíveis da minha vida, e junto deles está presente aquela sensação nostálgica das lembranças guardadas. Esses álbuns são verdadeiros tesouros. 

Tendo isso em mente eu resolvi me presentear (depois de um ano fazendo estágio e sem gastar nada do salário eu merecia algo, não é mesmo?) com a Instax Mini 9. Apesar de possuir a minha câmera e o meu celular para tirar fotos, eu não tinha (continuo não tendo) o hábito de revelar as fotos, de forma que eu acabei perdendo muitos dos meus registros com o passar do tempo. Sendo assim, uma polaroid me pareceu a oportunidade perfeita para resolver esse meu problema, sem contar que era um desejo antigo que eu tinha.

Então, resolvi fazer um post explicando um pouco sobre a Instax Mini 9 e seu funcionamento. Será que ela vale a pena?

DESING
A Fujifilm produziu o modelo dessa câmera em cinco cores diferentes: azul cobalto, azul aqua, rosa flamingo, verde lima e branco gelo.  E um dos grandes diferenciais desse modelo é o seu Espelho Selfie, que está localizado ao lado da lente e que facilita na hora de tirar selfies e que permite verificar o enquadramento das pessoas.
FUNCIONAMENTO
A Instax 9 possuiu o seletor de luminosidade, que permite escolher e mostra a opção mais adequada para tirar uma foto (a máquina realiza uma leitura da luz do ambiente). E as opções são: casa, nuvem, sol e sol forte. 

E para usar a câmera é muito fácil, basta seguir o passo a passo:
1) Pressionar o botão ao lado da lente para ligar;
2) Colocar o seletor na posição que estiver iluminada (esse é o modo recomendado pela câmera, mas tudo bem se você quiser colocar o seletor em uma posição diferente);
3) Apertar o botão e a foto é revelada instantaneamente.

PREÇO
Em uma pesquisa pela internet pude avaliar que o preço do kit da câmera (a Instax Mini 9 + uma bolsa +  pacote de filme com 10 unidades) está por volta de 489,90 e 499,90. Aqui estão alguns sites para comprar: Magazine Luiza, Ponto Frio, Americanas e Submarino. 

COMPENSA OU NÃO?
Depende de qual for seu objetivo. Os pacotes de filme tem um preço um pouco elevado, de forma que não é muito compensatório para tirar muitas fotos de um vez só, pelo menos esse é o meu ponto de vista. Se você gosta da sensação da fotografia ser revelada no mesmo instante, a Instax Mini 9 é a escolha perfeita. Apesar de possuir funções limitadas em comparação com outras câmeras, a Instax Mini 9 cumpre o seu papel.  E as fotos contam com cores vivas e nítidas, são ótimas lembranças para guardar e pode ser um belíssimo presente para alguém especial.

Filmes amorzinhos para assistir

Imagem do IMDB
Depois de muito tempo sem fazer indicação de filmes, livros ou séries aqui no blog, eu finalmente estou de volta! Dessa vez essa a lista de indicações foi inspirada no filme "A Barraca do Beijo", um original da Netflix que conta com Joey King, Jacob Elordi e Joel Courtney no elenco. Por mais que não seja o filme mais brilhante de todos os tempos — está muito longe de ser —, não se pode negar que trata-se de uma obra legalzinha e que está despertando atenção de algumas pessoas. 

Então, pensando nisso, resolvi reunir nessa lista alguns filmes que são amorzinhos, que tem essa mesma pegada de "A Barraca do Beijo". Espero que vocês gostem das indicações e que se divirtam assistindo esses filmes! 

1) NAOMI & ELY E A LISTA DE NÃO BEIJOS
"Naomi e Ely sempre foram melhores amigos. Eles saem, se divertem e passam o tempo todo juntos, mas um romance nunca entre eles acontece por uma razão óbvia: Ely é gay. A dupla decide estabelecer uma "no kiss list", ou seja, a lista de homens que nenhum dos dois podem beijar, para não estragarem a amizade. O sistema funciona bem, até o dia em que Naomi e Ely se apaixonam pelo mesmo rapaz."


