Resenha: The Rise of Kyoshi

Título: The Rise of Kyoshi
Autor(a): F. C. Yee e  Michael Dante DiMartino
Editora: Amulet Books
Número de páginas: 336
Classificação: 5/5

Oi gente tudo bem com vocês? Eu sei que estou meio sumida, mas resolvi compensar trazendo um conteúdo super legal pra vocês. No vídeo de hoje, eu fiz a resenha do livro The Rise of Kyoshi, que vai contar um pouco mais sobre a vida da Avatar Kyoshi. Eu não sei vocês, mas eu sou muito fã de Avatar: A Lenda de Aang, então poder descobrir sobre o passado da Kyoshi, de sua infância, juventude e treinamento para se tornar o Avatar é sensacional. Então, eu espero que vocês gostem do vídeo!

"F. C. Yee’s The Rise of Kyoshi delves into the story of Kyoshi, the Earth Kingdom–born Avatar. The longest-living Avatar in this beloved world’s history, Kyoshi established the brave and respected Kyoshi Warriors, but also founded the secretive Dai Li, which led to the corruption, decline, and fall of her own nation. The first of two novels based on Kyoshi, The Rise of Kyoshi maps her journey from a girl of humble origins to the merciless pursuer of justice who is still feared and admired centuries after she became the Avatar."

Resenha: O Príncipe Corvo

Título: O Príncipe Corvo
Autor(a): Elizabeth Hoyt
Editora: Record
Número de páginas: 350
Classificação: 3/5

Quem me conhece ou acompanha no blog há algum tempo, já deve ter percebido que eu adoro romances de época. Então, resolvi seguir o conselho da minha amiga Laura, do blog Nostalgia Cinza, e ler "O Príncipe Corvo", um livro que estava chamando a minha atenção há meses.

"Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos... com o conde como seu amante

Chega uma hora na vida de uma dama... 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil.
Em que ela deve fazer o inimaginável... 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude.
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante."

Logo conhecemos Anna Wren, uma viúva que mora junto de sua sogra e da empregada em um pequeno chalé. Há anos, quando se casou, Anna tinha diversos sonhos e planos para o futuro, mas a vida seguiu um rumo diferente após a morte de seu marido. Agora, ela e as outras mulheres estão enfrentando um grande desafio para pagarem as contas que não param de acumular, uma vez que seu falecido marido não deixou muitos bens.

Dessa forma, Anna se vê obrigada a procurar um emprego para ajudar nas despesas. Por mais que sua sogra não concorde com essa atitude, não há muito o que fazer; o jeito é aceitar a decisão de Anna. Coincidentemente, Edward, o conde de Swartingham, estava a procura de um secretário para tomar contar da Abadia de Ravenhil. 

Certamente que Anna não é a pessoa mais adequada para preencher a vaga, pelo menos na visão de Edward, mas sua personalidade forte vai o convencendo de que ela é a pessoa perfeita para o cargo. Além do mais, Anna parece saber lidar perfeitamente com o comportamento rude e seu mau humor. Esse trabalho é essencial para a aproximação dos dois, ao ponto de Anna cometer certas loucuras para poder conquistar o conde.
"Raiva. Anna sentiu raiva. A sociedade poderia não esperar o celibato do conde, mas certamente esperava isso dela. Ele, por ser homem, poderia ir a casas de má reputação e aprontar por toda a noite com criaturas sedutoras e sofisticadas. Enquanto ela, por ser uma mulher, deveria ser casta sem nem ao menos pensar em olhos escuros e peitos cabeludos. Simplesmente não era justo. Nem um pouco justo."

A premissa de "O Príncipe Corvo" me chamou atenção, uma vez que é diferente de tudo que eu já li (a parte de duas pessoas de classes diferentes se apaixonando é um clichê, mas até então nunca tinha lido algo que envolvesse um bordel). Porém, demorou para que eu me envolvesse com a história. Até a página 100, mais ou menos, a leitura foi bastante arrastada e com o tempo que eu fui adquirindo um apego pelos personagens. Depois disso, a leitura fluiu com uma grande rapidez. 

Apesar de se tratar de um romance de época, o livro contém várias cenas de sexo e bem detalhadas. A autora, Elizabeth Hoyt, fez essa construção bastante cuidadosa, além de promover uma discussão interessante sobre o papel do homem a respeito do celibato. Enquanto Edward podia ter diversos casos amorosos, ir aos bordeis e não sofrer nenhum tipo de julgamento, o mesmo não é valido para Anna. Essa é uma reflexão que se enquadra bastante nas discussões de igualdade que temos no século XXI.

"O Príncipe Corvo" é o primeiro livro de uma trilogia, mas, apesar da leitura ter sido bastante agradável  não sei se vou dar uma continuidade para a "Trilogia dos Príncipes". O livro foi bom, mas não ao ponto de me fazer querer ler sua continuação. E para quem gosta de um bom romance de época, "O Príncipe Corvo" pode ser uma ótima escolha.

Resenha: Sem Você Não é Verão

Título: Sem Você Não é Verão
Autor (a): Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 240
Classificação: 3/5

Por mais que a leitura de "O Verão Que Mudou Minha Vida" não ter sido a melhor de todas ou a mais marcante da minha vida, eu resolvi dar mais uma chance para essa trilogia e hoje vou contar um pouco mais sobre "Sem Você Não é Verão", o segundo livro da trilogia Verão.

"A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher.
Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece...
Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles.
Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas."

Muita coisa mudou na vida de Belly desde seu último verão em Cousins Beach. Em primeiro lugar, ela e Conrad começaram um relacionamento que não foi pra frente. Segundo: o câncer de Susannah e ela morreu. E por último: esse é o primeiro verão que Belly não vai ir para Cousins Beach junto de sua família. Porém, a perspectiva de passar o verão em casa, junto de sua melhor amiga, Taylor, não é tão ruim assim. Agora, ela vai poder ir nas festas de seus colegas, não vai pensar na perda de Susannah ou no término de seu relacionamento.

