Aladdin (Crítica Sem Spoiler)

"Aladdin (Mena Massoud) é um jovem ladrão que vive de pequenos roubos em Agrabah. Um dia, ele ajuda uma jovem a recuperar um valioso bracelete, sem saber que ela na verdade é a princesa Jasmine (Naomi Scott). Aladdin logo fica interessado nela, que diz ser a criada da princesa. Ao visitá-la em pleno palácio e descobrir sua identidade, ele é capturado por Jafar (Marwan Kenzari), o grão-vizir do sultanato, que deseja que ele recupere uma lâmpada mágica, onde habita um gênio (Will Smith) capaz de conceder três desejos ao seu dono."

Resenha: O Príncipe Corvo

Título: O Príncipe Corvo
Autor(a): Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Número de páginas: 350
Classificação: 3/5

Quem me conhece ou acompanha no blog há algum tempo, já deve ter percebido que eu adoro romances de época. Então, resolvi seguir o conselho da minha amiga Laura, do blog Nostalgia Cinza, e ler "O Príncipe Corvo", um livro que estava chamando a minha atenção há meses.

"Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante

Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."

Logo conhecemos Anna Wren, uma viúva que mora junto de sua sogra e da empregada em um pequeno chalé. Há anos, quando se casou, Anna tinha diversos sonhos e planos para o futuro, mas a vida seguiu um rumo diferente após a morte de seu marido. Agora, ela e as outras mulheres estão enfrentando um grande desafio para pagarem as contas que não param de acumular, uma vez que seu falecido marido não deixou muitos bens.

Dessa forma, Anna se vê obrigada a procurar um emprego para ajudar nas despesas. Por mais que sua sogra não concorde com essa atitude, não há muito o que fazer; o jeito é aceitar a decisão de Anna. Coincidentemente, Edward, o conde de Swartingham, estava a procura de um secretário para tomar contar da Abadia de Ravenhil. 

Certamente que Anna não é a pessoa mais adequada para preencher a vaga, pelo menos na visão de Edward, mas sua personalidade forte vai o convencendo de que ela é a pessoa perfeita para o cargo. Além do mais, Anna parece saber lidar perfeitamente com o comportamento rude e seu mau humor. Esse trabalho é essencial para a aproximação dos dois, ao ponto de Anna cometer certas loucuras para poder conquistar o conde.
"Raiva. Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casas de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser uma mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo."

A premissa de "O Príncipe Corvo" me chamou atenção, uma vez que é diferente de tudo que eu já li (a parte de duas pessoas de classes diferentes se apaixonando é um clichê, mas até então nunca tinha lido algo que envolvesse um bordel). Porém, demorou para que eu me envolvesse com a história. Até a página 100, mais ou menos, a leitura foi bastante arrastada e com o tempo que eu fui adquirindo um apego pelos personagens. Depois disso, a leitura fluiu com uma grande rapidez. 

Apesar de se tratar de um romance de época, o livro contém várias cenas de sexo e bem detalhadas. A autora, Elizabeth Hoyt, fez essa construção bastante cuidadosa, além de promover uma discussão interessante sobre o papel do homem a respeito do celibato. Enquanto Edward podia ter diversos casos amorosos, ir aos bordeis e não sofrer nenhum tipo de julgamento, o mesmo não é valido para Anna. Essa é uma reflexão que se enquadra bastante nas discussões de igualdade que temos no século XXI.

"O Príncipe Corvo" é o primeiro livro de uma trilogia, mas, apesar da leitura ter sido bastante agradável  não sei se vou dar uma continuidade para a "Trilogia dos Príncipes". O livro foi bom, mas não ao ponto de me fazer querer ler sua continuação. E para quem gosta de um bom romance de época, "O Príncipe Corvo" pode ser uma ótima escolha.

Resenha: Sem Você Não é Verão

Título: Sem Você Não é Verão
Autor (a): Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 240
Classificação: 3/5

Por mais que a leitura de "O Verão Que Mudou Minha Vida" não ter sido a melhor de todas ou a mais marcante da minha vida, eu resolvi dar mais uma chance para essa trilogia e hoje vou contar um pouco mais sobre "Sem Você Não é Verão", o segundo livro da trilogia Verão.

"A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher.
Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece...
Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles.
Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas."

Muita coisa mudou na vida de Belly desde seu último verão em Cousins Beach. Em primeiro lugar, ela e Conrad começaram um relacionamento que não foi pra frente. Segundo: o câncer de Susannah e ela morreu. E por último: esse é o primeiro verão que Belly não vai ir para Cousins Beach junto de sua família. Porém, a perspectiva de passar o verão em casa, junto de sua melhor amiga, Taylor, não é tão ruim assim. Agora, ela vai poder ir nas festas de seus colegas, não vai pensar na perda de Susannah ou no término de seu relacionamento.

Mas nem sempre as coisas acontecem da maneira que planejamos.

"Achei que iria para lá em todos os verões da minha vida. Aquela casa de veraneio era o único lugar onde eu queria estar. Era o único lugar onde sempre quis estar." 

Belly recebe uma ligação desesperara de Jeremiah, que a procura na tentativa de achar Conrad, uma vez que ele sumiu da faculdade sem dar nenhuma notícia. Mesmo sabendo que ir atrás de Conrad não é a decisão mais esperta, ainda mais levando em conta a discussão que tiveram na última vez em que se viram, ela decide ajudar Jere a encontrar o irmão. Ela precisa fazer isso, Sussanah iria gostar que ela fizesse aquilo por seus filhos; sem contar que isso significa ir até Cousins Beach novamente, por uma última vez.
Toda essa situação vai exigir uma grande maturidade por parte de Belly. Uma maturidade para lidar com Conrad, e seus sentimentos em relação a ele; uma maturidade para lidar com a ausência de Sussanah, para finalmente encarar o fato de que ela morreu. E como é esperado, Belly vai se meter em algumas confusões e vai descobrir novos sentimentos em relação aos irmãos Fisher.