2) SIMPLESMENTE ACONTECE
"Os jovens britânicos Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin) são amigos inseparáveis desde a infância, experimentando juntos as dificuldades amorosas, familiares e escolares. Embora exista uma atração entre eles, os dois mantêm a amizade acima de tudo. Um dia, Alex decide aceitar um convite para estudar medicina em Harvard, nos Estados Unidos. A distância entre eles faz com que nasçam os primeiros segredos, enquanto cada um encontra outros namorados e namoradas. Mas o destino continua atraindo Rosie e Alex um ao outro."


3) GATOS, FIOS DENTAIS E AMASSOS
"Na iminência de completar seus 15 anos, Georgia Nicolson (Georgia Groome) interessa-se pelo lindo, integrante da banda Stiff Dylans e recém-chegado no colégio, Robbie (Aaron Taylor-Johnson). Mas como nem tudo são flores, Robbie já tem namorada, a arquirrival de Georgia, Lindsay (Kimberley Nixon). Mas, com o auxílio das amigas, a garota fará tudo e mais um pouco para conquistar o gato, e ter a melhor festa de aniversário de todas."

Liberte-se

Imagem do Pinterest
li·ber·da·de (latim libertas, -atis) 
substantivo feminino 
1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem. 
2. Condição do homem ou da nação que goza de liberdade. 
3. Conjunto das .ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão. 
4. [Figurado] Ousadia. 
5. Franqueza. 
6. Licença. 
7. Desassombro. 
8. Demasiada familiaridade. "liberdade".

Eu podia jurar que te conhecia. Achava que sabia quais eram os seus medos, inseguranças, desejos e sonhos. Eu te considerava como a minha confidente, que podia contar com você para tudo que acontecesse, e acreditava que isso era um sentimento reciproco. Sempre que alguma coisa de errada acontecia eu te procurava para desabafar e sempre estive de braços abertos para te ajudar no que fosse preciso. 

Porém, o que eu não podia imaginar era que eu estava vivendo uma grande ilusão.

Não vou ficar escrevendo e prolongando sobre os problemas que aconteceram durante a nossa amizade, até por que eu não sei se uma atitude diferente poderia ter mudado o rumo das coisas. Minha mãe costuma a dizer que Deus escreve certo em linhas tortas, talvez isso era algo que iria acontecer em determinado momento. O jeito é aceitar, depois de muita relutância, que isso chegou ao fim.

Sim, nossa amizade chegou ao fim.

Nem adianta falar que eu to sendo dramática ou que eu estou exagerando. É melhor encarar a verdade, por mais que ela machuque muito, do que ficar vivendo uma ilusão e acreditando que as coisas iriam voltar a ser como antigamente. Nossa amizade tomou um rumo sem volta e concerto, o jeito é aceitar isso. Pense nisso como o processo de tirar um band-aid: no início doí bastante, mas depois a dor passa. 

Apesar de tudo que aconteceu eu não guardo nenhum rancor. Tenho em minhas memórias as boas recordações do tempo que passamos juntas, das risadas que demos, nas encrencas em que nos metemos e das ideias malucas que a gente tinha. Por mais que passamos por uma fase ruim nesse último ano, não acho que compensa apagar todas as boas memórias e bons momentos que passamos juntas. Seria hipocrisia minha ignorar que um dia você já foi muito importante na minha vida.

É com a consciência tranquila que eu to colocando um fim nessa relação. Vai ser melhor pra todo mundo. Espero que você seja feliz e todas essas coisas boas que as pessoas desejam umas para as outras. Enquanto a mim, pode ficar tranquila que eu vou ficar bem. Ou melhor, eu já estou bem. Fiz novas amizades, me reaproximei de velhos amigos e sinto que estou vivendo uma das melhores fases da  minha vida.

Resenha: O Garoto Está de Volta

Título: O Garoto Está de Volta
Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera Record
Número de páginas: 352
Classificação: 3/5
Comprar: Amazon

Meg Cabot é uma das minhas autoras favoritas. Eu cresci lendo seus livros e me apaixonando por cada um de seus personagem, por cada uma de suas histórias.  Independente do tempo que passe eu vou continuar comprando os seus livros e relendo algumas histórias antigas, pois o meu amor pela Meg é infinito. E depois de tantos anos filialmente resolvi dar continuidade a coleção Garoto (O Garoto da Casa ao Lado, Garoto Encontra Garota, Todo Garoto Tem e O Garoto Está de Volta). Foi uma verdadeira sensação de nostalgia poder estar em contato novamente com esse trabalho da autora.