Mas nem sempre as coisas acontecem da maneira que planejamos.

"Achei que iria para lá em todos os verões da minha vida. Aquela casa de veraneio era o único lugar onde eu queria estar. Era o único lugar onde sempre quis estar." 

Belly recebe uma ligação desesperara de Jeremiah, que a procura na tentativa de achar Conrad, uma vez que ele sumiu da faculdade sem dar nenhuma notícia. Mesmo sabendo que ir atrás de Conrad não é a decisão mais esperta, ainda mais levando em conta a discussão que tiveram na última vez em que se viram, ela decide ajudar Jere a encontrar o irmão. Ela precisa fazer isso, Sussanah iria gostar que ela fizesse aquilo por seus filhos; sem contar que isso significa ir até Cousins Beach novamente, por uma última vez.
Toda essa situação vai exigir uma grande maturidade por parte de Belly. Uma maturidade para lidar com Conrad, e seus sentimentos em relação a ele; uma maturidade para lidar com a ausência de Sussanah, para finalmente encarar o fato de que ela morreu. E como é esperado, Belly vai se meter em algumas confusões e vai descobrir novos sentimentos em relação aos irmãos Fisher.

"Ele a amava. Em um tempo, ele tinha sido louco por ela. Ele nunca tinha sido assim comigo. Nunca. Mas eu o amei. Eu o amava por mais tempo e mais verdadeiramente do que eu tinha amado alguém em toda a minha vida e eu provavelmente nunca amaria qualquer um dessa forma novamente. Que, para ser honesta, era quase um alívio."

Apesar do livro ser relativamente pequeno em comparação a outros que já li, a leitura de "Sem Você Não é Verão" foi bem arrastada para mim. Eu não consegui adquirir nenhum tipo de empatia pelos personagens centrais da trama: Belly, Conrad e Jeremiah. Além do mais, não gostei da tentativa de estabelecer um triângulo amoroso entre os três, achei que a Jenny Han forçou algumas das situações.

Mesmo não tendo gostado bastante da leitura anterior, do livro "O Verão Que Mudou Minha Vida", resolvi dar uma chance para a trilogia; eu acreditei que a trama poderia melhorar. Porém, aconteceu o contrário quando eu li "Sem Você Não é Verão". Os personagens continuam sendo apáticos, algumas relações são bastante forçadas e a trama não tem nada de extraordinário. Desse modo, tomei a decisão de não continuar a trilogia Verão (ainda mais após ver as resenhas sobre o terceiro livro), o que é uma pena já que eu amo o trabalho da Jenny Han.

Resenha: O Verão Que Mudou Minha Vida

Título: O Verão Que Mudou Minha Vida
Autor (a): Jenny Han
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 240
Classificação: 3/5

Quem me conhece sabe que eu adoro um bom romance, cheio de clichês, algo bem "água com açúcar". Dessa forma, resolvi dar uma chance para "O Verão Que Mudou Minha Vida", da Jenny Han, a mesma autora da trilogia de Para Todos Garotos Que Já Amei.

"A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher. 
Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece... 
Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles. 
Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas."

Logo no início do livro somos apresentados a Belly, uma adolescente de 15 anos que viaja todo verão para a casa de praia de uma amiga da família. Ela, sua mãe, Laurel, e seu irmão mais velho, Steven, sempre viajam para Cousins Beach para ficar junto de Susanah/Beck e seus dois filhos: Conrad e Jeremiah. Dessa forma, sempre que o verão está se aproximando, Belly não consegue conter a animação e a ansiedade de passar suas férias em Cousins Beach.

Mas, diferente dos anos anteriores, Belly tem a sensação de que esse verão vai ser diferente dos outros. Seu corpo mudou, ela abandonou os velhos óculos e trocou por lentes e se sente mais madura. Ela está cansada de ser vista como uma irmã mais nova para Conrad e Jeremiah, ou de ser excluída da brincadeira dos garotos. E o primeiro indício de que as coisas estão prestes a mudar é quando ela conhece Cam, numa festa de praia.

"Momentos, quando se perdem, não podem ser reencontrados. Simplesmente se vão."
Belly tem tudo para ter um dos melhores verões de sua vida: ela tem a companhia de sua família e amigos, pode ir na praia sempre que dá vontade e ainda tem a companhia de Cam, que demonstra o seu interesse de Belly e faz de tudo para conquistá-la. Porém, a sensação é de que algo está faltando. E essa ausência na vida de Belly tem nome e sobrenome: Conrad Fisher, o filho mais velho de Susanah. Mesmo desfrutando da companhia de um cara legal como Cam, Belly não consegue afugentar os seus pensamentos de Conrad. Ela sempre amou ele, desde os 10 anos, e acredita que ele vai ser o único e verdadeiro amor de toda sua vida.

Sendo assim, esse verão vai acabar sendo totalmente transformador para a vida de Belly e dos outros integrantes da casa de Cousins Beach.

"Ele sorriu. Conrad tinha um jeito de me olhar, de olhar para qualquer um, que resolvia tudo, dava vontade de cair aos pés dele. 
Ele disse: — Claro. Boa-noite, Bells. — Bells, meu apelido de mil anos atrás. 
Ele tornava muito difícil não amá-lo. Quando era encantador assim, eu me lembrava do motivo pelo qual o amava. Antes, quero dizer. 
Eu me lembrava de tudo."

Não irei negar que estava com grandes expectativas para "O Verão Que Mudou Minha Vida", afinal de contas tinha lido diversas resenha positivas e pelo livro ser um trabalho da Jenny Han. Eu achava que iria me deparar com outro casal tão memorável e fofo como a Lara Jean e o Peter K, ou com uma linda história de romance que me faria sonhar, mas o que aconteceu não foi exatamente isso. Em "O Verão Que Mudou Minha Vida", eu não consegui desenvolver uma empatia muito forte pelos personagens principais, a tentativa de criar um triângulo amoroso falhou miseravelmente e a trama foi morna do início ao fim; não teve nada de muito emocionante durante a leitura.