"Ele a amava. Em um tempo, ele tinha sido louco por ela. Ele nunca tinha sido assim comigo. Nunca. Mas eu o amei. Eu o amava por mais tempo e mais verdadeiramente do que eu tinha amado alguém em toda a minha vida e eu provavelmente nunca amaria qualquer um dessa forma novamente. Que, para ser honesta, era quase um alívio."

Apesar do livro ser relativamente pequeno em comparação a outros que já li, a leitura de "Sem Você Não é Verão" foi bem arrastada para mim. Eu não consegui adquirir nenhum tipo de empatia pelos personagens centrais da trama: Belly, Conrad e Jeremiah. Além do mais, não gostei da tentativa de estabelecer um triângulo amoroso entre os três, achei que a Jenny Han forçou algumas das situações.

Mesmo não tendo gostado bastante da leitura anterior, do livro "O Verão Que Mudou Minha Vida", resolvi dar uma chance para a trilogia; eu acreditei que a trama poderia melhorar. Porém, aconteceu o contrário quando eu li "Sem Você Não é Verão". Os personagens continuam sendo apáticos, algumas relações são bastante forçadas e a trama não tem nada de extraordinário. Desse modo, tomei a decisão de não continuar a trilogia Verão (ainda mais após ver as resenhas sobre o terceiro livro), o que é uma pena já que eu amo o trabalho da Jenny Han.

Resenha: O Verão Que Mudou Minha Vida

Título: O Verão Que Mudou Minha Vida
Autor (a): Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 240
Classificação: 3/5

Quem me conhece sabe que eu adoro um bom romance, cheio de clichês, algo bem "água com açúcar". Dessa forma, resolvi dar uma chance para "O Verão Que Mudou Minha Vida", da Jenny Han, a mesma autora da trilogia de Para Todos Garotos Que Já Amei.

"A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher. 
Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece... 
Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles. 
Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas."

Logo no início do livro somos apresentados a Belly, uma adolescente de 15 anos que viaja todo verão para a casa de praia de uma amiga da família. Ela, sua mãe, Laurel, e seu irmão mais velho, Steven, sempre viajam para Cousins Beach para ficar junto de Susanah/Beck e seus dois filhos: Conrad e Jeremiah. Dessa forma, sempre que o verão está se aproximando, Belly não consegue conter a animação e a ansiedade de passar suas férias em Cousins Beach.

Mas, diferente dos anos anteriores, Belly tem a sensação de que esse verão vai ser diferente dos outros. Seu corpo mudou, ela abandonou os velhos óculos e trocou por lentes e se sente mais madura. Ela está cansada de ser vista como uma irmã mais nova para Conrad e Jeremiah, ou de ser excluída da brincadeira dos garotos. E o primeiro indício de que as coisas estão prestes a mudar é quando ela conhece Cam, numa festa de praia.

"Momentos, quando se perdem, não podem ser reencontrados. Simplesmente se vão."
Belly tem tudo para ter um dos melhores verões de sua vida: ela tem a companhia de sua família e amigos, pode ir na praia sempre que dá vontade e ainda tem a companhia de Cam, que demonstra o seu interesse de Belly e faz de tudo para conquistá-la. Porém, a sensação é de que algo está faltando. E essa ausência na vida de Belly tem nome e sobrenome: Conrad Fisher, o filho mais velho de Susanah. Mesmo desfrutando da companhia de um cara legal como Cam, Belly não consegue afugentar os seus pensamentos de Conrad. Ela sempre amou ele, desde os 10 anos, e acredita que ele vai ser o único e verdadeiro amor de toda sua vida.

Sendo assim, esse verão vai acabar sendo totalmente transformador para a vida de Belly e dos outros integrantes da casa de Cousins Beach.

"Ele sorriu. Conrad tinha um jeito de me olhar, de olhar para qualquer um, que resolvia tudo, dava vontade de cair aos pés dele. 
Ele disse: — Claro. Boa-noite, Bells. — Bells, meu apelido de mil anos atrás. 
Ele tornava muito difícil não amá-lo. Quando era encantador assim, eu me lembrava do motivo pelo qual o amava. Antes, quero dizer. 
Eu me lembrava de tudo."

Não irei negar que estava com grandes expectativas para "O Verão Que Mudou Minha Vida", afinal de contas tinha lido diversas resenha positivas e pelo livro ser um trabalho da Jenny Han. Eu achava que iria me deparar com outro casal tão memorável e fofo como a Lara Jean e o Peter K, ou com uma linda história de romance que me faria sonhar, mas o que aconteceu não foi exatamente isso. Em "O Verão Que Mudou Minha Vida", eu não consegui desenvolver uma empatia muito forte pelos personagens principais, a tentativa de criar um triângulo amoroso falhou miseravelmente e a trama foi morna do início ao fim; não teve nada de muito emocionante durante a leitura.

Gostaria de estar fazendo uma resenha mais empolgante sobre "O Verão Que Mudou Minha Vida", mas a leitura do livro não teve nenhum atrativo. Trata-se de um romance legal, bem "água com açúcar", cheio de clichês e nada memorável (a história e os personagens não são marcantes); é o tipo de livro que vai acabar sendo esquecido na minha estante com o passar do tempo.