"Reed Stewart pensou que todos os problemas da cidade pequena – incluindo um coração partido – haviam ficado para trás quando ele abandonou Bloomville, Indiana para se tornar um rico e famoso profissional do golfe. Até um post na internet ressuscitar todas as suas inseguranças de adolescente e levá-lo de volta à pequena cidade natal. Becky Flowers investiu tempo e recursos para se tornar uma bem-sucedida profissional do ramo de realocação de idosos. Mas ela trabalhou ainda mais duro para esquecer que Reed Stewart sequer existia. Ela não tinha, absolutamente, a menor intenção de revê-lo, agora que ele voltou. Até a família do garoto a contratar para ajudar na mudança dos pais."

O livro narra a história de Becky Flowers e Reed Stewart. Os dois namoraram durante a época do ensino médio, mas um incidente no dia da formatura fez com que os dois se separassem. Reed deixou sua cidadezinha natal e dedicou-se ao golfe, tornando-se um famoso jogador profissional. Enquanto Becky, ela acabou trabalhando duro para conseguir sucesso com sua empresa que trabalha no ramo de realocação de idosos.

O que poderia acontecer para a vida de ambos se cruzar novamente após 10 anos separados? Tudo começou com um escândalo envolvendo os pais de Reed, que fez com que o jogador de golfe voltasse para sua cidade natal com o objetivo de ajudar sua família a resolver esse problema. Um encontro entre Reed e Becky acaba sendo inevitável devido a constante interferência de Carly, sua cunhada que está determinada a ver Reed voltar com a ex-namorada do colegial. Além disso, a empresa de Becky que é a responsável para ajudar na mudança dos pais de seu ex-namorado.

"Qual é o meu problema? Na verdade, eu sabia qual era o problema. Era Reed Stewart, que estava de volta (pelo menos em espirito) para estragar minha vida. DE NOVO."
Devido ao passado de ambos, é quase impossível não sentir uma leve atração, sem contar que é como se as velhas lembranças voltassem para os assombrar. Por mais que tente se manter afastada de Reed, isso parece ser uma tarefa muito complicada para Becky. É como se ele o seguisse para onde quer que ela fosse. Por mais que uma reconciliação seja muito tentadora, Becky não é capaz de se esquecer dos problemas que levaram ao término deles há 10 anos.

Contudo, a aproximação entre Reed e Becky acaba sendo fundamental para desvendar alguns mistérios envolvendo os patriarcas da família Stewart e de seus membros. Será que os pais de Reed realmente estão ficando com a mente debilitada como todos especulam? Ou será que algo de mais grave está acontecendo na casa da família Stewart?

"Ai, Deus. Isso vai ser um desastre ainda maior do que eu esperava."

Assim como os outros livros da série Garotos, o desenvolvimento de "O Garoto Está de Volta" se dá através por troca de e-mails, mensagens e até mesmo algumas postagens de blog. Ao mesmo tempo em que isso cria um clima nostálgico, por manter a mesma fórmula dos volumes anteriores, também tem o fato negativo que não consegue desenvolver os personagens muito bem. Todas as informações estão contidas apenas nas mensagens trocadas, não há algo que vai além disso. A Bruna de 13 anos teria amado o livro completamente, mas, agora, sinto que esse modelo de escrita acaba prejudicando um pouco no desenvolvimento.

Devido a minha experiência com as leituras anteriores eu estava com muitas expectativas para "O Garoto Está de Volta", mas acabei me decepcionando um pouco. Por mais que foi uma sensação um pouco nostálgica,  eu estava esperando me divertir mais assim como tinha me divertido com as leituras anteriores. Contudo, acho que esse fator se deu devido a minha idade. Atualmente o meu gosto literário mudou um pouco em comparação a quando eu era adolescente, então não é como se isso fosse um defeito exclusivamente do livro.