Gostaria de estar fazendo uma resenha mais empolgante sobre "O Verão Que Mudou Minha Vida", mas a leitura do livro não teve nenhum atrativo. Trata-se de um romance legal, bem "água com açúcar", cheio de clichês e nada memorável (a história e os personagens não são marcantes); é o tipo de livro que vai acabar sendo esquecido na minha estante com o passar do tempo.

Resenha: Wicked

Título: Wicked
Autor (a): Gregory Maguire
Editora: LeYa
Número de páginas: 496
Classificação: 3/5

Quem me conhece ou me acompanha aqui no blog já deve saber que eu sou fã de musicais. Sempre estou pesquisando sobre novos musicais, sobre suas músicas e sobre a história que serviu de inspiração para a obra. Foi assim que eu fiquei sabendo sobre o livro "Wicked", do Gregory Maguire. Como eu sou apaixonada pelo musical Wicked, pelas músicas e pela história, achei que seria interessante conhecer um pouco mais sobre a vida da Bruxa Má do Oeste.

"Imagine acompanhar a clássica e prestigiada história de O Mágico de Oz, de L. Frank Baum, pela perspectiva de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste! Em Wicked, Gregory Maguire nos proporciona essa chance de conhecer o outro lado da moeda, e mergulhamos novamente no fantástico mundo da Terra de Oz. 
Neste livro, descobrimos todos os detalhes da vida da garota de pele verde que cresceu cercada de desafios e preconceitos, até se tornar uma bruxa infame uma esperta, irritadiça e incompreendida criatura que põe à prova todas as noções sobre a natureza do bem e do mal. A improvável amizade da Bruxa Má do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte, donas de personalidades tão opostas que se tornam melhores amigas; a rivalidade das duas ao se interessarem pelo mesmo homem; e a reação ao governo corrupto do Mágico de Oz também estão no foco de Wicked. 
A obra de Gregory Maguire arrebatou milhões de pessoas em todo o mundo e baseou um musical na Broadway, que, desde sua estreia, em 2003, já quebrou diversos recordes e conquistou muitos prêmios, incluindo o Tony Awards, considerado o Oscar do teatro. Em 2016, o musical estreou em São Paulo."

Todo mundo que já viu ou leu O Mágico de Oz, de L. Frank Baums, deve ter se deparado com a figura da Bruxa Má do Oeste, uma mulher maléfica que sempre fez de tudo pra conseguir os sapatinhos de rubi de Dorothy. Mas em algum momento já consideraram o que aconteceu para a Bruxa Má do Oeste ser tão malvada? Ou o motivo dela nutrir uma raiva tão grande por Dorothy? Em "Wicked", vamos ter acesso a todas essas respostas e sobre outros fatos importantes a respeito da vida de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste.

O livro é dividido em 5 partes: Munchkins, Gillikins, Cidade das Esmeraldas, Nos Vinkus e O assassinato e a vida após a morte. Em cada uma dessas partes o leitor tem a oportunidade de descobrir um pouco mais a respeito de Elfaba, sobre sua infância, família e relações familiares; da época em que ela frequentou a faculdade e o início de sua amizade com Galinda, popularmente conhecida como Glinda; de suas atividades como ativista a favor dos direitos dos Animais (diferente dos animais, os Animais são conhecidos por terem um comportamento mais "humanizado") até a consagração de sua imagem como a Bruxa Má do Oeste.

"Lembre-se disto: nada está escrito nas estrelas. Nem nestas estrelas nem em outras. Ninguém controla o seu destino."
"Wicked" desconstrói todo o mundo mágico e ilusório criado por L. Frank Baums. Por mais que a história se passe no mesmo universo, no mundo de Oz, o livro de Gregory Maguire apresenta um mundo marcado por um governo corrupto, pelo fanatismo religioso e com membros que atacam algumas minorias (como é o caso dos Animais); a magia acaba fica em segundo plano. Os temas apresentados durante a leitura causam uma profunda reflexão e são extremamente atuais, podendo ser observados na nossa sociedade. Dessa forma, durante a leitura, eu precisava fazer pausas para refletir sobres esses assuntos tão importantes.

Além disso, é interessante ver como a vivência, as experiências e as ações de Elfaba foram moldando a imagem dela. L. Framk Baums apenas apresenta a personagem como uma  mulher maléfica e não aprofunda em sua personalidade, enquanto Maguire construiu todo um contexto para a vida dela. Elfaba é o exemplo de que ninguém é 100% bom ou ruim, ela não é totalmente má ou boa; ela é uma personagem bastante complexa e não pode ser definida apenas como "má" ou "boa", ela é um misto das duas coisas.

"As pessoas nunca descobrem como a bruxa se tornou malvada ou se esta foi a escolha certa pra ela. Será que essa é a escolha certa em algum momento? Será que o diabo já se esforçou pra ser bom de novo ou, se fizer isso, não é um demônio? No mínimo, é uma questão de definições."

Algo que me chamou atenção nas resenhas que eu li sobre "Wicked", foram as comparações do livro com o musical da Broadway. Sei que é um instinto natural do ser humano fazer comparações, ainda mais se tratando de livros e de suas adaptações. Porém, é precioso levar em conta os discursos narrativos que cada plataforma oferece. Os recursos para escrever um livro e para fazer um musical são bem diferentes, de forma que eu não vejo sentindo em ficar fazendo comparações.  Tanto o livro de "Wicked" quanto o musical são maravilhosos e emocionantes; ambos devem ser exaltados.