Vingadores: Ultimato (Crítica Sem Spoiler)

"Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco."

Resenha: Wicked

Título: Wicked
Autor (a): Gregory Maguire
Editora: LeYa
Número de páginas: 496
Classificação: 3/5

Quem me conhece ou me acompanha aqui no blog já deve saber que eu sou fã de musicais. Sempre estou pesquisando sobre novos musicais, sobre suas músicas e sobre a história que serviu de inspiração para a obra. Foi assim que eu fiquei sabendo sobre o livro "Wicked", do Gregory Maguire. Como eu sou apaixonada pelo musical Wicked, pelas músicas e pela história, achei que seria interessante conhecer um pouco mais sobre a vida da Bruxa Má do Oeste.

"Imagine acompanhar a clássica e prestigiada história de O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, pela perspectiva de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste! Em Wicked, Gregory Maguire nos proporciona essa chance de conhecer o outro lado da moeda, e mergulhamos novamente no fantástico mundo da Terra de Oz. 
Neste livro, descobrimos todos os detalhes da vida da garota de pele verde que cresceu cercada de desafios e preconceitos, até se tornar uma bruxa infame uma esperta, irritadiça e incompreendida criatura que põe à prova todas as noções sobre a natureza do bem e do mal. A improvável amizade da Bruxa Má do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte, donas de personalidades tão opostas que se tornam melhores amigas; a rivalidade das duas ao se interessarem pelo mesmo homem; e a reação ao governo corrupto do Mágico de Oz também estão no foco de Wicked. 
A obra de Gregory Maguire arrebatou milhões de pessoas em todo o mundo e baseou um musical na Broadway, que, desde sua estreia, em 2003, já quebrou diversos recordes e conquistou muitos prêmios, incluindo o Tony Awards, considerado o Oscar do teatro. Em 2016, o musical estreou em São Paulo."

Todo mundo que já viu ou leu O Mágico de Oz, de L. Frank Baums, deve ter se deparado com a figura da Bruxa Má do Oeste, uma mulher maléfica que sempre fez de tudo pra conseguir os sapatinhos de rubi de Dorothy. Mas em algum momento já consideraram o que aconteceu para a Bruxa Má do Oeste ser tão malvada? Ou o motivo dela nutrir uma raiva tão grande por Dorothy? Em "Wicked", vamos ter acesso a todas essas respostas e sobre outros fatos importantes a respeito da vida de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste.

O livro é dividido em 5 partes: Munchkins, Gillikins, Cidade das Esmeraldas, Nos Vinkus e O assassinato e a vida após a morte. Em cada uma dessas partes o leitor tem a oportunidade de descobrir um pouco mais a respeito de Elfaba, sobre sua infância, família e relações familiares; da época em que ela frequentou a faculdade e o início de sua amizade com Galinda, popularmente conhecida como Glinda; de suas atividades como ativista a favor dos direitos dos Animais (diferente dos animais, os Animais são conhecidos por terem um comportamento mais "humanizado") até a consagração de sua imagem como a Bruxa Má do Oeste.

"Lembre-se disto: nada está escrito nas estrelas. Nem nestas estrelas nem em outras. Ninguém controla o seu destino."
"Wicked" desconstrói todo o mundo mágico e ilusório criado por L. Frank Baums. Por mais que a história se passe no mesmo universo, no mundo de Oz, o livro de Gregory Maguire apresenta um mundo marcado por um governo corrupto, pelo fanatismo religioso e com membros que atacam algumas minorias (como é o caso dos Animais); a magia acaba fica em segundo plano. Os temas apresentados durante a leitura causam uma profunda reflexão e são extremamente atuais, podendo ser observados na nossa sociedade. Dessa forma, durante a leitura, eu precisava fazer pausas para refletir sobres esses assuntos tão importantes.

Além disso, é interessante ver como a vivência, as experiências e as ações de Elfaba foram moldando a imagem dela. L. Framk Baums apenas apresenta a personagem como uma  mulher maléfica e não aprofunda em sua personalidade, enquanto Maguire construiu todo um contexto para a vida dela. Elfaba é o exemplo de que ninguém é 100% bom ou ruim, ela não é totalmente má ou boa; ela é uma personagem bastante complexa e não pode ser definida apenas como "má" ou "boa", ela é um misto das duas coisas.

"As pessoas nunca descobrem como a bruxa se tornou malvada ou se esta foi a escolha certa pra ela. Será que essa é a escolha certa em algum momento? Será que o diabo já se esforçou pra ser bom de novo ou, se fizer isso, não é um demônio? No mínimo, é uma questão de definições."

Algo que me chamou atenção nas resenhas que eu li sobre "Wicked", foram as comparações do livro com o musical da Broadway. Sei que é um instinto natural do ser humano fazer comparações, ainda mais se tratando de livros e de suas adaptações. Porém, é precioso levar em conta os discursos narrativos que cada plataforma oferece. Os recursos para escrever um livro e para fazer um musical são bem diferentes, de forma que eu não vejo sentindo em ficar fazendo comparações.  Tanto o livro de "Wicked" quanto o musical são maravilhosos e emocionantes; ambos devem ser exaltados.

De uma forma geral, a leitura de "Wicked" me surpreendeu bastante; nunca que eu poderia imaginar que a leitura de um livro de fantasia iria me fazer refletir sobre assuntos tão importantes. Então, recomendo a obra de Gregory para todos que tem vontade de conhecer um pouco mais sobre a vida de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste.