Resenha: Só os Animais Salvam

Título: Só os Animais Salvam
Autor(a): Ceridwen Dovey
Editora: DarkSide Books
Número de páginas: 240
Classificação: 3/5
Comprar: Amazon

Como de costume a minha Laura, do blog Nostalgia Cinza, só indica livros maravilhosos e isso não foi diferente com "Só os Animais Salvam". Depois de procurar pela obra em todas as livrarias da cidade onde eu moro, uma das minhas melhores amigas me deu o livro de aniversário e eu não poderia ter ficado mais feliz com isso (muito obrigada, Marina). Espero que vocês gostem da resenha e que se interessem por esse livro maravilhoso.

"Nós, humanos, nos achamos o máximo. Mas o que temos feito com o nosso mundo? "Só os Animais Salvam" é um livro que tenta responder a essa pergunta de maneira inusitada. Cada um de seus contos é uma fábula moderna, narrada por um bicho diferente, vítima de uma de nossas incontáveis guerras. Em meio ao caos, os animais conseguem encontrar esperança e inspiração numa das atividades mais significativas que nossa espécie já criou: a literatura. Ceridwen Dovey reúne fragmentos e personagens da obra de escritores imortais e nos faz sonhar o sonho dos inocentes. Só os animais salvam."

O livro é dividido em dez contos, cada um retratando a alma de 10 animais diferentes: camelo, gata, chimpanzé, cachorro, mexilhão, tartaruga, elefante, urso, golfinho e papagaio. Cada animal, que viveu e morreu, narra a sua respectiva história que se relaciona com algum tipo de conflito causado pelos homens como, por exemplo, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial ou a Guerra Fria. Em cada conto, é mostrado para o leitor que, de alguma forma, o ser humano sempre acaba interferindo ou sendo causador de uma adversidade que prejudica esses animais. 

Um fator interessante durante a leitura, é o fato de que a autora do livro citou trechos e falas de outros autores que também escreveram sobre animais. Ceridwen Dovey cita nomes famosos como George Orwell, Virginia Woolf, Tolstói, Sylvia Plath e José Saramago. Além disso, no final do livro o leitor pode encontrar informação sobre todos os autores que a Ceridwen usou como referência nos contos.

"Sorri. Era um ótimo raciocínio. "Quando morremos, nossas almas vão surgir juntas no céu", falei, sem responder exatamente a sua pergunta. "Sempre olharemos por vocês." 
Naquela noite, ouvimos os humanos lutando uns contra os outros com suas tecnologias  de fogo, em algum lugar da fronteira sul de nosso parque".
Como de costume só tenho elogios para fazer para a diagramação da editora DarkSide Books, que sempre demonstra ter um grande cuidado de seus livros. A capa é simplesmente maravilhosa e a parte interna do livro também é muito bonita, sempre apresentando o desenho da silhueta de cada animal. Foi um trabalho sensacional!

Uma das  únicas partes negativas da leitura foram alguns contos que, na minha opinião, foram meio confusos. No início da leitura eu estava um pouco confusa, não sabia ao certo se era um animal ou um humano que estava narrando a história. Levou um tempo para que eu me acostumasse com essa dinâmica do livro, sem contar que eu precisei reler alguns contos mais de uma vez para conseguir compreendê-los. 

"Humanos podem ter consciência de seus pensamentos; nós temos consciência de nossa respiração. É facílimo optar pela morte quando cada fôlego é uma questão de escolha. Não sou o primeiro golfinho a se suicidar, tampouco serei o último. Levamos a sério o assassinato de um humano".

A leitura de "Só os Animais Salvam" é muito delicada e é capaz de emocionar a qualquer um. Estamos acostumados com a visão dos homens a cerca dos conflitos que já aconteceram na humanidade. Não há nada de inovador em contar uma história que se passa durante a Primeira ou a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. Ceridwen dá uma inovada ao retratar o olhar de cada animal e essa é a parte que emocionam, pois se tratam de criaturas com um coração tão puro e que sofreram tanto devido a ações dos homens. 

Meus Contos Favoritos:
1) Alma de Elefante
2) Alma de Papagaio 
3) Alma de Golfinho
4) Alma de Gata
5) Alma de Tartaruga