De uma forma geral, a leitura de "Wicked" me surpreendeu bastante; nunca que eu poderia imaginar que a leitura de um livro de fantasia iria me fazer refletir sobre assuntos tão importantes. Então, recomendo a obra de Gregory para todos que tem vontade de conhecer um pouco mais sobre a vida de Elfaba, a Bruxa Má do Oeste.

Resenha: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Título: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald
Autor(a): J.K Rowling
Editora: Rocco
Número de páginas: 400
Classificação: 3/5

Sou potterhead de carteirinha, dessa forma eu gosto de consumir todos os produtos relacionados a saga de livros da J.K Rowling. São objetos colecionáveis, roupas, livros que expandem o universo de Harry Potter, etc. Acho que nunca irei me cansar dessa história, desses personagens e do mundo complexo (e profundo) criado pela autora. Então, não consegui resistir à leitura do roteiro original do filme "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald".

"No final de Animais Fantásticos e Onde Habitam, o poderoso bruxo das trevas Gerardo Grindelwald foi capturado em Nova York com a ajuda de Newt Scamander. Mas Grindelwald, cumprindo sua ameaça, foge da prisão e passa a reunir seguidores, cuja maioria não suspeita de suas verdadeiras intenções: criar bruxos puro-sangue para governar todos os seres não mágicos.
Tentando frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore arregimenta Newt, ex-aluno de Hogwarts, que concorda em ajudar mais uma vez, sem saber dos perigos que tem pela frente. Linhas são traçadas e o amor e a lealdade são testados, até entre os amigos e familiares mais fiéis e confiáveis, em um mundo bruxo cada vez mais dividido.
Este segundo roteiro original de J.K. Rowling, ilustrado com a arte impressionante de MinaLima, complementa os acontecimentos anteriores que ajudaram a dar forma ao mundo bruxo, com alguns pontos de ligação surpreendentes com as histórias de Harry Potter que deliciarão os fãs dos livros e dos filmes".

O livro "Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald" apresenta o roteiro do filme original dirigido por David Yates (diretor responsável por dirigir outros filmes da saga como, por exemplo Harry Potter e a Ordem da Fênix e Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 e 2). E por se tratar de um roteiro de filme, a leitura foi mais rápida e fluída; em menos de um dia eu consegui terminar o livro. Além disso, foi possível ver algumas cenas que foram excluídas depois da edição final (não foi nada que mudaria os acontecimentos do filme).
A obra contém diversas técnicas do audiovisual, principalmente as que envolve a produção de um filme. Como tenho contato com algumas delas através da minha faculdade, não tive muitos problemas em entender as expressões e termos fixos. Mas, para quem não tem muito conhecimento sobre o assunto, a editora Rocco colocou um glossário explicando o significado de cada um desses termos (ele pode ser encontrado no final do livro).

E eu não poderia deixar de falar sobre a beleza do livro e o cuidado que a Rocco teve com a diagramação/design do livro. É simplesmente belo! A capa tem desenhos de alto revelo, com detalhes dourados, e dentro do livro, as páginas têm ilustrações que fazem referência com alguma parte da história. Por se tratar de um enredo conhecido, o livro não tem muitas novidades (para quem assistiu Animais Fantásticos: Os Crimes de Gindelwald, o livro não apresenta nenhuma surpresa ou diferença gritante em relação ao filme). Mas, para quem é fã da saga, do mundo bruxo criado por J.K Rowling, a leitura desse livro é imperdível!

Resenha: Lady Killers: Assassinas em Série

Título: Lady Killers: Assassinas em Série
Autor(a): Tori Telfer
Editora: DarkSide
Número de páginas: 384
Classificação: 5/5

Para quem não me acompanha no blog, ou não me conhece, eu tenho uma grande fascinação em conhecer e estudar sobre crimes famosos que marcaram a história. Um exemplo disso, é que eu vivo assistindo os programas exibidos pelo Investigação Discovery. Sei que isso pode parecer um pouco mórbido, mas sinto uma grande fascinação ao entrar dentro da mente dos assassinos em séries e outros criminosos; gosto de aprender sobre o modus operandi de cara um e suas motivações. Então, quando eu ouvi falar sobre "Lady Killers: Assassinas em Série", novo lançamento da DarkSide, eu senti que precisava ler esse livro. "Lady Killers: Assassinas em Série" se tornou uma leitura obrigatória para mim.

"As mulheres mais letais da história em uma edição igualmente matadora. 
Quando pensamos em assassinos em série, pensamos em homens. Mais precisamente, em homens matando mulheres inocentes, vítimas de um apetite atroz por sangue e uma vontade irrefreável de carnificina. As mulheres podem ser tão letais quanto os homens e deixar um rastro de corpos por onde passam — então o que acontece quando as pessoas são confrontadas com uma assassina em série? Quando as ideias de “sexo frágil” se quebram e fitamos os desconcertantes olhos de uma mulher com sangue seco sob as unhas? 
Prepare-se para realizar mais uma investigação criminal ao lado da DarkSide® Books e sua divisão Crime Scene®. Esqueça tudo aquilo que você achava que sabia sobre assassinos letais — perto de Mary Ann Cotton e Elizabeth Báthory, para citar apenas algumas, Jack, o Estripador ainda era um aprendiz. 
Inspirado na coluna homônima da escritora Tori Telfer no site Jezebel.com, Lady Killers: Assassinas em Série é um dossiê de histórias sobre assassinas em série e seus crimes ao longo dos últimos séculos, e o material perfeito para você mergulhar fundo em suas mentes. Com um texto informativo e espirituoso, a autora recapitula a vida de catorze mulheres com apetite para destruição, suas atrocidades e o legado de dor deixado por cada uma delas. 
As histórias são narradas através de um necessário viés feminista. Telfer dispensa explicações preguiçosas e sexistas e disseca a complexidade da violência feminina e suas camadas. A autora também contesta os arquétipos — vovó gentil, mãe carinhosa, dama sensual, feiticeira traiçoeira, entre outros — e busca entender por que as mulheres foram reduzidas a definições tão superficiais".