Leia Mulheres (YouTube)

Aqui no Escritora Whovian, eu sempre faço questão de comemorar datas importantes, eu sempre faço um post relacionando o assunto do blog (literatura, séries e cinema) com esses dias comemorativos. Eu já escrevi sobre o Dia Internacional da Mulher, Dia das Mães, Natal, Ano Novo, etc. Dessa forma, eu não poderia deixar de fazer uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

E como forma de homenagear essa data muito importante, eu resolvi fazer uma lista de livros escritos por mulheres. Sei que no vídeo eu abordei uma minoria, afinal de contas seria impossível falar sobre todas as autoras que eu conheço. Então, eu reuni leituras recentes e que me inspiraram bastante e que me fizeram refletir.

Além disso, gostaria de deixar o meu obrigada para todas as mulheres ao meu redor que me inspiram diariamente. Muito obrigada para todas as autoras incríveis que existem ao redor do mundo. Muito obrigada: Tori Telfer, Julia Quinn, Elizabeth Hoyt, Lisa Kleypas, Caroline Kepnes, Camila Fremder, Agatha Christie, J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Suzanne Collins, E.L. James, L.J. Smith, Anne Frank, Lauren Kate, Kristin Cast, P.C. Cast, Cassandra Clare, Christina Lauren, Meg Cabot, Libba Bray, Nacy Jo Sales, Jamie McGuire, Keri Smith, Karen Essex, R.J. Palacio, Kiera Cass, Veronica Roth, Sthepanie Perkins, Kami Garcia, Margaret Stohi, Karyn Bosnak, C.C. Hunter, Becca Fitzpatrick, Odette Beane, Carina Rissi, Rachel Gibson, J.A. Redmerski, Maya Banks, Sarah Blakley-Cartwright, Alyson Noël, Shannon Hale, Lu Piras, Rainbow Rowell, Bella Andre, Liane Moriarty, A.C. Meyer, Cecelia Ahern, Amanda Grace, Gayle Forman, Jean Sasson, Nora Roberts, Isabela Freitas, Jennifer E. Smith, Cecily von Ziegesar, Jane Austen, Jout Jout, Jojo Moyes, Caitlin Doughty, Rosalie Ham, J. R. Ward, Jenny Lawson, Joyce Pascowitch, Clarice Freire, Laura Lee Guhrke, Ana Rapha Nunes, Sara Pennypacker, Sophie Kinsella, Serena Valentino, Mary E. Pearson, Clarissa Corrêa, Liliane Prata, Bianca Briones, Leila Rego, Jennifer Brown, Rupi Kaur,  Cynthia Hand, Ashley Poston, Diana Gabaldon, Jenna Evans Welch, Cara Delevingne, Rowan Coleman, Kéfera Buchmann, Elizabeth Rudnick, Sarah J. Maas, Ceridwen Dovey, Maria Ribeiro, Margaret Atwood, Marjane Satrapi, Karen M. McManus, Becky Albertalli, Beth Reekles, Tess Gerritsen, Jenny Han, Jessi Kirby, Beth Evans, Emma Chastain, Annie Darling, Noelle Stevenson, Madeleine L’Engle e Clare Vanderpool.     

Resenha: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Título: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
Autor(a): J.K Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 400
Classificação: 3/5

Sou potterhead de carteirinha, dessa forma eu gosto de consumir todos os produtos relacionados a saga de livros da J.K Rowling. São objetos colecionáveis, roupas, livros que expandem o universo de Harry Potter, etc. Acho que nunca irei me cansar dessa história, desses personagens e do mundo complexo (e profundo) criado pela autora. Então, não consegui resistir à leitura do roteiro original do filme "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald".

"No final de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o poderoso bruxo das trevas Gerardo Grindelwald foi capturado em Nova York com a ajuda de Newt Scamander. Mas Grindelwald, cumprindo sua ameaça, foge da prisão e passa a reunir seguidores, cuja maioria não suspeita de suas verdadeiras intenções: criar bruxos puro-sangue para governar todos os seres não mágicos.
Tentando frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore arregimenta Newt, ex-aluno de Hogwarts, que concorda em ajudar mais uma vez, sem saber dos perigos que tem pela frente. Linhas são traçadas e o amor e a lealdade são testados, até entre os amigos e familiares mais fiéis e confiáveis, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.
Este segundo roteiro original de J.K. Rowling, ilustrado com a arte impressionante de MinaLima, complementa os acontecimentos anteriores que ajudaram a dar forma ao mundo bruxo, com alguns pontos de ligação surpreendentes com as histórias de Harry Potter que deliciarão os fãs dos livros e dos filmes".

O livro "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald" apresenta o roteiro do filme original dirigido por David Yates (diretor responsável por dirigir outros filmes da saga como, por exemplo Harry Potter e a Ordem da Fênix e Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 e 2). E por se tratar de um roteiro de filme, a leitura foi mais rápida e fluída; em menos de um dia eu consegui terminar o livro. Além disso, foi possível ver algumas cenas que foram excluídas depois da edição final (não foi nada que mudaria os acontecimentos do filme).
A obra contém diversas técnicas do audiovisual, principalmente as que envolve a produção de um filme. Como tenho contato com algumas delas através da minha faculdade, não tive muitos problemas em entender as expressões e termos fixos. Mas, para quem não tem muito conhecimento sobre o assunto, a editora Rocco colocou um glossário explicando o significado de cada um desses termos (ele pode ser encontrado no final do livro).