Em seu livro, Tori Telfer começa discutindo sobre o termo "assassino em série". Sempre que escutamos essa palavra, pensamos, automaticamente, em um homem. Essa expressão evoca em nossa mente a figura de uma pessoa terrível, na maioria das vezes, um homem sociopata, que tem um distúrbio de caráter. É muito raro associar o termo "assassino em série" às mulheres, é como se elas fossem incapazes de matar, de cometer um crime. Porém, as mulheres são tão capazes de matar quanto os homens e,"Lady Killers: Assassinas em Séries" vai trazer à tona esta discussão. 

Parece impossível pensar que as mulheres são capazes de planejar e executar crimes à sangue frio, e não sentir nenhum tipo de culpa ou remorso por seus atos.  Esse tipo de coisa parece algo saído de um livro ou filme de ficção. Contudo, para acabar com esse esteriótipo criado, de que apenas os homens são capaz de cometer tamanha crueldade, a autora conta sobre a vida de 14 assassinas em séries notáveis que viveram entre os anos 1200 e 2000, afinal de contas a perves idade existe desde os primórdios dos tempo e não distingue gênero.
"Veneno: para sempre, a arma das mulheres. Infiltra-se facilmente no lar. É sutil, silencioso, limpo. Veneno não deixa sangue assoalho nem buracos nas paredes. Despejar um pouco de líquido incolor na sopa ou no vinho é a coisa mais simples do mundo. E quem, historicamente, fica em casa, cozinha a sopa e serve o vinho? Mulheres, é claro."

Erzsébet Báthorny, a Condessa Sanguinária; Nannie Doss, a vovó sorriso; Lizzie Halliday, a pior mulher da terra;  Elizabeth Ridgeway, diabo na forma de uma santa; Raya e Sakina, víboras; Mary Ann Cotton, a mulher maldita; Darya Saltykova, a atormentadora; Anna Marie Hahn, iceberg Anna; Oum-El-Hassen, o rouxinol;  Tillie Klimek, a suma sacerdotista;  Alice Kyteler, a feiticeira de Kilkenny;  Kate Bender, a bela degoladora; Susana Fazekas, as criadoras de anjos de Nagyrév; e Marie Madeleine Marguerite D'Aubray, a rainha dos envenenadores. Essas são as respectivas assassinas (e seus apelidos, como elas são conhecidas popularmente), que Telfer discute em seu livro.

A autora abordou sobre a vida de cada uma dessas mulheres, passando pela infância de cada uma (o contexto social em que viveram é importante, apesar de que não justifica nenhum desses crimes), juventude, seus crimes, o método que usavam para matar e seu julgamento. Além disso, a autora promove uma discussão a cerca da visão que as pessoas têm em relação as assassinas em série. Algumas dessas mulheres foram acusadas de bruxaria, de forma que suas vidas sexuais foram questionadas por muitas pessoas. E, atualmente, muitas dessas assassinas tem uma imagem sexualizada ou são consideradas fofinhas demais para serem assassinas.  

"Uma das primeiras assassinas em série da história foi o tipo d garota que realmente colocou os s duplo em assassina — uma mulher marcada, sexualizada,  e vampirizada desde os registros de seu julgamento em 1720".
"Lady Killers: Assassinas em Série" mostra que todas essas mulheres levavam uma vida comum, eram pessoas comuns: mães, esposas, avós, etc. Porém, nada disso as as impedia de torturar empregados, envenenar a comida do marido, de seus filhos ou de alguém que ameaçasse atrapalhar seus planos. O livro mostra que a maldade, a capacidade de cometer atrocidades, está presente no ser humano independente do gênero, da beleza, ou do status social. 

E assim como todos os livros da DarkSide, "Lady Killers: Assassinas em Série" é maravilhoso em todos os sentidos, tanto em seu conteúdo (a pesquisa realizada por Tori Telfer é impressionante, assim como os detalhes acrescentados, que complementam a leitura) quanto em seu visual, uma vez que o livro é maravilhoso e repleto de ilustrações. E se você gosta de thrillers, de casos de investigação, "Lady Killers: Assassinas em Série" é uma leitura obrigatória que todo mundo deveria conhecer. A autora aproveita para quebrar esteriótipos em relação as assassinas e algumas histórias são macabras.

Resenha: Você

Título: Você
Autor(a): Caroline Kepnes
Editora: Rocco
Número de páginas: 384
Classificação: 3/5

Não se pode negar que a série "You" se tornou um grande fenômeno, com várias pessoas comentando ao seu respeito. E em uma das críticas que eu li, lembro das pessoas estarem elogiando a adaptação, falando que era bem melhor do que o livro. Dessa forma, depois de assistir a série, eu resolvi ler o livro "Você", da Caroline Kepnes para tirar minhas próprias conclusões.

"Bestseller do The New York Times, o romance de estreia de Caroline Kepnes ganhou elogios de escritores do calibre de Stephen King e Sophie Hannah, além de resenhas estreladas, e deu origem a uma série de TV homônima que estreia neste primeiro semestre nos EUA. Não é para menos. Hipnótico, assustador, brilhante são alguns dos adjetivos usados para descrever este thriller sobre um amor obsessivo e suas perigosas consequências. A trama tem início quando Guinevere Beck, que deseja ser escritora, entra na livraria do East Village onde Joe Goldberg trabalha. Bonita, inteligente e sexy, Beck ainda não sabe, mas é a mulher perfeita para Joe, que, a partir do nome impresso no cartão de crédito de sua cliente, passa a vasculhar sua vida na internet e a orquestrar uma série de eventos para garantir que ela caia em seus braços, fazendo com que tudo pareça obra do acaso. À medida que o romance entre os dois engrena, porém, o leitor descobre que Beck também guarda certos segredos e os desdobramentos desse relacionamento mutuamente obsessivo podem ser mortais."

A trama se inicia na livraria onde Joseph "Joe" Goldberg trabalha. Trata-se de mais um dia comum de trabalho, em que ele realiza suas vendas na loja e observa o gosto literário dos clientes que frequentam o local. Nada fora do comum. A atenção de Joe é despertada quando ele observa uma mulher, na faixa de seus 20 e poucos anos, andando pelo setor de ficção F-K. Não demora muito para ele fazer suposições sobre o gosto literário e sobre outros aspectos da vida dela, imaginando como é a personalidade e o modo de agir da mulher. Ela é sexy, aparenta ser inteligente e é a mulher ideal para o Joe (ela apenas não sabe desse detalhe, ainda). 

Trata-se de Guinevere Beck, ou simplesmente Beck. Por mais que tivesse dinheiro suficiente para pagar os livros, ela opta por pagar no seu cartão de crédito. Para Joe, esse simples ato é como uma indireta, como se Beck quisesse que ele descobrisse o nome dela. Como Guinevere Beck é um nome muito incomum, não demora muito para que Joe ache o perfil dela nas redes sociais e as primeiras impressões não são as melhores. Por que ela não mencionou do encontro deles na livraria? Além disso, em sua biografia do Twitter está escrito #falocomestranhos. Nada disso é um bom sinal. Joe achou que tinha impressionado Beck, que ela estava interessada nele, mas, a verdade é que ele não passa de um estranho. 

"Você entra na livraria e sorri e mantém a mão  na porta para garantir que ela não bata. Sorri, constrangida por ser uma garota legal, suas unhas estão sem esmalte, seu suéter em gola V bege torna impossível saber se está usando sutiã, mas acho que não esteja".
Através das redes sociais, Joe consegue descobrir diversas informações sobre a vida de Beck, inclusive o endereço de sua casa. Dessa forma, ele passa a perseguir ela em diversos momentos. Ele fica observando-a pela janela do apartamento. Ele inventa que o gás está vazando apenas para entrar no apartamento dela. Ele a segue para todos os lugares. Ele fica lendo os e-mails e mensagens de texto que ela troca com as pessoas. Aos poucos, Joe vai traçando a rotina de Beck, decora os seus horários e apenas pensa no melhor momento para poderem se encontrar.

Em sua cabeça, tudo que ele faz para conquistar Beck é válido. Ele acredita que é o cara ideal para ela, da mesma forma que ela é a mulher de sua vida. Dessa forma, ele não apresenta nenhum remoço ao interferir nas amizades e relacionamentos de Beck. Tudo que ele está fazendo tem uma justificativa, tudo é em nome do amor. Como ele pode estar errado? Cada vez mais, Joe vai alimentando a sua obsessão ao ponto disso se tornar perigoso para Beck e para as pessoas que convivem com ela.

"Não foi culpa minha Candace ter me seguido até a beira d'água, e não foi culpa munha eu tê-la apanhado, tê-la segurado na água e tê-la visto passar para o grande além. Ela queria estar lá, ou não teria ido até a água comigo. Ela sabia que estava me matando, e sabia que eu não era do tipo que cai sem lutar".

Não posso negar que estava com grandes expectativas para a leitura de "Você", afinal de contas a série estava sendo muito elogiada e eu imaginava que o livro ia ser tão bom quanto. Mas, durante a leitura acabei me decepcionando um pouco. Nunca pensei que seria capaz de falar isso, mas a série consegue ser bem melhor do que o livro. Apesar da ideia da autora ter sido genial, sinto que funcionou melhor como um produto audiovisual. Em alguns momentos achei a leitura bem arrastada e repetitiva, sempre mostrando o Joe com os mesmos pensamentos. O livro é muito focado no Joe, enquanto a série amplia essa visão, o que torna tudo mais interessante. 

No geral, posso dizer que "Você" é um livro regular. A leitura não conseguiu atingir ou exceder as minhas expectativas, mas também não foi um fracasso total. Por mais que a ideia de Caroline Kepnes seja interessante, sinto que a trama do livro não foi muito bem desenvolvida. Apesar do ponto de vista da história ser do Joe, podiam ter explorado mais outros personagens, pois alguns monólogos dele podiam ser bem cansativos e repetitivos.  Então, se você pretende ler "Você", da Caroline Kepnes, apenas tenha em mente que a série é  bem melhor do que o livro.

Resenha: A Morte da Sra. McGinty

Título: A Morte da Sra. McGinty
Autor(a): Agatha Christie
Editora: L&PM Editores
Número de páginas: 272
Classificação: 5/5

O meu primeiro contato com as obras da Agatha Christie foi durante o ensino fundamental, mas, naquela época, não cheguei a me interessar tanto por ela ou por seu trabalho. Depois de alguns anos, que eu comecei a pesquisar mais sobre a autora e, consequentemente, passei a desenvolver um interesse por suas obras. Agora, posso afirmar que a Rainha do Crime é uma das minhas autoras favoritas, e que seus livros sempre são surpreendentes. 

"O caso parecia simples: a sra. McGinty foi assassinada por seu inquilino, James Bentley, que lhe roubou trinta libras. Desempregado e sem dinheiro, Bentley teve o motivo e a oportunidade e por isso foi considerado culpado.
Mas quando o superintendente Spence pede a Poirot que investigue melhor o caso, o detetive belga imediatamente percebe que um grande erro foi cometido. Agora, Poirot terá que correr contra o relógio para resgatar um homem inocente da execução – e também para salvar a própria vida.
Agatha Christie combinou seu talento para criar histórias instigantes com um inesperado toque de humor, fazendo de A morte da sra. McGinty um de seus mistérios mais surpreendentes e divertidos."