E eu não poderia deixar de falar sobre a beleza do livro e o cuidado que a Rocco teve com a diagramação/design do livro. É simplesmente belo! A capa tem desenhos de alto revelo, com detalhes dourados, e dentro do livro, as páginas têm ilustrações que fazem referência com alguma parte da história. Por se tratar de um enredo conhecido, o livro não tem muitas novidades (para quem assistiu Animais Fantásticos: Os Crimes de Gindelwald, o livro não apresenta nenhuma surpresa ou diferença gritante em relação ao filme). Mas, para quem é fã da saga, do mundo bruxo criado por J.K Rowling, a leitura desse livro é imperdível!

Resenha: Lady Killers: Assassinas em Série

Título: Lady Killers: Assassinas em Série
Autor(a): Tori Telfer
Editora: DarkSide
Número de páginas: 384
Classificação: 5/5

Para quem não me acompanha no blog, ou não me conhece, eu tenho uma grande fascinação em conhecer e estudar sobre crimes famosos que marcaram a história. Um exemplo disso, é que eu vivo assistindo os programas exibidos pelo Investigação Discovery. Sei que isso pode parecer um pouco mórbido, mas sinto uma grande fascinação ao entrar dentro da mente dos assassinos em séries e outros criminosos; gosto de aprender sobre o modus operandi de cara um e suas motivações. Então, quando eu ouvi falar sobre "Lady Killers: Assassinas em Série", novo lançamento da DarkSide, eu senti que precisava ler esse livro. "Lady Killers: Assassinas em Série" se tornou uma leitura obrigatória para mim.

"As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora. 
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? 
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. 
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas. 
As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais".

Em seu livro, Tori Telfer começa discutindo sobre o termo "assassino em série". Sempre que escutamos essa palavra, pensamos, automaticamente, em um homem. Essa expressão evoca em nossa mente a figura de uma pessoa terrível, na maioria das vezes, um homem sociopata, que tem um distúrbio de caráter. É muito raro associar o termo "assassino em série" às mulheres, é como se elas fossem incapazes de matar, de cometer um crime. Porém, as mulheres são tão capazes de matar quanto os homens e,"Lady Killers: Assassinas em Séries" vai trazer à tona esta discussão. 

Parece impossível pensar que as mulheres são capazes de planejar e executar crimes à sangue frio, e não sentir nenhum tipo de culpa ou remorso por seus atos.  Esse tipo de coisa parece algo saído de um livro ou filme de ficção. Contudo, para acabar com esse esteriótipo criado, de que apenas os homens são capaz de cometer tamanha crueldade, a autora conta sobre a vida de 14 assassinas em séries notáveis que viveram entre os anos 1200 e 2000, afinal de contas a perves idade existe desde os primórdios dos tempo e não distingue gênero.
"Veneno: para sempre, a arma das mulheres. Infiltra-se facilmente no lar. É sutil, silencioso, limpo. Veneno não deixa sangue assoalho nem buracos nas paredes. Despejar um pouco de líquido incolor na sopa ou no vinho é a coisa mais simples do mundo. E quem, historicamente, fica em casa, cozinha a sopa e serve o vinho? Mulheres, é claro."

Erzsébet Báthorny, a Condessa Sanguinária; Nannie Doss, a vovó sorriso; Lizzie Halliday, a pior mulher da terra;  Elizabeth Ridgeway, diabo na forma de uma santa; Raya e Sakina, víboras; Mary Ann Cotton, a mulher maldita; Darya Saltykova, a atormentadora; Anna Marie Hahn, iceberg Anna; Oum-El-Hassen, o rouxinol;  Tillie Klimek, a suma sacerdotista;  Alice Kyteler, a feiticeira de Kilkenny;  Kate Bender, a bela degoladora; Susana Fazekas, as criadoras de anjos de Nagyrév; e Marie Madeleine Marguerite D'Aubray, a rainha dos envenenadores. Essas são as respectivas assassinas (e seus apelidos, como elas são conhecidas popularmente), que Telfer discute em seu livro.

A autora abordou sobre a vida de cada uma dessas mulheres, passando pela infância de cada uma (o contexto social em que viveram é importante, apesar de que não justifica nenhum desses crimes), juventude, seus crimes, o método que usavam para matar e seu julgamento. Além disso, a autora promove uma discussão a cerca da visão que as pessoas têm em relação as assassinas em série. Algumas dessas mulheres foram acusadas de bruxaria, de forma que suas vidas sexuais foram questionadas por muitas pessoas. E, atualmente, muitas dessas assassinas tem uma imagem sexualizada ou são consideradas fofinhas demais para serem assassinas.  

"Uma das primeiras assassinas em série da história foi o tipo d garota que realmente colocou os s duplo em assassina — uma mulher marcada, sexualizada,  e vampirizada desde os registros de seu julgamento em 1720".
"Lady Killers: Assassinas em Série" mostra que todas essas mulheres levavam uma vida comum, eram pessoas comuns: mães, esposas, avós, etc. Porém, nada disso as as impedia de torturar empregados, envenenar a comida do marido, de seus filhos ou de alguém que ameaçasse atrapalhar seus planos. O livro mostra que a maldade, a capacidade de cometer atrocidades, está presente no ser humano independente do gênero, da beleza, ou do status social. 

E assim como todos os livros da DarkSide, "Lady Killers: Assassinas em Série" é maravilhoso em todos os sentidos, tanto em seu conteúdo (a pesquisa realizada por Tori Telfer é impressionante, assim como os detalhes acrescentados, que complementam a leitura) quanto em seu visual, uma vez que o livro é maravilhoso e repleto de ilustrações. E se você gosta de thrillers, de casos de investigação, "Lady Killers: Assassinas em Série" é uma leitura obrigatória que todo mundo deveria conhecer. A autora aproveita para quebrar esteriótipos em relação as assassinas e algumas histórias são macabras.