Logo no início da trama nos deparamos com Hercule Poirot, o famoso detetive belga responsável por solucionar diversos crimes. Contudo, desde que se aposentou, a sua vida parece ter perdido a emoção de antigamente. Agora, Poirot faz questão de se dedicar às três refeições diárias, que são muito importante para ele.  Mas, tirando esse pequeno fator, a vida do detetive pode ser considerada bem entediante. A verdade é que Hercule sente falta de seu trabalho de detetive, do desafio intelectual envolvido em cada investigação. 

Essa situação de paz, calmaria e um pouco tediosa vai mudar após o jantar (a refeição mais importante do dia, segundo Poirot), quando o detetive recebe a visita de um ex-colega de profissão, o detetive Spence. Apesar do clima agradável, Spence não está lá para visitar o seu velho colega, e sim para conseguir uma ajuda. Ele está trabalhando em um caso peculiar, no assassinato da Sra. McGinty, e acredita que o suspeito, James Bentley, é inocente.  

"— Sim. Se consideramos que James Bentley é inocente, nos restam duas possibilidades. As evidências podem ter sido usadas deliberadamente para despertar suspeitas contra ele. Ou então ele foi apenas uma vítima infeliz das circunstâncias".
Todas as provas apontam para Bentley: ele estava precisando de dinheiro, estava desempregado e era um sujeito um pouco estranho. Porém, Spence está certo de ele é inocente, que ele não tinha motivos para matar a velha senhora e a única pessoa capaz de solucionar isso é Hercule Poirot. O detetive belga é conhecido por seu olhar observador, por sempre prestar atenção dos pequenos detalhes que passam despercebido. Se tem uma pessoa que pode resolver esse crime, apontar o verdadeiro assassino, essa pessoa é Hercule Poirot. 

Para conseguir desvendar esse mistério, Poirot começa a investigar a vida da falecida Sra. McGinty, de seus parentes, amigos, empregadores e os possíveis motivos que alguém teria para a matar. E a medida em que o detetive vai descobrindo sobre o passado da mulher, mais perto ele fica de capturar o assassino. 

"— Não, madame — informou Poirot. — Ele não foi enforcado... ainda. E o caso da sra. McGinty  ainda não está encerrado. Citando um verso de uma célebre poeta da língua inglesa: 'Uma questão só é resolvida quando resolvida corretamente'".

Sabe aquele livro que não é nada previsível? Que toma um rumo completamente diferente do que o esperado? Eu sempre tenho essa sensação quando estou lendo as obras de Agatha Christie. "A Morte da Sra. McGinty" não pode ser um dos clássicos da autora, mas ainda assim trata-se de uma história consistente e com um final surpreendente. O que mais me encanta, é como Christie consegue tirar inspiração de coisas tão singelas, como uma cantiga de criança, e transformar em uma obra incrível. 

Se você, assim como eu, gosta dos livros da autora e do Hercule Poirot, a leitura de "A Morte da Sra. McGinty" é obrigatória!

Resenha: Adulta sim, madura nem sempre

Título: Adulta sim, madura nem sempre
Autor(a): Camila Fremder
Editora: Paralela
Número de páginas: 136
Classificação: 5/5

No final de 2018, eu entrei para um clube do livro junto das minhas amigas e outras garotas da minha faculdade. E, em dezembro, resolvemos trocar cartões com indicações de leituras (um amigo oculto muito fofo). Quem me tirou foi a Laura, do blog Nostalgia Cinza, e como ela só indica coisa boa eu fiz questão de comprar alguns dos livrinhos que ela me passou! O livro "Adulta sim, madura nem sempre" da Camila Fremder foi a minha primeira leitura de 2019, ou seja, uma ótima forma de começar o ano.

"A vida adulta chega de uma hora para outra e nem sempre estamos preparados para ela. E tudo bem.

Um dia você é a jovem moderna que ouve música alta e incomoda a vizinha. Num piscar de olhos é você quem está interfonando para o porteiro e reclamando, aos berros, do som da garota que mora no andar de cima. O que aconteceu? Simples: a vida adulta chegou. Quer dizer, não tem nada de simples.
Como Camila Fremder mostra neste seu novo livro, a vida adulta costuma chegar de uma hora para outra, sem avisar, sem um curso preparatório, sem nada. Ou pelo menos é assim que a gente se sente. E a consequência disso é muito estranhamento, reflexões e boas risadas.
Saem de cena as noites agitadas e os dias sem grandes preocupações, sendo substituídos por fraldas (no caso de quem tem filho), boletos e muita paranoia com a aparência. Com observações perspicazes e bom humor, Camila nos ajuda a entender e aceitar melhor essa transição. Um livro que você não vai conseguir largar. A menos que o bebê acorde ou esteja na hora de você correr para o batente."

Quando eu era criança, tinha o costume de idelizar como seria a minha vida no futuro, quando tivesse vinte e poucos anos. Na minha cabeça de 7 anos, eu já seria muito adulta aos 18 anos e com 20 já estaria com um estabilidade financeira. Como eu estava enganada. Agora, a medida que os anos vão passando, não posso negar que tenho um pouco de medo da vida adulta. Eu não estou preparada. Na verdade, como Camila Fremder mostra em seu livro, ninguém está preparado para assumir tantas responsabilidades, além das inseguranças que fazem parte do pacote. E ter um bebê apenas multiplica todas essas coisas.

Em "Adulta sim, madura nem sempre" reúne uma coletânea de crônicas escritas pela Camila, que aborda (de maneira bem humorada) a transição para a vida adulta. Ao longa das páginas, ela mostra que é natural sentir um pouco de medo e insegurança, e que não há nenhum problema em não ser maduro (ninguém nunca está velho para um lançamento do mundo pop). Camila mostra que não existe uma fórmula para se tornar adulta, mas que essa transição tem seus momentos divertidos.
“Ser adulta e ter medo de escuro é o meu maior dilema. Como vou tranquilizar meu filho quando ele acordar à noite com medo de escuro? Eu vou falar: ‘Ai, que bom que você também está acordado. Estou segurando o xixi há horas! Vamos comigo no banheiro? Eu sempre acho que vou ver alguém no espelho...’. Não duvido se esse diálogo acontecer.”

E mais louco do que virar um adulto cheio de responsabilidades, com boletos para pagar, é se tornar mãe. Em "Adulta sim, madura nem sempre", Camila conta sobre todas as fases de sua gravidez (desde o momento em que ela descobriu, o nascimento do Arthur  e os cuidados que tem com seu filho). Apesar de eu não ter filhos, não ter ideia de como funciona a maternidade, não pude deixar de rir com as histórias contadas por Camila. Ela tem o dom de deixar tudo mais divertido e engraçado, além de mostrar que as "fases sérias" da vida podem ser tratadas com leveza. 

Tenho apenas 22 anos e não vivi muitas coisas que Camila já vivenciou e experimentou, mas, apesar disso, consegui estabelecer um forte senso de identificação. Assim como ela, eu também amo muitas coisas do mundo pop (inclusive Mean Girls é um hino de filme), tenho medo do escuro (não posso escutar um barulho que já acho que é fantasma ou ladrão), também acho que alguém pode aparecer no espelho do banheiro, e não faço ideia de como manusear uma panela de pressão (eu nem chego perto, e sempre acho que vai explodir em algum momento).

"Porque ser adulto, no final das contas, é descobrir novos medos e enfrentá-los todos os dias."

Não sei se algum dia vou ser capaz de colocar em palavras o quanto que eu amei "Adulta sim, madura nem sempre", da Camila Fremder. A leitura é divertida, leve e com uma grande fluidez. Com toda certeza esse livro entrou para a minha lista dos favoritos, além de ter sido uma ótima escolha para começar o ano de 2019 com o pé direito. Então, se você gosta de crônica e de dar boas risadas, não deixe de conferir "Adulta sim, madura nem sempre".

Resenha: Um Sedutor Sem Coração

Título: Um Sedutor Sem Coração
Autor(a): Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 320
Classificação: 4/5

Quem acompanha o Escritora Whovian há algum tempo já deve ter percebido como eu amo os romances de época, minha estante está lotada com esses livros. Porém, sentia que precisava procurar novos autores, sair um pouco da minha zona de conforto e foi assim que eu conheci a Lisa Kleypas. "Um Sedutor Sem Coração" foi o primeiro livro que eu li da autora, e eu não poderia estar mais feliz com o resultado!

"Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas.
A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon.
Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar.
Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?
Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você prender o fôlego até o final."

Logo no início da trama somos apresentadas ao libertino Devon Ravenel, que acaba de herdar um condado e um título. Por mais que tudo isso possa parecer impressionante, a única coisa que Devon quer é vender as terras o mais rápido possível. Ele nunca foi criado para administrar nada, aquele era o papel de seu falecido primo, Theo. Além dos problemas envolvendo a propriedade e as dívidas de sua família, Devon se torna o responsável por cuidar de suas três sobrinhas (que já estão com idade para debutar) e por Kathleen, a jovem viúva.

Devon parte junto de seu irmão, West, para o Condado da família e suas constatações sobre a casa não é uma das melhores. Os encanamentos são ultrapassados, há muitas reformas para serem feitas e como se tudo isso não fosse o bastante eles estão cheios de dívidas. Porém, se livrar de tudo isso não vai ser nada fácil, ainda mais com a atitude de Kathleen, que faz de tudo para provar para Devon que é importante manter o Condado. Dona de uma personalidade afiada e forte, ela vai fazer o possível para persuadir Devon.

"Conheço muitos fatos científicos sobre o coração humano, e um deles é que é muito mais fácil fazer um coração para de bater em definitivo do que evitar amar a pessoa errada."
Apesar de aparentar ser uma pessoa fria (quando criança Kathleen aprendeu que chorar era um sinal de fraqueza, de forma que nunca mais derramou nenhum lágrima, nem mesmo com a morte de seu marido), Kathleen é uma pessoa intensa em seus sentimentos, por mais que esconda tais sinais. E Devon vai ser o responsável por fazer com que ela sinta diversas coisas: da raiva ao desejo.

Contudo, um romance entre os dois parece ser quase inevitável. Se de um lado Devon é um libertino, que não liga para as regras ou as morais da sociedade, Kathleen é totalmente o oposto. Ela gosta de seguir as regras à risca como, por exemplo, o período do luto. Para ela, a ideia de se apaixonar ou se envolver com alguém durante esse período é impossível, e o mesmo vale quando se trata de usar roupas coloridas e chamativas. Devon vai ser o responsável por tentar seduzir Kathleen e, quem sabe, tornar o comportamento dela mais rebelde, sem se preocupar com a opinião dos outros.

"Porque eu me conheço. E conheço você o bastante para ter certeza de que jamais ia querer magoar mulher alguma. Mas você é perigoso para mim. E quanto mais tentar me convencer do contrário, mais óbvio isso se tornará."

Até então eu nunca tinha ouvido falar sobre Lisa Kleypas e suas obras, de forma que fiquei bem feliz com o resultado final. Não tem coisa melhor do que descobrir um novo autor e ler um livro incrível! "Um Sedutor Sem Coração" apresentou uma história envolvente, divertida e com ótimos personagens. No início da leitura, não tinha uma simpatia tão grande pela Kathleen, mas a situação mudou quando fui conhecendo um pouco mais do passado da personagem. Agora, consigo ver como ela é uma mulher forte.

Como a própria sinopse do livro já diz "Um sedutor sem coração inaugura a coleção Os Ravenels com uma narrativa elegante, romântica e voluptuosa que fará você perder o fôlego até o final", e foi exatamente o que aconteceu comigo! Agora, estou contando os dias para poder comprar a continuação dessa história incrível. Assim como os Bridgertons (da Julia Quinn) tem um lugar especial no meu coração, os Ravenels também conquistaram um espacinho.