Livros lidos em fevereiro

Imagem do Pinterest
No início deste ano, eu estabeleci uma meta de livros para ler ao longo do ano. Funcionou durante o mês de janeiro, e em fevereiro as coisas desandaram um pouco. Eu sou o tipo de pessoa que adora comprar livros, apesar de já ter vários na minha estante sem ler.  Sempre que posso (ou seja, toda semana), eu surjo com um livro novo,  e manter a minha meta de leituras fica complicado. 

Reconheço que não está sendo da maneira que eu imaginava, mas, em 2019, estou lendo mais do que li nesta mesma época em 2018. Então, resolvi compartilhar com vocês os livros lidos por mim em fevereiro de 2019. Além disso, no meu Twitter e no meu Instagram, eu também atualizo essa minha lista de livros lidos!

1) NOVE DESCONHECIDOS, LIANE MORIARTY
"São nove estranhos, dez dias e um sem-numero de surpresas. Cada qual por uma razão, eles compram um pacote de estadia no spa Tranquillum House, um balneário remoto ao norte de Sidney,na Austrália, a fim de se desintoxicar da própria vida - curar um luto, perder peso, lidar com a crise no casamento. Em comum, todos querem um pouco de paz, e o programa intitulado 'retiro exclusivo de dez dias para transformação total da mente e corpo' parece ideal."

2) A VERDADE SOBRE O CASO HARRY QUEBERT, JOËL DICKER
"Aos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha. 
Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos - desaparecida sem deixar rastros em 1975 - é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato. 
Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada. 
Um extraordinário livro de suspense, uma história de amor e um thriller excepcional, A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert escapa a todas as tentativas de descrição. Nada do que você leu antes poderia prepará-lo para este livro."

3) UM MARIDO DE FAZ DE CONTA, JULIA QUINN
"Enquanto você dormia… 
Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira... 
Eu disse a todos que era sua esposa 
Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade. 
Quem dera fosse verdade… 
Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby."

4) O CASO DA MANSÃO DEBOËN, EDGAR CANTERO
"Edgar Cantero narra o que aconteceu com um grupo de jovens detetives que, treze anos antes, desvendaram um mistério que envolvia uma casa mal-assombrada e um homem fantasiado de salamandra. 
Para Andy, a valentona que vive de bicos, tem problemas com a polícia e está tentando lidar com a sua sexualidade, o mistério nao foi solucionado. Por isso, ela reúne o grupo que foi dissolvido pelo tempo: Nate, um nerd obcecado por ocultismo que foge de um hospital psiquiátrico e tem visões com Peter, o colega detetive que virou astro de Hollywood e morreu de overdose; Kerri, uma bióloga alcoólatra que trabalha como garçonete; Tim, descendente do cão superdotado que fazia parte da trupe original. 
Em uma narrativa que ja foi definida como "Scooby-Doo encontra Buffy", essa comédia de horror, segundo romance de Cantero lançado nos Estados Unidos, entrou para a lista de mais vendidos do The New York Times. A posição é merecida, já que premia não so a habilidade do escritor de criar mistérios de horror cósmico, como também a sensibilidade para desvendar a relação entre jovens que nao encontraram no futuro o que esperavam. Juntos, os personagens precisam lidar com forças sobrenaturais ao mesmo tempo que enfrentam seus próprios fantasmas do passado. Na história, seres estranhos podem ate assustar, mas nao conseguem ofuscar a força de uma verdadeira amizade."

5) CONFISSÕES DO CREMATÓRIO, CAITLIN DOUGHTY
"Ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração. A exposição constante à morte mudou completamente sua forma de encarar a vida e a levou a escrever um livro diferente de tudo o que você já leu sobre o assunto. Confissões do Crematório reúne histórias reais do dia-a-dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos filosóficos, históricos e mitológicos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, ela desmistifica a morte para si e para seus leitores. 
O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira inteligente, honesta e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma bênção, é apenas uma forma profunda de terror”".

6) LADY KILLERS: ASSASSINAS EM SÉRIE, TORI TELFER
As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora. 
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? 
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. 
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas.

O constante enredo de O Tempo Não Para

De um modo geral, as novelas da sete da Rede Globo são mais propícias a tramas inventivas, marcadas pela experimentação e criatividade. Um exemplo disso, foi a telenovela Deus Salve o Rei (2018). Outra novela que se destacou por sua trama bastante criativa foi O Tempo Não Para, dirigida por Marcelo Travesso e Adriano Melo, e que chegou ao fim no dia 28 de janeiro de 2019.

A primeira parte da trama se passa em 1886, e é nesse momento que o público é apresentado pela família Sabino Machado, moradores da Freguesia do Ó e donos de diversas terras. O patriarca Dom Sabino (Edson Celulari) resolveu organizar uma viagem para toda sua família e empregados no Albatroz, um dos navios mais seguros da época. Além de poderem conhecer o estaleiro que Dom Sabino comprou na Inglaterra, a viagem também é a oportunidade de manter sua filha mais velha, Marocas (Juliana Paiva), longe das fofocas da cidade, após recusar-se a casar diante do altar.

Embora a viagem para a Inglaterra tivesse tudo para ser segura, um desvio na rota para uma breve visita à Patagônia, vai mudar o destino do Albatroz e de todos seus passageiros. O navio se choca com um iceberg, de forma que o caos e o medo tomam conta de todos à bordo, mas não há muito o que fazer. Em questão de poucas horas, o Albatroz naufraga.

Porém, devido à baixa temperatura da água, os membros da família Sabino Machado e seus empregados acabam sendo congelados. Ao todo, são treze pessoas: Dom Sabino, Dona Agustina (Rosi Campos), Marocas, as gêmeas Kiki (Nathália Gonçalves) e Nico (Raphaela Alvitos), Damásia (Aline Dias), Cairu (Cris Vianna), Cesária (Olívia Araújo), Menelau (David Junior), Cecílio (Maicon Rodrigues), Teófilo (Kiko Mascarenhas), Miss Celine (Maria Eduarda de Carvalho) e o jovem Bento (Bruno Montaleone).
Em 2018, 132 anos após o acidente, inicia-se a segunda fase da novela. Tudo começa quando Samuca (Nicolas Prattes), um empresário que está surfando na praia do Guarujá, São Paulo, avista um bloco de gelo enorme flutuando em um bloco de gelo gigante. Era o iceberg onde Marocas se encontrava. Ele fica fascinado por ela e decide ajudá-la, Samuca faz de tudo para tirá-la do bloco de gelo. Essa é uma tarefa difícil e um pouco perigosa, mas apesar de todas as dificuldades, Samuca consegue ajudar Marocas e acabam indo parar na Ilha Vermelha (região fictícia), onde recebem ajuda.

Enquanto isso, o bloco de gelo onde se encontrava o restante da família Sabino Machado e seus empregados, são recolhidos pelas autoridades e levados para a Criotec, um laboratório especializado em criogenia.

As principais pessoas responsáveis por ajudar os congelados (cada um foi acordando em seu respectivo tempos) a se adaptar nessa nova realidade, e a se unirem novamente, foram: Samuca, sua mãe, Carmen (Christiane Torloni), e Eliseu (Milton Gonçalves), um simpático catador de latinhas.
Durante boa parte da trama, O Tempo Não Para teve uma trajetória consistente. Os capítulos eram dinâmicos; com muito humor presente, com os congelados descobrindo as maravilhas do século XII, e tendo que se adaptar à essa nova realidade. Objetos como carro ou televisão, no início, causavam grande estranhamento para eles. Além disso, a novela sempre fazia críticas sociais persistentes.

O Tempo Não Para chegou ao fim no dia 28 de janeiro, e o último capítulo foi marcado com uma boa média por audiência (24 pontos somente na Grande São Paulo). Porém, algumas decisões tomadas pelos diretores não agradaram alguns internautas, que criticaram alguns dos desfechos apresentados. Dessa forma, O Tempo Não Para não teve o final grandioso que tanto merecia, mas isso não muda o fato de que a novela apresentou uma trama interessante do início ao fim.

Uma série maravilhosa: One Day At a Time

"Uma família americana com raízes próximas em Cuba, composta por uma mãe recém-divorciada e ex-militar que precisa criar sua filha adolescente e o filho mais jovem, com a ajuda de sua mãe, uma cubana conservadora, e seu amigo Schneider."

Cada vez mais a Netflix está investindo em um conteúdo original, e entre os diversos filmes e séries tem um em especial que chama a minha atenção: One Day At a Time, um sitcom que retrata o dia a dia de uma família cubana nos Estados Unidos. Essa série me conquistou completamente, de forma que preciso compartilhar com mais pessoas sobre essa série maravilhosa.

One Day At a Time retrata o dia a dia da família Alvarez composta pelos seguintes membros: Lydia (Rita Moreno), a matriarca da família; Penelope (Justina Machado), sua filha; e seus netos Elena (Isabella Gomez) e Alex (Marcel Ruiz). E assim como qualquer família, eles tem duas brigas e discussões, mas apesar de tudo continuam unidos como sempre. Além disso, os Alvarez contam com dois amigos muito próximos, como se fossem membros da família: Schneider (Todd Grinnell), um ex dependente químico e dono do prédio onde moram; e o Dr. Leslie Berkowitz (Stephen Tobolowsky), o chefe da Penelope e um homenzinho bem inseguro de suas ações.  
Em tese, a trama da série é bastante simples como é o caso de outras séries de comédia como, por exemplo, F.R.I.E.N.D.S. e That 70's Show. Então, o que torna One Day At a Time tão especial? O que faz o sitcom se destacar entre os demais? Em primeiro lugar, acho importante ressaltar que o humor não ofende ninguém. Assim como acontece em Brooklyn Nine-Nine, as piadas de One Day At a Time são engraçadas, não ofendem ninguém e ainda contém uma crítica social importante (ainda mais referente ao governo do Trump).

Além disso, é importante falar sobre a representatividade. Boa parte do elenco é composta por atores latinos, sem contar que na própria série, diversas vezes eles falam sobre sua cultura e demonstrar um grande orgulho de serem cubanos/latinos.  Isso faz parte da identidade deles, tanto é que Lydia mostra certa apreensão para tirar a cidadania americana. Outra representatividade bastante abordada em One Day At a Time é em relação a comunidade LGBTQ+.

Para mim, esses são os principais motivos que tornam One Day At a Time uma série maravilhosa, fácil de assistir (o enredo é simples e fácil de entender, e os episódios tem duração de, aproximadamente, 20 minutos). Então, se você ainda não assistiu One Day At Time não deixe a oportunidade passar, pois essa série é incrível!

Resenha: Você

Título: Você
Autor(a): Caroline Kepnes
Editora: Rocco
Número de páginas: 384
Classificação: 3/5

Não se pode negar que a série "You" se tornou um grande fenômeno, com várias pessoas comentando ao seu respeito. E em uma das críticas que eu li, lembro das pessoas estarem elogiando a adaptação, falando que era bem melhor do que o livro. Dessa forma, depois de assistir a série, eu resolvi ler o livro "Você", da Caroline Kepnes para tirar minhas próprias conclusões.

"Bestseller do The New York Times, o romance de estreia de Caroline Kepnes ganhou elogios de escritores do calibre de Stephen King e Sophie Hannah, além de resenhas estreladas, e deu origem a uma série de TV homônima que estreia neste primeiro semestre nos EUA. Não é para menos. Hipnótico, assustador, brilhante são alguns dos adjetivos usados para descrever este thriller sobre um amor obsessivo e suas perigosas consequências. A trama tem início quando Guinevere Beck, que deseja ser escritora, entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha. Bonita, inteligente e sexy, Beck ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe, que, a partir do nome impresso no cartão de crédito de sua cliente, passa a vasculhar sua vida na internet e a orquestrar uma série de eventos para garantir que ela caia em seus braços, fazendo com que tudo pareça obra do acaso. À medida que o romance entre os dois engrena, porém, o leitor descobre que Beck também guarda certos segredos e os desdobramentos desse relacionamento mutuamente obsessivo podem ser mortais."

A trama se inicia na livraria onde Joseph "Joe" Goldberg trabalha. Trata-se de mais um dia comum de trabalho, em que ele realiza suas vendas na loja e observa o gosto literário dos clientes que frequentam o local. Nada fora do comum. A atenção de Joe é despertada quando ele observa uma mulher, na faixa de seus 20 e poucos anos, andando pelo setor de ficção F-K. Não demora muito para ele fazer suposições sobre o gosto literário e sobre outros aspectos da vida dela, imaginando como é a personalidade e o modo de agir da mulher. Ela é sexy, aparenta ser inteligente e é a mulher ideal para o Joe (ela apenas não sabe desse detalhe, ainda). 

Trata-se de Guinevere Beck, ou simplesmente Beck. Por mais que tivesse dinheiro suficiente para pagar os livros, ela opta por pagar no seu cartão de crédito. Para Joe, esse simples ato é como uma indireta, como se Beck quisesse que ele descobrisse o nome dela. Como Guinevere Beck é um nome muito incomum, não demora muito para que Joe ache o perfil dela nas redes sociais e as primeiras impressões não são as melhores. Por que ela não mencionou do encontro deles na livraria? Além disso, em sua biografia do Twitter está escrito #falocomestranhos. Nada disso é um bom sinal. Joe achou que tinha impressionado Beck, que ela estava interessada nele, mas, a verdade é que ele não passa de um estranho. 

"Você entra na livraria e sorri e mantém a mão  na porta para garantir que ela não bata. Sorri, constrangida por ser uma garota legal, suas unhas estão sem esmalte, seu suéter em gola V bege torna impossível saber se está usando sutiã, mas acho que não esteja".
Através das redes sociais, Joe consegue descobrir diversas informações sobre a vida de Beck, inclusive o endereço de sua casa. Dessa forma, ele passa a perseguir ela em diversos momentos. Ele fica observando-a pela janela do apartamento. Ele inventa que o gás está vazando apenas para entrar no apartamento dela. Ele a segue para todos os lugares. Ele fica lendo os e-mails e mensagens de texto que ela troca com as pessoas. Aos poucos, Joe vai traçando a rotina de Beck, decora os seus horários e apenas pensa no melhor momento para poderem se encontrar.

Em sua cabeça, tudo que ele faz para conquistar Beck é válido. Ele acredita que é o cara ideal para ela, da mesma forma que ela é a mulher de sua vida. Dessa forma, ele não apresenta nenhum remoço ao interferir nas amizades e relacionamentos de Beck. Tudo que ele está fazendo tem uma justificativa, tudo é em nome do amor. Como ele pode estar errado? Cada vez mais, Joe vai alimentando a sua obsessão ao ponto disso se tornar perigoso para Beck e para as pessoas que convivem com ela.

"Não foi culpa minha Candace ter me seguido até a beira d'água, e não foi culpa munha eu tê-la apanhado, tê-la segurado na água e tê-la visto passar para o grande além. Ela queria estar lá, ou não teria ido até a água comigo. Ela sabia que estava me matando, e sabia que eu não era do tipo que cai sem lutar".

Não posso negar que estava com grandes expectativas para a leitura de "Você", afinal de contas a série estava sendo muito elogiada e eu imaginava que o livro ia ser tão bom quanto. Mas, durante a leitura acabei me decepcionando um pouco. Nunca pensei que seria capaz de falar isso, mas a série consegue ser bem melhor do que o livro. Apesar da ideia da autora ter sido genial, sinto que funcionou melhor como um produto audiovisual. Em alguns momentos achei a leitura bem arrastada e repetitiva, sempre mostrando o Joe com os mesmos pensamentos. O livro é muito focado no Joe, enquanto a série amplia essa visão, o que torna tudo mais interessante. 

No geral, posso dizer que "Você" é um livro regular. A leitura não conseguiu atingir ou exceder as minhas expectativas, mas também não foi um fracasso total. Por mais que a ideia de Caroline Kepnes seja interessante, sinto que a trama do livro não foi muito bem desenvolvida. Apesar do ponto de vista da história ser do Joe, podiam ter explorado mais outros personagens, pois alguns monólogos dele podiam ser bem cansativos e repetitivos.  Então, se você pretende ler "Você", da Caroline Kepnes, apenas tenha em mente que a série é  bem melhor do que o livro.